Dramione: O Que o Futuro Nos Reserva
1 Maldito Draco Malfoy
Hermione
Malfoy. Draco Malfoy.
Uma das últimas pessoas no mundo que eu imaginaria ver aqui. Mas era óbvio que ele viria, Scorpius foi convidado por Rose e ela pediu para que ele convidasse Draco, já que o jantar de noivado era na nossa casa, e também porque Draco ficava muito sozinho na Mansão após a morte de Astória.
— Está tudo bem, amor? — Ron perguntou ao me abraçar pela cintura.
Reparei que eu estava olhando para Draco fixamente e suspirei, me virando para Ron e abraçando-o pelo pescoço, tentando esquecer o incômodo que Draco ainda me causava, apesar de ter mudado.
— Está sim… — sorri e roubei um selinho dele.
Ele suspirou e falou em tom baixo: — É muito estranho ver Malfoy aqui. Mesmo depois de tudo, não consigo acostumar com a presença dele.
Suspirei. — Eu sei…
— Pai! — Hugo chamou e se aproximou. — Tia Gina está louca atrás do senhor, e está a ponto de me deixar louco também. Por favor, vai falar com ela…? — e fez uma carinha como que pedindo socorro.
Ron e eu rimos. — Tudo bem, eu já vou, filho. — Ron disse. Me deu um selinho e foi para dentro de casa com Hugo. Sorri e balancei a cabeça levemente. Essa família era demais.
— Hermione… — paralisei ao ouvir aquela voz falando meu nome. Me virei e encarei Draco.
Ele continuava bonito — eu comecei a achá-lo bonito quando voltamos para Hogwarts, mas nada além do normal -, mas ele parecia mais velho do que deveria, talvez pela perda da esposa. Soubemos que ele fez de tudo para salvá-la e sofreu muito quando ela morreu.
— Oi, Malfoy… precisa de algo? — perguntei tentando parecer o mais natural possível.
Ele suspirou e falou baixo, tão baixo que quase não ouvi: — Me desculpa…
— Como?
— Me desculpe, Hermione, por tudo que fiz à você enquanto estávamos em Hogwarts…
— É sério? — olhei para ele mais atentamente e suspirei. Seu olhar triste mostrava que ele estava falando sério. — Está tudo bem, Draco, já fazem anos…
Ele deu um sorrisinho e suspirou. Antes que pudesse dizer mais qualquer coisa, Rose se aproximou.
— Mãe, acabou os guardanapos e precisamos de mais pratos e copos, onde posso pegar?
— Eu vou pegar e já trago para vocês, meu amor… — sorri e dei um beijinho em seu rosto. Rose sorriu e se afastou, indo até Scorp e abraçando-o. Eles formavam um casal lindo.
— Eles são lindos, né… — Draco falou.
— Eles são… — sorri e voltei a olhá-lo. — Com licença…
— Espera… precisa de ajuda?
— Eu… — balancei a cabeça concordando, ainda mais confusa ainda com ele sendo gentil, mas aceitei a ajuda e entramos em casa. Fomos até a dispensa e peguei os guardanapos.
— Hermione… — Draco sussurrou. Suspirei e me virei para ele. — Tem uma coisa que eu queria fazer desde que voltamos à Hogwarts, antes de eu me apaixonar por Astória…
— E o que é? — onde ele quer chegar com isso?, pensei.
— Isso… — e então ele me puxou pela cintura e me beijou, me pegando totalmente de surpresa. Tentei resistir, mas seus lábios macios com gostinho de maçã verde e sua língua pedindo permissão, fizeram eu me render. Me entreguei ao beijo e era ainda melhor do que eu poderia imaginar.
Levei minhas mãos em seus cabelos e eles eram ainda mais macios do que pareciam. Suas mãos eram fortes e ao mesmo tempo delicadas, uma estava em meu rosto acariciando delicadamente e outra em minha cintura me mantendo perto.
Mas logo voltei à mim e me afastei, empurrando seus ombros delicadamente, um pouco ofegante. — Draco, não… nós não podemos…
Ele respirou fundo e encostou sua testa na minha. — Eu não sei o que estou sentindo, Hermione… mas desde que perdi Ast, não conseguia me sentir mais vivo… até te ver linda assim hoje.
