Droga! O Meu Irmão Não...
33 Cap. 33 - Duvidando da Coca que não é Coca
Notas iniciais
E para Agradecê-las, eu dou um presentinho à vocês! Podem confiar, não é vírus e não vão se arrepender!
Ângelo:
http://www.youtube.com/watch?v=qzQn9IJe_WE
Felipe:
http://www.youtube.com/watch?v=QKqZGhEggIM
Espero que gostem, tanto dos videos como do cap!
Bjo!
14/03, terça, às 19:10 — Casa
Oiê! Sabe, eu adoro banho! Gosto mesmo! Tipo, dá uma sensação de leveza, de tranquilidade. Algumas vezes, um bom banho faz com que minhas preocupações voem para longe. Engraçado, por que quando eu era pequena, odiava banho! Era uma chatisse! Passava o dia inteiro tentando achar algo pra brincar (Felipe jogava futebol com os meninos na rua) e quando finalmente achava uma brincadeira legal, minha mãe me mandava ir pro chuveiro. E quando estava lá, não queria mais sair. Acabava levando todos os meus brinquedos para tomar banho comigo. Nem todos ficavam felizes, pois acabavam indo parar no ralo. Claro, chorava litros pelos brinquedos perdidos. Depois que vi o filme "Toy Story" criei um forte vínculo com eles. Levei muito eles para passearem, como se fossem bixos de estimação (já contei que com bixos vivos eu não dou certo, né?). Deixava as bonecas no quarto, fingia que ia sair e depois voltava rápido para ver se pegava elas se mexendo. Haha, coisas de crianças eu acho, pelo menos eu fazia! Também "adorava" me acidentar, mas isso fica pra depois por que eu tenho que contar logo o que aconteceu essa tarde. Chamei Patrick e as meninas (Cá e Dri) para virem aqui para colocarmos o papo em dia. Eram minhas amigas e eu tinha que confessar a elas o que fiz no sitio, só que aconteceram tantas coisas e é difícil separar o que posso contar e o que guardo segredo. Cassiane chegou primeiro.
- Amiiigaa!!!! — Exclamou ela, vindo me abraçar.
- Aí aí, calma! Se não você quebra meus ossos.
- Desculpa... Ué, Drika ainda não chegou? — Disse a minha minha amiga, olhando para dentro da minha casa.
- Ainda não. Ah, e não é só ela que vai vir não. — Disse eu, sorrindo travessa, querendo deixá-la curiosa.
- Ah, não Carol! Você não chamou o Ângelo, chamou?! — Disse Cassiane, indignada.
- Não, por quê?! — Perguntei, confusa.
- Amiga, seu namô é um fofo, mas hoje é o dia só das garotas!
- Eu sei, eu sei! E quem eu chamei não é lá muito homem.
- Hãn? — Disse Cá, não entendendo.
- É o Patrick, lembra? Aquele que você e Drika tentaram arrumar pra mim.
- Ata, lembro sim. Soube que vocês não deram certo, mas não que ficaram amigos.
- Éahrr... — Expressei, indecisa se contava ou não que ele era gay. — Bem...
- Que foi?
- É que eu e ele não demos certo porque ele era gay... — Confessei, ainda hesitante.
- O quê?! — Disse Cá, arregalando os olhos. — E depois de todo esse tempo você só me conta agora?
- É...
- Que amiga você é! — Provocou-me cassiane.
- Ah Cá, desculpa vai! Não podia contar, o segredo não é meu, então não seria certo.
- Então por que você está me contando agora, se o segredo continua não sendo seu? — Perguntou Cá, ainda desconfiada.
- Aff, porque acho que já está na hora de vocês saberem. Ainda mais porque vão conhecê-lo.
- Hufp.
Ri da minha amiga, era muito sensível. Ambas tomamos um susto ao escutar a campahia. Abri a porta e vi Patrick e Drika parados conversando. Estranhei, Patrick estava meio rosa... Fui reparar na minha amiga ruiva (pintada, segredo viu?) e claro, sorri ao vê-la. Mas ela não prestava atenção em mim, olhava para Patrick... Oh não, esse olhar não! Foi o que pensei na hora. Finalmente Drika prestou a anteção em mim e pulou vindo me abraçar. Esqueci daquele olhar e me distraí, abraçando e conversando com os meus amigos.
