Drive Me Crazy
1 Prologue.
“It's my life so truth be told: you don't know me”
A vida é uma constante busca pela felicidade. Nós a procuramos incansavelmente e quando finalmente a achamos ela faz questão de escorregar pelos nossas mãos lentamente sem que possamos fazer nada para que a busca pela mesma se inicie novamente. E isso se repete várias e várias vezes, como se te questionasse qual o seu limite e até que momento você irá aguentar. Achar a felicidade é um aviso de que algo fatídico está prestes a acontecer e que infelizmente você não poderá fazer nada para impedir.
Eu demorei mais tempo do que deveria para aprender que a vida nunca se estabilizará em um momento bom, que coisas ruins vão estar sempre acontecendo ao meu redor e que só me resta aprender a lidar com isso.
Meu nome é Haylee Wilkerson. Tenho dezesseis recém completados. Há dois anos atrás eu poderia dizer que a minha vida era extremamente perfeita e que nada poderia mudar isso, então, algo fatídico aconteceu. Minha mãe, a pessoa mais incrível que existe nesse mundo sofreu um acidente que lhe deixou em coma, e consequentemente, me deixou sozinha. Por falta de opção, fui morar com meu pai que eu raramente via porque ele e a minha mãe se separaram quando eu era pequena e sua “nova” família: Melodie, a esposa dele, que é alguém extremamente irritante e deixa claro não gostar de mim. Meu meio irmão, Harry, tem doze anos e está bastante preocupado com o seu video game. Minha meia-irmã de cinco anos, Heather, que tenta ser uma cópia da mãe a todo custo e adora me irritar. As únicas pessoas que ainda se importam comigo são a minha melhor amiga, Alli e a mãe dela que ultimamente tem agido como se também fosse a minha mãe, Rosalie. Se não fosse por elas, com certeza eu não estaria mais aqui hoje.
Está quase anoitecendo quando resolvo finalmente sair do meu quarto. Do lado de fora, tranco a porta do cômodo e guardo a chave no bolso do meu short jeans. Como a casa está bastante silenciosa deduzo que Melodie e seus demoninhos saíram. Sorrio satisfeita com isso enquanto caminho lentamente até o escritório do meu pai e dou três toques na porta.
— Pode entrar. — Ele fala. Abro a porta e entro no local sorridente. Meu pai está sentado e analisa a imensa quantidade de papeis que está em cima da sua mesa.
— Boa noite, pai. — Falo e me sento na cadeira em frente a ele, que me olha com um olhar suspeito. Sinto vontade de rir. Eu só o chamo de pai quando quero alguma coisa.
— O que você quer, Haylee? Um celular novo? Foi suspensa de alguma aula? — Robert pergunta.
— Eu quero que você me dê um apartamento e me matricule na Whittier. — Respondo. Sinto vontade de rir novamente, só que dessa vez da cara de espanto que meu pai faz.
— Você está brincando comigo? Sem chance, Haylee! Porque diabos eu faria isso? — Ele fala, já começando a ficar estressado.
— Porque eu tirei umas fotos que ficarem extremamente bonitas de você com a sua amante na semana retrasada, na semana passada e ontem. — Falo com uma expressão sarcástica.
— Do que você está falando, pirralha? — Robert amassa alguns dos papéis para descontar sua raiva.
— Jura que você não sabe? Se você quiser te mostro as fotos! — Sorrio.
— Você não pode fazer nada com essas fotos!
— Ah, eu posso sim. — Dou uma risada nasalada.
— Haylee, não vou te dar um apartamento e você vai dar um fim a essas fotos ainda hoje. — Ele fala.
— Sim, você vai me dar um apartamento. Com três quartos e perto da Whittier, por favor! — Falo. — Acho que a Melodie e e os pais dela detestariam saber que você tem um caso com uma garota menor de idade.
— A Juliet vai fazer vinte e um anos mês que vem! — Robert fala, me fazendo rir novamente.
— O nome dela é Juliet? Que legal, irei contar isso para Melodie!
— Haylee Ann Wilkerson, você não vai fazer nada! — Ele fala enquanto amassa mais alguns papeis.
— Você realmente está duvidando de mim? — Arqueio a sobrancelha.
— Haylee, por favor…
— NÃO! Melhor dizer que vai me dar o apartamento logo antes que eu te peça um carro também, não acha? — O olho com uma expressão irônica.
— Certo, Haylee. Você venceu. — Robert respira fundo. Sorridente, fico de pé e saio do escritório tentando não dar pulinhos de alegria. Pego meu celular no bolso e envio uma mensagem para a minha melhor amiga, Alli.
‘– Hayz – “Consegui!!1! Em breve serei sua colega de classe, baddie!”.’
Rapidamente, a resposta dela chega.
‘Alli – ’“O que você fez?”.’
Ainda sorrindo, respondo:
‘Hayz – “Uma pequena chantagem, relaxa”.’
‘Alli – “WILKERSON! eu te conheço muito bem, lembra?”.’
‘ Hayz – “ok, admito que talvez eu tenha ultrapassado os limites”.’
‘ Alli – “Droga, Haylee! Você mostrou as fotos para o seu pai?”.’
‘Hayz – “Não tive outra opção”.’
‘Alli – ’“Argh, você não deveria ter feito isso”.’
‘Hayz – “Eu sei disso. Mas não me arrependo de ter feito nada”.’
‘Alli – ’“Minha consciência está limpa. Eu te aconselhei a não fazer o que você planejava”.’
‘Hayz – “Sim, você está do lado bom da força e eu do lado mal”.’
‘Alli – “Ha ha ha”.’
‘Hayz – “Acho que vou dormir um pouco. Te vejo daqui a pouco”.’
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