Dream
1 Dream
Notas iniciais
Dream
(Por Sadie)
Era noite, eu estava no meio de uma campina e não sabia como havia parado lá. Era um local muito bonito, a grama verde ia até os meus joelhos, as pequenas flores rosa davam um colorido ao local, as arvores em volta dava o lugar um ar mais reservado e a luz do luar deixava tudo mais misterioso e romântico.
Quando o vento veio e eu senti minhas roupas chegarem grudaram no meu corpo, então eu percebi o que eu estava vestindo. Não era uma roupa de linho como de costume e sim, uma blusa branca e uma saia rosa que eu já havia visto na Inglaterra e sempre quis comprar, mas nunca comprei para não parecer uma patricinha. E eu estava descalça, então podia sentir a maciez da terra debaixo dos meus pés.
De repente eu vi um vulto se mexer e vir na minha direção. Eu não conseguia descobrir quem era, então recuei até ficar com as costas encostadas em uma arvore e não conseguir mais recuar. Foi ai que eu pude reconhecer quem era o vulto. O vulto era Anúbis. E ele estava lindo.
O deus dos funerais estava vestindo uma camiseta branca e uma calça jeans simples, seu cabelo estava jogado para o lado, mas eu ainda conseguia ver suas orelhas salientes. Mesmo vestindo roupas tão simples, ele estava lindo.
— Olá Sadie. – ele disse.
— A-anubis. – eu gaguejei.
Era isso que acontecia quando ele estava por perto, eu gaguejava, minhas mãos suavam e eu ficava nervosa.
— Faz tempo que não nos vemos. – Anúbis disse.
— É, faz.
Fazia mais ou menos 6 meses que não nos víamos. A ultima vez que eu o vira foi quando eu e Carter havíamos derrotado Apófis. E desde aquela data algumas coisas haviam acontecido, por exemplo: meu corpo mudara um pouco fazendo-me parecer mais velha, eu parara de usar só coturnos e eu fiz o aniversário de 15 anos.
— Você sabe como veio parar aqui? – ele perguntou e eu neguei com a cabeça, pois a cada segundo ele estava mais próximo de mim, me deixando nervosa – Eu te chamei aqui Sadie. Sabe por quê? Pois eu não agüento mais isso Sadie!
— O que você não agüenta mais? – eu perguntei curiosa.
Para minha surpresa em vez dele começar a gritar, ele chegou mais perto mim, prensou-me contra a arvore, pôs os braços de cada lado do meu corpo, impedindo-me de sair e começou a sussurrar.
— Eu não agüento mais ficar longe de você, eu não agüento mais sonhar com você toda noite e quando acordar saber que foi tudo um sonho, eu não agüento mais – ele parou e começou a beijar meu pescoço – ver essa tua pele macia e não poder tocá-la e beijá-la, eu não agüento mais ver os seus cabelos – ele tirou os lábios do meu pescoço, pôs o rosto no meu cabelo, tirou uma das mãos do lado meu corpo e começou a fazer carinho no meu cabelo – e não poder tocá-los, cheirá-los e afagá-los, eu não agüento mais ver o seu rosto perfeito – ele parou de fazer carinho no meu cabelo e com a mão que ele fazia carinho, tocou meu rosto de leve e o acariciou – e não poder tocá-lo, não agüento mais te ver e não poder te beijar.
Então ele fez a coisa que eu esperava que ele fizesse desde os meus 12 anos, ele me beijou e foi sem duvida o melhor beijo da minha vida. Assim que seus lábios tocaram os meus, eu senti uma corrente elétrica percorrer todo o meu corpo e tudo parou de importar para mim, tudo menos Anúbis. Rapidamente, eu correspondi o beijo. As mãos dele foram para minha cintura e as minhas para sua nuca. A cada segundo o beijo ficava mais intenso, mas mesmo assim não deixava de ser doce e calmo.
Quando o ar nos faltou, nós nos separamos e encostamos nossas testas. Eu fiquei um tempo de olhos fechados sentindo aquela sensação que só ele me trazia, até decidir abrir os olhos e ver os olhos negros dele me observando. Sorri.
— Eu te amo. – ele disse.
— Você não sabe quanto tempo eu esperei para dizer esse ‘’Eu também’’. – eu disse.
— Então diga.
— Eu também te amo.
— Sadie, nós não temos mais tanto tempo. Então, eu quero te dar isso. – ele disse e tirou um colar em forma de coração dourado nas bordas e vermelho no meio. – É para você.
Meu sorriso aumentou, eu acariciei o seu rosto e ele sorriu e aconchegou seu rosto na minha mão.
— Posso pô-lo em você? – ele perguntou, eu assenti e ele pôs – Sadie, eu te amo e não se esqueça disso. Tchau, Sadie.
De repente a voz dele foi ficando mais distante e foi mudando, então eu senti algo me puxando para trás e fechei os olhos e os abri com força. Olhei em volta e não vi nem a campina e nem Anúbis, eu vi que estava no meu quarto com Carter me encarando.
— Teve bons sonhos? – ele perguntou.
— Foi um sonho? – eu perguntei.
— Eu acho que foi. Levante-se e venha tomar café. A propósito muito bonito o seu colar e as roupas novas. Quando você as comprou?
Eu olhei e vi que estava com o colar e com as roupas e percebi que não foi um sonho, foi real. Tudo que Anúbis disse foi de verdade, tudo o que eu senti foi de verdade. Com esse pensamento, eu sorri.
— Na verdade, eu ganhei. – eu disse e ele deu os ombros e saiu.
Então eu senti algo na minha mão, a abri e vi que tinha um pedaço de papiro nela. O peguei e abri-o, nele estava escrito ‘’Eu te amo, Sadie. Beijos, do sempre seu, Anúbis.’’.
E pela primeira vez na vida, eu me senti completa, pois mesmo parecendo um sonho, eu sabia que havia sido real.
FIM
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