Dramione: Learning To Love - 2º Temporada.
9 Capitulo 9
Notas iniciais
Por Hermione Granger:
Então essa energúmena que explicitava preferência pelo meu namorado era, supostamente, a abençoada cria do iogurte, digo, Trevinho, digo, Trevor?!
As coisas estão começando a ficar interessantes, perigosas e clichês... Mas eu não pude evitar sentir um calafrio. O que mais me incomodou foi a aparência dela, familiar demais pra uma estranha.
Eu estava chocada, como essa garota veio parar aqui? Por que ela ajudou Draco? Narcisa, provavelmente, sabia disso e mais um pouco! Tínhamos que arrancar toda e qualquer informação dessa menina.
– Draco, isso é estranho, e... Perigoso. – comecei com o olhar vagando pelo chão coberto de neve. Olhei para cima. – O que faremos com ela?
Draco franziu os lábios, estávamos encostados em uma arvore, sentados na neve fofa. Mexi no meu cachecol, inquieta.
– Precisamos ficar de olho nela 24h, a garota é esperta. – disse.
Ouvi passos apressados na nossa direção e virei-me. Gina corria, arfante. Assim que percebeu que eu a observava, ela desacelerou um pouco.
Sua expressão denunciava algo ruim.
– Harry saiu com a capa da invisibilidade... – ela começou, aflita. – E encontrou uma perrada de caras de preto num ponto da floresta. Provavelmente, Comensais.
Observei um espasmo de surpresa passar pelo rosto de Draco.
– Vamos dar o fora daqui.
Parei no lugar. Achei que no mínimo esperaríamos para atacar.
– Sem lutar? – indaguei.
Draco virou-se para mim.
– Eu não sei o que você está pensando, mas lutar nas nossas condições não é sensato. – ele disse. – Temos algo que ele quer.
Entendi exatamente o que ele queria dizer. Puxei Gina pelo braço em direção as barracas.
– Ele é meio esquentadinho com isso. – ela observou.
Revirei os olhos.
– Vamos achar Luna e arrumar as coisas. – eu disse. – Draco! – chamei e ele se virou. – Ande logo com tudo isso. – falei.
Draco assentiu e correu.
***
– Aria! – chamei, entrando na barraca e dando de cara com uma cena incomum.
Aria e Luna estavam sentadas, comendo alguma coisa, e rindo. O sorriso da garotinha morreu ao me perceber ali.
– O que é? – ela perguntou, carrancuda.
Arqueei uma sombrancelha na sua direção.
– Luna... – falei, encarando a garota – Vamos dar o fora, cuida dela? – enquanto eu falava, os olhos da menina faiscavam e eu não desviava o olhar.
Luna, em toda sua calma, sorriu.
– Ah, claro...
– Eu não vou a lugar algum com ela! – Aria protestou, me apontando.
Soltei um risinho abafado enquanto colocava tudo dentro da minha bolsinha.
– Se você tivesse escolha...
Ela bufou, indignada.
– Não pedi para você me trazer para cá.
– O que você esperava? Que eu te deixasse morrer de frio ou fome ali? – bradei – Mais cedo ou mais tarde nos descobriria! Então cale a boca e aprenda a ceder.
– Hermione, é apenas uma criança. – Luna lembrou.
Joguei as mãos para o alto.
– Que seja Merlin, me irrita do mesmo jeito! – explodi.
Luna reprimiu uma gargalhada.
– Ela quer que você se irrite.
Virei-me para as duas e notei um sorrisinho minúsculo nos lábios de Aria. Bufei.
– Escuta aqui, garotinha: você não vai ter os mesmos mimos aqui. Também não vai a lugar nenhum, então, haja de acordo com o nosso sistema.
Dizendo isso, sai da barraca feito um raio.
Senti algo me puxar para trás com violência, o braço estava envolto ao redor da minha garganta, alguém estava me sufocando. Tentei gritar, me debater, mas a pessoa era forte demais.
Uma onda de desespero ameaçou me invadir, até que eu ouvi uma voz atrás de mim. Uma voz conhecida.
– É melhor que a varinha esteja no bolso, Granger.
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