- Fala logo Carol! — Implorou Drika, por mais detalhes da minha primeira vez.
- Mas eu já contei!
- Hã, hã! Não contou não! Desembucha! — Agora implorou Cá.
- Éah, conta... — Disse Patrick, tentando conter o seu modo de falar e tentando não gesticular muito. Ou seja, "gaysisse".
- Ah pessoal! Não foi aquele sonho romântico que sempre tivemos desde pequenas, mas foi maravilhoso do mesmo jeito.
- ... E é... grande? — Perguntou Drika, sapeca.
- Drika! — Reclamou, Cá.
- O que? Eu quero saber!
- Haha, deixa ela Cassiane. E não, não é grande....
- Ah... — Expressou Drika, sem nem tentar esconder a decepção.
- Hm... — Expressou decepção também Cá, só que ela tentou disfarçar.
- ... — Patrick nada disse, estava tentando conter toda sua aura porporinada.
- É ENORME!
Claro que essa ultima parte eu gritei. Gritei e já tampei meus ouvidos, pois sabia minha sala iria parecer um galinheiro quando jogam o milho (Iam começar a gritar histéricamente). Drika e Cá se jogaram no sofá, folgadas (ambas sempre vieram bastante na minha casa). Eu íamos dividir o sofá menor. Fui na cozinha pegar um bolo de chocolate que minha mãe tinha feito especialmente para mim. Acho que vou ficar fora mais uns dias para ganhar mais bolo de chocolate! Servi em prátinhos o bolo e levando para a sala, vi que Drika estava com aquele olhar DE NOVO! Aí meu Deus! Foi tudo que exclamei na minha mente. Sabe quando dizem que se o cara é lindo, gostoso, legal e tem dinheiro é casado ou gay? Patrick se encaixa nesse último. Tirando a parte do gostoso, haha. Me recompus e fui na direção dos meus amigos.
- Eu amo Pircings! Principalmente do meu umbigo para baixo... — Disse Drika, travessa, olhando diretamente para Patrick.
- Ah, que legal... — Respondeu Patrick, um pouco rosa.
- Aqui pessoal! Trouxe aquele bolo de chocolate especial que só a minha mãe faz!
- Eba! — Exclamou Cassiane.
- Eu quero! — Disse Drika
- Adoro chocolate! — Agora disse Patrick, alegrinho demais. — Hran... Er, dá massa muscular entende?
- Hahaha — Riu Cá, pois já sabia que ele era gay e estava tentando disfarçar.
- Você já provou Patrick? É uma delícia... — Perguntou Drika.
- Hran, A-ainda não. — Disse ele.
- Mas deveria... — Disse Drika, provocando.
Já estava ficando pasma com a minha amiga! Não tanto por ela estar querendo fisgá-lo, mas sim por esse peixe ser um... um... Ah, sei lá! Não me vem nenhum peixe Gay à cabeça! Tinha que cortar aquilo pela raiz!
- Ah, Drí! Esqueci de te falar! Comprei um bibelô lindo que é a sua cara! — Comecei.
- Han? Sério? Eu quero ver! — Exclamou ela, com os olhos brilhando.
Não combina com ela, mas a garota simplismente AMA bibêlos! Vai saber o por quê... Levei-a até meu quarto deixando Patrick e Cá sozinhos na sala. Claro, Cá resmungou um pouquinho por que eu não comprei nada pra ela. Aff, isso vai me custar meia hora tentando convencê-la que era só um pretexto para falar a sós com Drika. No corredor vi Lipe saindo de seu quarto. Dei um sorrisinho sem graça à ele e puxei a minha logo para o meu quarto.
- O que houve? As coisas ainda não estão muito legais pra vocês? — Perguntou Drika, sentando na minha cama.
- Mais ou menos... — Confessei.
- Ele é teu irmão e talz, mas deixa que ele se ferra sozinho... Tá, agora eu o meu presente!
