Dramione: Learning To Love
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Gina sorriu. Luna sorriu.
Eu queria sorrir, mas me contive.
O que foi? Eu estava em uma briga.
– Namorada? – Weasley disse, devagar.
– É, não escutou? – Draco perguntou.
Era agora que eu enfrentaria a Grifinória. O melhor de tudo era que eu estava pronta pra isso.
– Você é uma sujeitinha traidora. – Ronald falou pra mim.
– E quem foi que ela traiu? – Gina estava muito brava. Ver essa ruiva brava não era legal. A não ser que ela estivesse brava com você. – A Grifinória? – ela perguntou – Por acaso Grifinórios e Sonserinos são seres humanos mudados genéticamente para não poderem nem chegar perto um do outro? – ela perguntou para todo o salão.
Luna se levantou.
– Somos todos iguais, não existe essa historia de sangue. Somos todos unidos por um dom, a capacidade de praticar magia. Eu espero que vocês entendam isso e parem de fazer julgamentos como se fossem perfeitos. – as palavras da lunática da escola finalmente fizeram efeito.
Ali, parada no meio do salão, eu via a maioria das pessoas aceitando tudo aquilo que ela disse.
Claro que isso não mudaria todo mundo.
– Você se acha perfeitinha demais. Mas você não é, Granger. Você é arrogante, metida, irritante, uma nerd filha da puta que se acha melhor que todo mundo. – Ronald disse.
Antes que eu pudesse me defender, Draco o agarrou pelo colarinho.
– Eu avisei pra parar com essa viadagem. Eu já perdi a paciência com você. Não mexe com minha garota, babaca.
Dizendo isso ele acertou um de direita no meio da fuça daquele traste, e outra, e outra, e outro soco, até que Ronald caiu no chão, e Draco me tirou do salão.
Meus olhos estavam arregalados. Foi tudo muito rápido.
Quando a porta se fechou atrás da gente, eu olhei pra o chão e tentei processar tudo o que tinha acontecido.
Quando ergui a cabeça, ele estava nervoso.
– Como você aguentou aquele cara por tanto tempo? – perguntou.
Olhei-o.
Ele tinha me defendido, ele tinha enfrentado todas as casas da escola sozinho. Meus amigos se levantaram por mim, mas ele foi sozinho. Não que ele não tivesse amigos, o negocio é que ele se lembrou de defender a namorada, e os Sonserinos não aprovam essa namorada, vai saber. Merlin, isso soava tão bem. Eu esqueci tudo e todos. Eu esqueci o corredor, as pessoas, tudo. Só havia eu e ele ali.
– O que foi, Hermione? Do que você está rindo? – ele perguntou, ainda irritado. Sem perceber nada.
Sorri ainda mais e o beijei na boca, surpreendendo-o. Sem medo nenhum que as pessoas olhassem.
Separei-me dele, arfando.
Recostei minha testa na dele, ficamos assim um tempo até que eu resolvi falar uma coisinha que estava na minha cabeça há um tempo.
– Por que isso? – ele perguntou antes. – não que eu não tenha gostado. – se apressou em concertar.
– Isso foi o que eu sinto. – eu disse.
Nossos olhares se encontraram e ele perguntou:
– E o que você sente? — seus olhos brilharam.
Sorri de canto.
– Eu te amo, Draco. – falei.
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