Dramione: O Que o Futuro Nos Reserva
10 Ataques
Notas iniciais
Draco
— O ataque foi incrível, Draco! — Rodolphus disse ao voltar. Estávamos em sua sala. — Perdemos dois homens, mas faz parte do trabalho. — ele riu e se sentou à sua mesa após pegar um copo de whisky para ele.
— Isso é ótimo, tio! — sorri, mantendo a postura de quem está realmente gostando disso. — Aqueles trouxas mereceram cada dor que vocês causaram.
— E vão sofrer ainda mais. Amanhã vamos mandar um obscurus para outra vila. — ele me olhou e sorriu.
Dei uma risada maldosa, como se realmente gostasse disso. — Só um?
Ele riu. — Esse é meu garoto! — levantou o copo como se brindasse comigo e bebeu mais um pouco. — Por enquanto, vamos fazer ataques pequenos, queremos chamar a atenção, mas vamos devagar para não estragar tudo, como o idiota do Grindelwald fez em sua época. — ele ficou mais pensativo. — Sabe, ele tinha potencial, mas cometeu erros que não vou cometer.
— Está certo, tio. — suspirei, também pensativo, usando oclumência o tempo todo, o que não era difícil, pois já vivi fazendo isso por anos. Senti que ele tentava ultrapassar isso, mas não conseguiu, obviamente, e não demonstrou reação quanto a isso. — Vamos ser temidos de uma forma que ele não conseguiu.
Rodolphus sorriu. — Está certo, garoto. — terminou seu whisky. — Venha, quero ver Granger.
Assenti e fomos até o “quarto” de Hermione, entrando juntos. Ela estava lendo, mas levantou a cabeça e se encolheu ao ver Rodolphus. Respirou fundo, mantendo a pose como se não tivesse tanto medo quanto eu sei que realmente tinha.
— Olá, Granger! — Rodolphus disse animado enquanto se aproximava e se abaixava na frente dela. Fiquei mais para trás, observando-os atentamente. — Sentiu minha falta?
— Nem um pouco. — ela respondeu de forma seca.
— Não mesmo? Assim eu fico triste, poxa… — ele fez drama, mas logo riu, segurando o rosto dela. Mantive a postura, mas minha vontade era acabar com ele ali mesmo. — Tivemos nosso primeiro ataque de sucesso, aqueles trouxas nem sabiam o que fazer, coitados.
— Nojento! — ela cuspiu na cara dele. — Você não…
Ele deu um tapa forte no rosto dela. Dei um passo para frente, mas me controlei, ainda não era hora de atacarmos.
— Olhe como fala e age comigo, Granger! — ele apertou mais o rosto dela. — Se não quiser sofrer enquanto estiver aqui, é bom andar na linha! — deu mais um tapa e soltou o rosto dela tão forte que ela caiu deitada no colchão. Se não estivesse sentada, teria se machucado. Ele se levantou e me olhou. — Vamos.
Dei uma olhadinha rápida para ela e suspirei, seguindo Rodolphus para fora e trancando o quarto.
— Se ela continuar agindo assim, quero que prenda-a em correntes e a faça ficar de pé e apenas com uma refeição por dia, entendeu?
— Sim, senhor… — suspirei.
— Ótimo. Agora vá ver como os outros estão e eu vou bolar o próximo ataque. — e entrou em sua sala.
— Merda… — sussurrei e suspirei, indo até a sala de estar, onde todos estavam conversando animados.
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Harry
— Que merda! — Ron sussurrou ao chegarmos na vila atacada.
Só restavam casas e comércios queimados, corpos espalhados aos montes pelas ruas, algumas poucas pessoas trouxas ainda em choque encolhidas no chão. Os aurores levaram essas pessoas para o Ministério cuidar delas e apagarem suas memórias. Ron, eu e mais dois aurores ficamos e procuramos em cada canto por alguma pista, mas não encontramos nada.
— Senhor Potter… — um dos aurores me chamou e me aproximei, vendo que Rodolphus deixou uma mensagem de sangue num muro.
