Notas iniciais
Hello meus amores!! Desculpe a demora para postar esse capítulo, mas acontece que esse foi o capítulo mais difícil de escrever. Eu chorei horrores, e tive que ficar um bom tempo tentando me recuperar, mas vamos lá.
Esse capítulo é para a Ana Elisa que me deu a ideia para escrever o principal acontecimento desse capítulo que entenderão qual é.
Outra coisa, eu queria indicar a fanfic da PotterLumus, que tem outro perfil como Amortencia e escreve uma fanfic Dramione muito boa por sinal:
http://fanfiction.com.br/historia/398055/O_Sibilo_Da_Serpente/
Espero que gostem e não me matem.

\"\"

Capítulo 70 – Nascimento.

POV. HERMIONE

Luna colocou alguns fios em mim e os ligou em um monitor, para acompanhar o funcionamento do meu coração.

_O doutor me disse que era para que eu pudesse acompanhar o seu estado... Bom, ele me disse dos riscos então, é esse o motivo dos aparelhos.

_Tudo bem. – concordei.

Draco estava ao meu lado, segurando minha mão e eu a apertava conforme a dor vinha, mas, ele nunca reclamava apenas me consolava dizendo que tudo ficaria bem e que nossos filhos nasceriam com saúde e lindos como ele e inteligente como eu.

_Agora precisará fazer toda força que conseguir. – pediu Luna se colocando na posição para puxá-los assim que possível.

_Tudo bem. – respirei fundo e busquei a força lá de dentro e comecei a empurrá-los para fora.

Tranquei meus dentes e empurrava, fazia tanta força que minha cabeça doía, meu nariz começou a sangrar, mas, eu não estava me importando com nada daquilo. Eu apenas queria ver meus bebês logo, e que tudo aquilo acabasse bem.

_Vamos amor, você está conseguindo. – dizia Draco me encorajando.

_Está quase vindo. – dizia Luna.

Eu já estava chorando a essa altura, e fazia toda força que conseguia, podia sentir as gotas de suor brotando em minha pele e escorrendo em meu rosto, meus dentes doíam, minha cabeça girava...

_Veio! Veio! – dizia Luna com uma voz sonhadora.

E nesse momento escutei o som mais maravilhoso de toda a minha vida. O som da vida. Meu bebê chorava, e eu chorava, Draco chorava... Até a Luna chorava.

_Eu fiz um parto! Fiz um parto! – dizia chorando enquanto cortava o cordão umbilical. – É uma menina!

_Uma menina! – disse Draco sorrindo de orelha a orelha. – Uma menina amor, uma menininha.

Estávamos muito felizes, aquele era de longe o dia mais feliz da minha vida. Eu não sabia o que falar, então apenas chorei. Luna trouxe-me a minha menininha para que eu pudesse segurá-la e assim que pude tocá-la, beijá-la, senti-la... Era uma sensação maravilhosa, não existem palavras que possa explicar o que eu senti naquele momento.

_Você quer escolher o nome? – perguntei para Draco. Ele olhava para ela com um brilho no olhar que eu nunca havia visto. – Eu escolho do outro.

_Julie. – respondeu apenas. – Assim como sua mãe. – sorriu para mim.

A enfermeira que ajudava Luna pegou a pequena Julie e a levou para que ela fosse limpa, e vestida.

_Vamos lá Mione, mais um, falta mais um. – disse-me – Faça mais um pouquinho de força e acabou. – ela estava quase tão feliz quanto Draco e eu.

_Tudo bem. – disse pronta para fazer tudo novamente, agora eu sabia qual era a sensação que sentiria depois de tanto esforço que, sem sombra de dúvidas, valia muito a pena.

E com toda a força que me restava eu empurrei o meu bebê para fora, para que então pudesse conhecê-lo, ver sua carinha, sentir seu cheirinho... E novamente pude escutar o som do choro do meu bebê.

_Pronto Mione! Chega de força. – sorriu ela cortando mais uma vez o cordão umbilical – E vejam só, é outra menina!

_Outra menina? – Draco perguntou sem acreditar – Sou o homem mais feliz do mundo. Tenho três mulheres em minha vida.

Luna trouxe-a para mim, e inspirei seu cheirinho fechando os olhos.

_Tem cheirinho de doce. – ri mais feliz do que se era possível imaginar – Meu bebê!

_Como ela se chamará? – perguntou Draco fazendo carinho no topo de sua pequenina cabeça.

_Jennifer, mas vamos chama-la de Jane. – sorri para o bebezinho que havia parado de chorar, e beijei sua cabecinha. – Julie e Jane.

A enfermeira a levou para junto de Julie. E Draco me deu um longo beijo dizendo que era o homem mais feliz de todo o mundo.

_Luna muito obrigada, não sabemos como lhe agradecer. – disse a ela.

