Dramione: Learning To Love
17 Capítulo 17
Notas iniciais
– Sou o informante da Minerva.
Arrependi-me de tudo que já pensei de Malfoy. Me arrependi profundamente, eu queria abraçá-lo e dizer o quanto aquela atitude me tocou. Mas eu queria bater na Minerva por saber e esconder isso de todos.
Ele podia ter tentado salvar a sua pele de novo indo para as trevas, mas não, ele escolheu me proteger, ele escolheu a luz, ele quis mudar a historia dele. Ele quis o certo pela primeira vez. Ele está se arriscando pelo que acredita valer a pena.
Isso é inacreditável. Eu não reconheço mais aquele ser estupido quando olho pra ele. Eu vejo um garoto lindo, com os olhos mais indecifráveis do mundo, querendo reescrever sua historia se arriscando a fazer o certo, mesmo que o certo seja perigoso ou fatal.
Uma onda de felicidade misturada a orgulho me invadiu. Sorri. Ele estava aguardando minha reação.
Depois de constatar minha reação ele sorriu um pouco.
– Acho que fiz a coisa certa. Eu não conseguiria ir para.. as Trevas de novo.
– Sim, claro que fez. Estou orgulhosa de você.
– Está?
Acariciei sua bochecha examinando seu rosto. Eu queria fazer isso.
– Muito. Você está se arriscando pelo que acredita ser o certo. Você mudou.
Meus olhos encontraram os dele.
Aquele brilho esquisito, e aquele sorriso tímido...
Eu o beijei.
Foi um beijo calmo, apaixonado. Queríamos aquilo desde sempre.
Separamo-nos quando faltou ar.
– Mudar foi a melhor coisa que fiz.
Ele me puxou pela cintura para mais perto dele, dessa vez foi devastador. Ao estilo Malfoy.
Eu realmente gosto dessa mudança repentina.
–--
Suspirei quando entrei pelo salão comunal da Grifinória.
Eu estava leve, calma, feliz.
– Eita, olha a cara disso.. hoje teve! – George. Weasley.
Nem ele vai estragar minha felicidade hoje. Joguei uma almofada nele.
– Teve o que seu babaca?
Ele fez uma imitação com as mãos. O que foi aquilo? Credo. Idiota. Revirei os olhos.
– Vem aqui. – Fred chamou.
– O que foi?
– Temos um esquema pra sábado à noite.
– E você... – começou George.
–... esta dentro. – completou Fred.
Lembrei do meu ultimo porre, dormi o domingo todo. Não ia dessa vez.
– Eu não sei, posso responder depois?
– Não. – George. Sempre curto e grosso.
– Mas caso você mude de ideia, 23:00 na nossa porta do dormitório masculino. Vai pronta. – Fred piscou e saiu andando.
Realmente não sei se deveria fazer isso de novo. Estava refletindo sobre minhas atitudes quando Harry apareceu.
– Oi Mione.
– Oi Harry.
– Você não apareceu pro jantar, o que houve?
Harry ainda era inimigo do Malfoy. Uma onda de culpa me invadiu. Eu estava traindo meu melhor amigo. Agora não tinha mais jeito.
– Eu estava por ai.
Ele riu.
– Gina me disse que você estava com um cara.
GINA VOCÊ VAI LEVAR UMA VOADORA QUE VAI TE MANDAR PRA FORA DA GALAXIA!
Corei violentamente, ele sorriu mais.
– O que? Gina? Não confie nela.
Ele arqueou as sombrancelhas.
– Você confia.
– Acredite, eu não deveria.
– Bem, quem é?
Eu podia ver na cara dele que ele sabia muito bem quem era. Pela careta que ele fez ao perguntar. Semicerrei os olhos. Éramos como irmãos, ligados de uma forma única, sempre dispostos a ajudar um ao outro, nos piores momentos, nas mais difíceis caminhadas. Cada palavra dita era uma ajuda, um empurrão para continuar a vida, ele era um dos poucos que me entendia, um dos poucos que sabia o que eu passava, ele sempre foi uma grande parte de mim. Mesmo que ele não aprovasse, não me deixaria.
