Notas iniciais
Bom espero que gostem...

Pov. Hermione Granger

Quando isso tinha acontecido? Eu não sei. Num minuto eu estava gritando na sala que estava apaixonada por Draco Malfoy e no outro eu estava no beco, aos beijos com ele debaixo de chuva depois dele dizer que me ama.

Os lábios dele buscavam os meus com tanta urgência, que eu sentia essa urgência junto com ele. Nem a chuva sobre nós importava naquele momento. Aquelas palavras pareciam ser tão... Tão perfeitas. Mas a chuva aumentou e com dificuldades me separei dele aos poucos dando um passo para trás, ele me olhou confuso.

—Vamos pegar um resfriado – falei usando o resto da minha consciência – Vamos para casa, podemos conversar lá.

Ele apenas concordou com a cabeça e entrelaçou nossos dedos provavelmente pensando que eu ir fugir dele. Tolo! Eu não conseguiria nem se acumulasse todas as minhas forças. Não caminhamos, corremos na chuva que já havia nos encharcado com completo e só aumentava.

As pessoas nas varandas das suas casas nos observaram curiosas, não erámos o tipo de vizinhos presentes e para eles, com certeza erámos loucos. Ele abriu o portão para mim e fechou, Rafael já não estava mais ali e eu tinha muito que agradecer e me desculpar com ele depois.

Assim que chegamos na varanda de casa peguei minha varinha na bolsa molhada, tentei nos secar o máximo possível e mesmo assim ele não soltou a minha mão, estava absorto em seus próprios pensamentos enquanto o ar quente secava nossas roupas em questão de instantes. Entramos e me sentei no sofá nos separando, as cartas e a revista estavam jogadas no chão só que não me importei, coloquei meus cotovelos nos joelhos e prendi meu cabelo meio molhado tentando pensar com clareza agora que estávamos dentro de casa e secos.

—Por que você disse isso? – perguntei confusa olhando para ele – Para retribuir o que eu disse?

Ele sorriu, aquele mesmo sorriso de lado que eu estava apaixonada há tanto tempo e me puxou para ficar em pé com ele.

—É claro que não. É porque eu te amo – se a mão dele não estivesse na minha cintura eu tinha caído com certeza, aquelas palavras me entorpeciam – Eu te amo Hermione. Não me pergunte como isso aconteceu e nem quando, eu não sei... Eu só sei que não consigo mais viver sem você, nem por um minuto. Você não sabe o quanto foi difícil ficar longe de você todas as vezes que ficamos sem nos falar... Eu não sei se isso é o certo, não sei se é o que posso fazer... Eu só sei que te amo, eu não descobri isso antes por que... Porque não é só paixão, eu achei que se estivesse apaixonado por você não precisaria me perguntar isso, mas eu me perguntava todos os dias o que era esse sentimento. Até que hoje eu descobri, talvez eu já sabia, mas apenas agora descobri. Não é só paixão que eu sinto por você, tudo que eu sinto por você, é amor.

—Você está confuso... – Tentei clarear nossas cabeças.

—Não Mione, você não está me entendendo – Draco ergueu meu queixo para olhar em seus olhos azuis cinzentos, meu coração martelava contra o peito e eu tenho certeza que ele podia ouvir mesmo com o barulho da chuva alta lá fora – Só tente entender que eu te amo. Eu te amo mais do que pensei ser possível e fui um tolo por não perceber isso. Eu não queria te machucar e te machuquei, porque eu não sou bom para você, eu não sou bom amando você e a prova disso, a prova que eu não sou bom para você, é o egoísmo, sou egoísta demais para te perder.

Aquilo era desconcertante, era estranho e era perfeito. Era como se eu sempre sonhasse para escutar isso, e agora que eu estava escutando parecia que a qualquer momento ele diria que era uma brincadeira, que a Adriana iria entrar aqui com a prancheta dela dizendo que era mais uma das suas terapias malucas.

—Fala alguma coisa – ele pediu nervoso – Seu silêncio está me matando.

—Eu te entendo...

Ele apenas balançou a cabeça confuso, parecia magoado e se afastou de mim. Então era aquilo que ele tinha medo. Draco Malfoy tinha medo de se machucar, e me machucar, como ele tinha feito todos esses dias. Eu não precisava usar Legilimens para entender que aquele sentimento novo para ele estava o deixando perdido, e que ele se sentia culpado por tudo que aconteceu nesses dias.

