Dramione: Learning To Love
30 Capítulo 30
Notas iniciais
– Vamos fugir? – Draco me perguntou.
Estamos deitados na grama olhando as nuvens. Hoje é sábado e eu resolvi passar o dia com ele, por que sim.
– Vamos. Pra onde? – perguntei.
– Para as estrelas. – ele respondeu com um sorrisinho sexy.
– Como no Titanic? – ri mais ainda.
– Não, tem um final muito triste. Vamos morar na lua mesmo.
– Sempre quis morar na lua. – falei.
Ele olhou para mim. Olhei-o de volta.
– E eu vou realizar todos os seus desejos. – falou.
– Impossível. – eu rebati. – São muitos.
– Mas são seus, e isso basta. Temos toda uma vida pra isso. – ele disse.
– Toda uma vida? – perguntei.
– A não ser que você não queira... – ele começou.
– Não conte muito com isso. – brinquei.
– Qual seu livro preferido? – ele perguntou depois de um tempo.
– Eu não tenho, todos os livros são especiais pra mim de alguma forma. – respondi. – E o seu?
– Percy Jackson. – ele riu.
Arregalei os olhos.
– MERLIN VOCÊ É SEMIDEUS? – berrei.
– Calma! Sou filho de Apolo. – ele riu do meu escândalo.
Revirei os olhos.
– Tinha que ser. – falei.
– Você eu nem preciso perguntar, Sabidinha. – ele olhou para mim e fiz uma careta.
– Eu me identifico com Atena. – dei de ombros.
– E eu sou o Sr. Hot Jr. – ele disse.
– Hmmm convencido. – falei.
– Fazer o que né? – ele deu de ombros.
Ri.
– Idiota.
– Seu idiota. – respondeu, me beijando.
Separamo-nos só quando faltou ar.
– Você sempre consegue roubar um beijo meu. – eu disse, ainda ofegante.
– E você sempre o torna arrebatador.
Falando isso, ele me agarrou mesmo.
Preciso dizer que toda vez que ele faz isso eu sinto o chão sumir e o ar faltar? Pois bem, eu disse.
Draco estava por cima de mim, eu enlacei minhas pernas na sua cintura não me importando com mais nada na face da terra. Nos separávamos quando faltava ar. Cada toque dele era uma corrente elétrica no meu corpo.
Foi quando reparei que sua mão subia da barra da minha saia na altura do meu sutiã, por dentro da blusa, e a sua mão parou ali, procurando o fecho... Sei o que ele estava querendo fazer, e estava MUITO cedo. Biscato.
Separei-me dele abruptamente jogando-o na grama, atordoado.
– O que foi? – perguntou.
Eu estava quase soltando fogo pelas ventas.
Eu era virgem.
– O que você está pensando? – levantei-me. Peguei meu casaco e comecei a bater nele. – Que você vai, simplesmente, em alguns dias de namoro conseguir – fiz uma pausa para bater mais forte. – conseguir isso com algumas frases fofas?
Ele se levantou.
– Para c-com isso. –eu não parava de bater nele.
– Você é um galinha. Um... um safado — eu não conseguia arrumar uma palavra forte para definir ele.
Ele me segurou pelos ombros me fazendo parar.
– Me deixa falar! – ele pediu.
Olhei-o friamente.
– Vai se fuder. – desvencilhei-me dele e sai correndo.
Pude escuta-lo chamar meu nome varias vezes.
Comecei a chorar sem parar de correr.
Ele era o “pegador” de Hogwarts e eu só uma nerd chata. O que temos em comum? O que ele veria em mim de tão especial? Talvez essa coisa de “me proteger” fosse até mesmo uma desculpa para se aproveitar. Veja bem, eu sou uma das únicas na escola que ele ainda não levou pra cama.
Se bem que nem pra uma cama ele se importaria em me levar.
Dói ser iludida, cara. Palavras machucam mais que levar um monte de socos repetidamente.
Depois de tudo que ele me disse, fica difícil acreditar que tenha sido só pra chegar nisso.
Fica impossível acreditar. Por isso eu não consigo.
Alguém pegou meu braço e me virou de uma vez.
– Por que você nunca me deixa explicar nada? – ele falou com raiva.
