Dreamy's Girls
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Pov’s Hinata
Já era 10h30min da manhã e nesse tempo todo eu me sentia muito preocupada com a Sah, em o que ela estaria sentido nessa hora, isso realmente acabava com os meus neurônios. Suspirei pela décima vez naquela manhã, estava lendo um livro, mas eu realmente não estou conseguindo me concentrar nele, e então parei de ler. Liguei o computador e não foi surpresa nenhuma achar noticia de Hanabi em um site adolescente.
– Hanabi... – sussurrei vendo a foto dela com um menino muito bonito por sinal, meu pai deve estar querendo matar ela nesse momento, mas desde pequena minha irmãzinha sempre gostou de aparecer, porém eu amo ela acima de tudo e de todas as coisas que ela faz. Sai de meus devaneios quando escutei a porta da frente da biblioteca se abrir indicando que alguém havia chegado, mas não levantei o olhar, queria acabar de ler a matéria que já estava no final. Foi então que eu escutei uma voz que por mais estranho que pareça fez meu coração falhar uma batida fazendo-me sobressaltar da minha cadeira.
– Oi Hina. – e lá estava ele, com aquele sorriso lindo no rosto, e dessa vez ele estava usando um terno, espera... Naruto estava usando um terno?
– Oi. – falei meio acanhada pelo o que via. Ele estava simplesmente perfeito naquele terno preto, camisa social branca e gravata laranja com seus típicos cabelos arrepiados, mas que dava um charme lindo para ele.
– Ei, Hina, está tudo bem? – Naruto perguntou parecendo preocupado.
– Hm? Que? – falei olhando para os lados confusa. – Oh Naruto, me desculpe, estou meio perdida em pensamentos hoje. – respondi percebendo que havia ficado muito tempo em transe, tempo suficiente para ele estranhar. Acontece que além dele todo, algo que chamava muita atenção eram os olhos deles, duas safiras cintilantes, em um tom de azul tão intenso que com um olhar parecia que ia atravessar sua alma.
– Em que você está pensando agora? – em você. Sorri com meu pensamento, eu nunca diria isso.
– Muitas coisas, principalmente nos problemas que não acabam nunca. – falei as ultimas palavras sorrindo e Naruto deu uma gargalhada baixa.
– Verdade, os problemas nus perseguem. – ele disse e eu acenei com a cabeça em concordância.
– Então, qual livro veio alugar? – perguntei a pergunta mais simples de uma biblioteca e o loiro pareceu confuso.
– Livro? – ele perguntou franzindo o cenho.
– É Naruto, estamos em uma biblioteca. – falei reprimindo um sorriso que não passou despercebido pelo loiro.
– Aqui não vende revistas? – ele perguntou ainda mais confuso.
– Não, só livros. – respondi e vi o loiro sorrir em descrença, parecia não acreditar naquilo. – Que revista você queria? – perguntei.
– De moda. – ele respondeu dando de ombros e eu arregalei os olhos com a resposta. O que um homem daquele tamanho queria com uma revista de moda? Só se ele fosse...
– Naruto você é gay? – antes que eu pudesse perceber as palavras saíram da minha boca. Senti minha temperatura elevar em segundos, eu tinha certeza que estava vermelha nesse momento como um pimentão bem maduro. – Na-não foi isso q-que eu quis dizer, me per-perdoe pela audácia. – e a minha gagueja tinha voltado, eu estava me saindo tão bem.
– O QUE? – Naruto perguntou assustado e eu desviei o olhar sem conseguir encara-lo. – Por causa da revista? Ah não, minha namorada pediu para comprar a ela.
– Entendi. – limpei a garganta e voltei a encara-lo com um pouco de receio. – Você vai achar em bancas ou em lojas própria para isso.
– Que vergonha, eu moro aqui a bem mais tempo que você e ainda consigo saber menos. – ri baixo com a declaração. – me de desconto, eu mexo com negócios e não com moda. — Franzi o cenho, negócios?
– Mexe com negócios? – se for isso agora eu entendi o terno.
– Sim, meu pai tem empresas, e a filial daqui de San Diego é meio que fundida com a do pai do Sasuke, então nós dois é que somos os chefes da empresa daqui. – só de ele falar do nome do Sasuke me dava enjoo, mas ele mexer com negócios foi surpreendente.
