Dream Trip
2 Sonhos podem se tornar realidade?
Notas iniciais
- Hey, Fernanda... — senti me chacoalharem. Abri um pouco os olhos e vi Larissa com meu celular na mão — ...telefone pra você.
- Quem é? — perguntei.
- Atenda e descubra gata — ela riu
Peguei o celular.
- Alô? — disse ao atender
- Hey, adorei sua carta. — ouvi a voz de Tom. Não era possível!
- To-o-o-o-om? — gaguejei
- É... — ele riu — ...imaginei que ficaria assim.
- Ah, haha... — ri sem graça — ...então, gostou mesmo?
- Sim. — ele disse
- E, er... Como conseguiu meu número?
- Você colocou, não lembra? — ele perguntou. Olhei para a Larissa e ela sorriu. Droga Larissa!
- Ah sim, me lembrei.
- Hm, então tá... — ele disse — ...até o próximo show.
- Ok, te vejo lá. — sorri
- Beijos Fernanda, adorei te conhecer... — ele disse e eu, claro, morri nessa parte — ...espero mais cartas suas.
- Haha, tudo bem... Beijos Tom, até mais.
Desliguei meu celular. Deitei na minha cama sem acreditar e comecei a rir. Larissa veio e se deitou do meu lado.
- Ainda quer me matar? — ela perguntou
- Porque eu iria querer te matar? Se não fosse você, ele não teria me ligado, ele não teria dito que ADOROU me conhecer...
- O QUE? ELE DISSE MESMO ISSO? — ela perguntou indignada
- Sim, minha amiga, sinta inveja. — sorri vitoriosa
Rimos juntas e começamos a conversar sobre outro assunto e ficamos assim até amanhecer.
O despertador toca, era 10 da manhã. Acordamos juntas e eu fui tomar banho. Hoje teria mais um show do Tokio Hotel e mais um meet&greet. Ah, como eu adoro ganhar essas promoções *-*. Coloquei uma calça skinny preta, uma regata branca, deixando minhas tatuagens à mostra, arrumei meu cabelo, me maquiei, passei um perfume e pronto, estava pronta. Enquanto Larissa passava Babyliss no cabelo, fiquei ouvindo meu mp3 e imaginando como seria hoje. Assim que Larissa estava pronta, pegamos um táxi e fomos para o estádio. Entramos no estádio e fomos para os nossos lugares, no espaço VIP, bem perto do palco. Quando estava perto do show começar, todos que estavam esperando na fila entraram e algum tempo depois, o show começou. Eles entraram no palco e estavam lindos como sempre. Durante o show, Larissa chorava desesperadamente e eu só ria.
O show foi ótimo, e no final, fomos correndo para o Meet&greet e por incrível que pareça, fomos as últimas, de novo.
- Fernanda, estou nervosa... — Larissa sussurrou para mim
- Calma, vai ser como ontem... — sussurrei de volta pra ela e sorri.
Logo chegou nossa vez. Eu fui a primeira a entrar na sala e quando encontrei os olhos de Tom, senti meu rosto corar. Fui até eles, cumprimentei todos e Tom me puxou para o lado e sussurrou em meu ouvido:
- \"Eu arriscaria minha vida para sentir seu corpo junto ao meu.\"... — olhei para ele — ...minha parte favorita. — ele sorriu maliciosamente. Não sabia o que responder, não sabia nem o que pensar, apenas sorri para ele. — Você quer ter a sua chance?
- Fernanda! — ouvi Larissa me chamar. Olhei para ela e ela me chamava com a mão.
- Droga. - ouvi Tom falar baixo
Fui até ela e perguntei:
- O que foi?
- O que você acha de passar essa noite com os meninos?
- COMO? — perguntei abismada
- Oras, venha passar a noite conosco, vai ser legal. — Bill disse sorrindo. Olhei para Larissa e sorri maliciosamente.
- Hm, e onde vamos dormir? — perguntei olhando para Bill
- Bem, como o ônibus não tem muito espaço, Larissa dorme comigo. — ri baixinho e senti Larissa dar um tapa em meu braço. — Agora, você eu não sei...
- Ela pode dormir comigo. — senti uma mão segurar meu braço esquerdo e quando olhei para trás, vi Tom sorrindo para mim. — Certo Fê?
- Po-o-ode ser. — sorri
- Ok, vamos? — Bill disse pegando na mão da Larissa.
Fomos andando em direção à saída e eu pude perceber Bill e Larissa na maior intimidade juntos. Ri baixo ao ver a cena.
- Também tenho certeza que tem algo atrás disso tudo... — olhei para ele — ...Bill não é de dormir com qualquer uma assim, alguma coisa rolou entre os dois.
- É verdade. — eu disse — Provavelmente a Larissa vai me contar depois em detalhes...
- Em detalhes? Haha quero tá lá pra ouvir como foi a noite deles dois... — Tom riu
- Não é isso né cabeção! São coisas que só meninas entendem... — eu disse. Ele então, parou na minha frente.
- Então porque você não tenta me explicar em detalhes essa noite? — ele perguntou sorrindo maliciosamente
- Porque, você nunca iria entender, nem se eu desenhasse. — sorri e desviei dele, continuando a andar até o ônibus, que agora, estava perto. Senti Tom segurar meu pulso. Olhei para ele e ele ainda sorria.