_Mione, eu quem agradeço. – sorriu sonhadora – Por ter confiado em mim, e por ter me dado à honra de fazer o parto delas.

_Muito obrigado mesmo, Luna. – agradeceu Draco.

_Não tem de quê. – disse – Draco acho melhor deixarmos a Mione descansar um pouco, ela deve estar realmente exausta.

_Também acho. – riu ele olhando para mim – Eu volto logo. – depositou um beijo em minha testa.

Ele saiu para deixar-me sozinha, mas, logo a enfermeira trouxe-me minhas filhas e disse que as deixaria lá para que eu pudesse ficar com elas.

Sentei-me com cuidado na cama e fiquei olhando para elas. Eu não podia suportar a ideia de que eu poderia ter as perdido.

_Olá minhas princesinhas. – sorri para elas ainda chorando, pequei as mãozinhas delas e disse – Mãos pequeninas. Sim, são vocês. E mesmo pequenas tudo que vocês têm mostrado é simplesmente verdadeiro. – cheguei bem pertinho delas para beijá-las – Eu sinto o cheiro do hálito de vocês e isso me faz chorar, eu me pergunto como tenho vivido minha vida, porque sem vocês, como eu conseguiria viver em frente todos os meus dias, sem vocês?

Elas olhavam-me como se entendessem o que eu dizia.

_Agora vivendo com vocês vejo que tudo é verdadeiro. Meus bebes, são vocês. – elas não choravam, não resmungavam apenas me olhavam.

Tão pequenas e já me apaixonei tão profundamente. Meu amor mais precioso enviado lá de cima, e tenho que agradecê-las, porque sem elas eu não viveria.

Sentia algo tão forte dentro de mim, algo tão poderoso, algo mágico, mas que magia nenhuma poderia ser comparada com aquela sensação tão forte.

Então senti algo muito forte, uma pontada muito forte dentro de mim, no meu coração e o monitor começou a apitar desenfreadamente, como se algo muito ruim estivesse acontecendo comigo. Deitei-me na maca novamente, pois não aguentava ficar em pé ou sentada, estiquei a mão para minhas lindas e pequenas filhas como um adeus silencioso.

Dizem que quando estamos morrendo vemos nossa vida toda passar diante de nossos olhos. Eu, particularmente, nunca acreditei nisso mas, agora eu sabia que era verdade.

Lembranças passavam como flashes de luz por minha mente.

A primeira vez que andei. Meu primeiro dia de aula na escola trouxa. Minha primeira carta de Hogwarts. A alegria de ter sido selecionada para a Grifinória. Tudo que passei naqueles anos. Meu primeiro beijo com Draco. Nossa primeira vez. Nosso casamento. Nossa lua de mel. Quando descobri que estava grávida. Mas, uma lembrança que mais se destacou foi quando contei-lhe que seriamos pais.

Ele me levantando do chão com um abraço enorme e me rodando no ar no jardim da Mansão Malfoy.

Escutei chamarem meu nome muito longe, muito baixo e quase inaudível mas, virei-me para ver de onde vinha e era Draco que me chamava. Era Draco que me pedia para não deixa-lo, e mesmo eu querendo não podia fazer o que ele pedia-me com todo o coração e força, apenas o que saiu de minha boca foi:

_Sempre te amarei! Cuide de nossas filhas. – e em seguida eu dei meu último suspiro e minha última lágrima escorreu de meus olhos.

POV. DRACO

Não! Isso não poderia ser verdade. Não, aquele monitor estava errado, ela não tinha morrido seu coração não havia parado de bater. Ela não podia me deixar. Não podia nos deixar, não.

Aquele infinito ‘piiiiii’ que o monitor fazia era agonizante, era horrendo. E a dor que eu sentia em meu peito era maior do que uma Maldição Cruciato, pior do que qualquer dor que eu já havia sentido em toda minha vida.

_NÃO! – eu gritava debruçado em seu corpo inerte, seu corpo sem vida, esperando que ela acordasse e me dissesse que tudo não passava de uma brincadeira. Uma brincadeira de mau gosto – HERMIONE! NÃO ME DEIXA! – eu chorava escandalosamente e não me importava com quem estivesse ao meu redor me olhando. Eu apenas me importava com a minha vida, a minha vida que estava morta.

Eu estava morto por dentro, estava desconsolado, eu tinha duas filhas para criar e não conseguiria fazer isso sem ela. Meu chão havia sumido junto com a sua vida, junto com o seu calor.

_Draco precisa sair daqui. – dizia Luna – Precisamos tentar revivê-la.

Eu não disse nada apenas me afastei do corpo e fiz um gesto para que eles fossem em frente, e sabendo que eu não iria a lugar nenhum eles começaram o processo para trazê-la de volta.

Eles faziam de tudo, mas, nada dava certo. Nada produzia resultado. Até que eles desistiram e disseram que era para que eu me despedisse dela.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e no próximo tem mais surpresas.