– Bom... – pigarreei me sentando direito na cadeira. – desejo muito prosperidade para sua empresa. – falei com um sorriso que foi retribuído da forma mais linda que eu poderia ver. Mas o que eu estou pensando? Ele tem namorada. Concentre-se Hinata.
– Obrigada Hinatinha. –e novamente eu senti minhas bochechas queimarem por causa do mais novo apelido. Nunca ninguém me chamou assim.
– De-de nada. – falei respirando fundo para tentar manter o ar em meus pulmões.
– Então, vou dar um jeito de achar essa revista antes que Shion queira me matar. – ele falou e por um momento eu fiquei um pouco triste, só não entendi muito bem.
– Tudo bem, boa sorte. – falei dando um leve aceno com um sorriso forçado que eu tenho praticamente certeza que ele percebeu pela cara estranha que ele fez.
– Obrigada e até mais. – falou dando um leve tapa no balcão e um aceno que eu retribui. E então ele deu as costas... E que costas! O tecido do terno super marcava os ombros largos e fortes que ele tinha. Estremeci com a linha que meus pensamentos estavam tomando.
– Eee Hinata, você está ficando depravada igual à Ino. – ri de mim mesma, cheguei ao ponto de falar sozinha.
Pov’s Tenten
– 1, 2, 3. 1, 2, 3. 1, 2, 3. – gritava andando de um lado para o outro em uma das salas da academia de luta para os meus alunos mirins, que felizmente estavam todos sincronizados e atentos as minhas ordens. Eu sentia até orgulho dos meus pequenos. – Tudo bem, vocês tem 15 minutos para descanso. – falei e todos assentiram curvando-se levemente com os braços retos ao lado do corpo saindo logo em seguida. Fui procurar meu celular que estava dentro da minha bolsa jogada em um canto qualquer da sala.
– Oi Tenten. – suspirei e olhei para cima já reconhecendo aquela voz tão melodiosa que dava vontade de sair correndo.
– Oi Lee. – ultimamente ele vinha me atormentava tanto que já tomei três comprimidos para dor de cabeça só nessa manhã.
– Hora de descanso? – ele perguntou se sentando a minha frente já que eu estava abaixada em frente minha bolsa.
– Graças a Deus. – falei enquanto revirava minha bolsa em busca do meu celular. Era impressionante a habilidade que eu tinha de perder o celular dentro da minha própria bolsa.
– Você leva jeito com as crianças, pelo visto os pequenos te adoram. – ele falou com um sorriso meigo. O encarei por um tempo, no fundo eu apreciava o Lee, ele era uma pessoa muito boa, porém eu não queria iludi-lo dando chances a ele, por isso já tentava ser o mais direta possível sem querer magoa-lo.
– É porque você não conhece minhas amigas, elas são perfeitas no quesito crianças. – sorri pelo o que eu disse. Eu nunca me imaginei trabalhando com crianças, logo eu que tinha o pavio curto estava amando ficar com os pequenos.
– Devem ser pessoas maravilhosas assim como você. – olhei para ele e o mesmo estava corado. Não pude evitar o sorriso, eu não estava acostumada a receber cantadas, mas ultimamente isso estava se tornando frequente da parte de Lee. Estávamos nos fitando por uns segundos quando escutei um pigarreio, olhei para cima e vi Neji com os braços fortes cruzados em frente ao peito.
– Estou atrapalhando algo? – ele perguntou e seu semblante estava estranhamente sério.
– Não Neji, imagina. – Lee respondeu se levantando e eu pude perceber um leve tom de ironia na sua voz.
– Que bom que não. – Neji falou e o tom de ironia também estava lá. Me levantei em um pulo pronta pra abrir a boca quando Lee se pronunciou.
– Eu já vou indo, se cuida Tenten, depois a gente termina de conversar. – Lee falou saindo, mas antes deu uma ultima olhada para Neji que parecia nenhum um pouco afetado com Lee ali. Segui Lee com os olhos até ele fechar a porta e voltei meu olhar para Neji agora que reprimia um sorriso.
– Fala sério Tenten. – começou com um sorriso de lado que logo foi se alargando.