Senti minhas bochechas esquentarem e suspirei, me afastando. Olhei para ele e falei baixinho: — Isso não está certo, Draco. Eu amo o Ron, e você não pode substituir a Astória comigo…
— Não, eu não quero substituí-la, Astória foi o amor da minha vida, parte dela ainda vive em mim… — ele balançou a cabeça. — Eu não devia ter vindo… — e se virou, saindo da dispensa.
— Mas que… — balancei a cabeça levemente e me encostei na parede, respirando fundo. Como Draco Malfoy conseguiu mexer comigo em menos de 10 minutos?
— Amor…? — suspirei ao ouvir a voz do Ron. — Está tudo bem? Rose me falou que você e Malfoy vieram buscar pratos, mas vi ele saindo daqui meio…
— Está tudo bem, Ron. — interrompi e suspirei. Entreguei os guardanapos para ele e saí da dispensa, indo para a cozinha e pegando mais pratos para datas especiais, entregando para Ron e indo pegar os copos.
— Mione… — ele sussurrou. — Fala comigo, o que aconteceu?
— Nada. — peguei mais alguns copos e saí, levando para a mesa, com Ron atrás de mim.
Reparei que Draco estava mais afastado no jardim, conversando com Scorp e Rose.
— O que ele fez? — Ron perguntou e segurou meu braço levemente.
— Nada, Ron! — falei mais alto e algumas pessoas próximas nos olharam. Suspirei, puxando meu braço levemente. — Eu preciso entrar um pouquinho para retocar a maquiagem, volto daqui a pouco… — me afastei, entrando na casa e subindo rápido para nosso quarto, fechando a porta e me encostando nela.
— Hermione? — ouvi a voz de Gina e suspirei. Era difícil ter paz com os Weasley. Abri a porta e ela entrou, fechando-a em seguida. — O que está acontecendo? E não me diz que não é nada.
Suspirei e me sentei na cama, seguida por ela. — Draco. Aquele maldito doninha aconteceu, Gina.
— O que Malfoy aprontou dessa vez?
— Me beijou… e disse que não se sente assim desde que Astória morreu.
— Oi? Malfoy está apaixonado por você?! — Gina praticamente gritou.
— Mais baixo, Gina…
— Desculpa. — ela sorriu. — Ele beija bem, como diziam?
— Gina! — balancei a cabeça e suspirei.
— Qual é, Mione! — ela revirou os olhos. — Todas as garotas de Hogwarts que não ficaram com Draco tinham essa curiosidade.
— Você é irmã do meu…
— Isso não importa agora, sou sua melhor amiga.
Suspirei. — Ele beija bem… e tem um gostinho bom de maçã verde e algo mais. Mas, Gina…
— Mas você tem o Ron. — ela completou. Suspirei e assenti. — Mione, o que você sentiu quando Draco te beijou?
Desviei o olhar e pensei no beijo. — Foi como se fosse meu primeiro beijo… borboletas no estômago e vontade de beijá-lo mais… mas logo voltei à mim e interrompi o beijo. — suspirei e voltei a olhá-la. — Isso não está certo, Gina. Por que o Draco mexeu tanto comigo? Ele perdeu a esposa, é livre, mas eu…
Ela suspirou e segurou minha mão. — Eu não sei porque ele mexeu com você, mas sim, ele é livre e agora sabemos que sente algo por você. Mas você…
— Eu nada. Vou esquecer isso e fingir que nunca aconteceu. Eu amo o Ron, não vou fazer nada que possa machucá-lo.
— Tem certeza? — ela sussurrou.
Suspirei e balancei a cabeça concordando. — Eu preciso ficar sozinha um pouquinho…
— Tudo bem… qualquer coisa, me chama.
— Obrigada… — sorri e ela se levantou, saindo do quarto. — Por que agora, Draco? — sussurrei e deixei meu corpo cair no colchão, deitando.
Draco Malfoy. Maldito Draco Malfoy!
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