Droga! O Meu Irmão Não...

50 Cap. 50 - Fazendo acontecer - Part. 2


Notas iniciais
Pois é, FINALMENTE o último capítulo!!! Sério, eu comecei essa fic em meia hora, depois vocês foram gostando e a fic tomando corpo, tomando sentimento e destino. Brigada à todas que acompanharam, indicaram e comentaram. Mas muito obrigada mesmo, porque quando eu duvidar da minha capacidade escrever eu posso vir aqui, ler seus comentários e saber que sim, sou capaz. Obs: No começo do cap eu escrevi escutando a música "Meu Grande amor" de Lara Fabian (aquela do O clone). E depois escutei Love Story da Taylor Swift (pra inspirar aventura sabe).Não esqueçam que estou com outra fic e espero todo mundo lá hein!

06/11, Terça-feira, às 20:20 — ??? (vai ter que adivinhar)



Sabe, é engraçado. O destino... Ele brinca com agente, nos joga de um lado à outro, apenas para nos fazer enchergar coisas simples. Sim, tão simples e que mesmo debaixo de nosso narizes, não conseguimos enxergá-las. "Droga! O meu irmão não..." foi o que eu mais pensei em todo esse ano. Tantas confusões, surpresas, alegrias, aflições, e sexo, acho que valeu a pena. Bom, eu tenho que começar a contar né? Parei de escrever em você e vi Lipe entrando no meu quarto, segurando um pequeno urso do seu filho. Lógico, morri de pena!

E aí... — Começou ele, sentando na minha cama à minha frente.



Oi... — Disse eu.



É hoje o dia, não é?



É sim.



Não aguento te ver assim Carol. — Disse-me ele, passando a mão carinhosamente no meu rosto. — Sorri pra mim, vai.



Ah Lipe, não tem como.



Então faz por mim? Já estou triste, mas fico mais ainda quando te vejo assim.



Desculpa... A Esthefanny ainda não te perdoou? — Perguntei.



Não... — Respondeu-me ele, com os olhos tristes, olhando para o pequeno urso em suas mãos.



Tudo vai se resolver Lipe, vai sim. Bom, pelo menos pra você vai.



Como? Ela olhou pra mim com nojo, e agora não vou poder ficar com o meu filho. — Reclamou ele, tentando impedir que as lágrimas caissem.



Felipe...



O abracei fortemente, mostrando que eu estava ali pra ele assim como ele sempre esteve ali pra mim. Me cortou o coração não poder dizer que ele já estava perdoado. De repente Lipe levantou a cabeça, que estava deitada em meu colo, e veio se aproximando do meu rosto. Fitou meus lábios com um olhar vazio. Com seus lábios tocou os meus, começando um beijo lento e molhado pelas lágrimas. Me deitou na cama com seus corpo em cima do meu. Suas mãos trêmulas tocavam-me com um pouco de desespero. Não sei explicar ao certo o porquê, mas o beijo foi triste. Não consegui evitar, minhas lágrimas também cairam. Nos beijamos lentamente, chorando tudo aquilo que nos estava passando e o tudo o que nos aconteceu. Um sabia da lágrima do outro, mas continuamos mesmo assim. Já estávamos ferrados não é mesmo? Que se dane tudo! Pensamos na hora. Em meio aquela tristeza, angustia, consegui lembrar-me do motivo que fazia o meu coração bater forte. Que me dava o sorriso mais sincero, a gargalhada mais gostosa, o beijo mais saboroso! Com uma força que não era minha, tirei Felipe de cima de mim.



Ah meu Deus, desculpa! — Exclamei, levantando-me da cama.



Mas você não precisa pedir desculpa. — Disse Lipe, confuso.



Claro que preciso, isso não devia acontecer. — Insisti.



E por que não se eu te am-



Não diga. — Pedi, tampando sua boca, impedindo que ele terminasse a frase.



E por que não?! — Perguntou ele.



Porque não é certo! Isso, porque não é certo!



