Droga! O Meu Irmão Não...

36 Cap. 36 - Imperfeito mosaico.


Notas iniciais
Gente, brigada mesmo pelos comentes viu! Agradeço de coração porque os elogios me dão confiança de que eu escrevo bem. Muitas vezes fico indecisa sobre isso porque o meu primeiro comentário dessa primeira fic, foi reclamando do meu jeito espevitado e adolescente de escrever (fora um amigo meu que disse que a minha estória é muito chata e sem ação). Enfim, dêem suas opiniões, falem mesmo, pode até xingar (com moderação, claro) que eu vou adorar!Beijos, curtem o cap!

17/03, sexta, às 14:10 — Casa.

Oi Diário lindinho! Estou tensa. Não apenas "tensa" e sim muito tensa! Não pelo ocorrido de ontem (que aliás foi muito assustador), mas pela conversa que eu e Lipe teremos... Ontem ele querendo ou não, me mostrou que isso não pode continuar. E dessa vez sou eu que vou dar um basta. Enquanto ele não chega (foi no mercado com a minha mãe) eu vou te atualizando; Felipe não estava se sentindo muito bem ontem e acabou que não foi ao colégio, então tive que ir sozinha. Encontrei Fanny na metade do caminho e fomos juntas. Ainda não estávamos 100% sabe? Digo, de conversar normalmente como se fossemos melhores amigas. Pelo menos ela não me destratou e nem nada disso. Chegamos na sala e vimos Cá e Dri nos olhando decepcionadas. Lógico, não queriam aturar Fanny. Não tiro a razão delas. Fanny sempre foi muito nojenta e má com agente. Isso me lembrou que ainda não tinha explicado muito bem a minha situação com a Fanny! Você sabe, tive que filtrar as informações do que aconteceu lá no sítio de Tinguá e toda aquele história com Ian. Na porta do colégio, pedi que Fanny me esperasse ali porque eu ia dar uma palavrinha com as minhas amigas.

- Gente... — Comecei.

- Não Carol, por favor não! — Disse Drika.

- Mas eu nem falei nada! — Disse eu.

- Ainda não, mas sabemos o que você quer. — Agora falou Cassiane.

- Pois é. Sabemos que você e essa garota nojenta estão se falando agora, mas não nos obrigue a ser amiguinha dela também! — Completou Drika.

- Olha, impossível que eu obrigue vocês a serem amigas, mas eu posso pedir, esperando muito que vocês façam, que tenham pelo menos um poquinho de paciência com ela, não é? — Pedi.

- Carol! — Chiou, Drika.

- Please? Vaii... — Implorei, agora olhando para Cassiane.

- Aff, está bem. Mas se ela começar a criticar e ser esnobe, vou... Vou.. — Disse a minha amiga morena, não encontrando um verbo que combine com suas ações. Aliás, acho que nenhum verbo agressivo fica bem com ela.

- Linda!!!

Comecei a gritar, o que fez muitas pessoas me olharem, abraçando Cassiane e ignorando Drika, que estava pasma. Uma das pessoas que estava me olhando como estivessem dizendo "WTF?!" foi Fanny. Deixei as minhas amigas esperando (com Drika dando bronca na Cá) e fui falar com Falar com ela.

- Pronto, hoje você senta com agente.

- Mesmo?! — Perguntou Fanny, sorrindo.

- Aham — Confirmei, rindo da empolgação dela.

- Hm... Quer dizer...Ok, mas não é que eu queira tanto assim sentar com vocês. — Disse ela, tentando disfarçar.

- Para com isso, sei que você não quer ficar sozinha. Seja normal, mas não o seu normal nojenta de sempre, okay?

Sem esperar resposta, arrastei pelo braço Fanny, levando-a até Drika e Cá. Lógico, ficou um clima tenso depois de todas dizerem "Oi" e "Bom dia". Entramos na sala e fui logo colocando a carteira da Fanny do lado da minha antes que ela desistisse. Na metade da segunda aula de matemática, Fanny surpreendeu à todas.

- Se não souber dar aula, então não dê. — Disse ela.

