Drown

2 Good morning Day


Notas iniciais
Na real, não existe nada mais gratificante do que ler um review, então por favor nao tenha preguiça, ESCREVA UM REVIEW. Não sabe oq escrever? Pode falar qualquer besteirinha clichê que meu coração fica aliviado em saber que estão lendo.
Ps:.Que Bob Marley esteja sempre com vocês :*

Primeiro dia de aula. Pessoas novas. Professores novos. Meninos novos. Concorrência nova. Respostas e situações velhas. Era tudo a mesma coisa e tudo diferente ao mesmo tempo. Ela já podia ver os diálogos fúteis de seus futuros amigos no primeiro dia de aula. Todo mundo quer se garantir, todos se farão de ‘pessoas legais’ para que os alunos novatos cedam a confiança. Alana não estava com medo, nem tinha grandes expectativas, apenas queria continuar na antiga escola. De cara ela não tinha gostado do colégio em que seus pais a matricularam.

- Mas filha, é um colégio religioso- o pai sempre proferia esta frase. Como se ser religioso ganhasse pontos – Além disso, você vai se divertir, conhecer gente nova faz bem sabia?

-Você fala por experiência própria pai? Tem conhecido muita ultimamente?- Alana ergueu uma sobrancelha. Já fazia uns meses que o pai saía de casa alegando uma conferência ou reunião para encontrar algumas mulheres.

- Er... Como assim meu bem? Não sei do que você está falando. — Uma gota de suor brotou da nuca de Craig e ele afrouxou a gola do colarinho.

- Claro pai, não era nada importante mesmo. – O silêncio se sobrepôs por alguns minutos. O carro passava despreocupado pela rua paralela à nova escola de Alana e ela olhou feio para a grande construção de tijolos, muito semelhante às escolas da antiguidade. Ou às da Europa.

- Pai – Craig se sobressaltou com o som da voz de sua filha. Alana sabia que sua voz era agradável então só pode supor que o pai pensava no que ela havia dito. Provavelmente pensava em como ela tinha descoberto sobre as mulheres e se iria contar alguma coisa para a mãe — Você perdeu a entrada — Seu tom era monótono e desencorajador. Tarde demais para voltar o caminho, Alana decidiu descer do carro na calçada e ir andando pelo caminho de pedras que cortava o gramado até a entrada da escola. Ela deu um beijo na bochecha do pai e saiu do carro.

Estava frio e o uniforme da escola não ajudava. A saia vermelha quadriculada com pregas batia um palmo acima do joelho; a blusa bege era estilo pólo com pequenos botões da mesma cor na frente, e uma gravata vermelha. O uniforme era bem típico de colegial, provavelmente alimentava as fantasias de muitos alunos, diretores e funcionários. A distância de onde ela estava até a verdadeira entrada do colégio era de aproximadamente novecentos metros, alguns alunos chegavam do mesmo ponto de onde Alana tinha saído. Era estranho ninguém estacionar perto da entrada da escola e ela ficou agradecida pelo pai ter perdido a entrada para o estacionamento. Provavelmente era reservado para professores e funcionários.

Enquanto andava, dois meninos foram se aproximando. Ela podia sentir que eles estavam ajustando o passo com o dela, pois logo estava encurralada pelos dois, um de cada lado. Como ela era baixa, cerca de um metro e cinqüenta e cinco, os ombros deles ficavam do nível de seus olhos para cima. Ela parou e eles pararam junto, meio descompassados. Naturalmente não esperavam que ela estancasse tão brutamente. Alana não disse nada, apenas olhou-os de cima a baixo analisando os dois.

- Que é loirinha? Gostou de mim foi?- O menino que era um pouco mais baixo em relação ao outro; tinha pele bronzeada e cabelos castanhos bagunçados em cachos, que pareciam não ter padrão para crescer, falou em uma voz grave e um tanto arisca. Não era uma voz desagradável, dava a impressão de euforia. Era um menino bonito.

- Deixa disso Sebastian, vai assustar a menina- disse o outro. Ele era mais alto, cerca de um metro e oitenta. Olhos, verdes, cabelos loiros escuros e pele bastante alva. Alana ariscaria dizer que eram opostos fisicamente se este não fosse igualmente estonteante com relação à beleza. Quando esse menino falou, ela viu que ele tinha um piercing na língua.

- Desculpe, mas sou nova aqui. Vocês poderiam me ajudar?- Essa não era uma frase costumeira de Alana, mas talvez se ela fizesse o tipo sensível, se livraria dos garotos e de quebra descobriria qual era a sua sala sem ter que ir falar com o diretor.

-Depende de quanto você tem na sua carteira amor. — O menino bronzeado sorriu como se tudo aquilo fosse realmente engraçado. Talvez achando que por ser extremamente simpático tiraria algum dinheiro dela.

- Ah! Desculpe, eu não sabia que aqui nesta escola os garotos como você faziam programa. Mas de qualquer forma, você não faz o meu tipo. – O rosto do garoto ficou escarlate de raiva e o outro, desatou a rir em silêncio. Ela pensou que ele não estivesse acostumado a levar foras, pois reagiu exatamente como um babaca.

- Sua puta, já olhou o tipo de roupa que você está usando? – Alana o fitou com sarcasmo nos olhos, pois este era o único uniforme feminino da escola, e depois analisou novamente o vestuário do menino, sua expressão agora mudando de sarcástica para a de quem compreende algo – Ah! Se você não está conseguindo clientela suficiente com as calças não tem problema, é só pedir que eu te empresto a saia — e depois, se virando para o outro menino que certamente estava a ponto de quebrar umas costelas com o esforço para não rir -Sinceramente cara? Vou te desejar muita sorte. Esse daí eu não comia nem de olhos fechados. A propósito, meu nome e Alana.

- Apolo, prazer- A voz dele era grossa para a idade e calmante, como um ronronar de gato, mas estava muito alterada com o riso que ele ainda tentava segurar.

E logo depois o alarme da escola tocou, anunciando o início das aulas.

Notas finais
Estou de castigo. O próximo capitulo vai demorar até que meu pai decida que eu posso voltar a usar o PC. Ou até ele sair de casa para trabalhar (6)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.