Ri de mim mesma, lembrando que esse mesmo diálogo aconteceu, só que invertido. Agora aqui sentada tranquilamente, olhei no meu Diário pra conferir e achei! Aconteceu no dia 10/02, numa quarta feira. Foi o Lipe que não me deixou terminar essa frase, foi ele que negou esse amor. Doeu sim, queria arrancar o meu coração pra não o sentir doendo mais. Mas agora pensando bem, isso tinha que acontecer. Ele tinha que negar, eu tinha que sofrer.



Carol, o que está acontecendo? — Perguntou ele, não entendendo nada.



Eu tenho que tentar! — Respondi, pegando as pesadas malas que eu não tive coragem de desfazer.



Aonde você vai?! — Perguntou mais uma vez Lipe, agora segurando as malas que eu tentava carregar.



Ainda não estou pronta pra desistir! — Exclamei.



É, acho que não está. — Disse ele sorrindo fracamente, soltando as minhas malas.



Devolvi o sorriso, esperançosa. Já estava no meio do corredor, indo em busca do meu amor, mas decidi voltar, pois não é só eu que mereço ter esperança.



Lipe! Ela já te perdoou.



Quando o meu irmão ouviu isso, deu um dos sorrisos mais bonitos que eu já vi! Corri desesperada com as pesadas malas. Na calçada eu me desesperei, como eu poderia chegar lá em 20 minutos? Se eu me atrasasse mais, pederia o vôo! Me assustei ao escutar um barulho de motor de carro, era Lipe! Avisei pra ele que minha o mataria se o visse dirigindo o carro dela sem carteira de motorista ainda por cima. Bem, ele não ligou, pois é isso que os irmãos fazem, não é mesmo? Me estressei com o trânsito engarrafado! Pow, isso aqui não é São Paulo não (onde se vê o ar que respira)! Não pude aguentar, desci do carro e fui a pé mesmo, com Lipe correndo atrás de mim carregando minhas malas. Pois é, o carro que ficou ali parado no meio do trânsito realmente daria problema. Mas eu peço desculpas pra minha mãe depois de tentar! Corri como se minha vida dependesse disto. Olhei para o meu relógio de pulso e vi que faltavam apenas 3 minutos para o avião decolar e ainda faltava um bom pedaço pra chegar lá. Não perdi a chama dentro de mim, corri mais ainda! Precisava ir até o fim, pra pelo menos dizer "Eu dei o máximo de mim!". Coloquei os pés no aeroporto já desesperada procurando o lugar certo do voo do Ângelo. Quando finalmente achei, vi que Ângelo já tinha ido. Pelo menos foi o que a tabelinha de voos dizia. Caí no chão, chorando. Não me importava se as pessoas ririam de mim, se as pessoas caçoassem de mim, eu queria chorar! Com o meu rosto enterrado em minhas mãos, escutei passos firme. Provávelmente seria Lipe, olhando pra mim decepcionado, mas não era ele que usava aqueles lindos sapatos de couro. Olhei pra cima e vi Ângelo com uma expressão de surpresa até maior que a minha. Me levantei debilmente, não sabendo o que fazer. Suas mãos eram punhos, como que se quisesse me bater. Talvez ele não me queria ali, pensei. Mas mudei rapidamente de idéia quando ele abriu uma de suas mãos, mostrando ali um papel todo amassado. Reconheci suas folhas e minha letra desajeitada. Minha carta! Pulei em seu colo, chorando como uma criança em seu ombro. Ângelo me abraçou forte, confortando-me. Ele também me queria, também fui perdoada. Ficamos esperando o próximo voo sentados num banquinho. Não precisamos dizer nenhuma palavra um ao outro, estava tudo ali. Ele não conseguia parar de me abraçar e eu de chorar. Chorei muito sim, só que dessa vez de pura, a mais pura, felicidade.



Ps¹: Ah Diário, se você ainda não entendeu, eu estou agora num avião indo pra Grécia com o meu verdadeiro amor.



Ps²: Eu errei em pensar que o amor vem de qualquer lugar. Na verdade é a paixão que vem de qualquer lugar... Mas o amor... Ah, o amor... Esse vem dos melhores lugares.



Notas finais
Recomendações? *---------*
Me add no Hanashi?
http://www.hanashi.com.br/Kif01/
Lá você pode me encontrar e fazer todas as perguntas que quiser sobre a estória!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!