- Drika, não tem nenhum presente. — Disse à ela.
- Han?
- Eu te chamei aqui, na verdade, para você parar com isso.
- Isso o quê? Que foi Carol? Você não já tem o Ângelo?
- Aí, aí, não é iss-
- Eu pensei que vocês não tinham dado certo. — Disse Drika.
- E não demos, mas a questão é-
- Então? Qual o problema?
- Você não está entendendo Drika, o Patric-
- Estou sim! Você não quer que eu fique com ele! — Acusou-me ela.
- Hein?! Drika, cala a boca! — Mandei, não acreditando nessa garota.
- Diz que é mentira!
- Mais uma vez, cala a boca Drika! — Mandei de novo, agora segurando firme em seus ombros — PATRICK É GAY!
Nunca a vi tão branca! Ficou realmente passada! Não conseguiu me responder nada, apenas abriu a porta e desceu indo até a sala. Eu, claro, estranhando esse comportamento fui atrás dela. Já na sala, com todos, Drika ficou calada e pensativa enquanto todos conversavam e riam. Até que ela do nada, falou, assustando todos nós.
- Carol, faz tempo que não colocamos a conversa em dia, não é? E que tal fazermos uma festa do pijama?
- O quê?! — Disse eu surpresa. — Bom, eu teria que falar com a minha mãe e cada um de vocês com seus respectivos pais.
- Aí, eu quero! — Disse Cá, animada.
- Você também vem, não é? — Disse Drika, com uma expressão sapeca.
Patrick tentou desconversar e fugir do assunto. Sei que ele adoraria ir numa festa do pijama, mas sabia ele que Drika o mantinha como alvo.
- ... Além disso, tenho lição de casa pra fazer. — Disse Patrick.
- Ah, que isso! Não acredito que você vai recusar passar um noite com essas beldades? — Tentou Drika, apontando para nós. — E também, estamos no ensino médio né, podemos muito bem ficar sem fazer um dever de casa.
— Pode ser, mas não acho que meu pai deixaria. — Resistiu mais uma vez Patrick.
- Deixa ele Drí! Se ele diz que não pode, é que não pode! — Repreendi, boquiaberta por ela ainda tentar.
- Calma Carol! Ele não se importa se eu insistir! Não é? Ah, e que tal se fazer a festa da calcinha na sua casa! — Disse Drika, apontando para Patrick.
- Han? — Disse eu.
- Hein? — Disse Cassiane.
- Na minha? — Disse Patrick, surpreso.
- O que? Seu pai não deixaria também? — Perguntou Drika, sendo um pouco irônica.
- Não é isso...
- Então pronto! Na sua casa! Vamos Cá, temos que escolher a roupa, e avisar a sua mãe! A minha é fácil, mas a sua é bem difícil — Disse Drika, puxando logo Cassiane.
- Han? O quê? Espera, Drika! — Protestou Cassiane.
Em segundos as meninas já tinham ido embora! Acho que Drika não queria dar tempo de alguém negar! Safada!
- Ah, Patrick! Desculpa! Ela é legal sim! — Me desculpei com o meu amigo.
- N-não, tudo bem! Acho que é melhor eu ir também. Avisar o meu pai, arrumar as coisas lá.
Depois de Patrick ir embora, era a minha vez de avisar a minha mãe. Mamão com açucar. Marcamos que Seu Afonso viria nos buscar e nos levar de carro até sua casa, então claro que minha mãe não ia perder essa oportunidade de ver o seu amado, né? Já estou com tudo pronto e Seu Afonso já chegou. Só falta a Drika e a Cassiane chegarem. Pensei em chamar Fanny, mas ela não se dá bem com os outros. E não sei ao certo como nossa relação está. Uma trégua provisória ou definitiva? Mesmo com essas perguntas, fico com um pouco de pena dela! Ela não tem muitas amigas (que eu saiba) e Ângelo não pode dedicar todo o seu tempo à irmã... Bem, se eu tomar coragem pra ligar, então ligo! Agora vou sair e só escrevo em você amanhã!
Beijos, Diário!
Fale com o autor