Dreamy's Girls

28 Capítulo 28


Notas iniciais
Olá pessoal, minhas sinceras desculpas, nas notas finais eu explico e eu espero que leiam. Quero agradecer a Blair Salvatore e Ayari por favoritar a fic, muito obrigada meninas! Lia me pediu para falar que como nós atrasamos três semanas, nesse capítulo tem três surpresas, então boa leitura e um "segura coração" para as fãs do casal SasuSaku.

Pov’s Sakura

Eu nunca, exatamente nunca na minha vida depois que me mudei para San Diego, me imaginei no carro de Sasuke, roendo as unhas nervosa e vendo os prédios passarem rapidamente pelo vidro igual eu estou agora. Sim, eu resolvi aceitar o pedido dele de me levar a algum “lugar” que eu não sei onde é, o que só aumenta a minha aflição interna.

A parte mais complicada foi despistar minhas amigas quando cheguei em casa falando que tinha que ir em um lugar. Fui bombardeada de perguntas sobre aonde iria e com quem, no fim só falei que ia dar uma volta para esfriar a cabeça depois de toda a confusão de hoje e elas pareceram aceitar, o que me deixou bastante aliviada. Depois eu só sai de casa e virei uma esquina onde Sasuke me esperava para ninguém nos ver como eu sugeri. O que parece não ter o agradado muito.

E agora aqui estou eu! Roendo as unhas de uma mão e com a outra tamborilando os dedos na minha coxa inquieta. Me virei para o meu lado esquerdo e olhei Sasuke dirigir. Tão tranquilo, tão lindo... Balancei a cabeça tentando afastar esses pensamentos. A verdade é que eu estou na completa defensiva. Depois de tudo o que ele me fez, no mínimo de dignidade que me resta por ter aceitado esse convite depois de tudo, era manter a indiferença, mas ele conseguia ser bem melhor do que eu.

– Já estamos chegando.

Nossa! Ele se pronunciou pela primeira vez desde o momento que entramos no carro.

Me mexi no banco desconfortável. Só a voz dele fez um arrepio subir a minha espinha e fazerem os pelos da minha nuca se eriçarem. Quanto poder!

Olhei para a janela e tomei um susto. A paisagem tinha mudado completamente e eu nem tinha percebido o feito. Em vez de prédios e luzes, agora se mostravam casas pequenas e velhas, com janelas quebradas, portas entreabertas e escuras, muito lixo, postes que mal iluminavam a rua direito, e homens fumando em cada esquina.

Olhei incrédula para Sasuke. Ele tinha me trazido para comprar drogas ou o que?

– Onde estamos? — perguntei sentindo uma súbita falta de ar por vir parar em um ambiente assim à noite.

Ao contrario de mim Sasuke parecia bem tranquilo e sereno, o que me deixou mais desesperada ainda. Comecei a pensar que ele ia me matar e jogar meu corpo por aqui, a policia nem descobriria mesmo.

Apartei meu cinto quando ele resmungou um “tsk, espera”. Eu tentava lembrar sem sucesso de alguns golpes que eu aprendi na aula de MMA.

Sim minha gente, eu praticava MMA para ter o simples prazer de socar a cara de um individuo que se engraçasse para perto de mim. Mas isso tem seus contras, você não pode bater em ninguém fora do octógono a não ser por legitima defesa. É frustrante não poder “brincar” de lutinha com Ino cada vez que ela fala ou faz alguma merda.

Só dei por mim que já estávamos parados quando ouvi Sasuke desligar o carro. Olhei em volta mais uma vez e o pânico tomou conta do meu ser. Só tinha mato, SÓ mato. Olhei para o lado de Sasuke e vendo pelo seu vidro, do outro lado da rua tinha um predinho de uns cinco andares, porém alto. A pintura que antes parecia bege, agora estava praticamente inteira preta pelo desgaste do tempo. Várias janelas estavam quebradas e outras rachadas e algumas até mesmo intactas e todas sujas por dentro e por fora. A fachada do predinho estava imunda, o mato a mais ou menos dois metros erguera-se do chão, e tinha muita sujeira e terra em toda a parte.

