Dramione: Learning To Love
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Nesse momento eu estou no ritual repasse-todos-os-momentos-da-sua-vida-olhando-para-o-teto-e-reflita-sobre-seus-atos.
Vamos começar da nascente dos problemas.
Ridley Black.
De repente minha vida virou de cabeça pra baixo quando Ridley Black procurou Narcisa Malfoy e seu filho para que fizessem um serviço para ela. Um serviço que incluía me vigiar, proteger e tirar minha privacidade.
Eu e Malfoy nos odiávamos, bem, eu achei que ele também me odiava. Mas nem tudo é o que parece. Ele foi minha sombra por um tempo, tivemos uma relação pega-mas-não-se-apega, porém ele se apegou (I’m sexy and I know it).
Depois disso ele foi uma sombra por livre e espontânea vontade, se declarou pra mim, eu desabafei com Gina, Harry falou que só quer a felicidade da mana dele, quando conversamos.
O que eu fiz durante esse tempo todo? Beijei o Malfoy e não quis me envolver. Eu não disse que gostava dele, mas eu gostava, queria ele por perto. Eu não disse nada, gosto de pessoas que não precisam de palavras para se comunicar e Malfoy é uma delas.
Ele te entende pelos sentimentos que passam por seus olhos.
Talvez ele não tenha tido a liberdade de falar tudo o que lhe vier a cabeça, nem a privacidade da sua mente ele tinha perto do Lord. E em meio a confusão de proteger a sua mente a qualquer movimento que fosse suspeito para Voldemot, ele aprendeu a ser um cara de poucas palavras.
Sim, ele fez vários discursos para mim. Mas ele sabe que esta se arriscando, e sabe que se ele não tivesse dito o que sentia eu não confiaria nele. Ele gosta de mim e fez o que podia para que conseguisse quebrar essa barreira do meu coração.
E agora eu gosto dele.
Obrigada Malfoy, por me fazer virar uma boba apaixonada.
Olhei em volta, não tinha ninguém no quarto.
Tomei um banho e fui até meu armário.
Não estava frio nem muito calor, vesti um short jeans, minha blusa dos Rolling Stones e meu AllStar. Amarrei meu cabelo em um rabo-de-cavalo e desci para o salão comunal.
Parei no pé da escada.
Nossa.
Todo mundo resolveu ir pra Hogsmead hoje?
Neville apareceu correndo na porta.
– Hermione! – disse aflito e arfando.
Corri até ele.
– O que foi Nev? – ele não falava.
Precisava respirar.
Agarrei os seus ombros e o sacudi. Dei um tapão nas costas dele. Ele não falava nada.. Eu estava ficando nervosa.
– O que foi que aconteceu Neville Longbottom?
Ele voltou a ativa.
– Rony desafiou Malfoy. Eles estão nos jardins. A escola parou para ver. Todo mundo já tentou separar e não conseguiu.
Me desesperei.
RONY E MALFOY? Ron era bom, mas Malfoy tinha anos de experiência e a guerra.
Corri para os jardins.
Passei por vários corredores vazios como um foguete.
Nos jardins era uma chuva de feitiços pra la e pra cá. A medida que eu ia me aproximando a multidão abria caminho como se já esperassem que eu aparecesse por ali.
– DEIXA ELA EM PAZ MALFOY! EXPELLIARMUS!– Ah Meu Deus se essa “ela” se referir a mim eu estou ferrada.
– SE VOCÊ NÃO CONSEGUIU ELA WEASLEY, NÃO SE METE. ESTUPEFAÇA! – eu tinha quase certeza.
– VOCÊ NÃO MERECE A HERMIONE. – Ron falou e gritou um feitiço logo após que eu não consegui identificar. PUTA QUE PARIU ERA EU MESMO!
Finalmente cheguei a frente do circulo que deixaram para eles brigarem.
Fiz a única coisa sensata que alguém poderia ter feito. Fiquei entre os dois e gritei:
– Expelliarmus!
As varinhas voaram para minha mão. Eu estava com raiva por discutirem por mim, por me expor dessa maneira ao colégio todo. Eu sabia o que era melhor pra mim, mais ninguém.
Acho que minha expressão me denunciava, raiva.
Ao se ver livre das varinhas eles simplesmente voaram um em cima do outro ao estilo trouxa. Nem olharam para a minha cara. MEU DEUS! Qual é a vantagem que os homens veem em se machucar para conseguirem o que querem?
Revirei os olhos, Ron era uma besta com um chumaço vermelho na cabeça que atendia por "Ronald Weasley" e ele estava levando uma surra. Minha boca se abriu em um perfeito "o" quando ele deu o primeiro soco em Malfoy. Não. Algo dentro de mim despertou. Ele não ia bater no Draco. Voltei pra terra e separei os dois novamente usando a varinha. Cada um voou para um lado, batendo as costas numa arvore qualquer, ficando o mais longe possível.
Ron me viu e começou.
– Hermione me diga que isso tudo é mentira.
Olhei-o.
– Isso o que Ronald?
– Você e o Malfoy.
Malfoy só observava. Virei-me totalmente para Ronald ficando de costas para Malfoy.
– Quer dizer que você o desafiou por que supostamente acha que eu e ele temos algo? – ele abriu a boca para responder, mas o interrompi, ele não tinha direito. – Você não acha que teria sido melhor me procurar? E você não cabe a você escolher quem me merece e quem não merece! Você não tem o direito de decidir a minha vida! Você não pode me expor!
Ele estava vermelho de raiva.
– Então é verdade??
Malfoy apareceu atrás de mim.
– É Weasley...
Eu pude sentir a escola toda prendendo o ar quando Malfoy disse isso.
Era agora. Ninguém da Grifinória me aceitaria mais por namorar o líder da Sonserina. Ele não podia ter dito isso agora, podia ter esperado...
– ... Você é muito burro mesmo Cenoura. Você sabe que não conseguiria me vencer, Granger está certa. Devia ter ido procurá-la e tirar a história a limpo. Claro que foi uma porcaria de mentira que algum desocupado inventou. Eu.. – ele pisou no meu pé discretamente, sinal que meus pais usavam para transmitir um ao outro que estavam mentindo, uma tristeza quis me invadir, mas não permiti. – nunca me envolveria com uma sangue-ruim.
Eu não podia ficar calada diante da escola toda depois do insulto dele. Sabia que era mentira. Fiquei frente a frente com Malfoy.
– Eu não sei quem foi o louco que inventou isso, mas eu só vou falar uma coisinha pra você. Que você e seu sangue puro vão se ferrar no Tártaro. -- cuspi as palavras.
O empurrei. Ignorei quando Ronald me chamou e sai dali com passos duros.
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