Notas iniciais
Olá novamente! Espero que gostem e perdoem-me os erros :x

No mesmo dia do segundo capítulo, escola Undertale, 200x.

Desculpem pelo capítulo pequeno. Eu tinha escrito FODENDO 2K PALAVRAS porém perdi tudo. Eu estava escrevendo sem vontade só para postar logo, e estou fazendo isso de novo. But, vou continuar determinada! ~

F R I S K

Estávamos na aula chata de física. Eu precisava prestar atenção por quê minha nota ficou horrível, mas Sans e Papyrus me distraíam com suas piadas incrivelmente engraçadas. Tipo, não tem a mínima graça, mas tem. Não conseguia prestar atenção numa palavra dita pela professora Toriel então meu caderno está em branco. Ouvia risadinhas dos dois e eu também gostaria de saber da piada. Mas Toriel parecia não parar de me olhar.

Sans me cutucou e olhei para o lado rapidamente, tentando não me desconcentrar tanto. Papyrus estava imitando a professora Toriel explicando a matéria, tentei segurar o riso mas não consegui. Sorte que poucas pessoas haviam percebido, já que não ri tão alto. Sans estava rindo da minha situação, e pelo que vi Papyrus também. Os dois estavam rindo de mim e eu deles. Nossa amizade é meio que assim.

Aproximei minha cadeira da deles. Eu realmente havia me rendido depois daquela. O legal que não é tão engraçado assim, mas eles sempre deixam tudo mais engraçado. Eu ia dormir na casa deles a noite, prevejo uma madrugada cheia de risadas. Sim, e terei que jogar com o Sans, o que é mais engraçado ainda.

— Ei, pirralha, você não tem que estudar pras suas provas? — Disse Sans, pelo sorrisão enorme que ele sempre havia eu não conseguia saber se estava me zoando ou falando sério.

Revirei os olhos.

— Eu vou me sair bem, ah, e nada de pirralha. Só sou 3 anos mais nova. — Cruzei os braços. Depois pensando melhor eu não sabia nem quando seriam as provas. — Eh, vocês tem o horário das provas de recuperação?

Papyrus e Sans se entreolham e dizem ao mesmo tempo:

— Não.

— AHN? SE EU TENHO CORAGEM NO MEU CORAÇÃO?

(n/a nem preciso dizer quem disse o que, né?)

Caí na risada novamente, Papyrus havia entendido errado.

— Ah...o horário de recuperação. — Papyrus disse procurando em sua mochila cheia de tralhas. Esperei olhando para ele tirando várias coisas de lá. — Está aqui!

Olhei e parecia que teria que fazer uma semana toda de provas...indo para escola na primeira semana de férias. Isso vai ser um tédio. Mas eu mereço né, eu sou burra.

— Ei, não fique desanimada! — Sans disse, piscando o olho. — Hoje é o dia!

— Como assim? O que torna este dia mais especial que o outro? — Perguntei. Papyrus e Sans olharam sorrindo um pro outro.

— É uma surpresa, pirralha. — Sans disse, me provocando, sabendo que eu não gosto que me chamem desta maneira. — Opa, Frisk.

Revirei os olhos de novo. Porém, fiquei curiosa para saber que surpresa era aquela que eles falavam. Eu sabia que eles fariam uma espécie de ritual de amizade comigo pois Sans já havia me contado, mas como será esse tal ritual? É infantil demais mas parece tão divertido.

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Snowdin, 200x. 12:40

Snowdin é frio. Esse país novo é estranha. Em lugar chove, em outro neva, no outro está um calor de matar...mas essa cidade é linda acima de tudo. Não só a cidade como o país inteiro, estou gostando muito de Undertale. Sentia meu nariz e meus lábios gelados, eu estava congelando. Sans e Papyrus estavam rindo contando piadas internas um pros outros sobre o local. Eles pareciam nem estar sentido frio, tranquilos.

— Olha, a Frisk tá morrendo de frio. — Disse Sans, parecendo estar achando graça da situação.

— E o engraçado? Cadê? — Perguntei, cruzando os braços.

Ele deu risada.

— Esquentadinha na neve. — Ele disse, pegando seu casaco e colocando em mim. Me sentia melhor agora.

— Obrigada. — Disse, ajeitando o casaco em mim, olhando para os lados.

Continuamos andando. Olhei em volta e vi que as casas eram muito bonitas, e todos pareciam gostar muito uns dos outros por aqui. Vejo todo mundo fora de casa, conversando uns com os outros. Isso parece legal. É sempre bom ser amigo de várias pessoas, o pessoal aqui nessa vila deve ser muito divertido. Não é atoa que Sans e Papyrus moram aqui, não é?