Mas eu não conseguia culpa-lo. Eu o amava. E mesmo ainda não acreditando cem por cento no que eu tinha ouvido, era bom saber que alguma coisa forte ele sentia por mim.

—Eu te amo – falei e ele se virou para me olhar, mas eu não parei, se eu parasse não teria coragem de voltar a continuar depois – Eu o amo mais do que já pensei ser possível. E só descobri o quanto estava perdidamente apaixonada por você quando me pediu para fazer aquela promessa, eu sabia que sentia algo e me senti culpada por não tentar me conter. Pelo contrário. No meu intimo eu sabia que queria aquilo, porque ao contrário do que você diz... Você não é uma pessoa ruim, pelo contrário, você se esconde atrás da fachada de pessoa ruim, mas é uma pessoa incrível e que todos os dias desde quando transamos pela primeira vez eu me vi se apaixonando aos poucos por você, Draco. Você não é a pessoa mal que pensa ser, pelo contrário, você é apaixonante. E eu estou incondicionalmente e completamente apaixonada por você.

Ele deu aquele sorriso de lado e veio até mim, passou uma mão pelo meu rosto e eu senti sua mão gelada fazendo meus pelos se eriçarem com toque. A outra mão dele foi para a minha cintura e seu corpo se aproximou mais ainda do meu. Nossos lábios quase se tocando, nossas respirações se fundindo uma com a outra, meus olhos perdidamente dentro dos dele.

—Você é minha – sua voz pesada – Eu quero você para mim.

Meu peito inchou com suas palavras.

—Eu também te quero pra mim.

Os lábios dele tocaram os meus de um jeito diferente. Ele nem precisou pedir passagem, eu já cedi antes mesmo de tudo, suas mãos desceram para as juntas do meu joelho e ele me pegou no colo sem separar nossas bocas. Ele caminhou para a escada e as subiu comigo nos braços sem nenhuma dificuldade, nossas línguas e lábios tocando tão intimamente, tão delicadamente enchendo meu peito de felicidades e me deixando completamente excitada.

Senti ele me colocando na cama e pela primeira vez nos separamos, as pernas dele foram cada uma para um lado da minha cintura e ele se apoiou nos cotovelos sobre mim, me olhando. Pela primeira vez, eu vi que ele não sabia o que fazer naquele momento e não deixei de sorrir com isso.

—Você parece confuso.

—Isso é novo pra mim. – ele falou dando seu sorriso de lado e diminuindo o peso sobre mim – Eu quero fazer amor com você.

Passei os meus braços ao redor do seu pescoço e lhe dei um selinho encostando nossas testas, as mãos dele desceram para as laterais do meu corpo me sentando na cama de costas para ele.

Suas mãos firmes e gentis passaram pelas minhas costas por baixo da minha blusa, me causando arrepios bons. Seus lábios tocaram meu pescoço e com uma mão ele ergueu meu cabelo já solto para beijar o outro lado também, sua boca desceu para o meu ombro e com seus dedos gelados ele tirou uma alça e depois a outra da minha blusa.

Eu não sabia dizer, mas aquela era a melhor sensação que eu já tive na minha vida. Os toques tão precisos, firmes e delicados ao mesmo tempo me levavam a um nível elevado de prazer e excitação que não estava acostumada e que não tinha sentido.

Ele ficou em pé no chão e me deitou na cama, pegou um pé depois o outro e tirou o meu salto beijando meu pé, gemi com sua atitude e ele foi até minha calça a desbotoando e tirando com cuidado, passou as mãos pelas minhas coxas, e seus olhos estavam escuros enquanto ele tentava se controlar.

Tudo estava perfeito.

Ele passou minha blusa pelo minha cabeça me deixando apenas com meu conjunto de Lingerie, uma calcinha vermelha de renda pequena e o sutiã sem alças com fecho na frente. Era como se naquele momento ele olhasse a minha alma. Ele me olhou malicioso e me senti envergonhada pela primeira vez o vendo me olhar.

—Você é tão linda – elogiou-me com um sorriso bobo.

