Notas iniciais
Oi Oi pessoinhas, é minha primeira fic/Dramione
Sou Dramiomaniac u.u
Onde estao elas pra lerem a fic? '0'
Espero que gostem, nos vemos la.

A vida da muitas vodcas.
Er... Ah não, desculpe, ela da muitas voltas. Isso. Voltas Hermione, não vodcas.

- Ei cara, mais um desse. – pedi ao barman velho e chato, porra cadê os homens daqui?

- Não acha que esta exagerando boneca?

Quem ele pensava que era?
— Não me chama de “boneca” infeliz, e me vê mais um desse. – ele me encarou por alguns segundos e me serviu.

Eu estava entediada. Havia saído de Hogwarts escondido com os gêmeos por que eles me prometeram uma noite que eu nunca esqueceria, e até agora não aconteceu nada. NADA. Pelo menos nada que me interessasse. Brinquei com o copo entre meus dedos, o drinque era como agua, agua. Agua de se embebedar (não diga). Agua que me tirava do tedio. Observei por alguns segundos e virei o liquido todo na boca. Cansei de beber, diferente de alguns idiotas eu não era viciada naquilo. Eu acho.

Olhei em volta, boate idiota. Irmãos Weasley idiotas. Por que motivos às pessoas saem de suas casas para tentativas frustradas de pegar alguém? Não conseguem e ficam ai que nem bestas dançando. Bando de idiotas.

O mundo é idiota. É muito fácil dizer isso quando você sabe que não é uma.

Meu olhar parou em uma pessoa. Ou melhor, não que eu estivesse olhando por que o achei diferente, meu olhar encontrou o dele por que ele estava me encarando. Sem perceber eu entrei no seu joguinho. Seus olhos cinza gelo eram extremamente cativantes, ele brincou com seu drink, observei um sorriso minúsculo se formar em seu rosto. Arqueei as sombrancelhas, aquele sorriso me era familiar. Minha mente estava lenta devido à bebida. De repente o reconheci.

Aqueles olhos cinza não eram mais tão cativantes.
Aquele sorriso superior.
Aquele cabelo loiro oxigenado.
Enfim, aquele ser me dava nojo.

Malfoy.

Franzi o cenho. Ele com certeza me encarava por que não entendia o motivo da nerd certinha estar num lugar como aquele, um lugar do nível dele. Um lugar idiota.

Foda-se.

Desviei o olhar. Fred ou Jorge , seja lá qual for, um estava num canto no meio de uma garotas, o outro estava no meio da pista que nem um abestado com uma garrafa de Whisky de Fogo.

Lugar chato. Vou embora.

Levantei-me da cadeira que ocupava em frente ao bar, ao firmar meus saltos no chão senti uma leve tontura acompanhada de uma pontada forte na nuca. Dei um passo vacilante. Senti que estava caindo.

Porra, bebi demais.

Alguém me segurou pela cintura, antes que eu caísse no chão.

- Acho que alguém bebeu demais. – Reconheci a voz, tentei me recuperar, mas ainda estava tonta.

- Acho que alguém preferia ter caído. – respondi seca.

- Quer que eu te deixe cair? – não vi seu rosto, mas sabia que estava sorrindo divertidamente.

Pela careta que se formou em meu rosto ele percebeu a resposta.
— Achei que não. – começou – vamos, vou te pagar um café.

- Por que eu iria querer que você me pagasse um café Malfoy?

Ele revirou os olhos.
— Cale a boca Granger.

Provavelmente essas eram as suas palavras favoritas.
Não tive tempo de protestar, ele simplesmente me arrastou até a cafeteria mais próxima.

Levei a xicara a boca e a bebida quente me fez voltar um pouco à ativa. Olhei para Malfoy, ele me observava com interesse.

Revirei os olhos.
— Pode começar a explicar por que você não deixou eu me ferrar naquele lugar caindo de cara no chão.

Ele pareceu se divertir com aquilo, reprimindo uma risada, como se tivesse imaginado a cena.
— É, poderia ter sido divertido. Porém, não mais do que isso.

Ele apontou para minha boca, de repente eu percebi que o chantili do café tinha se espalhado.

Arrgh, droga.

Ele riu, eu nem sei por que, mas eu ri também. Vinguei-me sujando a ponta de seu nariz de chantili, o sorriso se desfez, gargalhei que nem uma criancinha. Por que estou rindo de chantili? Aé, quando estou bêbada eu rio ate de duas formigas andando juntas.

Terminei meu café, não estava mais com dor de cabeça e já conseguia andar sem ver pequenos pontinhos que pareciam livros pra onde eu olhava. Sim, eu via livros, problem?

Me despedi de Malfoy, me resumi a agradece-lo e sair. Fui em direção a porta, sai do café e um vento congelante atingiu meus braços e pernas descobertos pela falta de pano do vestido que tinha pego no armário de Gina. Desculpe, se minha mãe me visse com um vestido daquele ela me expulsava de casa. Eu também não me via assim, porem..

Enfim, virei à esquerda e comecei a andar pelas ruas tentando relembrar o caminho que levava até a passagem secreta para Hogwarts. A rua não me parecia tão familiar.