- Han?! — Perguntei, não entendendo.

- Esse professor, nunca consegue dar uma aula competente. — Explicou Fanny, obviamente nervosa, por estar tentando começar um assunto.

- E você, sabe mais que ele? — Perguntou Drika, toda posuda.

- Claro que sei.

- Resolve isso aqui então. — Insistiu Drika, entregando o seu caderno com um exercicio de Matemática para Fanny resolver.

- ...

- Hahaha. — Riu Drika, vendo a cara de Fanny com o cenho franzido enquanto observava o dever.

- Dri... — Tentei.

- Pronto. — Disse Fanny, sorrindo, entregando o caderno com o dever respondido.

Dessa vez, fui eu a rir. A cara de choque da minha amiga Drika era impagável. Depois desse episódio, Drika desmanchou o "bico" que tinha no rosto e aceitou aprender Matemática com a garota mais nojenta que conhecíamos. Até que Fanny se portou direitinho, Cá adorou conversar com ela sobre roupas e acessórios. Voltamos para casa sorridentes. Sim, Fanny veio até a minha casa, queria ver como o "Lipinho" estava. Estávamos bem, só que ainda me incomodava saber que ela poderia estar tocando/beijando o meu irmão no quarto ao lado.

- Já vai? — Perguntei, vendo-a sair do quarto do Lipe.

- Já. — Respondeu ela. — Carol... sobre o Ângelo...

- O que tem ele? — Perguntei, preocupada.

- Sabe, a viagem que ele vai fazer...

- Hm, sei...

- Ah, esquece! — Disse ela, depois de olhar profundamente nos meus olhos.

Fiquei com aquilo na cabeça depois que ela foi embora. Tipo, será que ele estava planejando ir logo? E ia ter que terminar comigo? Não queria isso, e ainda não quero. Sei que o objetivo era não me apaixonar e provocar Lipe, mas eu não contava com a sua astucia! Não se arranca uma pessoa do coração assim, do jeito e na hora que quer.

Umas duas da tarde, me chega o próprio Ângelo com uma flor na mão. Pulei logo em seu colo, tascando-lhe na boca um beijão de cinema! Estava com saudade. Na hora, não consegui pensar em viagem nenhuma, somente no tempão que ficamos sem nos ver. Na verdade foram só uns dias, mas com toda certeza fizeram muita falta. Ele apenas sorriu, em meio aos meus beijos desesperados. Pois é, meu coração estava palpitando tanto que chegou a doer. Me entregou a flor e sentou no sofá.

- Está muito linda. — Disse ele.

- É sim... — Concordei.

- Ela também. — Disse Ângelo.

- Han?! — Perguntei, não entendendo.

- Não estava falando da flor e sim de você. — Disse o meu namorando, sorrindo.

- Ah, para... — Pedi, já com as bochechas ardendo.

- Linda sorrindo também. Vem cá, deita aqui. — Disse ele.

Obedeci, deitando no sofá e apoiando minha cabeça em seu colo. Olhando ele de de baixo, vi que era bonito de qualquer ângulo. Hahaha, rindo aqui sozinha com isso. Bem, ele me beijou, meio que de cabeça pra baixo. Digo uma coisa: pode ser lindo e gostoso no filme do homem aranha, só que na vida real eu fiquei procurando esses adjetivos aí. Sério, estava dificil de encaixar, sabe? Como não estava muito fácil o beijo, sua boca passou para a minha orelha, com a lingua quente e úmida, contornando-a. A mão grande de Ângelo, porém macia, deslizou pelo meu corpo indo até a minha coxa, a apertando. Tentei, juro, não fazer isso, mas não teve jeito já que sua boca dando beijos molhados no meu pescoço e sua mão acariciando e apertando a parte interna da minha perna estavam me deixando louca! Peguei a mão de Ângelo, que estava na minha perna, e a coloquei em cima da minha minha menina, pressionar e assim cessar todo o seu latejo. Sim, ela lateja de tesão! Ok, detalhes demais. Meu coração deu um salto ao escutar um barulho! Ângelo tirou logo a mão de entre as minhas pernas e olhou em volta, também preocupado. Deixei o meu namorado na sala e subi as escadas, lentamente, tentando achar a fonte do barulho. Passei pelo corredor, até que uma mão me puxou do nada. Abri os olhos para ver o que era, e estava no quarto do Lipe, com ele me olhando sério.