Pov. Draco Malfoy

Ela parecia tão perfeita assim, os cabelos bagunçados, os seios subindo e descendo no tomara que caia vermelho por causa da respiração irregular. A minúscula calcinha contrastando com sua pele clara e dando mais sensualidade as suas coxas e os olhos... Aqueles olhos que brilhavam intensamente olhando para mim.

—Você é tão linda.

Ela corou violentamente com vergonha e eu subi na cama beijando sua barriga, a parte descoberta dos seus seios e seus lábios vagarosamente. Mione mordeu meu lábio inferior e meu queixo me fazendo gemer. Suas mãos delicadas passaram por cima da minha camisa e ela me virou ficando por cima de mim, nesse ângulo, ela era ainda mais linda e perigosa.

Tirando minha camisa, acariciou minha barriga por cima do tecido, desbotoou botão por botão beijando meu peitoral e aquilo me fazia arfar, minha calça já estava incomodando com o tanto que eu estava excitado com aqueles toques.

As mãos ágeis delas tiraram a minha calça e passaram devagar pela minha cueca apertando meu membro.

—Já está tão...

Ela não terminou de falar, apenas mordeu o lábio e tirou minha cueca rapidamente. Eu adorava vê-la excitada, me contorci um pouco e desci as mãos até sua intimidade completamente molhada.

—Mione, você tem que parar com essas torturas. – Falei assim que ela começou a me estimular.

Ela parecia ter o dom de me deixar maluco, subindo e descendo num ritmo rápido e com tanta delicadeza que senti que poderia gozar a qualquer momento. Segurei suas mãos e ela riu, soltou suas mãos e o colocou na boca.

A sensação molhada dos seus lábios era melhor do que suas mãos, sua boca ia até a base e subia me fazendo contorcer na cama. Como ela podia fazer assim, tão gostoso?

Assim que senti que ia gozar a parei me sentando com dificuldade e a deitando na cama, eu tentava ser carinhoso e delicado, mas aquilo era mais difícil do que eu pensava. Eu sentia vontade de ser bruto com ela, apertar cada parte do seu corpo e penetra-la com força enquanto escutava ela gemer em meu ouvido.

Com as mãos tremulas abri seu sutiã e observei as duas maravilhas na minha frente, tão durinhos e macios. Acariciei um enquanto sem conseguir aguentar abocanhei o outro, ela contorceu e arfou contendo um gemido.

Parti para o outro e deslizei minhas mãos até sua calcinha a tirando com mais pressa enquanto ela me ajudava mesmo se contorcendo. Beijei seu umbigo fundo e sua virilha, a olhei mais uma vez. Mais linda ainda nua.

Depositei um beijo casto em sua intimidade enquanto ela soltou um gemido, percorri minha língua ao redor do seu clitóris sentindo seu gosto único e afrodisíaco, meus dedos a penetraram dois de uma vez e me movimentei dentro dela enquanto ela gemia e eu sentia ela tentando se controlar para não terminar. Parei assim que ela já estava no ponto certo e subi para olha-la.

—Você é muito gostosa.

Assim que levei os dedos para lamber, ela puxou minha mão e os lambeu, aquilo fez minha ereção latejar enquanto sensualmente ela deixava meus dedos e me puxava para um beijo. Me posicionei em cima dela e suas pernas se enlaçaram no meu quadril assim como seus braços no meu pescoço.

A penetrei devagar mesmo querendo fazer isso com força, e quase gozei ao sentir sua cavidade tão apertada e molhada. Gemi, e ela também. Tomei seus lábios nos meus a beijando com volúpia enquanto suas mãos apenas acariciavam minhas costas dando leves apertadas.

Ela rebolava embaixo de mim devagar enquanto eu entrava e saia dela no mesmo ritmo, sentindo cada pedacinho dentro dela me causando ondas diferentes de calor.

—Goza pra mim – ela pediu no meu ouvido – Goza dentro de mim, Draco.

Aquelas palavras me levaram a loucura, eu sentia meu corpo em combustão, eu me sentia completo com ela aqui. Porque tinha que ser ela, sempre ela, apenas ela... Eu a amava. Era um completo idiota de não perceber isso antes, estava tão na cara, nada me satisfazia além dela. Ela era a única que me tinha nas mãos e a única que eu permitia ser submisso.

