Dramione: Learning To Love
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Quando entrei bati a porta.
Deitei-me na cama olhando para o teto.
Não, eu não fui ver o Malfoy. Eu tinha que pensar antes disso.
Pensei...
Pensei...
Pensei...
Por que eu tinha que pensar MAIS? Levantei-me, calcei os sapatos e fui, passei pelo quadro, alguns corredores... quando me dei conta eu estava nos jardins de novo. Estava escurecendo. Olhei a arvore.
Minhas coisas estavam intocadas.
Fui ate lá, agachei-me pegando-as. Algo me surpreendeu, um bilhete.
“Olhe para cima."
– Oi. – disse alguém com voz familiar em cima da arvore.
Vi a cabeleira loira e confirmei o que eu estava pensando.
Sorri.
– Oi.
Ele desceu, pulando no chão na minha frente.
– E ai?
– Vou indo, e você?
– Indo. – sorriu de canto
– O que você estava fazendo ali em cima?
Ele olhou para arvore, depois voltou seu olhar para mim.
– Bem, eu estava te esperando.
Franzi a testa.
– Como assim? Como você sabia que eu viria aqui?
– Bem.. – ele sorriu – tenho minhas fontes.
Trinquei os dentes. Ginevra.
Abaixei-me e continuei o que estava fazendo.
Ele abaixou-se também, me ajudando.
Não contestei. Foi quando eu fui pegar meu ipod e ele também e nossas mãos se encontraram... levantei a cabeça olhando-o, ele levantou o olhar.
Como nos filmes? Que clichê.
Não, era verdade. Rolava mesmo um sentimento.
Encaramo-nos por alguns segundos, desviei o olhar, peguei tudo e coloquei na bolsa. Por que eu nunca sabia o que fazer quando estava com ele?
– Hermione, pare com isso.
Olhei-o.
– Parar com o que?
– Parar de ficar quieta, de me ignorar como se nunca tivesse acontecido nada.
– Se não tivesse acontecido nada, nessas horas eu já teria te azarado.
– Por que nos odiávamos tanto?
Arqueei as sombrancelhas.
– Odiávamos?
Ele deu de ombros.
– Eu não sei você... mas eu não te odeio.
Sorri de canto e falei.
– Eu não tenho tanto ódio. – ele sorriu ao ouvir – eu simplesmente te acho um ser irritante. – o sorriso se desfez.
– Eu ainda sou irritante?
– É. – ri
– O que eu faço pra parar de ser?
– Pare de confundir meus sentimentos. – as palavras voaram. Arregalei os olhos, eu não tinha dito isso. Não. Não. Não.
Ele sorriu.
– Eu confundo seus sentimentos?
– N-Não. – concertei.
– Tarde demais para negar. —ele sorriu mais, vitorioso.
– Certeza que quer falar sobre isso?
– Absoluta.
– Ok. – suspirei – o que você quer saber?
– O que você sente.
– O que eu sinto? Bem, é complicado.
– Descomplique. Eu preciso saber.
– Malfoy, por que você apareceu na minha vida tão fora do normal? – sentei-me no chão, frustrada. Ele sentou-se ao meu lado – eu não entendo, dias atrás nos odiávamos, você me fez conhecer uma mulher esquisita que ficava querendo me matar por eu perguntar demais. Agora você é minha sombra e fica tentando me agarrar sempre que pode. E depois diz que gosta de mim. – olhei-o – o que aconteceu com o “Vamos sair daqui, não vou me infectar respirando o mesmo ar que a sangue-ruim”?
– Eu... Desculpe. – suspirou.
– Viu? Você esta se tornando amigável.
– Isso é bom. Tornar-me seu amigo. – ele me encarou.
– Se bem que parece que você não quer amizade. – encarei-o de volta.
– Você quer? – perguntou com um sorriso de canto.
– Malfoy eu... – desviei o olhar – eu não sei se quero me envolver.
– Por quê?
– Eu não sou o tipo de pessoa relacionável.
Ele riu.
– Arrume outra desculpa.
– Eu não quero me decepcionar. – falei.
Ele adquiriu uma expressão seria.
– Eu não quero decepcionar você.
Era extremamente difícil aceitar que talvez você goste do seu inimigo.
Eu podia sentir que era verdade, mas não admitiria.
Fale com o autor