Dramione - Side Effect

61 Achei que você era do tipo que prefere os quartos


Notas iniciais
Antes de mais nada... Obrigada adria e Nat Weasley pelas recomendações LINDAS. Gente, vcs ainda vão fazer meu coração explodir de alegria! #emocionada E, finalmente, espero que curtam o HOT de vocês! #safadinhas

O relógio da torre bateu sua nona badalada. Olhei mais uma vez para o corredor, na direção da escada. Draco estava atrasado. E Draco nunca se atrasava. Analisei minhas botas de salto alto e cano longo e a meia calça negra, que saía delas e ia desaparecer sob a barra do trench coat caramelo claro, pela milésima vez desde que os tinha vestido. Talvez não tivesse sido uma boa ideia me arrumar tanto para uma simples festa na Sala Precisa. Podia parecer que eu estava tentando impressionar, marcar território, que eu estava com ciúmes de Draco. Mas, droga! Eu estava morrendo de ciúmes de Draco. Qualquer uma ficaria com ciúmes de ter que assistir duas piranhas atiradas perseguirem seu namorado/noivo. Só que eu não tinha com que me preocupar, não naquela noite. Era uma festa grifana. Organizada por alunos da grifinória. E os sonserinos e sonserinas não eram o tipo mais sociável do mundo. Ainda assim, não consegui evitar o impulso de me arrumar um pouco mais que o normal.

Soltei um suspiro cansado e, deixando Parkinson e Greengrass de lado, ajeitei o cachecol que trazia ao redor do pescoço para cobrir parte do rosto — minhas bochechas estavam geladas. Então, fui tomada por mais um bocejo, tão grande e demorado, que fez minha mandíbula enrijecida pelo frio estalar. No nível de sono em que me encontrava, eu ia acabar dormindo em pé antes mesmo de começar a ronda. Nem sabia porque estava preocupada com a tal festa. O sono me fazia piscar de forma longa e difícil. E se não fosse pelo frio que brotava das paredes, eu já teria adormecido ali mesmo, apoiada na tapeçaria.

Finalmente, ouvi passos e lutei com o torpor, obrigando meu corpo a se aprumar, ficar ereto, preparar-se para entrar em movimento. Draco surgiu no topo da escadaria, envolto em um sobretudo preto, e senti minha boca se contorcer num pequeno sorriso. Nossos olhares se encontraram e ele sorriu de volta. Quando dei por mim, já estava caminhando na direção dele, como se aquele sorriso me atraísse de forma irremediável, como um imã. Eu havia dado apenas alguns passos quando Ronald surgiu atrás do meu noivo. Por meio segundo, fiquei na dúvida entre parar e esperar ele passar, até mesmo entrar no Salão Comunal da Grifinória. Então, decidi que já passava da hora de o ruivo aprender a viver com o fato de que eu e Draco estávamos juntos, que já era tempo de eu não me preocupar mais com o que Ron pudesse pensar e, especialmente, que não devíamos absolutamente nada a ele.

Cruzei rapidamente o pequeno espaço que ainda me separava do loiro e me joguei nele. Quando os braços de Draco se fecharam ao meu redor — quentes, firmes, familiares, meus — quase soltei um gemido de felicidade. Ele inspirou profundamente o perfume dos meus cabelos recém lavados e sorriu de novo, de forma mais solta dessa vez, antes de afastar meu cachecol e me puxar para um beijo apressado, cheio de desejo. Meu corpo antes entorpecido pelo sono, ficou imediatamente alerta, totalmente consciente do dele. O sonserino segurou com força os cabelos da minha nuca, aprofundando o beijo e não consegui evitar gemer contra a boca dele. Quando finalmente nos afastamos, ofegantes, ele exibia um sorriso satisfeito. Aquilo me fez rir, Draco não era dado a demonstrações públicas de afeto.

— Você está atrasado. — murmurei contra seu peito, enquanto me apertava ainda mais de encontro a ele.

— Também senti saudade. — ele brincou.

— Foi minha culpa. — Draco ficou tenso e me virei em seus braços para encarar Ronald. Antes que eu tivesse a chance de perguntar sobre o que ele estava falando, ou o que ainda estava fazendo ali, o ruivo se apressou em continuar. — Eu quis cumprimentar o Krum e acabei perdendo a hora. Então, Malfoy fez o favor de me acompanhar até aqui, já que eu estava fora da cama depois do horário.