Estoquei mais algumas vezes sentindo meu membro se contrair dentro dela onde ela mesma apertava. Fui cada vez mais lento, apreciando cada uma das sensações que ela podia me proporcionar, sentindo o aroma único dos seus cabelos querendo gravar aquela sensação. Eu não consegui segurar mais, gemi escutando ela gemer entre meus lábios enquanto eu mordia os dela, sentindo nossos líquidos de um orgasmo forte e intenso se escorrer pelo meu membro e por mais que tivéssemos terminado, eu não queria sair de dentro dela. Me mexi mais algumas vezes apenas para apreciar ainda mais aquele momento.

—Você foi incrível. – Ela falou afundando o rosto no meu pescoço.

—Você foi mais.

Meu corpo cansado tombou ao lado dela e a puxei para perto de mim, eu queria que nossos corpos nunca se separassem, mas ela se esticou pegando a varinha e nos limpando de uma só vez e depois deitou cansada do lado dela da cama.

Ela estava longe demais de mim, puxei-a pela cintura ate colar nossos corpos e ela colocou sua perna sobre a minha e afundou seu rosto no meu peito.

—Eu te amo Draco. – Ela sussurrou cansada, com os olhos fechados.

—Eu também te amo Hermione. – Sussurrei antes dela dormir.

Pov. Hermione Granger

Acordei extasiada no outro dia, Draco estava espalhado pela cama me envolvendo em seus braços e me protegendo do frio sem cobertas. Ele estava completamente nu, o peito definido marcado pelas minhas unhas da noite anterior, o rosto sereno, os cabelos loiros bagunçados e seus lábios tão atrativos me deixando excitada. Com todas as minhas forças me levantei desajeitada sem acorda-lo.

Sorri de lado. A noite anterior tinha sido a mais bonita e prazerosa que tive ao mesmo tempo na minha vida. Como foi que tudo aconteceu tão rápido? Por que de uma hora para outra ele se declarou para mim?

Eu tinha milhões de duvidas na minha cabeça, mas sinceramente eu não me importava com nenhuma delas, o que importava agora é que eu estava bem, aqui e agora. Amanhã tudo começaria, eu teria que ir para o hotel e começaria a rotina pesada e imprevisível da Missão Melgaço.

Olhei a hora avançada e tomei um banho muito relaxante no chuveiro mesmo. Sai do banho e ele estava acordado, o cobertor em cima do seu membro com a mão atrás do pescoço com um ar despojado e descansado.

—Eu acho que você me usou essa noite garota – ele brincou – Dormiu comigo e saiu sem me acordar, quem você pensa que sou?

—Já são onze horas da manhã Draco. Eu tenho que comprar comida.

—Bem que você podia fazer, não? – Ele perguntou rindo.

—Poderia do verbo não vou. É meu último dia de folga, vou trabalhar durante uma semana inteira sem descanso.

Arrependi-me da resposta assim que a cara dele ficou séria. Ele ainda não tinha aceitado o fato de me arriscar mais do que ele.

—Er... Pode ficar deitado se quiser, eu vou apenas caçar algo. – Tentei mudar de assunto.

—Podia ligar para a pizzaria? – sugeriu.

—É sério? Pizza no almoço? – perguntei rindo e ele abriu um sorriso de canto – Eu vou no shopping mais próximo, tem um restaurante italiano novo que abriu lá que eu levei os gêmeos, eles preparam a melhor lasanha do mundo inteiro. Prometo não demorar.

—Tudo bem então.

Ele se levantou me deu um beijo e saiu convencido e nu para o banheiro para me deixar completamente excitada já tão cedo, tá não tão cedo assim.

Fui direto para a parte mais despojada do closet, onde não estava as minhas roupas de serviço e nem as de sair. Estava com muita pressa, vesti uma lingerie azul e peguei uma saia rosa jeans desfiada antiga que por incrível que pareça serviu, vesti um cropped estampado solto de mangas no meio da cintura ( porque eu simplesmente amo cropped e minha tatuagem) e calcei a primeira uma rasteira da sapateira e a minha bolsa de contas.

O telefone no primeiro andar tocou e desci as escadas correndo porque sabia que era minha mãe. Falei quase meia hora com os gêmeos, eles estavam simplesmente amando a França e os avós trouxas que os levavam nos lugares mais lindo os estragando, quando escutou eu falando com os gêmeos, um cara de calça skinny preta e camisa na mão desceu as escadas correndo sem camisa nem se importando com a marca que tinha no braço.

