Notas iniciais
Nos vemos lá embaixo ^-^

–Bom dia sem-tetos. — Zabini cumprimentou, e assim que eu abri os olhos, vi sua cara sorridente. Ok. Mas e a Pansy?

Ele pareceu ver a pergunta se formando, e logo respondeu:

–Ela foi dar uma volta. Provavelmente pra procurar algo com que possa te matar, ou... Foi simplesmente buscar lenha. – Respondeu, dando de ombros.

Arregalei os olhos e torci pra que fosse a segunda opção.

– Então... Eu acho que esse acampamento mixou. Já perdi a graça de vê-la tendo um ataque cardíaco. Querem ir pra casa, antes que aconteça algum homicídio? – ele perguntou, em tom de brincadeira.

Bem, até que tinha sido divertido até agora. Mas eu estava começando a achar que eu estava esticando a paciência de Pansy ao máximo, e sentia saudade da minha cama no hotel, que... Quem sabe, quando eu voltasse, estaria ocupada por alguém além de mim. Corei com o pensamento.

–A gente podia dar uma volta antes. Deve ter algum lago aqui perto não? – Draco perguntou.

–Tem um descendo a colina. Vocês querem ir lá? – Zabini perguntou hesitante.

Draco olhou pra mim, e eu sacudi a cabeça, afirmativa.

–Hum... Vocês se importam de nós já irmos? Se Pansy olhar pra vocês dois de novo, já imaginam... –Zabini perguntou, então reclamou baixinho. – TPM é foda...

–Ok. Tchau e... Hã, cuidado com ela, cara. – Draco precaveu, me fazendo rir.

–Pode deixar. – Zabini falou. Com um aceno de varinha, as barracas se desmontaram, e voaram pra dentro da sua mochila. Não fosse a fogueira, não haveria nenhum indício de acampamento ali.

Ele se despediu e entrou na floresta, à procura de Pansy.

“Eles estavam o quê?” Ouvi um grito feminino na floresta. Zabini provavelmente teria mencionado sem querer que estávamos dormindo agarrados na neve. “Argh! Eles me pagam!”

–Bem... Vamos? O sol está nascendo, deve ser uma visão linda. – Falei, tentando quebrar a tensão e sair logo dali.

Ele sacudiu a cabeça afirmativa. Levantei-me rapidamente e corri colina abaixo, logo vendo o rio, completamente congelado. O sol no horizonte começava a aparecer, deixando o céu num tom de roxo e rosa.

–É, realmente uma visão linda. – Draco falou ao meu lado, me assustando com a sua aparição repentina. O estranho era que ele não estava olhando para a paisagem...

Pisei levemente na borda do gelo. Estava firme, então comecei a caminhar.

–Hã... Granger, você sabe que isso é perigoso não sabe? –Draco perguntou, da margem.

–Ahãn. – Respondi. Mas afinal, nada demais iria acontecer, aquele gelo era realmente firme.

Cheguei ao meio do lago e me sentei, passando a mão no gelo até que ele se tornasse transparente, e fiz o que eu queria. Olhei ao fundo e vi os vários peixes coloridos, nadando na água fria.

Eu havia feito isso anos atrás, uma vez que acampei com os meus pais, no dia em que eu descobri que era bruxa. Tinha escapulido para o meio do rio congelado, e estava observando os peixes igual eu fazia agora. O gelo começou a se quebrar debaixo de mim, e minha mãe entrou em desespero, na margem, finalmente vendo onde eu estava. Mas eu simplesmente passei a mão no gelo, concertando o como se colasse as duas fendas que se abriram à minha frente. Isso não é coisa que qualquer criança pode fazer.

–Draco, venha ver! – Chamei.

Ele veio andando cautelosamente pelo gelo, até chegar onde eu estava. Se sentou ao meu lado e observou.

–Hum... É, isso é realmente divertido. – Falou, com a voz arrastada.

–Ah, qual é! Eu achava isso super legal quando eu era criança. Sentia vontade de nadar com os peixes...

–E morrer congelada?

–Sim. – Respondi, surpreendendo-o. – Quer dizer, não exatamente. Mas eu queria ser congelada, e depois descongelada no futuro, quando os carros voassem e existissem robôs.

–Existem vassouras que voam. – Ele objetou, a testa franzida de confusão.

–Eu nasci trouxa, esqueceu? Meus pais adoravam ver aqueles filmes de ficção científica.

–Ficç... O quê é isso? – Ele começou a ficar confuso.

–Deixa pra lá. Você quer voltar pro hotel? – Perguntei.

–É, seria uma boa. Não sou muito de entrar em contato com a natureza.

–Muito bem então. – Respondi. Percebi que tinha trazido minha mochila comigo, então poderíamos aparatar dali mesmo.

Segurei a mão de Draco, e logo me vi no corredor quentinho do hotel.

Ele me ajudou a pegar o cartão-chave na mochila, e entrei no quarto, embaraçada. O que eu devia fazer agora?

Ele pareceu perceber que eu estava completamente envergonhada, então se pronunciou:

–Sabe, Granger, Tem um restaurante ótimo na cidade. Acho que depois de comer marshmallows você vai querer um jantar de verdade. – Ele afagou levemente a minha bochecha.

–Ah, eu... Hã... Adoraria. — Respondi desajeitada.

–Então devia esperar eu fazer o convite primeiro não é? – Ele riu. – Você quer ir jantar comigo hoje?

–Ah, sim. – Respondi, agora decidida.

Ele sorriu em resposta e foi pro seu quarto.

***

Já terminara de me aprontar, e saí do meu quarto, indo em direção ao vizinho.

Muito bem, Hermione. Era só um jantar, não tinha porque ficar nervosa.

Que estranho... A porta estava aberta.

–Draco? – Chamei, entrando no quarto. – Você está aí?

Olhei em volta. Ele não parecia estar em lugar nenhum.

Mas o que me chamou atenção, foi que na cama, havia um envelope branco muito amassado.

Um envelope endereçado à mim.

Notas finais
momento : agr a porra ficou séria. o.o
De quem será esse envelope?
Sacaram o nome do capitulo? Como gelo quebradiço. Tudo pode se despedaçar de uma hora pra outra. :/
Alguém tem algum palpite sobre de quem é esse envelope? u.u