— Estava apenas obedecendo as ordens de McGonagall. Você não me deve nada, Weasley.

— Por Merlim! Não mesmo. — Ronald também parecia tenso e flexionava as mãos de forma impaciente e nervosa ao lado do corpo. — Nem sei porque ainda perco meu tempo...

Ele balbuciou a senha e passou pelo buraco na parede, desaparecendo atrás do retrato da Mulher Gorda, sem se despedir. Mas não sem antes lançar a Draco um olhar que eu não consegui identificar. Não era raivoso, invejoso, nem mesmo ameaçador. Mas havia alguma coisa nele, alguma coisa obscura o suficiente para fazer o céu noturno nas íris de Draco se fechar, como sempre acontecia quando ele ficava realmente preocupado.

— O que foi isso? — perguntei confusa.

— Quem se importa?! Por onde quer começar a ronda esta noite? — ele perguntou, desviando o foco do lugar onde Ronald estivera instantes atrás, para mim.

Seu olhar era terno e atento, a tempestade havia diminuído. Diminuído, não passado. Se você olhasse bem, se o conhecesse bem o suficiente, como eu, poderia vê-la aprisionada lá no fundo. Tive que me segurar para não atravessar o retrato e estuporar Ronald de novo. Draco levantou uma sobrancelha loira para mim, cobrando uma resposta, e eu soltei um suspiro entrecortado, enquanto a ideia de como tirar o que quer que fosse da cabeça dele surgia na minha mente.

Passei as mãos pelo pescoço dele, enrolando os dedos no cabelo loiro durante o processo, acariciando a nuca. Draco sorriu de lado, fazendo meu coração perder uma batida.

— Não tenho certeza. — mordi o lábio de forma calculada, apenas para assisti-lo arfar. — A Sala Precisa vai estar ocupada, então…

Antes que eu pudesse terminar de falar, ele tomou minha boca, fui arrancada do chão quando seus braços aumentaram o aperto ao redor da minha cintura. Draco se moveu e, de repente, senti a parede contra as minhas costas. Beijar o sonserino sempre fazia meus pensamentos evaporarem. E naquele momento vez, não foi diferente. Nossas línguas pareciam desafiar uma a outra. Então, ele sugou de leve meu lábio inferior e experimentei mais uma vez o desespero bom que era tê-lo por perto.

Draco pressionou o corpo contra o meu e agarrei seus ombros. Tomada pela necessidade de me aproximar cada vez mais, inclinei o corpo para ele de uma forma nada decente. Quando o loiro deslizou a mão até a minha coxa, automaticamente lancei minha perna esquerda ao redor de sua cintura. E minhas mãos passaram dos ombros até os botões do sobretudo preto. Ele sorriu contra a minha boca antes de se afastar apenas o suficiente para olhar nos meus olhos.

— Amor, estamos no meio do corredor.

Senti minhas bochechas esquentarem e pisquei para ele com a boca aberta, estava abismada demais comigo mesma, com meu comportamento impróprio e inadequado, para dizer qualquer coisa. Draco me lançou um olhar e um sorriso que derramavam malícia. As íris azul-acinzentadas estavam escuras e brilhantes, como o mar de inverno. E a intensidade com que me analisavam era desconcertante — para dizer o mínimo.

— Para com isso… — pedi, já sem fôlego.

Se ele continuasse me olhando daquela maneira, não me responsabilizaria mais por meus atos. Tudo o que eu mais queria naquele momento era me perder na tempestade.

— O que eu fiz?

— Está rindo de mim. — acusei com a voz manhosa, fazendo biquinho. Tentando desviar o foco.

Draco arqueou as sobrancelhas e arregalou os olhos.

— Não mesmo. — ele disse sério. Então, pressionou mais uma vez o corpo contra o meu e mordiscou o lóbulo da minha orelha antes de sussurrar com a voz rouca. — Estou rindo pra você. Sabe o efeito que causa em mim. E sabe que pode fazer o que quiser comigo, quando e onde quiser.

A respiração dele fez cócegas na minha orelha. E uma onda de choque percorreu a minha espinha, arrepiando cada pelo do meu corpo. Precisei lutar para manter minha voz estável quando disse baixinho.

