Drannah, o romance entre Sonserinos
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Notas iniciais
POV Hannah
Eu e Draco teríamos de ser muito precisos, afinal a poção polissuco tem curta durabilidade, mas o "X" da questão é: onde estarão meus pais e Mari?
Draco já havia me explicado mais ou menos o mapa da mansão, então fechei os olhos e comecei a pensar onde podiam estar.
—Calabouço. — Falei do nada com minha voz horrível.
—Tem certeza, Hanninhah? — Perguntou Draco, mas logo se corrigiu porque alguém podia estar nos observando — Tem certeza, Goyle? Lá é fedido, úmido e horrível. Ah, nem sei porque pergunto. Deve ser mania da ralé não se adaptar ao luxo de uma boa casa.
Nossa, Draco, disfarçou bem hein — pensei comigo.
Fomos até o calabouço, e não é que meu palpite estava correto. Lá estavam meus paizinhos e a Mari, trancafiados numa das celas. Virei para Draco e disse:
—Solte eles, por favor.
—Hanninhah, seu pedido é mais que uma ordem.
Draco correu até a cela, enquanto eu fiquei de vigia, e murmurou :
—Alohomora.
Minha mãe, com muito medo, se dirigiu a Draco:
—Por que está nos soltando?
—Porque eu dou minha vida pela mulher que eu amo. A Hanninhah é meu tudo. — disse Draco olhando pra mim.
Minha irmã disse na hora:
—Então é você o famoso Draco Malfoy de quem tanto minha irmã falou que amava.
Mari e sua boca grande. Draco olhou para mim novamente com um grande sorriso em seu rosto dizendo:
—Isso é verdade Hanninhah? Meu amor por você é recíproco?
—Draco, agora eu sou o Goyle. Quer estragar o plano? — disse mudando de assunto.
Draco apenas assentiu.
Agora o nosso grande problema é : como sair com três trouxas sem sermos notados? Se fosse possível aparatar com eles, nós já teríamos feito, porém não se é possível fazer isso com trouxas, os riscos são enormes.
Para melhorar a situação, a poção polissuco estava acabando seu efeito.
—Hannah, você está voltando ao normal. — disse Draco entrando em desespero.
Saquei minha varinha, passei ela pela manga da camisa que vestia e tirei minhas roupas de lá junto com um belo par de sapatos pretos.
A reversão estava quase avançada. Corri pra uma cela aberta e troquei minhas roupas. Assim que sai de lá, disse a Draco:
—Ótimo, já foi difícil entrar como Goyle, imagina sair daqui como eu mesma.
Só então meus pais descongelaram do medo em que estavam e correram para me abraçar.
—Nossa filhinha. — Mamãe dizia enquanto papai só conseguia me abraçar. Ambos choravam. — Você está bem.
Assim que nos separamos do nosso abraço, Mari veio me abraçar. Disse a ela sussurrando:
—Precisava dizer aquilo sobre o Draco?
—Achei que vocês já estavam juntos. — ela me respondeu também sussurrando.
É tão bom rever minha família.
POV Draco
Hanni estava novamente com a família. Me sentia tão feliz em vê-la feliz, afinal ela é minha felicidade, ela é minha vida, se eu perco essa mulher eu perco minha vida, a amo mais que tudo, e por ela eu enfrentaria qualquer perigo, até mesmo a morte.
—Hanninhah, sei que esse é um momento muito bom de reencontro familiar, mas nós temos que sair daqui, lembra? — perguntei
—Tem alguma ideia, Draco? — Hannah perguntou
—É suicídio, mas é o único jeito.
—Qual?
—Sair pelo mesmo lugar que entramos.
—Você é doido, Draco?
—Hannah, não podemos aparatar, não existem passagens secretas por aqui, nosso único meio é sair pelo mesmo lugar de onde viemos.
Hannah respirou fundo e parecia muito insatisfeita, tenho a impressão que assim como eu, ela sabia que algo daria errado, mas assentiu a ideia.
—Esteja o tempo todo com a varinha na mão. Eu vou ir na frente, atr ......
—CLARO QUE NÃO VOU PERMITIR! — A interrompi — Hannah, não sou louco de deixar você se arriscar assim.
—Draco, todos nós vamos nos arriscar de um jeito ou de outro.
—Mas que seja eu o primeiro a sofrer qualquer consequência do que você.
—Draco, por favor.
—Hannah.
—Por favor, me deixar fazer esse plano.
—Não quero ver você morrer.
—Draco, eu te amo.
Assim que Hannah disse isso, as palavras falharam e não saiu argumento nenhum.
Ela continuou o que dizia antes de ser interrompida:
—Eu vou na frente, atrás papai e mamãe que vou me encarregar de dar cobertura, enquanto Mari é cuidada pelo Draco que será o último que se responsabilizará de cuidar de todos nós, especialmente a Mari. Todos entenderam o que deve ser feito?
Decidi não contestar, apenas assenti assim como todos.
Saímos do calabouço na formação que Hannah nos ordenou e passamos por vários pontos da mansão. Que estranho, não há ninguém. Onde estarão?
Assim que pensei nisso, dois raios verdes emergiram de algum lugar e acertou o meio do grupo onde os pais de Hannah e Mari estavam. Junto com o raio, uma conjuração que com certeza fez Hannah escorrer uma lágrima por seu rosto:
—AVADA KEDAVRA!
Em segundos, lá estavam os pais de Hannah no chão, mortos.
Hannah estava sem reação, estática. Tive que pensar e agir rápido. Nas condições que Hanninhah estava, era impossível correr de lá, e embora arriscado tive que correr até Hannah, que estava sendo mirada por uma varinha, arrastando Mari junto e aparatar com as duas.
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