Agora vocês devem estar se perguntado. Como eu consegui enxergar tudo isso no escuro. Simples! Quando se está em pânico, não tem ciclope que te vença em questão de uma boa visão.

– Venha. – Sasuke falou saindo do carro após o meu momento de avaliação do território.

Soltei uma risada em puro deboche e Sasuke me olhou confuso.

– Você acha mesmo que eu vou sair do carro nesse lugar? – fiz gestos com a mão indicando ao meu redor.

Sasuke já de fora do carro ergueu um pouco o queixo e estreitou os olhos me fitando. Estremeci inteira, que olhar de gavião ele tinha. Impossível não senti um formigamento na virilha.

Ele deu de ombros e se virou.

– Tudo bem, pode ficar aí sozinha.

Maldito!

– Brincadeira, espera! – saltei do carro em um pulo e na velocidade da luz cheguei ao lado dele pegando seu braço com força e passando o meu.

Ele pareceu hesitar um pouco, mas por fim suspirou e travou o carro.

Eu andava na ponta dos pés e soltava um grito a cada vendo que passava e balançava a grama. Perdi a conta de quantas vezes ouvi Sasuke suspirar ruidosamente irritado pelos meus ataques histéricos que nem eu estava aguentando mais. Sasuke afastou a porta que fez um barulho estridente ao se abrir. Pois é, o frio que se passava pela minha espinha não era mais gostoso.

Dentro a visão era pior ainda, estava muito sujo e tinha muitos móveis velhos e quebrados, cortinas rasgadas e esvoaçantes pelas janelas quebradas. Sasuke passava por tudo tranquilamente subindo as escadas, enquanto eu praticamente me escondia atrás dele em busca de proteção. Nunca me senti tão dependente de alguém em toda a minha vida, e era horrível imaginar que eu dependia de Sasuke agora para minha suposta “segurança”.

Subimos todas as escadas e eu acho que fomos parar no terraço por Sasuke agora fazia certa força para abrir uma porta de ferro em um cubículo que estávamos. E quando ele conseguiu abrir eu pude confirmar minhas suspeitas, pois era o terraço. Sujo como todos os andares, mas diferente dos outros, esse tinha uma cadeira perto do parapeito do predinho, e essa estava nova e era de madeira envernizada escura com o estofado impecavelmente branco.

Olhei para Sasuke confusa.

– Porque me trouxe aqui?

Ele inclinou a cabeça um pouco para o lado e deu um sorrisinho mínimo, parecia até mesmo tímido. Nem preciso falar que eu me derreti toda feito manteiga e segurei meu impulso de ir lá correndo e morder as bochechas dele.

– Bom... – começou um pouco hesitante. – eu queria te mostrar a vista.

Dei uma olhada avaliativa nele e percebi que falava sério. Limpei a garganta e olhei em minha volta.

– É... – olhei para trás. – bela visão, escuro, mato...

Parabéns Sakura, e o premio de pessoa mais retardada do mundo vai para você!

Sasuke deu uma risada gostosa fazendo um sinal negativo com a cabeça. Cadê aquele cara emburrado de minutos atrás? Ele parecia tão... Sereno.

– Não sua boba, vai até a cadeira e aprecie a vista.

Andei e passos lentos e comecei a falar abobrinha de novo.

– Sabe Sasuke, eu gosto muito de lugares com mato, de verdade viu, mas esse aqui é meio estranho, me da um friozinho nervoso na barriga e... – estaquei no mesmo lugar assim que olhei para frente.

– Quando estou nervoso ou algo do tipo venho para cá para esfriar a cabeça, é um dos meus lugares favoritos.

E agora é o meu, pode ter certeza!

