Dramione - Fix You
16 Capítulo 16 - The Feeling
Notas iniciais
Hermione Granger POV ON
O primeiro jogo de Quadribol havia terminado há pouco, infelizmente não vencemos, mas acredito que meu desempenho foi razoavelmente bom para um primeiro jogo. Draco Malfoy capturou o pomo por pouco, ele quase foi meu.
— O próximo você ganha, eu tenho certeza — Kieran disse se sentando ao meu lado.
— Talvez, existe essa possibilidade — eu sorri fracamente, de certa forma estava triste por meus amigos não estarem aqui pra me apoiar.
— Está com saudade deles, não é — ele disse se encostando no banco — Pode falar, não vou achar que você é uma molenga — ele me olhou com um sorriso nos lábios.
— Estou, estava acostumada a ver eles todos os dias por esses corredores, ou melhor, a estar do lado deles todos os dias por esses corredores — abaixei a cabeça e limitei-me a olhar para minhas coxas.
— Eu entendo, realmente é horrível sentir saudade de alguém — ele disse me abraçando de lado — Mas veja que poderia ser pior se não me tivesse por perto — me soltei e dei um soco em seu ombro, o que nos fez rir.
— Acho que o que mais me incomoda é a situação com Ronald — senti meus olhos marejam de súbito — A gente estava tão feliz, depois de anos havíamos conseguido assumir a paixão que sentíamos um pelo outro e de repente tudo se vai — crispei meus lábios e descruzei os braços.
— Isso eu não entendo, não consigo imaginar como uma febre pode ter causado isso, é muito confuso — ele disse com um olhar desconfiado.
— Isso nem me importa mais, a única coisa que importa é que ele não se lembra, é essa parte que machuca — eu o encarei e ele limpou uma lágrima que estava prestes a escorrer de meus olhos.
— Vamos, já já vai escurecer — ele disse olhando pro céu e se levantando em seguida.
Caminhamos em direção ao castelo e no hall de entrada havia um pequeno grupo da Sonserina, os integrantes comentavam afoitamente sobre a partida que acabara de acontecer, como sempre, se vangloriavam dos méritos de sua casa. Kieran me levou até a torre da Grifinória e disse que nos veríamos no jantar. Passei pelo retrato e recebi algumas congratulações assim que adentrei a sala comunal, me dirigi até o dormitório e fui tomar banho.
Depois de quase uma hora sozinha no quarto, até que Parvati entrou apressada, reclamando que já estava quase atrasada para o jantar. Desci as escadas e por sorte a sala comunal estava vazia, talvez eu não fosse boa em lidar com todos os parabéns que estaca recebendo pelo jogo. Caminhei em direção ao salão principal, mas no meio do caminho ouvi algumas vozes no corredor que atravessava o qual eu passava.
— Você foi ótimo, Draco — a voz esganiçada já me embrulhou o estomago — Você nasceu pra ser um astro do Quadribol — Pansy dizia tentando botar certa sensualidade em sua voz, mas a tentativa era extremamente falha.
— Foi um bom jogo, o time da Grifinória estava ótimo também — ok, é uma novidade ouvir Draco Malfoy elogiando algo relacionado a Grifinória.
— Espero que não esteja falando da sangue-ruim da Granger — pude perceber o desprezo em sua voz agora.
— Claro que não, estou falando da equipe em geral, se esforçaram bastante — ele disse.
— Afinal, todos estão sabendo que foi você que ensinou a sonsa a voar — ela dizia ainda exasperada.
— Como? Quem disse isso? — ele indagou rapidamente.
— É o boato que está correndo por ai, falta você confirmar — ela disse e eu já sabia que ele afirmaria e se gabaria disso.
— Não, não tenho nada haver com isso, acho que ela só estava escondendo o talento — ele disse áspero e isso me impressionou.
Decidi parar de ouvir a conversa e tentei passar rapidamente pelo corredor, porém, a naja Parkinson me viu.
— Escutando conversa alheia, Granger — ela disse saindo da frente de Draco, que estava encostando na parede.
— É um corredor, possivelmente, eu esteja só passando — eu disse firme.
— Duvido, além de sangue-ruim, é curiosa — ela disse me olhando dos pés a cabeça.
— Sua... — eu estava prestes a completar a frase quando alguém interrompeu
— Pansy, vamos, está na hora do jantar — Malfoy disse pegando levemente no braço dela.
— Vamos, respirar o mesmo ar que ela me dá náuseas — ela torceu o nariz e saiu andando a frente.
— Desculpe, pela Pansy — Malfoy disse parando ao meu lado — A propósito, você foi excelente hoje — ele se aproximou do meu ouvido para falar isso e eu arrepiei.
— Ela não sabe o que fala — eu disse e ele apenas assentiu uma vez com a cabeça, logo após saiu seguindo o rastro de Parkinson.
Os últimos encontros com Malfoy tem sido estranhos, aumentando o nível de bizarrice a cada um deles, talvez ele estivesse realmente armando algo, mas eu não iria cair. Segui até o salão principal e ao entrar pude ver que Parkinson e Malfoy já estavam lado a lado na mesa da Sonserina, e a megera estava agarrada ao braço de Malfoy e deitada em seu ombro.