— Hoje vamos ter que nos contentar com uma das salas de aula vazias.

— Achei que você era do tipo que prefere os quartos. — ele riu quando peguei sua mão e comecei a puxá-lo em direção à uma das portas no fim do corredor.

— Shhh… — briguei.

— Se a Gina-

Virei-me imediatamente e coloquei um dedo nos lábios dele que se segurava para não rir.

— Não conto se você não contar. — ele falou contra os meu dedo, ainda sorrindo.

Draco alcançou a maçaneta atrás de mim e arrastou-me para dentro da sala vazia com ele. Assim que a porta bateu peguei minha varinha no bolso do trench coat e tranquei a porta. Ele tomou a varinha das minhas mãos e lançou feitiços de aquecimento, para abafar os sons, e finalmente, conjurou uma pequena chama no meio da sala. Quando o loiro se desfez displicentemente da minha varinha, fiz menção de protestar. Mas ele não deixou sequer que eu começasse, colocando-me contra a parede mais uma vez.

Deixei de lado a varinha; meus pensamentos; o frio; o fato que estávamos em uma das salas de aula vazias do castelo, onde só havia cadeiras velhas e armários empoeirados; o fato que deveríamos estar fazendo a ronda; e até mesmo meu juízo. Só havia Draco Malfoy. O cheiro inebriante de âmbar, sândalo e musgo de carvalho. Os lábios finos e famintos devorando os meus. Os braços firmes e familiares ao meu redor. O corpo que se encaixava perfeitamente no meu. Antes que eu tomasse consciência do gesto, meus dedos estavam mais uma vez nos botões do sobretudo preto. Mesmo cobertos pela luva de pelica, foram ágeis, precisos, e em segundos o tecido escorregava pelos ombros dele.

Draco se desvencilhou da peça sem tirar a boca da minha. Ele passeava livremente pelo meu corpo, fazendo minha pele queimar mesmo com as várias camadas de tecido no caminho. Agarrei seu sweater de cashmere como se minha vida dependesse daquilo quando o loiro deslizou as mãos por baixo da minha saia. Ele alcançou o cós da minha minha meia calça e escorregou-a da cintura até o meio das coxas. Então, abaixou-se para me ajudar a descalçar as botas. Na volta, agarrou mais uma vez minhas coxas e me impulsionou para cima. Entrelacei as pernas em sua cintura e me permiti um gemido de satisfação. O loiro riu contra a minha boca e moveu o quadril, investindo contra mim, arrancando-me um grito abafado.

Meu corpo tremia de expectativa, aceso e desesperado. Ele arrancou meu cachecol e começou a brincar com meu pescoço, mordendo, sugando, beijando, deixando para trás um rastro de fogo. Alcancei a fivela do cinto de Draco e depois de lidar como fecho, desabotoei a calça social. Quando passei os dedos pelo elástico da cueca, ele gemeu meu nome de forma entrecortada e rouca.

— Hermione… — arfou.

A voz grave parecia acariciar meu nome. E assim que o envolvi com a mão, não consegui evitar arfar também. Ele estava duro como pedra. O sonserino encostou a testa na minha e de olhos fechados tentou estabilizar o ritmo da própria respiração. Mas enquanto eu o acariciava, subindo e descendo, ela foi ficando cada vez mais difícil e pesada. De repente, Draco agarrou meus pulsos e levantou meus braços acima da cabeça. Obrigando-me a parar com as carícias. O aperto da mão que ainda estava na minha coxa se intensificou e ele investiu contra mim de novo. Só que agora não havia nada que pudesse impedir nossos corpos de se completarem. E ele deslizou pra dentro de mim em um único movimento firme. Foi a minha vez de chamar o nome dele.

No instante seguinte, estávamos nos movendo juntos, em uma sincronia tão perfeita que parecia quase ensaiada. Procurei por seus lábios, mas ele me deu apenas um selinho rápido antes de fixar os grandes olhos cor de tempestade — escurecidos de desejo — nos meus, levando embora minha capacidade de respirar. Draco não disse nada, ainda assim, a intensidade azul-acinzentada enviou uma onda de choque pelo meu corpo. Ele entrava e saia mais rápido agora. Tentei abaixar os braços, precisava desesperadamente abraçá-lo, segurá-lo, trazê-lo mais para perto. Mas ele manteve meus braços levantados, restringindo meus movimentos e sorriu de forma maliciosa. Draco gostava de estar no controle. Como se eu não fosse total e completamente dele, meu desespero bom. Fechei os olhos.