Da onde nós estávamos parecia o topo da cidade, pois dava para ver ela inteirinha. San Diego era lindo e a cidade a noite parecia fazer um jogo de luzes sensuais e exóticas. Eu piscava aturdida com aquela visão, era algo realmente excepcional e de outro mundo. Me virei para Sasuke e o mesmo me olhava sorrindo de canto a canto permanecendo com os lábios fechados.

– Eu ainda não entendo, porque me trouxe aqui, é só pela visão mesmo? – perguntei hesitante com a resposta, é claro que eu queria que ele falasse que não era só pela visão.

No mesmo momento os músculos do corpo dele se tencionaram e eu me encolhi um pouco. A mandíbula dele estava rígida deixando o queixo e região em um quadrado masculino perfeito. Que homem!

– Eu queria me reconciliar com você. – ele disse avaliando atentamente as minhas reações.

Reconciliar? O que? Nós não tínhamos nada pelo o que eu me lembro.

– Como você quer reconciliar algo que não existe Sasuke? – quase vacilei na voz, quase.

– Existia na nossa infância.

Uol, para tudo. Ele está recordando os tempos antigos dessa forma depois de tudo que me fez? Que garoto abusado.

– Mas não existe mais, você mesmo parece ter enterrado esse passado, pois faz questão de me evitar e me humilhar sempre que tem uma oportunidade. – respirei fundo nervosa. – Até um soco já me deu.

– Era para acertar o Sasori. – ele disse entredentes.

– Mas porque era pra acertar ele Sasuke? Por quê? Me explica. – supliquei sentindo minha garganta se fechar.

Sasuke me olhava estático, ao mesmo tempo em que me encarava parecia estar com os pensamentos longes, o que me deixou um pouco ansiosa pelo o que viria. Por fim ele suspirou e abaixou a cabeça.

– Sasori e eu éramos muito amigos, não como eu sou com os meninos lá em casa, mas mesmo assim éramos. – ele deu outro suspiro e continuou. – Tudo que eu falava para a gente fazer ele topava sem questionar, por isso vivíamos em constantes encrenca o que sempre terminava em altas risadas e mais planos para uma próxima. – Sasuke olhou para mim e arregalou os olhos.

Sem que ele notasse eu havia pegado impulso e sentado no parapeito do predinho de costas para a vista da cidade. Um descuido e eu estava morta.

– Sakura desce daí. – pude notar receio em sua voz.

– Eu estou bem aqui, continue. – sorri, mas não surtiu efeito algum.

– Por favor, isso está me deixando nervoso.

Dei um sorrisinho de canto e balancei as pernas feito criança enquanto levantava os braços para o alto.

– Ah, isso? – dei um sorriso travesso.

– Sakura! – gritou impaciente o que me fez pular na mesmo hora para o chão e dessa vez recostar minhas nadegas no parapeito e cruzar os braços fazendo bico em sinal de pirraça.

Sasuke soltou um suspiro de alivio e em seguida deu um sorrisinho divertido pela cena cômica que eu fazia. Mas logo o seu sorriso sumiu quando ele voltou a falar.

– Um dia eu estava esperando ele na praça central para irmos comprar umas peças de carro já que estávamos viciados nisso e foi nessa mesma época que ele e eu começamos a correr.

– Você corria? – o olhei espantada e ele apenas deu de ombros.

– Sim, mas voltando ao dia, eu estava esperando ele sentado impaciente quando uma moça se aproximou perto de mim toda tímida e nervosa e perguntou onde ficava a cafeteria mais próxima. Na hora eu me interesse por ela, foi uma atração física e emocional quase que automática. Eu descobri que ela se chamava Sara Mirella e tinha acabado de se mudar para a cidade. Eu passei a trocar mensagens constantes com ela e aos poucos ela foi se soltando mais comigo, e por causa disso eu acabava por me afastar mais de Sasori que de inicio ficou puto da vida, porque eu estava trocando a nossa diversão por causa de uma magrela tímida, mas eu nem liguei. Um mês depois nós começamos a namorar e eu me sentia muito feliz, eu sempre me perdia na aparência de menina dela, cabelos longos loiros mel e os olhos da mesma cor, e ela vivia com alguma tiara de florzinha na cabeça o que a deixava mais bela.

