Dream Trip
6 Você tem que tomar uma atitude.
Notas iniciais
Mas tá aí o capítulo... Espero que gostem E ah,MUITO obg mesmo pelos reviews
Tom Kaulitz narrando:
Vi Fernanda descendo as escadas e eu simplesmente não sabia o que fazer. Ia atrás dela? Não saía do lugar? Gritava para ela esperar?
Optei por ficar lá mesmo. Virei para frente e fiquei observando o céu. Isso tudo que está acontecendo entre eu e a Fernanda, é muito complicado. Essa noite eu poderia ter chamado de \"melhor noite da minha vida\", mas, eu sentia que faltava algo importante. Mas agora sei o que era que faltava... Ela. Tá, não quero me precipitar. Talvez isso tudo seja coisa da minha cabeça, uma peça talvez. Olhei para baixo e vi Fernanda atravessando a rua. \"Para onde ela vai?\" pensei. Decidi segui-la, para mantê-la longe de problemas. Fui descendo as escadas correndo atrás dela e quando cheguei à porta do hotel, a vi do outro lado da rua. Atravessei a rua correndo e só vi fotógrafos vindo em minha direção. Não sabia se os atropelava e ia atrás da Fernanda ou se fugia deles. Fiquei parado os vendo vindo até mim e então voltei correndo pro hotel e voltei para o quarto. Droga, agora os fotógrafos sabiam que a banda está aqui e logo vão aparecer milhões de fãs. E agora, como é que eu vou fazer para ir atrás dela?
Peguei meu celular e liguei desesperado pra ela. Enquanto eu esperava ela atender, ouço um celular tocar. Quando fui ver, era o dela. Droga, ela não levou o celular!
Fui correndo acordar Bill, que estava deitado ao lado da Larissa, dormindo.
- BILL! BILL! — eu gritava enquanto o chacoalhava de um lado para o outro.
- O que foi Tom? — ele perguntou estressado.
- A Fernanda saiu correndo do hotel e agora lá fora tá cheio de fotógrafos e eu estou com medo de que ela se meta em algum problema. — eu disse
- Mas como assim? Ela saiu daqui como? — Larissa perguntou. É, ela acabou acordando também com os meus gritos.
- Ela saiu nervosa... Comigo. — eu disse
- Af, tinha que ser! — Larissa gritou — Ela levou o celular?
- Não. — eu disse
- PORRA TOM! — Larissa gritou — Quando a Fernanda tá estressada ela é capaz de tudo. — ela disse enquanto colocava um casaco desesperada — Fiquem aqui enquanto eu vou atrás dela.
- NÃO! Eu quero ir com você! — eu disse
- Eu também, não vou deixar você sozinha com o Tom. — Bill disse
- Tá tá, vamos. — ela disse — Mas, e os fotógrafos?
Olhamos um para a cara do outro, esperando uma resposta.
- Podemos ir com meu carro. — eu disse
- É. — Larissa disse.
- Vamos. — Bill disse abrindo a porta.
Fomos até o estacionamento e começamos a procurar o carro. Assim que achamos, Bill e Larissa entraram no carro e sentaram no banco de trás e eu sentei no banco do motorista. Liguei o carro e sai do estacionamento, rezando para os fotógrafos não verem. E quando saímos do estacionamento, aconteceu o que eu já esperava. As fãs histéricas estavam começando a vir. Saímos correndo com o carro por aí, a procura da Fernanda e nada de achá-la. Comecei a ficar preocupado. Onde aquela doida se meteu?
Fernanda narrando:
Eu estava andando pela a rua, sem nem ligar pra nada. Até que alguém me pega por trás e tampa a minha boca. Senti algo pressionado nas minhas costas.
- Fica quietinha e vem comigo. Se gritar, eu atiro! — era uma voz grossa, masculina. Ele começou a me puxar para um beco. Eu estava apavorada, cadê a polícia quando mais precisamos?
Ele então me jogou no chão. Eu olhei para cima e vi que ele estava com uma máscara que tampava parte do seu rosto, ele estava armado, o que me deixou ainda mais apavorada. Meus olhos se encheram de lágrimas de tanto medo e só vi um sorriso malicioso brotando em seu rosto.
- Não fique com medo, sei que você vai gostar. — ele disse enquanto abria o zíper da sua calça. O que? Ele vai me estrupar? Como assim?