Ele falou quase vinte minutos com eles até minha mãe dizer que estava tarde e que os dois tinham que almoçar e a contra gosto Draco passar para eu me despedir deles. Eu sentia falta de Enzo e Sophia, e sabia que seria bem pior quando estivesse naquela maldita missão onde eu nem poderia falar com eles.

—Ei, daqui a pouco eles vão estar aqui – Draco passou a mão pela minha cintura e tocou minha bochecha com o polegar – Uma semana vai passar voando, você vai ver.

Concordei com a cabeça e toquei seus lábios num selinho. Respirei fundo e me afastei ajeitando meu cabelo no coque bagunçado me recompondo.

—Eu vou e já volto, vou aparatar lá perto. – Falei pegando meu celular na mesinha, que eu havia deixado na noite anterior.

Assim que cheguei até a porta os braços dele envolveram minha cintura me puxando para trás.

—Você não vai a lugar nenhum desse jeito Mione. – Ele falou no meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha.

—Draco! É rápido...

—Eu vou com você. – me virou para ele.

—Não precisa ir...

—É isso ou te tranco aqui pra a gente fazer sexo selvagem – ele falou malicioso – Não vou deixar você sair vestida assim sozinha.

Revirei os olhos e ele vestiu a camisa e calçou um tênis no segundo andar descendo as escadas correndo. Abriu a porta pra gente sair e foi para a garagem.

—A gente vai aparatar. – Falei para ele.

—Tem dó Mione, é só hoje.

Bufei e entrei no banco do carona, ligando o som do carro numa música bem alta. Ele ficou encarando a estrada o tempo todo, mas segurando a minha mão. Parecia pensativo demais, e sinceramente temi ele está finalmente estivesse acordando para a realidade.

Do nosso bairro até a o shopping no centro era mais ou menos vinte minutos. Deixamos o carro no estacionamento e enquanto eu pegava minha bolsa lá atrás ele saiu, deu a volta e abriu a porta do carro para mim.

—Que isso Draco? – Perguntei sem entender.

—Da pra andar logo. Odeio esses lugares trouxas movimentados, ainda mais dia de hoje.

—Esse é o Draco Malfoy que conheço. – Brinquei saindo do carro.

Não dei dois passos e senti a mão dele na minha, eu gostava daquilo. Gostava de senti-lo por perto e novamente tive a sensação que ele tinha medo de se afastar. Caminhamos juntos pelo shopping de mãos dadas conversando sobre as lojas.

Nem fomos direto para restaurante, passamos em duas lojas de roupa, uma de sapatos e em outra de filmes onde escolhi todos que eu iria assistir no quarto do hotel quando não tivesse que estar com Melgaço. Eu não queria pensar na missão, mas tudo que eu conseguia fazer era pensar nela.

Draco estava diferente, ele já não segurava mais a minha mão, segurava minha cintura para andar com uma cara não muito boa e eu sabia o porquê, ciúmes. Eu me considerava uma mulher bonita, mas era exagero a reação dos homens em relação a mim, principalmente Draco.

Como se as mulheres no shopping não me invejassem também. Ele era lindo. O homem mais lindo daquele local, o tipo de homem que podia ter qualquer mulher ao seu lado para qualquer tipo de relacionamento que ele tivesse afim, e eu era uma delas.

Aquele pensamento me deu ciúmes, ele sempre tinha o que queria. Nos sentamos num reservado do restaurante e uma mulher loira que apesar da pouca idade, se parecia muito com Paola veio nos atender. Pronto. Já se foi meu humor. Paola... Mais uma da lista extensa dele e no qual ele transou no nosso período turbulento há poucos dias atrás.

Ela nem fingiu me ver e se dirigiu apenas a ele que pediu a lasanha que tínhamos combinado para levar, uma lasanha grande de frango com queijo sem orégano, porque eu simplesmente odiava orégano e amava queijo, muito queijo. Ela anotou e saiu rebolando com a calça apertada de garçonete. Affs, ela tinha que ser bonita.

—Por que você está calada? – Ele perguntou.

—Nada, é só que a gente não deveria ter demorado tanto aqui – peguei meu celular enquanto ele me fitava.