– O que? – perguntei dando de ombros e voltando a procurar meu celular na bolsa.
– Você já está atacando o Lee? Logo o Lee? – perguntou agora dando uma gargalhada. Eu até acharia linda a cena se eu não estivesse extremamente incrédula.
– Como assim? Eu não, ele que não larga do meu pé. – respondi emburrada me defendendo.
– Aiai, só observo. – falou rindo enquanto balançava a cabeça para os dois lados negativamente com a mão no queixo. Eu não conseguia ficar brava, ele era lindo demais para deixar alguém brava com ele por muito tempo.
– Muito inconveniente da sua parte em. – falei agora rindo baixo.
– Só vim para te lembrar de que você vai embora comigo então seja pontual. – falou se virando e caminhando em direção à porta para sair. Revirei os olhos com o lembrete. – E, aliás... – ele falou se virando para mim e eu o encarei. – teu celular está nesse bolso aí de fora da sua bolsa. – ele completou e eu olhei para minha bolsa, e lá estava meu celular. Eu ia levantar os olhos para explicar a minha lerdeza, mas ele já havia saído. Bufei rindo logo em seguida, eu não conseguiria mesmo ficar brava com ele.
Pov’s Sakura
Itachi e eu fomos para o restaurante da agencia. Após nos trombarmos ele me abraçou e me chamou para conversar um pouco nesse horário de almoço, ele queria saber sobre minha vida e de tudo que aconteceu. Nesse momento estamos sentados um de frente para o outro, e ele está segurando minhas duas mãos entre as deles no meio da mesa.
– Você cresceu tanto, está muito bonita. – Itachi disse com um lindo sorriso.
– 20 anos nas costas já né. – dei uma gargalhada baixa e Itachi fez o mesmo.
– Me conta vai, o que você andou fazendo da vida e principalmente, o que você está fazendo aqui em San Diego. Nunca pensei que fosse te ver novamente. – ele dizia calmo e com um mínimo sorriso, típico dos Uchihas.
– Eu voltei do Japão naquela época quando acabaram as férias, e para resumir, bem eu terminei meus estudos, fiz aulas de canto, mas não tenho muita vocação para isso, e também fiz aulas de dança por dois anos e parei. Aos 18 fui morar em Londres com minha amiga Ino, fizemos mais duas amizades lá, e agora aos 20 decidimos vir morar em San Diego, eu, Ino e mais as nossas duas amigas, somos uma família sabe? Uma família muito unida. – terminei dando um suspiro cansado por ter falado tudo sem pausas e sorri, ou melhor, eu tentei sorrir...
– Uau, que vida mais badalada essa sua. – ele respondeu com as duas sobrancelhas erguidas em surpresa.
– Ainda bem né. – falei baixo desviando o olhar para os balcões onde modelos faziam seus pedidos e os funcionários da cozinha corriam para arrumar.
– O que você tem? – Itachi perguntou de repente e eu me virei pra ele confusa.
– Eu? Nada. – respondi o mais naturalmente possível, mas eu sentia minhas mãos tremerem por sua pergunta repentina e ele percebeu isso, pois olhou para as minhas mãos e em seguida para mim, sério.
– Sakura, tentar mentir para mim é besteira. – falou agora com “aquele” sorriso de canto, que eu particularmente estou odiando.
– Por quê? Estou mentindo para mentiroso? – perguntei erguendo uma sobrancelha em desafio e ele se ajeitou melhor na cadeira cruzando os braços em frente ao peito e me encarando.
– Não sou mentiroso, isso nunca. Sou observador, é completamente diferente. – respondeu erguendo um pouco o queixo.
– Entendi... – respondi com um aceno em concordância e ele levantou as duas sobrancelhas, como que dizendo: fala logo. Suspirei derrotada. – Sasuke.
– Sasuke? – Itachi franziu o cenho em confusão. – Já reencontrou ele?
– Sim, ele mora do lado da minha casa, e de verdade mesmo, eu queria não ter o visto. – respondi e Itachi ficou mais confuso ainda.
– Não entendo vocês eram tão apaixonados quando crianças. – falou me provocando e eu revirei os olhos.
– Seu irmão mudou, não é mais aquele ser adorável. – respondi.
