Dreams Of A Demigod
9 Capítulo 9: entro em uma luta
Estava novamente com medo ou achando que Elizabeth estava realmente ficando louca, ela disse nomes da mitologia grega que não existem, sinceramente ela deveria estar escrevendo uma historia para seus filhos. Ou outra coisa... Isso não poderia ser verdade Elizabeth descreve sua mais louca historia (que eu acho que não existe), como ela poderia pensar alguma coisa dessas? Há tanto tempo...
Fugi dos meus pensamentos escutei um barulho e olhei pela janela vi um pouco mais a frente sombras por entre as arvores pensei que fosse só Nico, eu só o vi uma vez, mas sabia que todos os dias ele estaria “cuidando” da casa, então três pessoas saíram da escuridão da floresta, todos com camisetas laranja (com escritas em preto que eu não consegui decifrar) e calça jeans, eram dois garotos e uma menina. Um era Nico com a sua “CAPA” militar, e uma espada que para mim era preta com um brilho branco (isso era muito estranho), ele estava cansado e ferido no braço. A menina tinha mais ou menos uns 14 anos e descobri que só poderia ser a filha de Eliza, tinha os cabelos cacheados, presos em um rabo de cavalo, olhos castanhos, e pele morena. O outro garoto era mais alto que Nico, tinha cabelos negros e olhos verdes iguais aos meus e aparentava ter uns 16. Tive a má sorte de Nico olhar para cima, quando ele me viu quase teve um ataque cardíaco, (claro eu comecei a rir muito), então ele fez um sinal para que eu fechasse a janela hesitei, mas comecei a fechar a janela.
Um momento depois ouvi um barulho de metal olhei um pouco mais a frente e então da floresta saiu duas criaturas horrendas uma era uma mulher com um ton de pele verde e da cintura para baixo tinha duas “caldas” de cobra. A outra era uma menina muito pálida, com olhos vermelhos, presas, a perna esquerda era como a de um bode e a direita era de bronze. Fechei a janela abruptamente ainda não havia trocado de roupa e estava assustada com o que vi, precisava ajuda-los então peguei meu taco de beisebol e desci (todos dormiam ainda bem) cheguei à cozinha e peguei duas facas de cozinha, corri para fora onde eles estavam lutando muito então lancei uma das facas na cabeça da mulher cobra (aceitei eba... opa como eu fiz isso?) deixando-a confusa, então o menino dois (chamei-o assim porque ainda não sabia o nome dele e conheci o Nico primeiro) cortou decepou a mulher cobra, fiquei pasma porque essa se desfez em pó dourado. Mas ainda avia a vampira-bode-maquina ela me atacou, me defendi com o taco (usei tanta força que seu maxilar trincou) ela rugiu de dor e pulou em cima de mim (por um momento pensei que iria morrer) então a garota e Nico atacaram a V-B-M (abreviação daquela criatura) pelas costas e ela se desfez em pó como a mulher-cobra. Ainda estava em choque tremendo (como eu fiz aquilo, nunca tinha trincado um maxilar ou atirado uma faca em outra pessoa ou criatura).
– nossa como você fez aquilo? Você estava, pelo menos, uns 20 metros da dracaenae! – disse Jenny
– Jenny espera deixa-a respirar... ok ela já respirou como você fez aquilo? – disse o menino dois
– Percy, sério? Ela nem lançou uma espada, bom se fosse um martelo ou o taco eu ficaria impressionado... – falou Nico como se o que eu fiz fosse normal – e Leticia vejo que você não me obedeceu e eu odeio quando não me obedecem...
– primeiro: você esta na minha casa então quem manda a ESSA hora da noite sou eu, segundo: também não sei como fiz aquilo, terceiro: o que eram aquelas coisas? Quarto: espero que me de uma explicação bem clara porque eu ODEIO quando me enrolam! — respondi ainda assustada.
– ei sem brigas e falem mais baixo alguém pode ouvir. – concluiu Percy.
– mas Percy é ela que esta brava. – falou Nico
– claro que ela esta, ela não sabe quem é e você também não ajuda muito.
– parem todos! – disse Jenny, olhamos para ela apesar de ser a mais nova falava com muita certeza do que queria. – olá Leticia eu sou a filha de Eliza, mas acho que você já sabe... a criatura que você ajudou a matar era uma Dracaenae e a outra era uma Empousa.
– a tipo mitologia grega – lembrei
– sim, elas são muito perigosas... Mandaram-nos para mata-las porque certa pessoa – apontou para Nico – atrai muitos monstros e sabemos o que esta acontecendo com você.
– você não pode contar a ela! Não temos permissão – reclamou Nico
– ela tem que saber Nico, temos que leva-la
– você não viu o sofrimento da mãe dela. Eu não poderia falhar com Katherine e sua mãe, eu prometi que deixaria as duas conterem!
– ela já sabe...
– como assim?
– uma empousa só frequenta lugares com pelo menos 3 se... Pessoas com cheiro forte.
– mas só temos dois filhos dos três grandes...
Olharam para mim e para Percy que quando percebeu alguma coisa (que eu ainda não havia percebido) disse tentando até se acalmar.
– não vamos tirar precipitações...
– não isso é impossível... – continuou Nico ainda de boca aberta
– temos que leva-la!