Se eu falar que senti uma ponta de decepção e ciúmes ao ouvir Sasuke falar dela eu vou mentir... Eu senti mesmo foi um iceberg inteiro, não só a ponta. Me remexi trocando os calcanhares de posição.

– Estava indo tudo bem até que as coisas começaram a ficar estranha. Sasori tinha cessado as reclamações e havia ficado as mil maravilhas comigo de uma hora para outra, o que me deixou bastante desconfiado. Só que depois as coisas ficaram mais esquisitas ainda, Sara começou a se afastar, e em palavras simples, começou a se “negar” para mim. – ele me mandou um olhar sugestivo.

Fiz uma careta na hora. Que jeito lindo de falar que uma garota começou a recusar sexo para ele.

Ele riu um pouco da minha cara e continuou.

– Passado mais um tempo eu comecei a desconfiar tanto de Sasori como de Sara, porque se eu combinava de fazer algo com Sara ela tava ocupada, com Sasori a mesma coisa. Até que um dia eu resolvi ir assistir a corrida e distrair um pouco. – ele passou uma mão pelo cabelo em um ato de nervosismo.

Mas uma pergunta surgiu em minha mente...

– Você não disse que corria? – perguntei novamente confusa.

– Eu corria sim, mas estranhamente Sara pediu para mim parar com isso porque era perigoso. Achei linda a preocupação dela, um grande babaca eu fui. – ele deu uma risada amarga e eu até já conseguia imaginar o desfecho da história. – Bom, eu cheguei à corrida e foram todos me cumprimentando como de costume e perguntaram o porquê deu não correr mais e quando eu falei que era porque Sara tinha pedido todos ficaram estranhos e confusos, o que me deixou mais confuso ainda. – ele deu um longo suspiro cansado. – Quando eu cheguei à linha de frente da corrida para assistir, eu não acreditei no que via... Sasori e Sara se agarrando encostados ao carro dele. Parecia que eu tinha levado um tapa na cara, onde estava aquela menina doce e tímida por quem eu me apaixonei? Era só uma vadia igual a todas as outras com quem eu me envolvia, só que com ela era sério e eu quebrei a cara.

A respiração de Sasuke era pesada, parecia que ele lutava para pronunciar cada palavra e aquilo me deixava com o coração apertado e uma enorme vontade de abraça-lo.

– Só que eles não me perceberam aquele dia e Sasori entrou no carro para correr levando Sara junto com ele. Deidara estava no carro ao lado e olhava com uma cara de reprovação para os dois, mas também não me avisou que eles me traindo, o que não adiantou nada. – ele fez um estalo com a língua e eu troquei os calcanhares novamente. – Alguns minutos depois a corrida começou e eu continuava intacto, a fixa já tinha caído, mas era a raiva que tinha começado a me dominar. Depois de mais ou menos uns vinte minutos o primeiro carro apareceu, depois o segundo, e o carro do Sasori e do Deidara ainda não tinha chegado, e certamente todos estranharam já que eles sempre eram os primeiros depois que eu saí das corridas.

– O que aconteceu? – perguntei depois de um tempo em silencio.

Os pensamentos de Sasuke estavam longe, eu percebia que ele me falava tudo no automático, mas não me importei, pelo menos ele estava falando, e muito!