- Hein?! — Comecei.

- O que vocês estavam fazendo lá embaixo? — Perguntou-me ele.

- Ah, nada demais Lipe, se toca...! — Menti, abrindo a porta do quarto e saindo dele.

- Não minta! — Vociferou ele, me encurralando no corredor.

- Felipe! Deixa eu ir, isso não é da sua conta sabia!

- Aé? — Perguntou ele, retoricamente, entrando com a mão para detro do meu short. — Hm, molhadinha...

- Não, não! — Quase gritei, para que ele não levasse o dedo à sua boca.

- É por causa dele, não é? — Perguntou, depois de ter provado do meu gosto.

Não esperou que eu respondesse e foi logo beijando minha boca. Tentei evitar, mas sua lingua invadia a minha boca com força, não me deixando chances. Apertou-me gostosamente na bunda, e com a mão livre voltou a adentrar o meu shorte, passando o dedo na porta da minha intimidade. Deixou a minha boca, para chupar o meu pescoço. Agora vejo o quão o chupão é perigoso! Marca e é feio! Ouvimos, Ângelo chamar o meu nome de lá de baixo, assim me acordando do amasso.

- Felipe... — Disse.

- ...

- Felipe... Para...! Hmmm... Para, vai... — Tentei...

- Não quero. — Disse ele.

- Mas o Ângelo vai ver... — Disse eu.

- Idaí? — Disse Felipe, como quem não quer nada, apenas me beijando.

Fiz cosquinha na sua barriga, para assim ele finalmente me soltar. Eu sei, não é nada sexy, mas pelo menos eu consegui voltar para a sala e para o meu namorado. Cheguei na sala ofegante, com a roupa um pouquinho amarrotada e uns fios de cabelo fora do lugar. Ângelo estava em pé, parado, me olhava de cima a baixo, com um olhar preocupado.

- E aí? — Perguntou ele.

- E aí o quê? — Perguntei de volta.

- Que barulho foi aquele?

- Ah, nada demais. Felipe caiu, está meio doente sabe. — Respondi, pensando no quanto de enfermidade eu vi quando ele me agarrou.

- Hmm, espero que ele melhore.

- Sei... — Disse eu, desconfiada.

- Sério, não gosto de desejar mal as pessoas. — Confirmou Ângelo.

- Ahã... — Disse eu, de braços cruzados, ainda desconfiada.

- Não estou mentindo, agora vem aqui me dar um beijo.

Pegou-me pelo braço, puxando-me para junto de si, depositando um beijo quente e surpreendentemente calmo. Todo o meu nervosismo pelo que aconteceu antes, tinha ido pelo ralo. Aqueles mãos macias, me abraçando, me deixando confortável, era o meu cálice dos Deuses. Depois que Ângelo foi embora (e de eu ter colocado num copo com água a flor que ele me trouxe), fui até o quarto de Felipe. Precisávamos conversar. Não dá, poxa. Toda vez que fito Ângelo nos olhos, sei que preciso ser só dele. Mas quem disse que o meu coração me obedece?! Finge que não está me ouvindo! Parei no corredor, em frente à porta do meu irmão. Estava fechada. Nem tentei abri-lá, pois se tinha dar um basta nisso, que pelo menos eu não precisasse olhá-lo nos olhos.

- Felipe, preciso falar com você...

- ...

- É sério... — Continuei, não ouvindo nada do outro lado, já que quem cala coscente. — Lipe, você sabe que eu te amo, mas...

- ...

- Aí meu Deus... *Snif*... Como eu posso dizer isso? *Snif*... Ah Lipe, você sabe, não dá..

- ...

- Caramba, Felipe! Custa você me responder?