- Sabia que eu adoro quando me provocam? Deixa-me ainda mais louco pela pessoa... — ele foi chegando perto. Eu dava um passo para trás a cada passo que ele dava.
- Hm, bom saber. — soltei meu pulso de sua mão e entrei no ônibus.
- Fernanda, espera. — ele me chamou e eu me virei para ele, já dentro do ônibus. — Eu não consigo te entender... Na carta, você diz ser louca por mim, tanto que você disse que daria tudo para sentir seu corpo junto ao meu e agora, você foge de mim... O que está acontecendo?
- Tom, me entenda, está sendo tudo tão rápido e, bem, você é meu ídolo e isso não acontece todo dia não é? — sorri — E bem, isso parece um sonho, não parece ser real... Entenda meu lado.
- Pois então, vou te provar que não é um sonho... — ele me puxou, deixando nossos corpos colados. Senti sua mão descer pelas minhas costas, me deixando arrepiada. — ...ainda acha que é um sonho?
- Si-i-im. — gaguejei.
Tom foi dando beijos em meu pescoço e suas mãos passeavam sobre minhas costas, até chegar a minha bunda. Ele foi me levando mais para dentro do ônibus, até chegarmos na \"cozinha\". Ele me empurrou contra a pia e foi subindo os beijos até chegar perto da minha boca. Ele então me levantou e me colocou sentada na pia. Ele olhou para mim, sorriu e perguntou:
- E aí, ainda acha que é um sonho?
- Um pouco, preciso de um empurrãozinho pra me tocar que é real... — no meu tom de voz, dava para perceber que eu queria mais. Ele então, com aquele mesmo sorriso safado dele, chegou seu rosto mais perto do meu e me beijou.
Ele, com aquelas suas mãos bobas, subiram até meus seios e eu pude sentir seu amiguinho ganhando vida. Alguma coisa dentro de mim dizia que eu devia parar por ali, mas, meu corpo queria mais e mais, e por fim, acabei fazendo a vontade do meu corpo. Comecei a tirar sua camiseta devagar e ele, apressado, arrancou-a de vez. Vi aquele corpo, aqueles braços musculosos e a aquela barriga sarada e não consegui resistir. Passei minha mão pela sua barriga, até chegar em seus ombros e o puxei, dando continuidade ao beijo. O beijo foi ficando mais intenso, mais quente. Tom foi abrindo o zíper da minha calça e a arrancou num piscar de olhos. Sua mão voltou para a minha bunda e ele foi chegando seu membro mais perto do meu. Quando ele estava prestes a tirar minha blusa...
- TOM! — ouvimos alguém chamá-lo. Olhamos juntos para o lado e era Bill do lado da Larissa e logo atrás, Gustav e Georg. Senti meu rosto pegar fogo e sabia que eu estava mais vermelha que um tomate nessa hora. Tom estava com os olhos arregalados e eu rapidamente desci da pia e peguei minha calça e a coloquei o mais rápido possível.
- Fernanda, sua safada! — Larissa gritou.
- Eu já esperava isso do Tom... — Georg disse e Gustav só ria.
- Tom, não podia fazer isso em OUTRO LUGAR? — Bill perguntou apontando para um quarto no fundo do ônibus
- Bill, deixem-nos terem seu momento... — Larissa disse e em seguida começou a rir.
Eu não sabia o que fazer naquela hora. Eu realmente estava envergonhada. Bill, Larissa, Georg e Gustav foram para o segundo andar do ônibus e só ficou eu e Tom ali. Tom olhou para mim e eu para Tom, um mais sem graça que o outro. Por dentro, eu sabia que aquilo iria acontecer, eu devia ter parado antes que chegasse a esse ponto. Tom chegou mais perto e me abraçou.
- Desculpe. — ele disse baixo para mim
- Eu ainda estou tentando me recuperar do que aconteceu... — eu disse e comecei a rir, o fazendo ir junto.
Eu então, olhei para ele e sem querer, encontrei seu olhar. Sorri para ele e ele deu um sorrisinho de canto e me soltou e foi direto pegar sua camiseta.
- Ah, não veste não ): — eu disse e logo tampei minha boca, percebendo o que eu havia \"deixado escapar\"
- Ah tudo bem, por você eu fico sem camisa... — ele disse passando a mão na sua barriga sarada e rindo.
- Não, eu quis dizer, veste a camisa antes que você pegue um resfriado. — eu disse sem graça.
- Aham, tá... — ele disse chegando perto de mim, pegando na minha mão e a passando em sua barriga.
- Tom, pára de provocar, diferente de você, eu não gosto disso... — eu disse tentando não olhar para o seu corpo e para seu rosto.
- Eu sei que você tá gostando Fernanda, fala a verdade. — droga, ele lê pensamentos agora?
- Não Tom, pára... — eu disse e soltei minha mão da sua — ...o que aconteceu à alguns minutos atrás serviu de aviso, aqui realmente não dá.
- Tudo bem... — ele disse e vestiu sua camisa. — ...eu vou dormir então, boa noite.
- Mas, eu vou dormir com você, não é? — perguntei
- Não, aqui não dá. — ele disse e foi dormir.
Eu fui até a \"sala\" e me sentei no sofá e fiquei olhando pra janela, até que eu adormeci.
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