- Acho que você esta indo para o lado errado. – Era Malfoy, ele estava encostado na porta com um sorrisinho irritante parecendo divertir-se com a minha falta de razão.

Bufei irritada e virei-me para a direção correta dessa vez. Agora eu me lembrava, a lojinha de suvenires ficava a uma quadra da boate, eu estava no caminho certo graças a fuinha. Falando na Fuinha.. ele pôs as mãos nos bolsos da calca casualmente e andou ao meu lado como se fossemos velhos amigos, olhei-o desconfiada, como se fosse de outro planeta, ele não se importou, aquilo estava me irritando. Revirei os olhos e andei mais rápido, ele me acompanhou.

Parei bruscamente.
— Mas que porra é essa? – perguntei irritada.

Ele sorriu.
— O que?

- Malfoy...—respirei fundo – Não. Se. Faz. De. Bobo. – falei pausadamente.

Ele pareceu se divertir ainda mais com a minha cara de fúria.
— Tudo bem.

- Tudo bem? – perguntei confusa. Se ele queria me irritar, me deixar com cara de pateta, estava conseguindo.

Malfoy se aproximou, a rua estava vazia, e ele estava tão perto que eu sentia seu perfume, o que para uns significava um aroma entorpecedor de tão bom, para mim era toxico, cheiro de perigo. Foi como piscar. Eu estava com os olhos abertos, quando os abri novamente ele havia me encurralado em alguma parede de alguma loja, me prendia com uma mão apoiada na parede perto da minha cabeça e a outra na minha cintura. O que ele queria?

Sibilei:
— Saia da minha frente.

- Não. – ele não estava mais sorrindo.

Arqueei as sombrancelhas.
— Vamos lá Malfoy, pare de ser idiota, quer mesmo ter que se desinfetar depois por que encostou-se na Sangue-ruim?

Ele sorriu de canto.
— Você me parece perfeitamente limpa.

Aquela calma me deixou mais irritada.
— Claro. Agora saia.

- Me obrigue. – ele sorriu ainda mais.

- Me obrigue a te obrigar. – entrei no jogo. Lembrei-me da minha priminha, eu a provocava assim, agora estava provocando Malfoy. A vida da muitas voltas sabe, não vodcas. Mesmo que ela ofereça vodcas também, beba e seja feliz.

- Me obrigue a te obrigar a me obrigar. – Eu ri. Ele percorreu os olhos por meu rosto parecendo examinar cada detalhe e depois os fixando na minha boca. Fiz o mesmo.

- Não temos mais 6 anos Granger. – ele interrompeu minha analise voltando seus olhos gelo para os meus âmbar.

Por um instante pareci ficar hipnotizada.
— Minhas bonecas já se foram há anos.

Ele riu. Ainda com os olhos fixos nos meus, eu não desviei o olhar.
O que estávamos fazendo?

De repente ele me apertou mais contra parede e tomou meus lábios com desejo. Perdi a razão. Eu só sabia fazer o mesmo que ele enquanto em algum lugar na minha cabeça a razão não gritava mais, ela era um sussurro inaudível. Ele me ergueu e eu enlacei minhas pernas em volta da sua cintura, suas mãos subiam e já estavam na minha coxa. Amaldiçoei-me em algum canto da minha cabeça que ainda conseguia pensar pelo vestido curto demais. Minhas mãos percorriam seus músculos definidos, bendito seja o Quabribol. Quando elas foram para seu cabelo macio, minha consciência pareceu berrar.

“É o Malfoy! A Doninha, o Fuinha, saia dai droga.”

Subitamente desvencilhei-me dele, ambos arfantes, sem ar. Empurrei-o inutilmente e comecei a andar. Mal tinha dado dois passos e ele agarrou meu braço me puxando para perto dele novamente, aquela distancia perigosa de novo...

Urgh eu não consigo pensar, não consigo organizar o que aconteceu com ele tao perto.

- Onde você pensa que vai? – me perguntou.

Era uma guerra entre castanho e cinza.
— Embora. E não te interessa pra onde.

- Você não sabe o quanto me interessa.

Arqueei as sombrancelhas sem desviar o olhar.
— Por que o interesse súbito por mim Fuinha?

- O que a sabe-tudo estava fazendo no Club Rune?

- Por que eu contaria?

- Eu não pretendo te soltar até você falar.

Bufei.
— Eu estava entediada.

- Não pareceu melhorar.

- É tão obvio? – franzi o cenho.

Ele deu de ombros esquecendo-se um pouco sua mão em meu braço.
— Só vou lá pela bebida. Não tem nada interessante. – Olhei-o desconfiada e concordei lentamente com a cabeça. – Quem te levou lá?

- Os Weasley. – dei de ombros.

- Imaginei.

Parecíamos ter esquecido o que acabara de acontecer. Mas não, eu podia ter bebido todas, mas eu sabia que tinha ficado com Malfoy. E se minha consciência não gritasse comigo, talvez eu não tivesse só ficado. Sentia-me sufocada. Era certo? Errado? Eu me arrependia? Não sei.

Ele continuou.
— Vai voltar para Hogwarts agora?

Voltei a terra.
— Vou.

- Então vamos.

Notas finais
Gostaram? Odiaram?
Reviews cumpram com seu dever. ^^