Irritada, fiquei mais uma vez no vacuo. Pelo menos dessa vez eu soube que não era bem culpa dele, já que estava dormindo. Sim, me irritei e invandi o seu quarto. Isto está estranho, porque hoje tentei falar com ele denovo, mas o sem vergonha fugiu, indo às compras com a minha mãe. Mas pode deixar, quando chegar eu pego ele na curva! Bem, agora eu tenho que contar sobre o Danilo... Ah, o Danilo... Brincadeira. Na verdade, eu gostei bastante dele, mesmo ele sendo bastante bobo e cara de pau. Quando chegamos ao seu quarto, na casa de Patrick e Seu Afonso, ele forrou um colchão no chão ao lado da cama. Quando eu já estava indo deitar na cama improvisada, ele foi logo brigando comigo dizendo que eu ia dormir na cama e não no chão. Claro, fiquei toda lisonjeada. Haha, não é todo dia que me tratam assim, não é mesmo? Tirando o meu namorado super fofo, que faria e faz muito mais. Apagamos as luzes e fomos dormir. Foi nessa hora que percebi o que estava fazendo. Tipo assim, que maluca era eu de dormir no mesmo cômodo de um cara que eu mal conheço. Ok, é irmão do Patrick e filho do namorado da minha mãe, mas peraí né, tem limite! Eu devia ter pensado nisso antes de andado pelo corredor e aceitado dormir aqui. Quando estava quase pegando no solo, senti uma mão passando levemente da minha canela e indo até minha bunda (Estava dormindo de bunda pra cima).

- Ahhh!!! — Gritei, acendendo logo o abajur.

- O que foi?! — Perguntou ele.

- O que foi digo eu! Mas o que você está tentando fazer?!

- Ué, vai dizer que você não quer...

- Querer o quê? — Perguntei.

- ... — Nada respondeu Danilo, apenas olhou as minhas coxas.

- Mas o quê? N-não, claro que não! — Respondi, juntando a coberta a minha volta pra esconder o meu corpo.

- Han? Como não? Aperta o meu pau e agora não quer nada?! — Perguntou ele, parecendo estar incrédulo.

- Eu apertei o quê? — Perguntei mais uma vez, com os olhos arregalados.

- O meu pau. - Confirmou ele, dando efânse na última palavra

- Ah meu Deus! — Exclamei, erguendo as minhas mãos.

- O que foi? — Perguntou, Danilo.

- Eu toquei isso aí com as minhas mãos e nem as lavei!

Abri a porta e sai pelo corredor, procurando pelo banheiro. Tá, parece frescura, mas tipo assim, é o pinto do cara!

- Por que tudo isso? Até parece que você nunca tocou em um. — Disse ele, me olhando da porta do banheiro.

- Uma coisa é eu tocar o do meu namorado, outra é tocar o de um desconhecido. — Expliquei enquanto lavava as mãos.

- Você me conhece, eu sou o Danilo.

- Mas quando eu toquei em você, eu não conhecida ainda!

- Está bem. Vou indo.

Depois que ele disse isso e saiu, a culpa pesou sobre mim. Você sabe, eu não precisava dar todo esse ADP (ataque de pelanca) e parecer uma patricinha. Voltei para o quarto e ele já estava deitado, de costas para mim, parecendo estar dormindo. Deitei também na minha cama e se já estava difícil dormir antes, pior agora que tinha meio que ofendido o garoto.

- Danilo, você ta acordado? — Tentei.

- Estava. — Me respondeu ele.

- Ah, desculpa. — Disse eu.

- Haha, é brincadeira. — Disse ele, rindo.

- Hu... Desculpa também por antes...

- Esquece isso.

- Não sério, não é que eu sinta nojo de você sabe... — Me expliquei.

- Hm, eu sou sagaz, sou namoral.

- Você é o quê? — Perguntei, não entendo as gírias.

- Esquece isso, vamos capotar.

Entendi o "Capotar" como dormir, então apenas me calei e dormi com a cosciência limpa. Pelo menos uma parte dela. Bom, Felipe chegou, é agora. Vou terminar com isso de uma vez por todas. É o que eu espero né.

Bye bye.