– Sasuke não é ruim não, não estou te entendendo. – ele falou e eu tentava achar as melhores palavras para explicar os ocorridos dos últimos dias que tinham acabado comigo.
– Ele me humilhou quando fui falar com ele. Itachi ele me chamou de vadia, só porque eu estava tentando falar com ele, e ele resumiu isso como se eu estivesse correndo atrás de homem. – falei indignada. Mesmo já tendo passado aquilo ficava dolorido ao ser pronunciado em voz alta.
– Sasuke não é assim. – Itachi respondeu e podia perceber claramente incredulidade em sua voz. – ele é meio mulherengo, mas é porque ele não achou sua metade. E eu não entendo o porquê dele ter te tratado dessa maneira, não faz parte dele.
– Então você não conhece seu irmão. – falei com sarcasmo, mas logo suspirei, eu estava amargurada até para tentar ser irônica. – Eu nunca achei que iria encontra-los de novo, e quando eu o vi eu fiquei tão feliz... Bom, tomei um banho de água fria né. – terminei rindo e Itachi me acompanhou.
– Eu vou conversar com ele, e vou tentar saber o porquê disso e a gente conversa depois. – respondeu.
– Se a Karin deixar você ficar um minuto com ele. – falei revirando os olhos pela milésima vez só das vezes que contei.
– Karin? – Itachi perguntou assustado.
– Sim, a namorada de Sasuke. – falei confusa. Ele não sabia disso?
– Agora eu vou mesmo falar com Sasuke. Ele nunca gostou de mulheres fúteis e agora pegou justo a Karin para namorar, que louco. – ri com o comentário dele. – ainda bem que eu não trabalho na área dela, nunca vi gente mais chata e nojenta na minha vida.
– Verdade, você trabalha aqui, mas em qual área? – perguntei tomando um suco de laranja natural que tinha chegado.
– Na érea de marketing. – respondeu também tomando um suco só que de uma cor estranha. Verde? Ta né.
– Olha que legal você faz as coisas para divulgar os produtos. – falei sorrindo, essas coisas eram bem legais.
– Sim, é uma coisa bem mais interna, e fazendo isso eu não apareço tanto como os outros.
– Você deveria ser modelo, ia ganhar uma nota com isso. – ele sorriu com meu comentário.
– Ah não, eu mal aparecendo já faço as mulheres suspirarem, imagina como modelo? – falou divertido.
– Humildade mandou lembranças. – respondi e revirei os olhos de novo. Ultimamente eu estava revirando tanto os olhos que daqui a pouco eles saem da pálpebra.
– Mande um beijo pra ela. – rimos um pouco e um sinal (música) tocou nos microfones indicando o termino do horário de almoço. Nos levantamos e fomos andando por um dos largos corredores da agencia. – Mas o que for que seja Sakura, ergue essa cabeça rosa aí e bola para frente, se não foi ele com certeza você vai achar um que te de seu devido valor. – Itachi me aconselhou, e olha, ele sabe bem o que está falando.
– Só a nossa conversa já levantou meu astral. Era disso que eu estava precisando, desabafar um pouco com alguém. – falei dando um suspiro só que agora de satisfação, eu estava me sentindo bem mais leve.
– Maninha eu sempre vou estar aqui para o que você precisar. – Itachi sorriu terno e me abraçou pelos ombros.
– Obrigada. – agradeci retribuindo o sorriso e olhei para frente vendo Ino andando dando altas risadas e de braços dados com o... Sai?
– Sakuraaaa. – Ino gritou meu nome e eu apenas dei um aceno discreto, o loira escandalosa.
– Essa é minha amiga Ino de quem te falei Itachi. – falei antes que ela chegasse a nós.
– Entendi. – Itachi a olhou. – Bem bonita ela.
– Muito.
– Oi testuda, já está melhor meu amor? –Ino perguntou me abraçando, um abraço reconfortante.
– Estou sim... Ino, esse é meu amigo Itachi. – falei os apresentando e Itachi sorriu acenando com a cabeça.
– Você está bem sim, com certeza. – Ino o encarou. – Nossa Saky, você é sortuda em, isso é um pedaço de mau caminho, ou melhor, o caminho inteiro. – que mulher descarada minha gente. Vi Sai revirar os olhos, deve estar pegando minha mania.
