Dramione - Orgulho e Preconceito
61 Don't cry
Notas iniciais
E por falar em recomendação vamos lá que eu vou dizer o status da fic. Temos 1576 comentários, 303 leitoras, 123 favoritos e 20 recomendações ^^ Muito obrigada a todas. Agora sem mais delongas, ao capítulo.
POV. HERMIONE GRANGER
Gina e eu voltamos para A Toca ansiosas para dar a boa nova a todos, e assim que chegamos todos vieram nos receber. Provavelmente preocupados comigo, achando que era algo grave.
_Hermione! Você está bem? – perguntou Harry, e Rony vinha logo atrás com uma Luna preocupada e de olhos arregalados.
_Estou ótima, maravilhosa. – acalmei-os, ou pelo menos tentei.
_Ande, sente-se e conte-nos tudo. – pediu Jorge.
Obedeci-o então. Sentei no sofá com todos ao redor de mim, senhora Weasley, Gina, Rony, Jorge, Harry, e o pequeno Teddy veio sentar no meu colo.
_Eu tenho uma grande notícia para contar a todos vocês. – eu disse para os olhares curiosos em mim. – Vou ser mamãe.
_Não acredito! – eu escutava alguém dizer no meio da baderna de vozes.
_Calma! – disse Gina – Calma, a notícia ainda não acabou.
_O que pode haver depois disso? – perguntou Harry segurando a mão de Gina.
_São gêmeos. Ou gêmeas. – eu disse com um sorriso enorme estampado em meu rosto. O qual eu não havia conseguido tirar desde que saímos da lanchonete.
Todos ficaram muito felizes com a notícia e me deram parabéns. A senhora Weasley disse que prepararia um jantar especial para que pudéssemos comemorar.
Não demorou muito e cada um foi para um lado. Rony e Luna levaram Teddy na casa de Fleur e Gui para ele brincar com Victorie, depois iria sair para namorar, Jorge foi à casa de Angelina, namorar também. A senhora Weasley foi preparar o jantar e na sala ficaram apenas Harry, Gina e eu conversando.
_E então Mione, de manhã você disse que queria conversar comigo sobre alguma coisa. O que era? – quis saber Harry.
_Oh, sim. Eu queria pedir para que na despedida de solteiro do Draco você ficasse de olho nele. – expliquei.
_Pode ficar tranquila. – riu ele.
_E se ele aprontar alguma coisinha se quer é para me dizer. E se mentir eu saberei. Não haverá Oclumência que te salvará. Ouviu bem? – disse ameaçadora.
_Sim senhora. – bateu continência.
_E o senhora também. Eu que saiba que você ficou de gracinha com alguma bruxa vagabunda por ai. – disse Gina séria.
_Tudo bem amor, só tenho olhos pra você. Só vou nessa despedida de solteiro mesmo para ficar de olho no Draco. – disse dando-lhe um selinho.
_E por falar em Draco... Quando vai contar para ele sobre a novidade? – perguntou Gina.
_Acho que amanhã de manhã. – disse. – Será que ele vai gostar?
_Aposto que sim. – falou Gina sorrindo.
_Espero...
Ficamos um tempo em silêncio, até que Gina chamou Harry para irem ao seu quarto. Eles se mudariam depois do meu casamento, assim como eu também mudaria. Gina resolveu esperar para ficar mais próxima de mim nesses últimos dias, assim como eu fiquei com ela.
O jantar estava ótimo, a senhora Weasley havia caprichado. Ela fez lasanha, e embora lasanha seja pesada para se comer a noite, essa não estava. Depois de ajudarmos a senhora Weasley a arrumar a cozinha fomos para sala e conversamos um pouco, até que aos poucos cada um foi subindo para seu determinado quarto e dormiu.
|| No dia seguinte... ||
Acordei bem disposta e animada para contar a novidade ao futuro papai Draco. Desci para a cozinha e tomei um café da manhã bem reforçado, depois troquei a minha roupa e fui para a Mansão Malfoy.
Assim que aparatei na frente do portão de entrada senti-me muito enjoada, devido ao todo movimento da aparatação, e o resultado foi eu vomitado no gramado. Peguei minha varinha e murmurei:
_Limpar! – e parecia que eu nem havia vomitado, mas, eu estava com um péssimo gosto na boca, e eu não podia beijá-lo com gosto de vômito na boca.
Tratei de procurar uma bala de menta na minha bolsa e esperei um pouco antes de tocar a campainha. Passado cinco minutos eu toquei a campainha e não demorou em aparecer um elfo doméstico vir me receber.
_Seja bem-vinda a Mansão Malfoy, senhorita Granger. – disse-me com um sorriso no rosto.
_Muito obrigada, Bobby. – disse passando por ele – Sabe onde o Draco está? Precisava falar com ele.