Meu coração acelerou e o que eu mais queria naquele momento era gritar, mas se eu gritasse, estaria acabando com a minha vida. Eu fechei os olhos e disse:
- Não, por favor, não faça isso... — senti sua mão quente no meu queixo. Abri os olhos e vi seu rosto de perto.
- Pode deixar, eu uso camisinha. — ele disse e deu uma risada maléfica. Eu comecei a chorar e então, senti uma dor enorme no meu rosto e a minha bochecha começou a pegar fogo. Ele havia me dado um tapa na cara? — PARE DE CHORAR JÁ! Pouco me importa se você quer ou não isso. Já era linda. — ele gritava comigo e meu coração acelerava ainda mais. — Vamos acabar com isso. — ele disse rasgando meu vestido. Sim, eu ainda estava com a roupa da festa. Parte do meu sutiã estava aparecendo. E ele me pegou pelo o braço e me pressionou contra a parede. Senti seus lábios no meu pescoço e senti seu membro sendo pressionado contra o meu. As lágrimas ainda rolavam sobre meu rosto, estava chorando em silêncio.
- SOLTE ELA AGORA! — olhei para o lado e não pude conter minha felicidade de vê-lo... Era Tom.
- SOCORRO TOM! — eu gritei. E então, o estrupador me jogou novamente no chão e deu um chute em minha barriga.
- O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO? SOLTE-A AGORA! — ele disse vindo correndo até mim. Mas antes que ele pudesse dar o segundo passo, o estrupador apontou a arma para mim, deixando Tom imóvel.
- Mais um passo e a sua amiguinha morre, Tom Kaulitz. — ele disse. Já era de se esperar que ele conhecesse o Tom, afinal, sua banda era conhecida por toda a Europa e principalmente na Alemanha.
- Tá, o que você quer que eu faça para deixar ela livre e ILESA? — ele perguntou
- 100 mil euros e você consegue a liberdade de sua amiguinha aqui. — ele disse.
- 100 mil euros? Tá, o que for preciso eu faço. — Tom disse. Ele tirou da carteira umas notas em euro e entregou para o estrupador.
- Ótimo, pega essa chorona aqui. — ele disse me chutando e saindo correndo.
Eu estava deitada no chão, tossindo feito louca graças aos chutes do estrupador. Tom veio até mim correndo e se ajoelhou na minha frente.
- Fernanda, venha. — ele disse pegando na minha mão e me ajudando a levantar.
Nós saímos do buero e eu vi o carro de Tom estacionado perto de lá. Tom abriu a porta para mim e eu deitei no banco traseiro e vi Larissa lá sentada.
- Fê! — ela gritou ao me ver. — Você tá bem? Vem, deite-se no meu colo. — ela disse me ajudando a deitar-se no seu colo.
Tom ligou o carro, deu partida e voltamos para o hotel. Assim que chegamos ao estacionamento do hotel, eu já estava melhor. Saímos todos do carro e Bill e Larissa foram à frente para o elevador e, quando eu estava indo atrás deles, Tom pega no meu pulso, me fazendo parar de andar.
- Fernanda, espera. — ele disse. — Eu, quero me desculpar.
- Pelo quê? — perguntei me virando para ele.
- Por ser... Eu. — ele disse dando um sorrisinho de canto. Dei uma risada baixa.
- Você não tem que se desculpar Tom. Você tem que tomar uma atitude... Já que você quer tanto mudar e procurar a garota certa. — eu disse com um sorrisinho de canto também — Agora, me solte pra eu poder voltar pro meu quarto e dormir. Estou cansada. — ele soltou meu pulso e eu fui para o elevador e ele veio atrás.
Quando chegamos ao quarto, vimos que não havia ninguém lá. Eu achei até melhor. Abri o guarda-roupa e peguei um moletom cinza e uma camiseta larga. Fui até o banheiro e me troquei. Assim que sai do banheiro, deitei-me na minha cama e fechei os olhos. Estava pronta para dormir, senão fosse...
- Fernanda. — o Tom me chamando.
- O que foi, Tom? — perguntei
- Bons sonhos. — ele disse e senti-o dando um beijo em meu rosto. Meu coração disparou. Ouvi a porta se fechando e sabia que Tom havia saído do quarto. Passei a ponta dos meus dedos no local onde ele deu o beijo e sorri. É, eu realmente amo aquele cara.
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