Quando eu estava andando — eu estava um pouco atrás deles — estava lendo um livro pelo celular enquanto ouvia música. Os dois pararam de andar e estavam virados de costas pra mim. O que diabos havia acabado de acontecer? Tirei meus fones e guardei meu celular. Eles continuavam virados. De qualquer maneira, estávamos na frente da casa deles, pelo visto.

— Por que vocês pararam de andar?

Os dois se viraram. Sans estava com a mão no bolso e com o sorriso de sempre, enquanto Papyrus me olhava sorrindo feito um louco. Ok, isso estava começando a me assustar.

— GAROTA!! AGORA VOCÊ VAI PASSAR PELOS PIORES DESAFIOS DE SUA VIDA. AGORA QUE PISOU EM NOSSA CASA, TERÁ QUE PASSAR PELO TESTE DA AMIZADE! — Ele gritou, deixando-me assustada.

Comecei a ficar com medo dos tais desafios. Eu pensava que seria algo do tipo mais brincadeira, já que Papyrus nunca fala sério quando está falando desse tipo de coisa. Primeiramente pensei que fosse uma piada mas ele está falando tão sério...

Eu pensei em agir como se fosse uma brincadeira, quem saiba ele não me diga que tudo isso não é zoeira. Cruzei os braços e fiz uma cara orgulhosa, como se não estivesse me importando para o quão difíceis esses "jogos" serão.

— SANS ELA ESTÁ AGINDO COMO SE NÃO LIGASSE! — Papyrus disse, balançando Sans de um lado e pro outro.

— E daí?

— E DAÍ QUE ELA TEM QUE TEMER O GRANDE PAPYRUS! — Ele gritou, parando de balançá-lo.

Continuei sorrindo orgulhosamente e rindo da situação, afinal, ainda são meus amigos. E bem engraçados, por sinal. Estava ansiosa para passar pelas tais armadilhas de Papyrus, espero realmente que não seja uma brincadeira...

— Então, quando essa brincadeira começa? — Perguntei, sorrindo e quase dando pulinhos de alegria.

— AGORA. — Ele disse. Ok, isso eu não esperava. — E NÃO É UMA BRINCADEIRA, GAROTA!! SÃO DESAFIOS ALTAMENTE PERIGOSOS E DIFÍCEIS!

Suspirei. Estava esperando os tais desafios altamente perigosos, com um pouco de medo, admito, fechei os olhos e me preparei.

Quando abri, Papyrus e Sans abriram caminho para sua casa. Porém, havia muito gelo, estava escorregadio, com certeza se andasse por aquela área eu cairia de boca no chão e me machucaria feio. Olhei para Papyrus procurando o desafio nisso.

Eu teria que me equilibrar no gelo? Eu teria que patinar no gelo sem patins? Teria que resistir a várias quedas?!

— ENTÃO, GAROTA...VOCÊ DEVE ENTRAR NA CASA. — Ele disse, orgulhando-se do seu trabalho.

Sério? Não, devia ter algum tipo de pegadinha nisso. Era só andar reto que eu chegava lá, ele realmente não pode estar falando sério. Se os tais desafios difíceis forem assim então até que não parece tão ruim.

Então, assim fiz, deslizei até a casa tentando me equilibrar direito. Depois entrei lá dentro, fechando a porta, olhando os dois pela janela. Papyrus estava boquiaberto e Sans, o de sempre, sorrindo, com as mãos nos bolsos.

— SANS?! COMO ISSO FALHOU? — Ele disse, chutando a neve.

— Eu te disse que ela ia saber passar. — Sans disse, logo em seguida suspirando. — Mas você sempre diz que sou preguiçoso e não sei de nada...

— NÃO! TENHO CERTEZA QUE ELA FOI ESPERTA DEMAIS... — Disse Papyrus, inconformado. Isso é sério? Comecei a rir baixinho. — ME ESPERE, GAROTA! DA PRÓXIMA VEZ VOCÊ CAIRÁ! — Ele disse, parecendo falar com o vento.

— Papyrus.

— Sim, sans?

— Ela está dentro da casa.

— AH. EU SABIA. — Ele disse, desta vez olhando para o nada. — EU IREI FAZER ESTA GAROTA CAIR EM UM DAS MINHAS PEGADINHAS! NYEHEHEH!

Eu estava rindo muito alto. Não é possível ficar triste perto desses dois. Quando parei de olhar a janela, virei-me e havia um homem me encarando. De primeira tomei um susto, mas depois que vi sua semelhança com Sans e Papyrus, fiquei mais tranquila. Provavelmente era o pai deles. Imagine o quão legal ele deve ser! Se Sans e Papyrus são cômicos juntos, imagine o pai deles!

