Dramione - Orgulho e Preconceito
48 Visita surpresa
Notas iniciais
Prévia: _Não precisa agradecer senhora Malfoy...
_Me chame de Cissa. – pediu-me.
Capítulo 48 – Visita surpresa.
POV. HERMIONE GRANGER
Finalmente era a última aula do dia, História da Magia com a Lufa-Lufa. Draco tem aula de Transfiguração agora com a Corvinal.
_E então? Como foi a “audiência”? – perguntou Harry, fazendo aspas no ar.
_Muito tensa. O Ministro disse que Draco teve que decidir o destino do pai, porque foi o último desejo dele. Ele não é bobo, não? Só que ele achou que o Draco, como seu filho, iria escolher a liberdade dele. – expliquei a meu amigo.
_Mas, estava enganado. – completou.
_Exatamente. – concordei – E não ficou nada contente com isso, logicamente. Disse que Draco o havia traído...
_Mas, que hipócrita. Quem traiu foi ele mesmo. – disse.
_Pois é.
O professor Bins estava falando sobre a revolta dos trouxas contra os bruxos no século XVII. Ninguém prestava atenção, na verdade eu era a única que sempre o ouvia, realmente. Na verdade, devo admitir que as aulas dele sempre foram chatas e cansativas.
_Bom pelo menos já passou.
_Sim, já passou. – suspirei pesadamente.
_E ele não ficou nem um pouco abalado? Pelo que eu vi na expressão dele hoje de manhã, após o julgamento, ele estava muito tranquilo. – comentou Harry.
_Sabe como ele é não é? Durão, ele nunca vai demonstrar estar abalado, nem chateado. – disse e completei – Mas, querendo ou não, Lúcius é pai dele. E mesmo ele tendo feito tudo o que fez, Draco fica chateado.
Harry nada disse, se bem o conheço posso afirmar que ele se colocou no lugar do Draco, e ficou imaginando se fosse o seu pai no lugar. Mas, é claro que ele nunca conseguiria imaginar corretamente, afinal, o pai dele sempre deu muito carinho e amor a ele.
_Não consigo imaginar, se a situação fosse contrária. – disse dando eco aos meus pensamentos – Meu pai sempre foi tão bom comigo...
_Eu também não posso imaginar. – naquele momento bateu uma saudade dos meus pais, tão grande que doeu no coração.
O sinal tocou, anunciando o final da aula. Agora só nos restava mais uma semana de aula, e a semana mais difícil. A semana as provas finais.
_Rony. – Harry chamou o ruivo adormecido. – Rony? Acorde.
_Ronald está na mesa. – disse.
_Estou indo mãe. – acordou na mesma hora o que nos rendeu risos. – Não tem graça.
Ele levantou emburrado e fomos para o jardim fazer o último trabalho em grupo que faríamos.
Ficamos um bom tempo ali, e estava quase escurecendo quando havíamos acabado.
_Rony, agora você pode copiar a última parte. – disse a ele.
_Como assim? Achei que havíamos acabado. – protestou.
_Eu e o Harry sim, agora você ficou olhando o Salgueiro Lutador matar os passarinhos e não fez absolutamente nada. Então essa última parte é pra você.
_Tudo bem. – rendeu-se.
_E se não fizer, Harry me dirá e te colocarei em detenção. – disse com o meu famoso tom de mandona.
Ele fez uma careta e começou a escrever, Harry disse que ficaria com ele para lhe fazer companhia, despedi-me deles, mas, antes fiz Harry prometer que não copiaria para ele.
Fui a caminho do alojamento descansar um pouco, assim que cheguei em frente ao retrato tão familiar da criança brincando com o urso maior que ela, disse:
_Orgulho e Preconceito. – e a porta se abriu.
_Cheguei Drac... – disse parando no meio do caminho – Desculpe não sabia que tinha visita. Eu volto mais tarde.
_Não, não vá. – disse Draco – Queria mesmo lhe apresentar a minha mãe. Apresentar como minha namorada.
Oh! Agora só me faltava essa. E se ela me tratasse mal, ou dissesse que não queria Draco namorando comigo, ou algo do gênero.
_Olá senhora Malfoy. – disse cumprimentando-a.
_Olá senhorita Granger. – disse sorrindo.
Espera um pouco! Sorrindo?
_Mãe, essa é a sua nora. – disse a ela – Hermione, essa é sua sogra.
_Queria mesmo falar com você Hermione. – disse-me ela, deixando-me nervosa e com um frio na barriga – Queria agradecer por tudo que fez pelo meu Draco. Você o transformou em uma pessoa melhor, em um garoto do bem. E quando todos viraram a cara para ele, você o ajudou.
_Só fiz minha obrigação. – disse sem graça.
_Não, não tinha obrigação nenhuma de ser gentil com ele. Não depois de tudo que passou na nossa casa, e tudo o que aconteceu por causa dos Malfoy. Obrigada mesmo, e queria que soubesse que eu apoio totalmente o namoro de vocês.
_Não precisa agradecer senhora Malfoy...
_Me chame de Cissa. – pediu-me.
_Não precisa agradecer Cissa, ele é um ótimo garoto. E o que passou, passou. – disse – Fico feliz em saber que apoia nosso namoro.
_Me dê um abraço? – pediu ela.
_Claro.
Ela levantou do sofá e abriu os braços. Eu a abracei, e foi um abraço forte, aconchegante, como um abraço de mãe. E eu precisava disso havia dias, um abraço de mãe para curar tudo.
Cissa era uma ótima pessoa, e como eu havia dito ao Robert, uma das mulheres mais corajosas que eu já conheci.
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