Eu me sentia uma besta. Uma verdadeira adolescente dos tempos de Hogwarts com ciúmes do Draco, o pior é que eu nunca tinha sido desse jeito antes. Mesmo Draco estando ao meu lado, falando que me ama e fazendo amor comigo como tinha feito, eu ainda sim sentia ciúme dele.

Ele me desceu do banco que eu estava sentada e me puxou para ficar em pé entre suas pernas. Colocou as mãos ao redor da minha cintura e ficou acariciando minha tatuagem da pena.

—Eu odeio como esses homens te olham – beijou meu pescoço – Será que eles não entendem que você é uma moça acompanhada?

—Não sei, só sei que a garçonete não pensa isso. – Retruquei de mal humor.

Ele me virou para olha-lo, mas antes de falar algo a garçonete chegou com a lasanha. Draco pegou uma nota grande e entregou para ela que sorriu vitoriosa.

—Desculpe, pagamento só no caixa – ela falou com um sorriso sedutor – Me acompanhe por favor, senhor?

—Malfoy. – Ele respondeu.

—Isso, me acompanhe, por favor, senhor Malfoy, eu consigo te passar na frente da fila. A senhorita pode ficar aqui no bar, o drinque é por conta da casa.

Draco deixou a lasanha no balcão e foi até o caixa com a bendita cuja, passou na frente das outras pessoas que nem reclamaram e quando saiu de lá a garçonete o parou para conversarem. A abusada pegou um pedado de papel nos seios e colocou no bolso da calça dele, nem olhei para ele, tudo que eu queria era dar um crucio máster NELA.

Peguei a lasanha e o deixei paquerando e sai do restaurante com a lasanha e as minhas sacolas no braço, ele que carregasse as dele. Recusei a ajuda de um cara prestativo que passou por mim, ouvi os passos de Draco atrás, mas ignorei.

—Ei que pressa hein? – perguntou assim que parei no nosso carro.

Ele abriu a porta e pegou minhas sacolas colocando-as no banco de trás, enquanto eu entrei no da frente e liguei o som do carro bem alto. Bom agora eu não estava me sentindo como uma adolescente, eu era a própria adolescente de dezesseis anos. Ele ligou o carro e não demos nem um pio durante todo o caminho.

Assim que paramos na garagem de casa ele rodeou e abriu a porta do carro para mim de novo e eu tentei esconder o sorriso. Fui direto para a cozinha enquanto ele pegava as sacolas e coloquei os pratos na mesa, eu simplesmente estava faminta e aquela lasanha estava com um cheiro muito, mais muito bom mesmo.

Ele puxou assunto comigo duas vezes, e eu apenas respondi com um não, para ir a Toca hoje, e um sim, eu ia sair ás onze da manhã para o hotel do Ministério. Assim que terminamos, devo confessar que comi três pedaços, juntei tudo e comecei a lavar as louças trouxamente enquanto ele me olhava.

—O que aconteceu contigo? – Ele perguntou da mesa menor, onde comemos – Por que está tão estranha assim?

—Nada.

—Quando vocês dizem que não aconteceu nada, é porque aconteceu alguma coisa.

—Quando eu digo que aconteceu nada, não aconteceu nada.

Acenei com a varinha e deixei o resto da louça se lavando sozinha.

—Volta aqui emburradinha. – Ele falou puxando minha cintura, péssima mania que ele estava pegando.

—Eu estou cansada, arrebentando de cheia e quero cochilar. Posso? – Perguntei.

—Pra que isso Mione? – ele me perguntou sério – O que aconteceu pra você sair daquele jeito do restaurante? Acha que não vi os caras se oferecendo para te ajudar?

—Me poupe Draco... – enfiei a mão no bolso da calça dele, e senti seu membro duro, tentei fingir não sentir e apenas peguei o bilhete lá dentro – Então o nome dela é Maitê? Esse é o número dela? Já ligou para ela?

Ele sorriu.

—Já te falaram o quanto você fica linda quando fica com ciúmes?

—Eu estou falando sério Draco. O que foi aquilo no restaurante? Você me fala tudo aquilo, a gente faz amor e no final das contas você pega o número de telefone da garçonete?

—Pra começar. Eu que te pergunto o que foi aquilo no restaurante, você que saiu pelo Shopping sozinha feito louca, e segundo eu não fiz nada, ela colocou o número dela aí.

