Notas iniciais
Oiiie!!! Querem saber o que o Blásio ia dizer ao Draco?
Esse capítulo é para a minha nova leitora Maria Aline que me mandou um comentário gigante [como eu amo] elogiando a minha fic *-* Obrigada lindja. E espero que goste do capítulo

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Prévia: Aquele não era o Draco, não mesmo. Eu não conhecia aquele garoto que estava berrando comigo, ele suava, suas mãos estavam fechadas ao lado do corpo como se tentasse não socar algo.

Capítulo 37 – Decisão.

POV. DRACO MALFOY

­_Eu estava andando pelos corredores quando escutei a professora Minerva falar com o Flitwick sobre alguma coisa relacionada a você, Draco. – dizia meu grande amigo Zabine – Então eu parei para escutar sobre o que ela estava falando e...

_E o que ela estava falando? Conta logo Blásio. – interrompi.

_Se não me interromper eu falo. – disse olhando-me feio – Ela disse que o Ministro da Magia resolveu o caso do seu pai.

_E o que ele decidiu? – foi a vez de Hermione perguntar

_Eles não decidiram nada, tecnicamente quem decidirá será você, Draco. Você decidirá se seu pai receberá ou não o beijo do Dementador. – disse Blásio devagar – E terá de dizer isso a ele. Ele virá aqui no final de semana.

_Eu vou ter que decidir? – perguntei isso não podia ser verdade. Eu não fazia parte do Ministério da Magia, não tinha esse direito. E ainda dizer a ele?

Pensando assim é fácil, é só dizer que ele não levará o beijo do dementador. Mas, quem realmente o conhece sabe que ele bem que merece isso.

_Sim. – disse Blásio, notando meu estado de espirito. – Mas, acho que poderia convencer o Ministro de que essa não é uma boa ideia. Ele virá com seu pai, e trará alguns Dementadores para escolta-lo.

_Acho que Merlin me odeia! – gritei olhando para o teto – Só pode.

_Calma Draco, vai dar tudo certo. – disse Hermione

_Tudo certo? Como ficará tudo certo, Hermione? – perguntei olhando em seus olhos – A vida do meu pai está praticamente em minhas mãos. Eu não posso tomar essa decisão, não posso.

_Eu estou aqui, você não estará sozinho. – disse-me ela com a mão sobre minhas costas tentando me acalmar.

Eu apoiei meus cotovelos nos joelhos e escondi a cabeça entre minhas mãos.

_Eu... Eu acho melhor deixarem sozinhos. – disse Blásio. – Desculpe te dar essa notícia, mas achei que deveria saber.

_Tudo bem, você fez a coisa certa. – disse a ele.

_Eu te levo até a porta. – escutei Hermione dizer.

Eu não podia acreditar nisso. Não podia. Porque tudo tinha que dar errado na minha vida? Quando tudo parecia estar bem, algo vinha para estragar.

_Draco? – Hermione me chamou – Ei, olha pra mim.

Ela levantou meu rosto e encarou-me com aqueles olhos castanhos que refletiam preocupação.

_Não pode ser tão difícil assim, você pode convencer o Ministro. – disse ela encorajando-me

_Ele não irá reconsiderar.

_Então, é só escolher que ele não leve o beijo?

_Não é tão simples Hermione. – disse a ela – Ele merece levar o beijo, só que ele é o meu pai... Mesmo que ele não demostre isso de jeito nenhum. Eu não queria dizer a ele o que eu decidi.

_Draco, como assim ele merece? Ninguém merece uma coisa dessas, isso é uma crueldade. – disse indignada.

_Não o conhece. Não sabe o que ele fez e fazia comigo e com minha mãe. – disse sério a ela.

POV. HERMIONE GRANGER

_O que ele fazia? – perguntei com medo da resposta.

_Não irá querer saber. – disse virando a cara para o lado.

_Eu quero. – disse, esperando que minha voz soasse firme.

_Eu cresci assistindo um homem cruel e sem coração, que não demostrava amor ou afeto por mim ou minha mãe. Ele traía minha mãe e deixava isso bem claro para ela. Ele nunca se importou com ela, ou com qualquer pessoa além dele e do maldito Lorde das Trevas. – ele cuspiu o nome – Ele sumia por horas sem dar explicações, e quando voltava... Há! Estava bêbado, tão bêbado que mal ficava em pé. E ele acabava discutindo com a minha mãe por ela ficar esperando ele acordada, acabava batendo nela, às vezes até espancando... E descontava em mim também. Eu não ligava que batesse em mim. Mas, na minha mãe? Na minha mãe ele não podia. E conforme eu fui crescendo eu ia enfrentando-o até que um dia saímos aos socos. Ele ficou furioso, é claro, e acabou fazendo isso.

Ele levantou a calça até um pouco acima da canela e mostrou-me uma cicatriz grande que eu nunca havia visto.

_Ele faz isso com uma faca. Mas, quando minha mãe viu o azarou com a maldição crucio. – a esse ponto ele estava com uma expressão de puro ódio.

Eu nunca o havia visto daquela maneira, ele parecia revoltado.

_Mas, acha mesmo que ele merece o beijo? Não acha que poderia tentar... Sem lá... Perdoá-lo?

Ele abaixou a calça com uma rapidez incrível, olhou para mim com uma expressão de ódio que me deixou com medo, fazendo-me levantar do sofá e dar dois passos para trás.

_PERDOÁ-LO? ACHA QUE ELE MERECE SER PERDOADO DEPOIS DE TUDO O QUE ELE FEZ? TUDO QUE ELE FEZ A MIM? A MINHA MÃE? A TODOS QUE PASSARAM PELA MÃO DELE? VOCÊ REALMENTE ACHA? – ele estava berrando.

Aquele não era o Draco, não mesmo. Eu não conhecia aquele garoto que estava berrando comigo, ele suava, suas mãos estavam fechadas ao lado do corpo como se tentasse não socar algo.

Ele andava em minha direção e eu dava passos para trás totalmente assustada.

_Eu... Eu... Draco... – eu tentava dizer, mas estava com muito medo para formular alguma frase.

_ELE NÃO MERECE PERDÃO! ELE MERECESOFRER POR TUDO QUE FEZ E DEPOIS MORRER! DA FORMA MAIS DOLOROSA POSSIVEL. – ele veio em minha direção e eu tentei dar mais um passo para trás, mas eu já havia encontrado a parede.

Eu olhava aquela pessoa a minha frente morrendo de medo, com tanto medo que eu comecei a chorar. Eu não queria acreditar que aquele era o Draco, porque aquele não era.

Mas, parece que quando eu comecei a chorar ele voltou a si e ficou olhando para mim assustado, assustado com o que havia feito. Ele deu três passos para trás sem tirar os olhos de mim, ele estava em choque. Mas, eu também estava e o máximo que consegui fazer foi correr para o meu quarto e me trancar lá dentro e esperar até que ele se acalmasse para que pudéssemos voltar a conversar.

Notas finais
Gostaram?