Dramione - Orgulho e Preconceito
27 Desesperado.
Notas iniciais
Prévia: Isso me pegou de desprevenida, eu não estava acreditando nisso, não podia ser verdade. Não, não podia.
Ele passou por mim e me deixou sozinha naquele banheiro. Assim que eu escutei a porta batendo meus joelhos cederam. Eu fiquei lá caída no chão e chorando.
Capítulo 27 – Desesperado
Mesmo com o meu braço doendo eu corri atrás dele, pelo castelo todo. Mas, eu não o encontrava. Foi então que eu parei para pensar. Quando eu ficava triste, ou queria fugir eu ia para o banheiro feminino e me trancava lá dentro, da mesma maneira que eu havia feito no primeiro ano quando o Rony havia dito que eu era um pesadelo e esse era o motivo para eu não ter amigos.
Fui então para o banheiro masculino dos monitores.
Assim que cheguei, entrei cuidadosamente, e eu escutei alguém chorando. Seria o Draco? Quando eu entrei mais no banheiro percebi que era ele. Ele estava apoiado na pia, estava todo descabelado e chorava. Ele olhou pelo espelho e me viu então se virou bruscamente e disse:
_É melhor não chegar perto. – disse esticando os braços para me impedir
_Por quê? – perguntei sem entender
_Você não viu o que eu fiz? Eu sou perigoso, se eu perder a cabeça... Eu não quero te machucar, fica longe de mim Hermione. – o ouvir dizendo meu nome com aquele tom de voz me magoou. Era como se eu fosse uma pessoa com uma doença contagiosa.
_Draco, não diga isso. – disse dando um paço para frente
_Eu estou falando sério. – disse ele.
Ele fechou os olhos, respirou fundo e quando abriu os olhos ele disse:
_Eu não quero mais ficar com você, eu não gosto de você. – disse-me com cara de nojo.
_Você não pode estar falando sério. – eu disse rindo sem humor
_Eu estou. Eu não quero você. Acabou. – disse ele – Acabou o que nunca devia ter começado.
Isso me pegou de desprevenida, eu não estava acreditando nisso, não podia ser verdade. Não, não podia.
Ele passou por mim e me deixou sozinha naquele banheiro. Assim que eu escutei a porta batendo meus joelhos cederam. Eu fiquei lá caída no chão e chorando.
POV. DRACO MALFOY
Ciúme doce ciúme, causador de guerras, brigas e descobrimentos... E com isso eu descobri que era perigoso demais para Hermione. Eu descobri que ainda havia uma parte de mim que era um Comensal da Morte perigoso. Eu perdi a cabeça quando vi o McLaggen jogando-a contra o chão e quebrando o braço dela, perdi a noção e quando eu me vi já estava espancando ele, e pegando a varinha para lançar lhe a maldição da Morte. Só despertei quando ouvi Hermione gritando o meu nome.
Quem garantia que eu não podia fazer algo de ruim com ela? Mesmo que eu fosse loucamente apaixonado por ela, eu poderia perder a cabeça por um minuto e a burrada estaria feita, e eu nunca me perdoaria por fazer mal a ela, nunca mais.
Então, a solução era pedir para que ela ficasse longe de mim, mas ela não iria ficar. Não a Hermione, teimosa como era. Então tive que fazer uma coisa muito pior, uma coisa que me mataria aos poucos por dentro, mas se era para o bem dela isso era preciso. Eu tive que mentir para ela, dizer que não a queria, que não a amava... Vê-la daquele jeito me deixou sem chão, mas isso era para que ela ficasse melhor. Ela ficaria melhor sem mim.
Deixar ela naquele banheiro sozinha foi a coisa mais difícil que eu fiz na minha vida, eu queria abraça-la e dizer que eu a amava sim, que eu a queria sim. Mas, isso foi preciso.
A pior parte seria ter que conviver com ela, dormir debaixo do mesmo teto, e não poder mais tê-la em meus braços, sentir sua pele, sentir seus lábios macios, e seu gosto em minha boca. Seria horrível vê-la e saber que eu poderia fazer mal a ela. A uma pessoa tão indefesa, tão sensível e tão frágil... Isso seria a pior parte.
Eu sentia ódio de mim, nojo de mim por ainda ter esse comportamento ridículo. Mas, eu precisava dela. Eu não sobreviveria sem ela. Eu teria que arrumar algum modo de me controlar, de me curar dessa doença nojenta que era ter esses comportamentos. E para isso eu precisaria de ajuda. Ajuda do Blásio.
Então fui até o Salão Comunal da Sonserina procurar por ele, mas ele não estava lá e ninguém sabia onde ele estava. Então seria preciso caçá-lo pelo castelo. Eu mereço, já não basta eu estar morrendo por dentro ainda tenho que sair procurando por ele?
Foi então que eu escutei uns sons esquisitos, uns gemidos vindos do corredor ao chegar no corredor me deparo com uma cena bizarra.
Fale com o autor