—O sim – falei irônica – Porque quando uma mulher de cinquenta quilos chega perto de mim eu não consigo me defender e nem me afastar, ainda mais quando ela é linda, sensual, LOIRA...

—Ela era loira?

Fechei a cara para ele e cruzei os braços.

—É sério, eu nem vi que ela era loira. Sabe por quê? – ele perguntou e eu neguei com a cabeça – Porque eu só tinha olhos para você lá, acho que nem por um segundo eu olhei para ela porque pra mim o que importar é você.

—Sei. – Falei tentando não baixar a guarda, tarde demais, o sorriso já tinha dado as caras.

—Quando você vai entender que pra mim, o que importa é você?

—Quando a Paola não aparecer aqui na porta de casa e você não transar com ela.

—E quem disse que eu transei com ela? – tentei parecer firme, mas ele tocou minha bochecha – Eu não toquei num fio de cabelo dela. Para com isso amor – ele me chamou de amor? – Eu quero você, só você pra mim.

A mão esquerda dele acariciou a parte nua das minhas costelas e a outra dele tocou meu rosto.

—Olha amor – ele me chamou de amor de novo, Merlin! – Eu não sei se vou conseguir... Não sei se vou conseguir ser bom pra você, eu te falei que não sou uma pessoa boa e esse sentimento novo está despertando as piores coisas em mim. Mas é você que eu amo, é você que me conquistou com esse seu jeito teimoso, com seu jeito único e apaixonante.

—Não fala essas coisas. – Falei enfraquecendo, por que eu estava com raiva dele mesmo?

—Acha que eu não morro de ciúmes de você? Esse foi o primeiro lado ruim em mim que despertou...

Não o deixei terminar de falar, enlacei nossos lábios e invadi sua boca. Suas mãos percorreram pelas laterais do meu corpo sempre firmes e apertando. E Merlin! Que pegada que esse homem tinha. Ele não tinha pudor e tudo que queria era senti-lo de novo dentro de mim, ele me ergueu pela cintura e me sentou no balcão da cozinha, nos separando.

—No hotel, com Melgaço – Draco olhou em meus olhos e eu mordi o canto da boca, eu sabia o que tinha que fazer – Eu sei que está fazendo isso por nossos filhos e só tenho que te agradecer por isso. Eu fui um idiota, se eu tivesse a oportunidade de fazer o que você está disposta a fazer para proteger Enzo e Sophia eu faria sem pensar duas vezes...

—Por favor, agora não.

—Mas eu preciso falar agora – ele falou apertando meu queixo – Você é incrível por fazer isso, e eu sei o que você terá que fazer. Terá que seduzi-lo, e tenho certeza que vai ser muito fácil, por isso você foi escolhida...

—Draco...

—Espera Hermione, eu tenho que falar – ele pediu sério – Faça o que tiver que fazer, mas faça sabendo que você tem um dono. Faça sabendo que você é minha, que sou eu que você ama...

—Mas é você que eu amo...

Ele sorriu e me deu um selinho.

—E é você que eu amo, mas quero que você saiba disso, que você seja realmente minha – ele se afastou e pegou o meu rosto nas mãos – Quer namorar comigo Hermione?

Oi? Como que é?

—Não entendi, o que você disse? – Perguntei e ele riu.

—Quer namorar comigo Hermione.

Eu ri da pergunta e ele fez uma careta.

—Acho que já pulamos essa fase. – ri, ele só podia estar brincando com a minha cara.

—Não pulamos não, eu quero que fique tudo certo. Que a gente namore como um casal normal, que a gente tenha momentos de namorados e que se der certo a gente noive e case de verdade, por isso eu te pergunto pela terceira vez: Quer namorar comigo Hermione Malfoy?

Eu acho que meu rosto era pequeno para o tamanho do meu sorriso.

—É claro que eu quero Draco Malfoy.

Ele segurou dos dois lados do meu rosto e me beijou ali no balcão da cozinha. E pela primeira vez, eu me senti realmente feliz e amada, mas não uma amada qualquer, eu me sentia amada pelo meu namorado Draco Malfoy. Dá pra acreditar?

Notas finais
Comentem pessoal, muita visualização e poucos comentários é foda viu!!! Obrigada as meninas que sempre comentam ;)