_O menino Draco está em seu quarto. – disse educado.
_Será que poderia me fazer um grande favor?
_Mas, é claro. O que quiser senhorita Granger.
_Pode me chamar de Hermione.
_Hermione. – corrigiu-se.
_Poderia dizer a ele que eu estou esperando-o em baixo da casa da árvore, para conversar com ele? Eu acho que é mais confortável conversar ao ar livre. – disse olhando em volta – Poderia fazer esse favor a mim?
_Claro. E se me permite dizer, eu também acho melhor o ar livre. – e dizendo isso desapareceu.
Caminhei até a árvore em que a casinha de madeira ficava, encostei-me nela e fiquei observando o lindo dia que fazia.
Fechei meus olhos e fiquei absorvendo a luz do sol, logo senti alguém atrás de mim, mas, não me virei.
_Bom dia minha sabe-tudo-irritante. – sussurrou em meu ouvido e beijou meu pescoço.
_Bom dia meu sonserino orgulhoso. – sorri para ele abraçando-o.
_O que á traz aqui? – perguntou enquanto sentávamos.
_Eu queria conversar com o meu noivo. – ri.
_Então vamos conversar. – disse – Sobre o que quer conversar? Já sei! Como foi seu dia ontem?
_Maravilhoso. Teddy e eu estávamos brincando de pega-pega pelo jardim, depois deitamos no jardim e acabamos dormindo lá mesmo. – ri com a lembrança.
_Eu admiro sua paciência.
_Como assim? – perguntei sem entender.
_Eu não tenho paciência com criança, não sei se eu me daria bem com crianças correndo pela casa. – falou tranquilo, como se nada fosse.
Olhei para ele chocada. Ele não gostava de crianças? Ele não tinha paciência com crianças? Oh meu Merlin, e eu estava gravida de gêmeos, e ele era o pai. Ele não vai gostar da noticia então, estou perdida.
Sem conseguir impedir uma lágrima teimosa e acusatória cai pela minha face. E eu levantei, por impulso.
_Ei, o que foi? Não chore. – dizia ele levantando e olhando-me preocupado – O que eu disse?
_Draco, você não gosta de crianças? – perguntei, com medo de ouvir a resposta.
_Eu gosto sim, mas não sei se teria paciência. – disse – Se fosse meu filho eu provavelmente faria de tudo para ter paciência com ele. Afinal seria nosso filho. Mas, por que a pergunta?
POV. DRACO MALFOY
Ela ainda chorava, sem eu saber o motivo. Sequei suas lágrimas quentes, ergui seu queixo para que olhasse para mim. Eu não sabia o motivo de ela estar chorando mas, eu senti uma dor dentro de mim, pode parecer besteira mas, era como se eu estivesse triste, como se algo estivesse me atingindo. Acho que ao vê-la chorar eu fiquei triste, afinal, a sua dor era a minha, eu dividia tudo que sentia com ela e ela fazia o mesmo comigo, mesmo que não quisesse.
_Eu estou grávida, Draco. São gêmeos. – quando ela me disse isso, eu logo entendi o motivo de ela estar chorando.
Eu havia acabado de dizer que não tinha paciência com crianças, não me daria bem com crianças correndo pela casa... É obvio que ela decifrou isso como eu não gostar de crianças. E devo confessar que não gostava mesmo. Até ouvir aquelas palavras saírem de sua boca.
Eu seria pai. De dois serezinhos, e isso me fez amá-los sem mesmo conhece-los. A única coisa que fui capaz de fazer foi abraça-la e levantar ela do chão.
_Eu te amo. – disse e girei-a no ar.
_Eu te amo. – disse ao meio de risos gostosos.
Assim que coloquei-a no chão e olhei para ela com um sorriso bobo nos lábios ela disse:
_Então gosta de crianças? – perguntou novamente.
_Não gostava. Até saber que vou ser pai. – e me descabelando eu disse – Vamos ser pais, eu nem acredito. – dei um passo para trás. – Vem, precisamos dizer isso para minha mãe.
Puxei-a pela mão e saímos correndo para dentro de casa, correndo para sala de estar onde minha mãe estava lendo um livro deitada no sofá.
_Mãe! – entrei gritando – Mãe!
_O que foi? O que foi? – perguntou ela levantando e deixando o livro na mesinha de centro. – O que aconteceu?
Soltei a mão da Hermione e fui abraçar minha mãe tirando-a do chão.
_Eu vou ser pai! – falei – Pai!
_Meu Merlin! Que notícia maravilhosa. – disse.
Coloquei-a no chão e olhei para Hermione sorrindo, ela apenas sorria olhando-me com lágrimas de felicidade nos olhos.
Fale com o autor