Droga. Aquela merda tinha me alcançado.
– Me deixa em paz. – Falei com raiva. Baixei a cabeça para ele não ver que eu estava chorando.
Em vão.
– Não chora.. E-Eu não queria fazer isso com você... – ele começou.
Agora eu não me importava em estar ou não chorando. Desvencilhei-me dele.
– Ah! Você não queria? Esse papo não funciona comigo, Draco.
– Que papo? – perguntou nervosamente.
– “Ai eu não queria que isso acontecesse..” – imitei – você queria.
– Tudo bem. Você quer que eu fale? – ele também estava com raiva.
– Fale. Sou toda ouvidos. – cruzei os braços na altura do peito e fiz um sinal para ele começar.
Ele suspirou, frustrado.
– Você não tem ideia do quanto eu preciso me conter quando estou com você. – arregalei os olhos, o que ele estava dizendo? Meu Deus como assim? – Cara, você é tão gostosa.
As lagrimas secaram.
APAPUTA QUE PARIU O QUE ESSE MENINO TA QUERENDO?
Você sabe o que ele quer, é uma necessidade humana. Principalmente para homens.
Cala a boca consciência.
Eu estava com os olhos arregalados, sem dizer nada. Só olhando para ele. Ele estava falando que eu era... gostosa? Caramba. Que coisa! Eu não sabia. Acho que nunca desconfiei...
Isso não é coisa que se diga, nenhuma garota sabe se é gostosa ou não. Arrghh.
Ele viu que eu estava sem fala, e continuou.
– O que foi? – riu nervosamente – não me olhe assim. Você quis que eu falasse.
– Carai. – foi a única coisa que eu consegui falar, olhando pro chão ainda por cima. Depois de algum tempo, processei tudo. – E eu não estava errada.
– Ah, por favor Hermione. Não comece, eu estou cansado de te pedir desculpas. Principalmente agora. Eu vou pedir desculpas por que acho a minha namorada gostosa? – ele estava todo atrapalhado.
Ri alto.
– Ah meu Merlin.. Cala essa boca! – falei, ainda rindo.
Eu estou certa, mas ele... Meu Deus eu estou com pena dele.
Como estou pensando assim? Eu me coloquei no lugar dele. E sim, eu estou explodindo de rir por dentro.
– Vem fazer. – ele sorriu de canto.
Acho que tenho que me conformar com ele, desse jeito.
Fiquei assim, parada por um tempo. Ele lá e eu cá. Tinha uma solução pra isso, eu só tinha que ver se ele me esperaria.
Depois de alguns minutos, ele quebrou o silencio.
– Então..? – chamou.
Olhei-o com a minha cara de lerda.
– Então o que?
Ele revirou os olhos, e saiu andando bem rápido na minha direção. Arregalei os olhos.
– Eu mandei você vir me fazer calar a boca. – ele repetiu.
Arqueei as sombrancelhas.
– Desde quando você manda em mim?
– Não mando.
– Isso ai. – falei.
– Então..? – ele perguntou.
– Então o que porra?
Então que ele bufou e me agarrou.
Matei meus pulmões, juro.
– Então, que eu não vou ficar parado ali, olhando pra você, que estava parada aqui, sem fazer nada.
Encarei-o.
– Tu não tem jeito, hein muleque?!
– Não mesmo. – falou. – E você fica linda brava.
– Quer me ver brava?
Ele arregalou os olhos.
– Não! Não! Que isso, fica calma assim. De preferencia pra sempre.
– Bobo. – brinquei.
– Só um bobo pode reconhecer outro bobo, sua bobona. – ele falou e riu.
– Idiota.
– Digo e repito: Seu idiota. – sorrimos.
Beijei-o.
Toda vez que eu o beijava, começava calmo e terminava devastador.
Mas não da pra fugir de quem você quer perto, e mesmo que ele seja todo errado às vezes, eu gosto do perigo de tudo que é errado.
E já que estamos todos nessa de mistérios, enigmas, perigos e mortes...
Queridas, eu rio na cara do perigo.
Honremos o Simba, nosso amado rei da Grifinória.
E bem, que venha perigo, que venham enigmas. Com ele do meu lado eu visito Hades e volto viva.
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