– a essa hora da noite? Não ela tem que ficar, e não temos a senhora O’Leary para nos levar pelas sombras...
– cala a boca Nico isso é serio.
– eu estou sendo serio vamos ser aniquilados se sairmos daqui.
– o que vocês estão falando? – disse eu ainda confusa
– se acalma nos vamos te levar para o acampamento. – disse Percy ok ele também estava um pouco confuso
– isso fala mais que então ela vai ficar cada vez com o cheiro mais forte! Deixem eu pelo menos falar com Katherine. – acrescentou Nico
– ei a mãe é minha!
– parem me deixem pensar!
– sabemos que isso é novo para você, já sei você volta para o acampamento e nos cuidamos de tudo até Argos chegar. – contou Nico como se fosse o melhor plano do mundo.
– não sei muito bem, mas se Percy for sozinho seria como se fossemos juntos porque como vocês disseram ele tem um “cheiro forte”, nesse caso não faria nenhuma diferença irmos juntos do que só um de nos ir... – disse eu.
– ela tem razão Nico.
– então o que faremos? – reclamou Nico
– podemos mandar uma mensagem de íris ou nos dividirmos. – concluiu Jenny – serio vocês DOIS não pensaram nisso?
– serio que você não pensou que não temos luz para mandar a mensagem? – resmungou Nico
– me desculpem foi melhor do que o seu plano menino morto!
– desculpe construtora.
– acho melhor passarmos a noite aqui, de manhã é mais seguro para todos.
– precisamos avisar eles!
– nenhum de vocês tem celular em pleno século XXI? – decidi falar porque já estava ficando ridículo
– não temos celular e nem podemos usa-los é como avisar, em um raio de oito ou mais quilômetros, onde você esta para um monstro. – me corrigiu Percy
– ah desculpem eu não sabia...
– tudo bem, você é novata no assunto.
– ok eu odeio ser novata no assunto.
– normal isso acontece com todos até com o Nico... E se você quer saber ele era um novato que achava que os monstros tinham pontos de vida.
– ei eu era pequeno! – reclamou Nico
– e jogava mitomagia...
– queria que Clarisse estivesse aqui “ela arrebentaria a cara de todos os monstros e até mesmo de você Jackson”- disse Nico imitando a voz de uma menina durona (conclui que era Clarisse) então os dois começaram a rir e Jenny revirou os olhos.
– muito engraçado meninos, mas que tal pegar o carro ou os cavalos para chegar ao acampamento.
– mesmo assim os monstros nos atacariam e não queremos envolver a família dela na historia.
– todos vocês são muito complicados... – já estava a ponto de ir dormir porque aquilo era ridículo, minha ficha ainda não tinha caído, pensava se Elizabeth estaria certa. Então tive a melhor ideia da minha vida. – tive uma ideia bem melhor se escondam na biblioteca!
– biblioteca? Desde quando aqui tem uma biblioteca? – disse Jenny pasma
– minha amiga descobriu ela fica embaixo da escada não tem monstros e ninguém da casa sabe sobre aquele lugar.
– siga em frente novata mostre o caminho. – disse Percy sorrindo
Ele era muito parecido comigo isso era o mais estranho de tudo, então eu sorri para ele e seguimos ignorando as reclamações de Nico. Quando entramos tudo estava silencioso e calmo, tranquei novamente a porta e direcionei todos para a escada onde havia uma porta que dava a um pequeno armário onde se tinha tudo lá, tirei o tapete de cima do piso e o coloquei de lado, abri o alçapão e todos entraram. Percy e Nico estavam muito ocupados de boca aberta e depois Jenny ficou do mesmo jeito ao descobrir a biblioteca.
– estamos em Narnia? – disse Nico
– não só em uma biblioteca mesmo. — respondi
– uau isso é incrível e gigante.
– porque tem malas aqui? – perguntou Percy incrédulo
– malas? – ele estava louco nunca tinha visto nenhuma mala
– é ali – apontou para uma mesa mais ao fundo e embaixo dela havia duas malas velhas e aparentavam estar cheias.
Seguimos até as malas e abrimos tinha tudo o que se poderia imaginar para uma fuga, porem tudo estava velho ou estragado.
– é parece que ninguém vem aqui há anos... Olha uma agenda de 2007. – disse Jenny
– se pessoas não vem aqui há anos então porque tem tantos livros recentes?
– vou saber deve ser que esqueceram essas malas.
– pode ser que pretendiam viajar ou fugir por aquele corredor ali. – disse Percy de novo...
– ok você pode parar de descobrir coisas! – todos riram.
Descobrimos que em uma das mochilas tinha um mapa que seguia para vários caminhos de Long Island e um dos caminhos davam para o acampamento meio sangue.
– vamos para o acampamento, é a melhor opção...
– vão vocês eu não vou deixar minha família, eu ainda acho isso loucura... Não quero deixa-los...
– tudo bem novata vai dar tudo certo, viremos te buscar amanhã de manhã.
– tudo bem – Percy estava parecendo um irmão para mim.
– então vamos? – disse Nico
– você vai ficar bem? – me perguntou Jenny
– eu vou ficar ótima — disse eu (sem muita certeza).
– Então até amanhã – disse Jenny – eu já ia esquecendo fique com isso é melhor do que uma faca comum – me entregou uma faca de bronze.
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