– Você sabe, Harry.
Seus lábios formaram uma linha fina.
– Não é o que eu diria que você merece.
– E não Harry, eu não estou com ninguém. Gina quer que eu esteja.
– E você?
– Eu o que?
– Você quer estar Hermione?
– Eu não sei. – suspirei. – ah Harry, é difícil admitir e eu realmente não quero me envolver.
– Bem, você sabe que é a minha mana, e sua função é estar feliz, e se você não estiver, se alguém te magoar, principalmente o Fuinha, eu vou ter o prazer de chutar a cara dele. – sua expressão pensativa me dava medo – muitas vezes.
– Harry.
– Sim?
– Isso da medo.
Ele olhou pra mim.
– Ah. Ok.
– Obrigada mano. – abracei-o.
Eu sabia que podia confiar nele, desde sempre. Ele nunca me magoou de nenhuma maneira.
– Não vou me meter nisso mas... se eu te ver triste por causa do Fuinha..
O interrompi sobressaltada.
– Harry. Calma. Eu não estou com ele, graças a Deus não sou de chorar e nem fico triste por a por causa de um garoto.
– Tudo bem.
Olhei-o de canto.
– Pare de ser briguento.
Ele fez cara de ofendido.
– Estou defendendo minha irmã e sou briguento? Obrigada pela consideração.
Revirei os olhos.
– Harry, você sabe que eu te amo né?
– OPA! EPA! QUEM AMA QUEM AQUI? – Ruiva. Olhos azuis. Extremamente escandalosa. Lembrou de alguém?
Ri. De repente me senti mal por esconder tudo de Harry. Contaria a ele depois, talvez.
– Ele é todo seu Ginevra.
Ela me olhou brava.
– Gina.
Impliquei:
– Ginevra.
– Gina.
– Ginevra.
– Gina.
– Gina, Ginevra, Gina, Ginevra tuts tuts tuts tuts..
– Vai fazer funk com meu nome Biscate?
– Olha que eu me ofendo. Sim, e vou ficar rica e esfregar na sua cara que seu recalque bate e volta.
Ela arregalou os olhos na minha direção.
– Meu olhos são azuis. A-Z-U-I-S. Se meus olhos são divos imagine eu?
– Os meus são cor de chocolate. Chocolate é vida. E eu não preciso esbugalhar eles e ficar parecendo uma coruja de noite pra jogar isso na sua cara. Vlw? Flw.
– Oi pra vocês. – Ron cumprimentou.
– Elas estão discutindo. – avisou Harry.
– Oi Cenourinha. – cumprimentei.
– Oi Vassourinha. – rebateu.
– Meu cabelo melhorou, e a sua cabeça que vai parecer um fosforo para o resto da vida?
Ele ficou sem reação.
– Cala a boca Hermione.
– Me obrigue.
– Merlin! Hoje vocês tão que tão! – brincou Harry.
– A Hermione esta plantando a discórdia nessa sala. – respondeu Gina.
Olhei-os de canto.
– Vão me excluir?
Gina respondeu.
– Não, imagine...
– Então calem a boca. – eles ficaram quietos.
1 minuto...
2 minutos...
– Vocês não vão falar nada? – perguntei entediada.
– Você disse pra calar a boca. – respondeu Ron.
– Lesma, não era pra calar mesmo.
– O que é isso Hermione? – Ron apontou para algum lugar acima da minha cabeça.
– Isso o que? – perguntei já me virando e vendo um papelzinho encantado vindo na minha direção, um bilhete.
Quando pousou delicadamente em meu colo peguei e o abri.
“A vida é uma grande ironia,
Como uma piada tardia,
Que perde a graça antes de terminar,
A gente anda, anda, mas nunca aprende a andar.
E quem saiba aconteçam coisas esta noite?
– Ninguém.“
Estava demorando.
Quando seu dia esta correndo muito bem, desconfie.
As cartas anônimas.
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