– Ele é irmão do Sasuke. – completei e Ino fechou o semblante na hora.
– Já não gosto de você. – ela falou o olhando com indiferença, que mudança de humor repentina.
– Ino ele não é igual ao Sasuke, é um ótimo amigo. – falei e Ino voltou a sorrir.
– Ah porque não disse antes? Da um abraço aqui homem. – Ino falou dando um pulo para abraça-lo e ele teve que abaixar um pouco. – Ensina algo de bom para o idiota do seu irmão está bom? – ele completou dando tapinhas de leve nas costas de Itachi. – E se você fizer alguma coisa de ruim contra a Saky eu corto seu pinto entendeu?. – terminou com uma cara de psicopata fazendo eu e Sai arregalar os olhos e Itachi engolir em seco.
– Vou tentar e pode deixar, nunca farei nada a ela. – respondeu meio acanhado e eu ri da cena. – Bom gente tenho que resolver umas pendencias fora da agencia agora, foi bom falar com vocês. Depois a gente se vê Sakura. – falou e saiu andando rumo às portas de entrada/saída da agencia.
– Vamos voltar ao trabalho meninas? – Sai falou e nós assentimos o seguindo. Finalmente em dias eu estava me sentindo bem melhor.
18h00min da tarde em San Diego
Estávamos todos sentados na calçada da minha casa. Como estava fazendo muito calor resolvemos ficar aqui fora jogando conversa fora, rindo muito e aproveitando que ainda não tinha escurecido. Tem uma coisa boa em nossos trabalhos, terminamos os expedientes as 17h00min.
– Uma vez o teme queimou um pano de prato no fogão e saiu gritando pela casa toda que a cozinha estava pegando fogo. – Naruto contava as gargalhadas fazendo todos nós rirmos.
– Cala a boca idiota. – Sasuke falava emburrado. Pois é, Sasuke estava ali, e se eu falar que não estou incomodada é mentira, mas estou bem menos afetada, apesar de que ver a cena de Karin sentada no meio das pernas deles não é lá aquela coisa agradável.
– Minhas histórias com a Sakura de quando a gente morava no Canada são hilárias também. – Ino falava entre risos.
– Conta aí loira. – Gaara falou e recebeu um olhar mortal de Matsuri que estava ao seu lado, e ele nem mesmo percebeu.
– Teve uma vez que eu e ela estávamos voltando de uma festa, só que a gente ainda não tínhamos carteiras de motorista então voltamos a pé já que nossos queridos pais estavam viajando e pra completar o azar o dinheiro tinha acabado, não dava nem para o ônibus. – ela disse bufando, Ino odeia andar a pé. – Daí né, a gente estava andando e acabamos por passar em frente a um posto policial, e eu e minha brilhante mente tivemos uma ideia já que eu sempre tive vontade de andar no carro da policia.
– Oh não. – Neji sussurrou já prevendo o que estava por vir.
– O plano foi assim, nós duas ia andando abaixadas pelos carros até achar um aberto, só que alguém tinha que abrir o portão de saída dos carros, e eu linda e maravilhosa cheguei no policial que estava perto do portão e falei que um bandido tinha acabado de me assaltar. – Ino começou a rir alto – foi muito engraçado, ele saiu correndo pela rua atrás do suposto bandido e eu entrei na cabine e apertei o botão para o portão abrir. – ela mal falava só ria. – nós entramos no carro e eu pisei fundo no acelerador, porque eu sabia dirigir, mas daquele jeito também. Sakura não parava de gritar no meu ouvido que a gente ia se ferrar. – nessa hora Ino já arrancava gargalhadas de todos, exceto do Uchiha, de Karin e Matsuri, até Shion estava sorrindo. – e em questão de segundos a sirene da policia já estava na nossa cola e a Sakura começou a espernear para eu parar o carro, bom, eu ia ter que parar de qualquer jeito, mas tínhamos que fugir então eu falei que eu ia parar e a gente ia ter que pular o primeiro muro que visse. – ela continuou e já saia até lágrimas de seus olhos de tanto que ela ria. – parei o carro de qualquer jeito e saímos correndo tirando o salto e a Sakura gritava e eu apenas ria e olha que eu nem tinha bebido. – falou se defendendo antes que alguém perguntasse se ela estava bêbada nesse dia. – aí a gente chegou a um muro um pouco mais baixo e pulamos e os policiais correndo atrás da gente. E advinha onde a gente caiu? No cemitério. – parecia que ela tinha contado a melhor piada do século, TODOS estavam rindo agora, Naruto até deitou de tanto rir. – agora imagem a cena de uma loira e uma rosada correndo entre os túmulos e os policiais atrás da gente? Hilário né? – ele perguntou e alguns assentiram.