“Isso é apenas o começo”
— Nós precisamos dar um jeito de acabar com ele de vez… — falei baixo enquanto tirava uma foto do muro.
— Mandar Hermione para lá foi uma péssima ideia… — Ron disse.
— Não vamos pensar assim, Ron… — suspirei e me afastei. — Vamos para o Ministério, vamos pensar melhor lá.
¤ ▪︎ ¤ ▪︎ ¤
Draco
— Você vai comandar a missão hoje, Draco.
— Eu o que? — olhei para meu tio, sem acreditar que tinha ouvido isso mesmo. Ele levantou uma sobrancelha. — Digo, tio, isso é perigoso, acho que o senhor deveria ir, tem mais…
— Está negando me ajudar, Draco?
— Não, não é isso… só tenho medo de não ser capaz.
— Você já provou sua lealdade e eu sei que você é capaz de soltar um obscuro numa vila com alguns aliados.
— Tudo bem, eu consigo.
— Ótimo! Dê uma olhada na Granger e vá. — ele suspirou.
Assenti e me levantei, saindo de sua sala e indo até o quarto dela. Entrei e fechei a porta, trancando-a por dentro como sempre fazia. Ela me olhou com raiva, mas ficou em silêncio.
— Hermione… — sussurrei e me abaixei perto dela.
— Não toca em mim… — ela disse num tom baixo, mas determinada.
— Você sabe que eu não podia… — sussurrei. Ela suspirou e assentiu. — Me desculpa.
— Só faça o que é preciso para acabar com isso logo, Draco.
Suspirei. — Tudo bem… mas eu preciso que você se comporte, ou ele vai piorar as coisas para você, Hermione… por favor.
— Tudo bem. — ela suspirou.
Assenti e me levantei, indo até a porta. Olhei para ela, mas ela desviou o olhar. Suspirei e saí, encontrando os outros aliados e indo com eles para uma das missões mais difíceis da minha vida.
¤ ▪︎ ¤ ▪︎ ¤
— Não! — uma mãe gritou ao ver seu filho sendo morto pelo obscurus, e logo foi sua vez. Caos se instalou na pequena vila, pessoas correndo para todos os lados, tentando fugir, gritaria, carros batendo e pegando fogo, explosões, pessoas em desespero.
— Isso é lindo, não é? — um dos aliados de Rodolphus disse.
— Maravilhoso. — uma moça disse.
— O que acha, Malfoy? — o mesmo rapaz perguntou e me olhou.
Dei aquele sorrisinho debochado e dei de ombros como se visse isso todo dia. — Já vi coisas melhores.
Eles riram e voltaram a prestar atenção na confusão. Esperamos até quase tudo estar destruído para voltar ao esconderijo. Eu estava me sentindo péssimo, mas mantive isso escondido, fingindo estar mais animado.
— Vocês perderam toda a diversão! — aquele mesmo rapaz disse aos outros quando chegamos.
— Draco, Rodolphus quer te ver. — Andrew disse.
Suspirei e balancei a cabeça concordando, indo até a sala dele e batendo na porta. Entrei assim que ele autorizou.
— Draco! Como foi? — ele sorriu e me entregou um copo de whisky.
Sorri e me sentei na cadeira em frente à sua mesa. Dei um gole no whisky e falei em tom de deboche, menosprezando os trouxas: — Foi ótimo, tio, aqueles idiotas não sabiam o que fazer, foi um caos lindo se ver.
Ele riu e bebeu um pouco também. — Se continuar sendo bom assim, vai começar a ir em todas as missões comigo.
— Seria uma honra, tio. — sorri, apesar de não querer isso.
— Agora vá descansar. Sábado vamos fazer mais um ataque, fora da Inglaterra, dessa vez, e você vai comigo.
— Certo. Obrigado. — sorri e deixei meu copo sobre sua mesa, saindo de sua sala e indo para meu quarto. Me sentei na cama e xinguei baixo, me sentindo muito mal e me odiando por fazer parte disso, ter ajudado a destruir aquela vila e machucar aquelas pessoas, mesmo que fosse para ajudar o Ministério.
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