– Sasori perdeu o controle do carro em uma curva fazendo o parachoque dele bater na traseira do carro de Deidara que também acabou perdendo o controle e capotando. Foi um choque para todos encontrar o carro de Deidara de cabeça para baixo na esquina de uma rua parado por um poste que rachou e o de Sasori enfiado em um muro todo arregaçado. Todos achavam que ninguém tinha sobrevivido, mas por incrível que pareça todos escaparam da morte, só que levaram as consequências juntos também. Deidara foi o que mais sofreu, teve traumatismo craniano, acabou por perder a visão de um olho, quebrou várias costelas que perfuraram o pulmão e atingiu o coração.

Tapei a boca na hora prendendo um grito de susto. Como assim Deidara era cego de um olho e eu nunca tinha reparado?

– Deidara é cego de um olho mesmo? – perguntei totalmente assustada.

– Agora não, ele passou por cirurgias, usou um negócio estranho no olho direito por um tempo e recuperou, graças à tecnologia ele deu essa sorte. Ele tem a cicatriz no peito que disfarçou com umas tatuagens, pede para ele te mostrar. – acenei em concordância. – Sasori quebrou duas as pernas e teve uns arranhões no rosto e braços, nada muito grave segundo ele mesmo. Já Sara não teve a mesma sorte, o cinto dela arrebentou e ela voou pelo parabrisa do carro, a galinha de repente criou asas. – ele riu debochado.

– Sasuke! – ralhei com ele.

Por mais que ela tenha feito o que fez não merece o desrespeito de um acidente. Na minha opinião.

– Desculpa, enfim, ela ficou travada da cintura para baixo, tipo paraplégica e eu soube que precisou de muita fisioterapia por um bom tempo.

– Soube? Como assim?

– Os pais delas voltaram de onde não deveriam nem ter saído, e também porque não queriam mais deixar a princesinha inocente nessa cidade de pessoas sem escrúpulos como o pai dela jogou na cara do Sasori por ter levado ela com ele e a outra metade jogou na minha cara por ter deixado, como se eu soubesse dessa ladainha toda.

Concordei com a cabeça, era muita coisa para absorver tão de repente, como o fato de Deidara nunca ter me dito nada, entre outras coisas. No fim, Sasuke tinha sido bem atingindo.

– E é por isso que vocês se odeiam hoje? – perguntei e ele concordou com a cabeça. – Mas você sabe que a sua ex também não foi nada santa, Sasori não fez isso sozinho.

– E é por isso que eu também a abandonei nas profundezas do inferno, não fiz questão nem de saber se ela tinha melhorado.

Olhei Sasuke e ele tinha uma expressão distante, beirando a melancólica e isso me fez pensar se ele a amava, tipo, amar muito mesmo, e no fim ter me esquecido no passado.

– Sakura?

Olhei assustada para cima sem perceber que mais uma vez eu tinha ficado perdida em devaneios. Suspirei passando uma mão no rosto, eu ainda tinha que saber de mais uma coisa.

– E é por isso que você me trata assim? Tem medo de gostar de alguém e se magoar novamente?

Observei suas expressões ficarem mais tensas, mas se era para deixar tudo claro, ataca vanish de uma vez e deixa brilhando para não ter que fazer de novo.

– Não... – sussurrou. – quer dizer, em parte sim, mas não é só por isso. – ele me olhou inclinando a cabeça um pouco para o lado pensativo.

Não preciso nem dizer que eu cravei os dedos no parapeito do prédio para reprimir a enorme vontade de ir lá e atacar aquele homem que me observava com as duas mãos no bolso da calça e sério. Como podia ficar mais lindo? Naquela camisa branca de manga, calça jeans preta e um sapatênis. Tão simples e tão perfeito. Aquele homem exalava testosterona sem o mínimo esforço.

Prendi o ar na hora que vi o começar a se aproximar lentamente de mim sem tirar os olhos dos meus. Mais uma vez apoiei as mãos no parapeito tentando controlar a respiração que tinha ficado descompassada. E o coração? Está quase saindo pela boca.