O homem estendeu a mão, sorridente, querendo me cumprimentar. Logo chega Sans e Papyrus. Sans, num gesto veloz, consegue nos impedir de cumprimentar, levando-me pelo braço até o seu quarto. Não entendia o que estava acontecendo, mas sei que se eu perguntar acabe não gostando das respostas.

— O que é isso, Sans? — O homem perguntou. Ele havia uma voz grossa, calma e dava uns defeitos roucos. Dava medo. — Eu só queria conhecer sua namorada.

Sans parou de andar onde estava — estavamos subindo as escadas — e olhou para trás, com um olhar furioso.

— Não me enche o saco, Gaster.

Voltamos a subir. Ele estava apertando meu braço com mais força como se estivesse com muita raiva. Doía, mas tinha medo de pedir para parar. Já estávamos chegando no quarto.

Ouvi Papyrus dizer, antes de sair correndo atrás de nós.

— Oi pai! Relaxa, eles não namoram.

//

1:20

Resolvi não perguntar do ocorrido para nenhum dos dois. Sabia que nenhum deles gostaria de falar sobre isso, mesmo eu estando bastante curiosa. Papyrus parecia quieto e Sans também. Não estavam mais como antes, para o meu grande desafio. Eu me sentia uma formiguinha perto deles. Parecia que estavam se comunicando de alguma forma, apenas pelo olhar. Aquilo me assustava, de qualquer maneira.

O quarto deles é espaçoso e bagunçado. Não tanto, mas é. Havia três camas. Eu já havia vindo aqui antes, não faz tanto tempo.

— ENTÃO, GAROTA! — Me assustei quando ouvi Papyrus gritando. — PENSA QUE ACABOU?! NYEHEHEHE! NÃO MESMO! VOCÊ IRÁ VER UM DOS NOSSOS GRANDES DESAFIOS.

Sans estava sorrindo novamente, e eu também. É incrível como ele consegue quebrar climas ruins apenas sendo si mesmo, sem contar piadas chatas ou sem graça, ou aquelas que tem graça. O Papyrus é o Papyrus.

Papyrus olhou para Sans como se os dois tivessem ensaiado um roteiro e fosse sua vez de falar.

— A-ah! Sim, Frisk, pode pegar o controle por favor? — Disse Sans, com as mãos no bolso.

Sorri, fiz sim com a cabeça e obedeci. Abaixei-me para pegar o controle e num gesto veloz uma almofada voou para cima de Papyrus. Eu e Sans acabamos rindo muito e Papyrus, novamente, estava boquiaberto.

— SANS!!! VOCÊ DEU OS COMANDOS ERRADOS! — Ele disse, tirando penas da cara.

— Não, bro. Fiz o que tu pediu. — Sans sorriu.

Papyrus revirou os olhos.

— Bem, tanto faz. — Ele disse, logo em seguida sorrindo. — AGORA VOCÊ NÃO IRÁ NOS ESCAPAR!! ESSE PRÓXIMO FOI FEITO POR SANS!!

Ok. Agora sim fiquei assustada. Sans era praticamente um cara profissional em enigmas e coisas misteriosas. Suspirei e fechei os olhos.

Senti uma revista sendo jogada encima de mim e a peguei. Era um caça-palavras.

— SÉRIO SANS?! UM CAÇA PALAVRAS?! — Papyrus perguntou, gritando.

— eEhh.. — Sans riu nervosamente. — é.

Papyrus sorriu.

— Você é GENIAL!

Eu analisei o caça palavras. Havia um monte de palavras a serem encontradas. Por algum motivo, meus olhos bateram na palavra "Amor" e na palavra "Violência".

Senti uma dor de cabeça enorme vindo do nada. Cores dançavam nos meus olhos e eu não conseguia mais me mover. Senti-me enjoada e não conseguia mais fazer nada. Não conseguia nem gritar por ajuda.

Sonho de Frisk

Me via em lugar completamente escuro, onde estava sozinha, completamente sozinha. É o que pensava. Não sentia mais tontura ou dor de cabeça. Mas não sabia onde eu estava, provavelmente na minha mente. Isso sempre acontece, ugh.

Comecei a andar pelos lugares e ouvi uma batida no chão. Em seguida, barulho de passos...Por algum motivo, não senti medo nenhum disso. Decidi não me virar, como sempre faço.

— V o c ê s a b e m e u n o m e, F r i s k? — Ouvi uma voz distorcidamente medonha me perguntando.

Respirei fundo e tentei responder.

— C...h...a...r

Notas finais
Até a próxima! ~~ (Sim, postei dois no mesmo dia devido meu atraso.)