Droga! O Meu Irmão Não...

15 Cap. 15 - Visita inesperada.


Notas iniciais
Eu queria agradecer muito às pessoas que me mandam reviews todos os dias! Agradeço também àqueles que mesmo não comentando lêem a minha Fanfic, minha primeira fanfic. E por ser a primeira, é enormemente especial. MUITO OBRIGADA!

E também estou muito feliz pelas indicações, por nunca ter tido e também por serem ótimas.

É isso, aí! Agora diviertanse!

19/02, Segunda às 14:15 — Casa

Estou sem ânimo pra escrever em você. Desculpe. Estou cansadinha... Mas um cansasso bom... Muito bom... Está Curioso? Diz pra mim? * Silencio * Ok, já entendi. Bom... Você, diário, está se perguntando o motivo da minha preguiça pra escrever, não? Hoje pra mim, a escola foi marcada por muito choro e lágrimas que, por milagre, dessa vez não foram as minhas. Cassiane ainda está tentando superar Marcus. Aparentemente, o motivo do rompimento foi a displicência da parte dele. Falei bonito agora, não? HAHA. Então ela chora toda hora, molhando Drika e eu (pior é a parte que ela tem que assoar o nariz). Já disse que a escola está um saco? Não? A escola está um saco! Assim, todo dia é matéria nova e mais matéria nova! A tinta da minha caneta já está na metade e a minha mão esta sofrendo câimbras frequentes. Por que os professores esquecem de como é ser aluno? Não consigo entender isso. Até parece que na adolescência deles, eles não falavam sacanagem (daquela época) e eram alunos modelos com notas excelentes. Isso é injusto! É fazer agente pagar pelo que acontecia com eles! Drika ainda está na mesma, ficando com um aqui e outro ali. Apoio um pouco (Só um pouquinho), porque ela aprende e conta pra mim e a Cá depois! Hoje ela contou que dormiu com um cara e acordou essa manhã com ele. E também mencionou o tal tesão de mijo, que agora eu sei o que é por experiência própria. Mas claro que não vou contar isso a elas, né? Agora te conto o que aconteceu ontem.

Aonde eu Parei? Deixa eu ler a outra página.... Pronto, já sei. Felipe bateu na minha porta impacientemente. Eu, preocupada, abri a porta.

- Que foi? — Perguntei

- O que ele tá fazendo aqui? — Perguntou Lipe, parecendo estar irritado.

- Ele quem? — Perguntei, confusa.

- Aquele cara! — Respondeu Lipe.

- Patrick? Estranho, ele não disse qu-

- Não esse! O irmão da Esthefanny!

- Ângelo? Ele veio aqui?! — Disse eu, surpresa.

Ignorando Felipe, desci as escadas correndo (tropeçando em alguns degraus). Estava muito ansiosa e surpresa, pois nunca um garoto veio na minha assim, querendo saber por mim! Não vamos contar o Patrick porque... Bem, você já sabe. Quando abri a porta ansiosa para vê-lo e fazer ciúmes no Lipe, não vi ninguém, nenhuma alma que seja!

- Cadê ele? — Me perguntei, pensando alto.

- Hum, ele já foi? Que bom. — Disse Felipe, aparecendo atrás de mim.

- O que você fez Felipe!? Você falou alguma coisa pra ele? — Perguntei a ele, supondo sua culpa.

- Ei! Não fiz nada. Eu só falei pra ele ficar longe, e como ele disse que só sairia dali se falasse contigo, então fui te chamar. — Respondeu, lipe, agora tranquilo, que Ângelo foi embora.

- Porque você fez isso IDIOTA?!! — Gritei, empurrando ele pra sair da minha frente, voltando para meu quarto.