Sasuke colocou suas mãos uma de cada lado da minha cintura entre meus braços e também se apoiou no parapeito. Me inclinei um pouco para trás para tentar por uma mínima distancia entre nós, mas sem sucesso, ele se inclinou mais ainda sobre mim.

Pois é, estou encurralada. Mas não estou achando ruim não!

– Eu te trato assim, porque eu não tenho coragem para admitir para mim mesmo que aquele sentimento de criança, de quando eu tinha nove anos, há treze anos, existe até hoje. Eu tenho vergonha pelo simples fato que eu sempre menosprezei a ideia de sentimentos de crianças serem verdadeiros, e para mim hoje, um adulto falar que seu primeiro amor é o que ainda mais mexe com ele, é difícil, então me desculpa Sakura, me desculpa por tudo o que te disse, pela arrogância, por ter ficado me esfregando com Karin na sua frente para você parar de correr atrás de mim e parar de atormentar meus pensamentos dia e noite, me desculpa simplesmente pelo idiota que eu fui com você, me descul...

– Shhh... – coloquei meu indicador em seus lábios. – você fala demais. – e então eu o beijei.

Se eu pensava que a voz dele era incrível com seu tom grave e rouco, se eu achava que o simples fato dele tocar minha pele com as pontas de seus dedos já fazia todos os pelos do meu corpo se arrepiarem, o jeito que ele me beijava era de outro mundo.

O sangue queimou embaixo da minha pele e minha respiração saiu em um suspiro selvagem. Meus dedos se fecharam em seus cabelos o trazendo mais para mim. Uma de suas mãos estava em minha cintura a apertando com força – o que deixaria marca mais tarde – e a outra estava em minha nuca, também me puxando mais para perto dele.

Era como se quiséssemos fundir nossos corpos um com o outro. Não era só desejo físico que tinha ali, tinha sentimentos recíprocos também. E eu me entreguei a esses sentimentos, deixando que eles tomassem conta de mim, já estava decidido, eu não lutaria mais contra o desejo de amar, não lutaria mais em querer afogar meus sentimentos do passado dentro de meu coração.

Assim, vou passar a reviver meus sentimentos da maneira como vêm, aceitando todos eles, e deixando que me guiem sempre que possível.

Notas finais
Primeiramente, eu revisei o capítulo, se passou algo me desculpem. Enfim... Que capítulo, não? Os três acontecimentos foram: - Explicação do porque Sasuke e Sasori se odeiam. - Explicação do porque Sasuke tratava Sakura daquela forma. - O beijo de Sasuke e Sakura tão esperado. Para a felicidade dos fãs, eles finalmente se beijaram, aleluia irmãos, até eu estava ansiosa, e ter pegado o capítulo em primeira mão foi ótimo. Lia mandou dizer que já estava mais que na hora desses casais começarem a se entender e eu concordo, então daqui para frente é só amor, rsrs com uma pitadinha de drama e confusão, é claro. O motivo pelo qual atrasamos foram exatamente três também. - Na primeira semana que deixamos de postar foram os nossos aniversários, a gente até pensou em postar um capítulo no dia 19 (no meu aniversário) e um no dia 21 (no aniversário da Lia) para vocês nos darem parabéns, mas não deu certo. Mas vocês notou como até em aniversário Lia e eu combinamos? A diferença é só de um dia! - O segundo motivo foi na segunda semana que a Lia teve um bloqueio rsrs, ela simplesmente não conseguia escrever do jeito que ela queria, não encontrava modos para fazer isso, mas enfim conseguiu. - Um amigo da família da Lia faleceu por acidente doméstico na terceira semana e apesar da Lia não ser tão amiga assim, os pais eram e ela foi dar um apoio emocional. E foi isso gente, esse capítulo era para eu ter postado segunda como de costume, mas as aulas voltou e eu estudo no instituto federal e é período integral, então já viu né. Esse capítulo foi programado, então um beijo e espero ver todo mundo nos comentários falando o que acharam do casal ok? Até mais!