Dreams Of A Demigod

7 Capítulo 7: Elizabeth Willians


Então eu vi uma estante cheia de livros e todos com a mesma capa vermelha com traços dourados, peguei um a mão e não havia nada na capa então abria e li.


Decimo sexto diário de Elizabeth Willians,

Conta a historia de seus dias aos 14 anos...


Folheei algumas paginas todas escritas a mão eram 400 paginas de escritas com uma letra impecável e muito bonita. Fechei-o e o coloquei no mesmo lugar. Peguei o do lado e li.


Decimo sétimo diário de Elizabeth Willians,

Conta a historia de seus dias aos 14 anos...


Olhei encantada para a estante como ela pudera escrever sobre todos os seus dias (nossa), então fechei o livro e o coloquei no lugar. Carol que estava entretida com os livros veio até mim e parou do meu lado.

– nossa que serie é essa? Tem pelo menos 50 livros iguais...

– não é uma serie...

– como assim não é uma serie já sei são varias!

– não todos esses são diários de uma mulher parente do Roger... Elizabeth Willians

Dirigi-me para o primeiro livro que havia na prateleira, o peguei, abri e li



Primeiro diário de Elizabeth Willians,

Conta a historia de seus dias aos 6 anos...


Folheei e a letra era completamente diferente, meio torta, as vezes fina e descobri ela escrevia desde pequena. Desde os 6 anos e ela escrevia 2 livros para cada ano de vida nossa essa queria ser escritora.

Me virei para Carol que estava com a boca ainda aberta

– Carol?

– oi?

– o que você esta fazendo?

– eu?

–sim, fecha essa boca.

– a desculpe é que ta de brincadeira que essa mulher escreveu todos esses livros?

– é inacreditável néh ela começou a escrever desde os 6 anos de idade.

– nossa isso é ter paciência

Me dirigi para o ultimo livro que estava 3 prateleiras a baixo, fiz o mesmo ritual e li


Sexagésimo diário de Elizabeth Willians,

Conta a historia de seus dias aos 35 anos...


Pensei bem e lembrei quando Roger falou de seus parentes e mostrou o (MUITO ANTIGO) álbum de fotos de sua família, Elizabeth Willians era tataravó dele, seu filho morreu quando tinha 12 anos, então ela resolveu se casar com o tataravô de Roger tiveram 2 filhos e depois de um tempo disse ele que Elizabeth morreu de loucura, os parentes dizem que depois que seu primeiro filho morreu ela nunca mais foi a mesma, ela escrevia diários de sua vida, pois seu sonho era ser escritora, mas nunca chegara a realiza-lo. Lembrei-me da foto de Elizabeth, ela era mulher comum como as antigas, sempre com vestidos exuberantes com espartilhos, era loira de cachos bem definidos, sempre usava batom rosa bebe e um colar que ganhara de seu primeiro marido (cujo casamento durou pouco), dona de olhos azuis.

Isso me entristeceu uma mulher que escreveu tanto, mas não teve o devido reconhecimento...

Mas esses pensamentos foram embora quando Carol me chamou

– let´s já são 17:00hs, sua mãe vai chegar daqui a pouco...

– agora sim você esta de brincadeira comigo não passaram 3 horas desde que descemos aqui!

– então olhe o horário.

Olhei no meu celular e vi 17:02hs, minha mãe chegaria as 17:20hs mais ou menos, ela tinha saído de manhã com Roger resolver algumas papeladas de emprego pois minha mãe começaria a trabalhar com ele (depois das férias).

Arrumamos tudo o que tínhamos tirado do lugar e voltamos para a sala, (peguei o ultimo diário dela pois queria lê-lo) prometi para mim mesma entender o porquê da loucura e morte de Elizabeth pelo o que folheei (no primeiro livro que peguei) ela tinha sonhos não cumpridos e isso a magoava.

Minha mãe chegou no horário marcado 17:20hs, eu já havia lido 52 paginas do diário d Elizabeth (o que havia escrito naquele diário me deixou...perplexa), Carol dormiria em nossa casa pois seus pais iam para um jantar e como ela é filha única, deixaram ela ficar. O que eu não sabia é que essa noite mudaria minha vida.

– uhuuu.

– uhuuu o que?

– uhuuuuuuuu eu estou dormindo em um castelo.

– nossa você fala como se a sua casa não fosse grande...

– isso é porque a minha não tem um andar subterrâneo sensacional que é uma biblioteca...

– não fala isso alto, eu não sei se podíamos ir lá e nem sei se Roger sabe que tem esse andar.

– primeiro: eles estão lá em baixo e nós no meu quarto. Segundo: mas é claro que ele sabe morou aqui tipo uma boa parte da vida dele.

– já esta chamando de seu quarto?

– sim, eu vou dormir sozinha então é MEU quarto meio alugado...

– ok voltando no outro assunto... eu tenho minhas duvidas, e na verdade ele não morou a vida inteira aqui ele e o pai, Rupert Willians, não se entendiam muito bem e com poucos anos de vida, se não me engano uns 7, se mudou para a casa da avó.

– como assim ele era tão novo e já não se entendia com o pai?

– o pai dele era alcoólatra, depois que os avós morreram e ele voltou para a casa, logo saiu porque ainda não falava com Rupert, o pai dele sentia saudades e então parou de beber dai eles se entenderam.

– bom eu ainda acho que ele sabe sobre a biblioteca.

– esta bem senhora Carolina que acha que esta certa.

– o que acho estranho é que se ele sabe por que não contou para você e sua mãe?

– e você acha que eu tenho duvidas sobre ele conhecer a biblioteca por quê?

– é claro que ele conhece os pais dele não iriam ler aqueles livros da atualidade.

– é você tem razão.

– eu disse, eu SEMPRE tenho razão...

– convencida — Ela fez uma careta e começamos a rir.

Minha mãe nos chamou e fomos jantar falamos sobre o que fizemos, meus pais falaram o que fizeram... Que estava mais para: assinar 9 bilhões de papeis só isso... Falei para Carol não abrir sua SUPER boca e acabar falando sobre a biblioteca, falamos com Eliza, como todos os dias... Ela havia passado o dia na casa e no campo, plantou, colheu (cultivamos algumas verduras, frutas e flores) e fez muitas outras coisas.

No jantar fiquei me perguntando... Será que alguém na mesa (tirando eu e a Carol), sabia sobre a tal biblioteca? (quando olhei para a senhorita assassina de pães e tive a impressão de que ela pensava como eu naquela hora) Estava até suspeitando da minha mãe (porque como a Carol ela também é descobridora de lugares...) acho que pensava nisso, pois estava chateada com ela desde o nosso primeiro dia na casa, com toda aquela conversa dela com Eliza.