Me encaminhei até a mesa e me sentei ao lado de Dino Thomas, que não estava nem um pouco interessado em conversar, fiquei apoiada sob os cotovelos até que ouvi uns cochichos e soavam cada vez mais perto, levantei a cabeça e pude ver duas garotas da Sonserina vindo pelo corredor.
— Você acredita? Estão mesmo namorando, quem diria que Malfoy podia ser amarrado – ao ouvir isso, senti um calafrio percorrer o meu corpo e de súbito encarei o casal na mesa da Sonserina.
Pansy ria animada e ainda estava deitada em seu ombro, Malfoy estava com o nariz em seus cabelos, mas sua feição era dura. Senti meu estomago se revirar, Malfoy estava me encarando agora, sério como nunca antes vi, e isso fez com que eu me arrepiasse. Jantei em silêncio, e nos meus pensamentos estavam Harry, Gina e por mais que eu não quisesse, Ron também, o novo casal também era algo a se pensar, afinal, o que aconteceu com “não posso te proporcionar uma boa vida ou um bom relacionamento”
Esperei que todos saíssem ao fim do jantar, não queria enfrentar o aglomerado de pessoas se espremendo. Ao sair, me dirigi diretamente para a torre da Grifinória, tudo que eu queria era apenas uma boa noite de sono.
Vi as vestes pretas e o cabelo loiro um pouco mais a frente assim que virei em um corredor, não pude me controlar.
— Parabéns – eu disse e ele se virou – Sabe, pelo namoro – eu disse dando de ombros.
— Obrigado – ele disse sério – Tem mais algo a falar? – ele indagou impaciente.
— O que aconteceu com “eu não posso te proporcionar uma boa vida ou um bom relacionamento”? – fiz aspas imaginárias com a mãos, e já que estava me perguntando isso mesmo, não havia mal em perguntar a ele.
— Mudei de ideia – ele disse friamente.
— Só espero que não magoe ela, por mais que ela seja uma cobra e mereça – eu disse e ele andou até rapidamente até mim, quando chegou até mim, me prensou contra a parede.
— Desde quando minha vida amorosa diz respeito a você, Granger? – ele disse bufando.
— Desde nunca – eu disse assustada, afinal, não esperava essa reação.
— Então, trate de parar de se intrometer – ele disse se aproximando do meu rosto – Não dou a mínima se alguém vai se machucar, estamos bem agora, isso importa – ele disse me soltando.
Fiquei paralisada, de nem uma forma imaginei aquela cena, vi Malfoy se distanciar e logo após parar novamente, ele girou lentamente sob os calcanhares.
— E se faz tanta questão de saber, estou com ela pra tentar ignorar um sentimento novo, que é impossível de florescer, portanto, preciso enterrar ele, Pansy está ajudando muito – ele deu de ombros e continuou seu caminho.
Com toda certeza, Draco Malfoy me deixava desnorteada, completamente sem chão, eu só ainda não sabia se era de uma maneira boa ou ruim.
Escorreguei pela parede e fiquei tentando entender o que havia acontecido, e também o que ele queria dizer com aquilo. Ouvi passos e vi ele vindo em minha direção novamente, me levantei rapidamente e ele se aproximou de mim, mantendo uma distancia considerada segura.
— Calma – ele disse dando um passo a frente e me fazendo recuar um passo.
— Estou calma – eu disse arqueando uma sobrancelha.
— Preciso que fiquei mais calma – ele se aproximou dois passos de uma vez e eu recuei bruscamente, logo bati de costas na parede.
Malfoy se aproximou mais ainda de mim, colando seu corpo ao meu e isso era totalmente estranho e constrangedor.
— O que você está fazen... – ele colocou a mão na minha boca.
— Granger, esse é um dos momentos que eu preciso que você faça silencio – ele disse retirando a mão da minha boca – Eu não sei o que está acontecendo, de verdade, eu espero que seja bom, mas com toda certeza não será.
Minha feição não podia estar mais confusa, e a dele não era diferente. Ele passou os braços pela minha cintura e afundou seu rosto em meu pescoço, me fazendo arrepiar completamente, eu passei meus braços em volta do seu pescoço e me entreguei ao momento, minha mente estava toda bagunçada e eu não fazia ideia do porque estar ali.
— É você – ele disse próximo ao meu ouvido
— Sou eu, Hermione Granger – eu disse e ele olhou em meus olhos, logo após abriu um sorriso.
— Por favor, não se lembre disso amanhã, e se lembrar, esqueça – ele disse e antes que eu pudesse dizer algo, ele me beijou.
Meu coração parou por um segundo, e eu entrei em um mundo totalmente particular, meu sangue corria fervendo por minhas veias, o beijo dele tinha um gosto extasiante, eu nunca havia sentido algo igual. O beijo durou aproximadamente um minuto, até que ele separou nossos lábios, me deixando ofegante.
— Droga – ele abaixou a cabeça e a balançou negativamente – Esqueça, faça questão de esquecer – ele me olhou sério.
Meus olhos continuavam arregalados e eu não acreditava no que havia acabado de acontecer. Ele se retirou novamente, me deixando sozinha e pensando que eu havia acabado de beijar meu pior inimigo.
Fale com o autor