Draw a Circle

6 Tim é sempre Tim mesmo na Polônia.


Notas iniciais
Desculpa por tanto tempo sem postar ;---; Eu fiquei de recuperação em matemática e quase que não volto mais a vida, mas voltei! Agora posso postar em paz! Desculpem me por esse inconveniente! Prometo estudar para não ficar de recuperação e consequentemente sem internet das próximas vezes! Sem mais delongas aí está o capítulo.

Talvez fosse a coisa mais comum as brigas dos dois polacos, bem Jad não sabia ao certo então decidiu sentar e esperar. Ela queria falar melhor com Feliks o que era quase impossível com Felka soltando comentários fúteis e alfinetadas pontiagudas. Lamentava não ter decapitado a loira, mas achava que se o tivesse feito o polonês a colocaria em um dos campos de concentração da 2ª Guerra Mundial e testaria se as câmaras de tortura ainda estavam em funcionamento. Parece exagero, todavia Jadzia desconfiava que aqueles poloneses eram meio metro de puro exagero, não que eles fossem tão baixinhos, a brasileira que era um poste mesmo. A brasileira puxou o celular do bolso e no mesmo instante o aparelho começou a tocar a animada e irritante melodia de nyan cat, um ligação, atendeu só para ouvir a ainda mais irritante voz de uma secretária eletrônica lhe oferecendo uma promoção. Não era possível que a Tim tivesse sinal ali! Mas ainda sim lá estava a pior operadora do mundo lhe perturbando em um país eslavo.

_ Aqui tu pega né porcaria? — a cacheada falou para o celular como se a secretária eletrônica pudesse ouvi-la. Nesse mesmo instante Jadzia teve uma ideia: discou o número de Katricce, mas só faltou jogar o celular no chão quando ouviu o aviso de não foi possível completar a ligação. Gritou um palavrão irritada. Os poloneses param de brigar, talvez sentindo a aura maligna de Jadzia Smith estressada. Feliks pigarreou.

– Desculpe tipo os meus modos. — O rapaz falou um tanto sem jeito. — Errr... Quer dizer... Vem comigo! Vou te mostrar seu quarto. É bom estar totalmente preparada para amanhã! — Ele se corrigiu com um tom autoritário fazendo a cacheada pensar que era marra de mais pra só um toco de gente. Não que ela se importasse com altura, mas quem via aquele sorriso jovial e linguajar de uma patricinha adolescente não pensaria que aquele cara é um grande líder militar. A brasileira resolveu não debater isso internamente, porque achava aquela bixa complicada. Apenas seguiu o loiro pelos sinuosos corredores do castelo.

_ O que tem amanhã? — Jad quebrou o silêncio.

_ Começa seu treinamento. — respondeu ríspido o polaco. Aproveitando que estavam a sós a cacheada decidiu falar o que queria.

_ Você é meio tapado não é? — Feliks virou pra ela e arqueou a sobrancelha, isso fazia parecer que ela estava tentando fugir de seu rosto já que as tinha naturalmente arqueadas. Jad riu. — Não tem como você me deportar, não preciso de visto para ficar aqui. — O polonês riu.

– Querida. — Ele fez uma pausa dramática e segurou as mãos da jovem com um sorriso brincando nos lábios. — tipo você está sem grana, provavelmente sem passaporte, sem ter pra onde ir, é só eu te mandar pra Alemanha que você vai levar um sete à um burocrático pra sair da cadeia. E se for uma espiã, por quê não usar isso ao meu favor? Acho que a totalmente tapada aqui é você. — Depois desse samba na cara da brasileira ele soltou as mãos dela e seguiu o caminho para os novos aposentos da garota. O quarto era amplo e luxuoso, móveis de época em madeira de lei, janelas amplas para aproveitar os poucos dias de sol, vasos de amor perfeito adornando uma escrivaninha, uma penteadeira e um criado mudo, espadas antigas adornavam a parede junto a um brasão, que Jad reconheceu como sendo do império polaco-lituano, a cama era antiga com colcha cor-de-rosa claro. Parecia um quarto de alguém importante.

_ Uau... — Jadzia estava de queixo caido. — Quem dormia aqui?

_ Era o quarto de solteira da princesa Jadwiga, tipo seu nome é uma variação do dela achei totalmente adequado esse ser seu quarto. — Feliks parecia um tanto nostálgico.

_ Tipo Jadwiga que casou com Vladislau, duque da Lituânia? Tipo Jadwiga da União Krewo? — O loiro afirmou com a cabeça, deixando Jad sem pavras, a cacheada sabia dela, era sua monarca polonesa favorita, pois para ela era a imagem perfeita daquele país: Pureza, Bravura e Coragem, essas palavras significados da bandeira do país se repetiam em sua cabeça.

_ Teremos uma refeição as quatro e meia, eu venho te buscar, tipo enquanto isso você pode olhar o guarda-roupas se algo lhe servir é totalmente seu. Se caso não ache nada podemos ver seu uniforme logo. Agora se me der licença tipo tenho assuntos de estado a tratar. — Jad se jogou na cama encantada com tudo aquilo. Olhou o relógio 3 e meia. Tinha uma hora para fazer o que quer que seja, mas nesse exato instante deu por falta de sua mochila.

Notas finais
See you later o/