— Abra os olhos. — pediu.

Havia tantas sensações perpassando meu corpo naquele momento, que não me atentei para o pedido dele.

— Olhe para mim, Hermione.

Soou mais como uma ordem do que como um pedido. Então, obedeci. Assim que nos encaramos, ele investiu com vontade. Uma onda de puro prazer me percorreu. Mordi o lábio: primeiro, para não emitir nenhum ruído e satisfazê-lo — eu já tinha aberto os olhos; e, claro, para provocá-lo. Então, Draco soltou meus pulsos e passou o braço pelas minhas costas. Imediatamente entrelacei as mãos atrás de sua nuca, para tentar me manter estável. Foi aí que ele me tirou da parede e, de repente, eu estava sobre uma das mesas.

Antes que eu pudesse pensar em agir, o sonserino empurrou meus ombros — de forma delicada, mas sem me deixar opção — até que eu estivesse deitada. Minhas pernas ainda estavam em volta da cintura dele e cruzei os pés com força, como forma de protesto, mantendo-o dentro de mim. Draco trabalhou rápido para abrir os botões do meu trench coat e logo estava abaixando as finas alças do vestido que eu usava por baixo. Quando o tecido deslizou sobre os meus seios túrgidos e ultrassensíveis, foi impossível não gemer. Um sorriso sacana brotou nos lábios entreabertos dele. E só tive tempo de prender a respiração, certa do que ele ia fazer. O loiro abocanhou meu seio, sugou sem cerimônia e contornou o mamilo com a língua, fazendo a sala ao meu redor girar e desbotar por alguns segundos.

Assim que consegui me orientar, agarrei a barra do sweater e a camisa que ele usava por baixo para me livrar dos dois de uma só vez. E apenas assisti enquanto ele passava as roupas pela cabeça. O cabelo caiu sobre a testa, totalmente bagunçado, misturando-se com os cílios loiros, grudando nas têmporas já salpicadas de suor. Então, Draco abriu os olhos e sorriu para mim. Pude apenas sorrir de volta. Era como assistir o nascer do sol, do primeiro raio de sol, aquele que quebra a escuridão da noite, ofusca tudo ao redor e, ainda assim, torna impossível não olhar para ele, não admirar. Mas tive pouco tempo para apreciá-lo. Logo, ele passou o braço pela minha cintura mais uma vez e, com a boca grudada na minha, girou nós dois.

Foi inevitável, mas os sons guturais que escaparam da minha garganta acabaram interrompendo o beijo. Draco riu, ciente do que havia acabado de fazer. Ele havia se sentado e agora eu estava por cima. Eu podia sentir cada centímetro, cada pedacinho dele dentro de mim. Isso elevou as milhares de sensações que disputavam espaço em mim a um nível totalmente novo e desesperador e meu corpo, saturado, começou a se mexer sem a minha autorização. As mãos dele agarraram meu quadril com força antes de deslizar pela minha pele acima e levar com elas o vestido. Num instante, já estavam de volta a minha cintura, guiando meus movimentos. Enquanto me fazia subir e descer, escorregar por ele, indo cada vez mais fundo dentro de mim, o sonserino jogou a cabeça para trás e murmurou algo que não pude compreender. O calor começou a se concentrar na parte baixa da minha barriga e quando parecia que eu não ia mais aguentar, afundei meu rosto na curva do pescoço dele.

Draco se levantou de súbito e, num piscar, eu estava deitada mais uma vez. Ainda segurando-me pela cintura, ele saiu e entrou de novo com força, uma última vez, arrancando-me um grito, fazendo com que o mundo ao redor deixasse de existir.

Quando comecei a me levantar, ele não impediu. Pelo contrário, ajudou, puxou-me para si e me segurou firme de encontro ao peito.

— Eu te amo… — sussurrou com dificuldade.

Não confiava na minha própria voz para responder, por isso, passei as mãos ao redor do pescoço dele e uni nossos lábios.

Notas finais
Por favor, contem pra titia o que acharam! Hermione está cada dia mais saidinha, hã?! Bjos