Felipe tentou me seguir, mas fui mais rápida e me tranquei no quarto. Ele pediu desculpas do outro lado da porta, mas ignorei apenas dizendo "Vai embora!" algumas veses. Passei o resto do dia trancada no quarto no computador. Realmente fiquei muito irritada. Mas que droga! Claro que estava feliz por fazer ciúme no Lipe, mas logo quando vem um cara na minha casa querendo falar comigo, o meu irmão Expulsa? Lá pras 23:30, decidi descer e comer algo. Quando já estava subindo as escadas para voltar ao meu quarto, vi uma luz de baixo da porta se mexer (todas as noites a luz da varanda fica acesa), como se estivesse uma pessoa do outro lado. Meu primeiro pensamento foi de sair dali, mas minha curiosidade batia mais forte. Fui chegando mais perto... Lentamente. A luz embaixo da porta voltou ao normal, ou seja, a pessoa saiu. Abri a porta de pressa, para ver Ângelo de costas. Se virou para me olhar, acho que até estava surpreso. Vem na minha casa a essa hora (provavelmente para me ver), e ainda fica surpreso?

- Oi... — Disse ele, sem expressão, apenas olhando nos meus olhos.

- Oi... — Respondi.

- Err... Dia bonito, não? — Disse ele.

- Hein?

- haha, brincadeira. E ai... Como você está? — Perguntou ele, rindo um pouco.

- Bem... E você? — Respondi, não sabendo o que falar.

- Também. — Disse apenas.

- E... Por que você veio aqui? N-não que eu não queira sabe! É só que não entendo o motivo.

- Agora sou eu que não está entendendo. Você invade meu quarto, mancha meu paletó novo, chama a minha atenção e ainda deixa um cartão com seu endereço. Sem comentar a frase "indireta" que estava lá. — Disse ele, confuso.

- Ah... isso.... — Não sabia aonde enfiar a minha cara.

- Veja bem, todas as garotas com quem eu sai eram únicas e com personalidades fortes, mas nenhuma teve coragem de invadir o meu quarto. Não que eu me lembre. — Completou ele.

- ... Desculpa?

- Não. — Disse ele.

- Não? — Perguntei, novamente.

- Não. — Disse ele confirmando. — Sou eu que devo te pedir desculpas.

- Pelo quê? — Disse eu, confusa.

- Aquele dia que cheguei aqui tarde brigando com o seu irmão e ainda gritei com você... Não foi legal... Mas acho que deu certo, já que você se interessou por mim.

- É verdade. — Disse eu, apenas concordando.

Me senti muito mal por estar enganando ele, mas o que mais eu poderia dizer? O meu interesse em você é só pra causar ciúmes no meu irmão. Lógico que não.

- É pra você... — Disse ele, me entregando uma rosa ainda fechada, agora percebendo que ele estava o tempo todo com uma mão para trás.

- Oh! Que linda! — Exclamei, pois nunca ganhei nenhum presente de um garoto (os de aniversário do Lipe, não contam)

- Sim, muito linda... — Disse ele, olhando pra mim, dando a impressão de que o elogio não foi para a rosa.

- É muito gentil da sua parte. — Disse eu, envergonhada, enquanto cheirava a linda rosa vermelha.

- Eu sei. Quando me interesso por uma garota, nunca a decepciono. — Confessou ele, olhando nos meus olhos. — Bom, já está na hora de eu ir embora.

- Mas já? — Perguntei, decepcionada, mostrando mais do que queria.

- Sim, eu só vim mesmo pra te dar boa noite e te entregar a rosa. Será que um dos seus vizinhos dessa rua, vão notar uma rosa a menos no seu jardim?

- Claro que não. — Respondi, rindo, sabendo que nessa rua ninguém tinha um jardim de rosas.

Depois de nos desperdimos, ele foi chegando mais perto. Eu pensei que ganharia um beijo, por que me inclinei pra ele, cerrando lentamente os olhos. Ele percebeu, riu silenciosamente e me deu um beijo na bochecha. Foi o beijo que mais me deixou vermelha, e olha que foi na bochecha!!! Hoje ele me ligou (não me pergunte como conseguiu o número), me chamando pra ir na sorveteria, então agora eu dou bye bye pra você!

Beijinhos!!

Notas finais
Luto pelas criancinhas do Rj! Eu sou do Rio e fico muito triste pelo que aconteceu.