– E como terminou isso? – Naruto perguntou enxugando as lágrimas.
– A policia nos achou, fomos levadas para delegacia, chamaram nossos pais que ficaram putos com a gente, só que pelo fato de sermos de menores não fomos presas e também não tivemos fixas na policia porque no carro tinha um gravador e eles ouviram toda nossa conversa. Resumindo, eles escutarão Ino falando que só queria dar uma volta para saber como era andar no carro da policia e o meu desespero de querer sair dali. Rimos muito e tivemos que pagar uma multa pela brincadeira de mau gosto. – respondi calmamente e todos ficaram surpresos.
– Uau. – Shikamaru exclamou bem humorado.
– Uau mesmo, corajosa vocês duas. Eu não chegaria nem a pensar sobre a ideia de pegar o carro. – Gaara falou sorrindo e eu ri também, nem eu acreditava, corajosa mesmo era a Ino.
– Delinquente. – e enfim o Uchiha se pronunciou, até que estava demorando, porém ele falou no singular se dirigindo a mim, ótimo, não ligo. Mentira, eu ligo sim, mas estou disposta a encarar os fatos da melhor maneira e seguir em frente.
– Bandidona querido. – falei em resposta piscando um olho e ele arregalou levemente os olhos, acho que não esperava que eu fosse retrucar. Por fora eu estava sorrindo, mas por dentro eu estava gritando.
– Quem é bandida aqui? – perguntou uma voz feminina desconhecida e eu olhei para trás vendo uma loira em pé de olhos verdes musgos e com roupas de academia levemente suada.
– Temari! – Tenten se levantou animada indo abraçar a loira. – Meninas essa é a Temari, minha amiga do trabalho.
– Olá Temari. – eu, Ino e Hinata falamos juntas. Temari apenas acenou com a cabeça sentando entre Ino e Tenten.
– Oi Tema. – Gaara falou sorrindo minimamente.
– Oi irmão.
– Irmão? – Ino perguntou confusa.
– Sim, ele é meu irmão. – respondeu inclinando a cabeça um pouco para o lado com um sorriso discreto.
– Nossa. – Ino pareceu surpresa, ri da cara que ela fez. Desviei o olhar para o fim da rua em seguida quando avistei um carro conhecido, meu sorriso se alargou em expectativa. O carro foi parando um pouco pra frente da minha casa e todos olharam. Assim que eu vi uma cabeleira loira descendo da casa eu dei um pulo do passeio toda feliz.
– Deidaraa! – gritei correndo em sua direção e pulei em seu pescoço. Ele deu uma desequilibrada indo um pouco para trás, mas se ajeitou me abraçando.
– Oi Rosa. – Deidara respondeu e me deu um beijo na bochecha. – Saudades?
– É né, a gente trabalha no mesmo lugar e não se vê. – falei fazendo um biquinho e ele sorriu.
– Vida de modelo bonito não é fácil. – ele respondeu e passou as mãos no cabelo em um ato charmoso.
– Você não presta. – balancei a cabeça para os dois lados em sinal negativo, mas eu não conseguia evitar o sorriso.
– Mas você me ama mesmo assim. – eu ia abrir a boca para responder algo, mas escutei um pigarrear atrás de mim. Olhei e Sasori estava parado com as duas mãos no bolso dianteiro de sua calça jeans preta e sorrindo lindamente.
– Oi ruivinho lind... – fui em direção ao Sasori para lhe dar um abraço e de repente algo entrou na minha frente e eu bati em uma parede... Espera! Uma parede? Não, era só as costas musculosas de Sasuke... SASUKE?
– Olá Sasori. – disse Sasuke o encarando com aquele maldito sorriso de canto.
Continua...
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