Dramione: Learning To Love
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Infelizmente não estou tendo muito que procurar na biblioteca, aqui o negocio está só no raciocínio mesmo. Também não tenho tempo para mais nada, meus dias se resumem a: Aulas, treinamentos e rondas.
Alias, minhas rondas são com a Luna, o que me deixou bem feliz, Draco não vem contendo muito seus... hmmm... você sabe....deixa pra lá. Os monitores da Corvinal e Lufa-Lufa ficam em outro apartamento, e graças a Merlin é menos tempo para ficar me agarrando com o Draco.
Não que me agarrar com ele seja ruim, Merlin sabe como é bom, só que não é só ele que tem que se conter, uai. Mas bem, hoje foi diferente.
Draco pediu para fazer ronda comigo, até ai tudo bem, mas não foi “bom” quando ouvi o que ele tinha para me dizer.
– Precisamos conversar. – ele disse.
Quando alguém diz essas palavras, a simples pronuncia já te deixa apreensiva e a probabilidade de ser alguma coisa ruim é de 99,8%, o que me leva a crer que SEJA algo ruim, por que ultimamente não vem acontecendo muitas coisas legais.
– Diga. – falei.
Draco respirou fundo.
– Bem, ontem de noite eu recebi uma carta de... de Trevor.
Engoli a seco, evitando o olhar dele enquanto vasculhava os corredores.
– E o que dizia? – tentei soar corajosa.
Draco não esperou para falar, como se aquilo estivesse o sufocando e ele tivesse que respirar.
– Ela diz que era para eu dar um jeito de sair de Hogwarts em três dias, e levar Zabini e Nott comigo. Os outros espiões ele levaria depois. Está próximo. – ele disse rapidamente.
Franzi os lábios, nada era pior do que aquele clima carregado.
– Mais do que pensamos. – falei. – Três dias? – perguntei.
Draco engoliu a seco.
– Isso ai, temos três dias.
– Três dias para deixar todo mundo preparado. – repeti. Fechei os olhos tentando absorver a informação e não surtar – Três dias com você.
Finalmente abri os olhos. Parei no meio do corredor e nossos olhos se encontraram.
– As férias de natal são semana que vem. – falei e finalmente percebi o quão perto estávamos de tudo aquilo.
Draco ponderou o fato.
– E ninguém da escola além da gente sabe. – sua expressão foi se iluminando.
– Para que usaremos esses três dias? – eu perguntei, esperando que ele respondesse o que eu queria ouvir.
– Convencer a Minerva a alertar todo mundo. – ele disse.
– Preciso que você não se esqueça de uma coisa.
– Eu vou voltar. – ele garantiu.
– Eu sei. – suspirei e Draco segurou a minha mão, toda vez que ele me tocava era assim, essa onda de eletricidade que eu acabava gostando de sentir.
Ele ficou de frente para mim e segurou minhas mãos.
– Não vou deixar ele saber da gente.
– E quanto a irmos para minha casa? – perguntei.
Draco hesitou, mas por fim, respondeu.
– Eu vou... – ele disse, mas soava faltoso.
Semicerrei os olhos.
– Termine o que você ia dizer. – ordenei.
– Era só isso. – ele mentiu.
Desvencilhei-me dele.
– Deus, Draco! – joguei as mãos para o alto – Não me esconda nada!
Draco passou a mão pelos cabelos, finalmente ele soltou tudo num tom nervoso:
– Tenho medo, e a leve impressão de ser real a possibilidade de não poder partir com vocês.
Aquela frase me atingiu em cheio, como uma bofetada.
– O... O que? – perguntei, abalada demais para entender aquilo.
– Eu não sei se posso partir com vocês, por que... – ele começou.
– Por quê? – encorajei-o.
Draco engoliu a seco.
– Por que não sei se estarei vivo até lá.
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