Dramione - Fix You
10 Capítulo 10 - Go Away
Notas iniciais
Hermione Granger POV ON
Após sair do castelo, fui caminhando pelo jardim, disposta a ir até a cabana de Hagrid, com certeza ele teria algo a dizer, mesmo que fosse totalmente estúpido e inútil. A noite estava clara e enluarada, belíssima, não há como negar, essa seria uma das noites em que com certeza Remo estaria no seu auge. Estava caminhando distraída até que ouvi vozes.
— Sabe, Draco – reconheceria aquela voz melosa até se estivesse em outro planeta- Você sabe que gosto muito de você – minha visão estava limitada pois o arbusto ficava a frente de meus olhos — Na verdade, sou apaixonada por você – Pansy continuou seu discurso melodramático.
— Pansy, eu já disse...- Malfoy iniciou sua fala mas foi interrompido pela garota.
— Draco, você nunca vai arranjar alguém melhor que eu – uma megera convencida e prepotente, como eu sempre soube – Não tão apaixonada ou tão disposta a se dedicar a você, e cá entre nós, tão bonita – não pude me conter e revirei os olhos- Não há porque não ficarmos juntos, Draco – não pude ouvir resposta da parte dele.
Se passaram uns dois minutos, mas eu sabia que os dois ainda estavam ali, então decidi permanecer, eu sei que é errado, mas eu estava muito curiosa.
— Pansy, não podemos ficar juntos – Malfoy disse com uma voz pesada — Não posso ter proporcionar uma boa vida ou um bom relacionamento – “e ele pensa nos outros desde quando” isso foi o que se passou pela minha cabeça.
— Mas Draco... – ela começou a falar mas foi interrompida
— Mas nada, Pansy. Entenda, por favor – foi apenas o que ele disse, pois após isso eu me desequilibrei de tamanha que foi a emoção de ver Pansy Parkinson levando um fora.
Me desequilibrei e logo voltei a ficar parada no mesmo lugar, esperando que ele não fosse até lá verificar.
— Vá pra dentro – Malfoy disse – Vá logo – talvez a garota tenha hesitado.
Pude ver o vulto de Parkinson ao longe, ela andava apressada para dentro do castelo. Fiquei ali esperando ver o vulto de Malfoy ir na mesma direção, porém isso não ocorreu, então decidi ir assim mesmo.
Quando já estava indo em direção ao castelo, pude ver Malfoy andando ao meu lado, só que a uns 3 metros de distância, torci mentalmente para que ele não suspeitasse. Falhamente, quando percebi Malfoy já tinha agarrado a capa.
— Droga, me solta – exclamei tentando me esquivar.
— Você não acha que é feio ficar ouvindo a conversa dos outros, Granger? – ele disse ainda me segurando.
— Não enche Malfoy – eu tentava me soltar a todo custo – Por que eu iria querer ouvir sua conversa com a Parkinson? – falei sem pensar.
— Acabou de se entregar, Granger – droga, isso foi péssimo, pensei comigo mesma.
— Espero que esteja sendo sincera com ela, e que não a magoe – me soltei e arrumei meu casaco.
— E o que você tem haver com isso? – ele disse exasperado.
— Nada, só sei como é sofrer – essa frase foi pior que a outra, com certeza agora ele acha que estou em uma profunda depressão – Não que a Parkinson tenha algum sentimento – tentei concertar e deixar a frase anterior menos pesada.
— Não seja curiosa da próxima vez – ele disse e eu bufei – Aliás, me desculpe por hoje a tarde, Granger, eu tive... – ele começou e eu já sabia que seria algo totalmente descabido.
— Não precisa se explicar, já conhecia seu tipo – sorri de lado o deixando com cara de “tacho” – Enfim, preciso ir – tomei a capa de suas mãos e a joguei sob mim, sai caminhando e o deixei ali.
Dei alguns passos e pude ver que Malfoy estava no meu encalço, talvez quisesse ter certeza que eu não iria contar para algum fantasma que ele teve um momento romântico com Parkinson. Andamos pelo corredor e logo ouvi algo.
— Vamos querida, já pegamos uma – ouvi a voz de Argo vindo em nossa direção.
Senti minha capa ser agarrada novamente e parei no mesmo instante.
— Não posso ser pego – Malfoy disse e eu não entendi qual era minha participação – Preciso que me cubra com isso também, Granger – ele revirou os olhos
— Mas nem morta, ela cobre mal a mim – puxei a capa das mãos dele.
— Ela não poderia estar sozinha – a voz de Filch soava mais perto agora.
— Anda, Granger – ele disse preocupado.
— Vai sonhan... – não consegui terminar a frase pois Malfoy me puxou pela cintura e se cobriu com a capa.
Aquilo foi extremamente estranho, nunca imaginei ficar nessa proximidade de Malfoy, ainda mais nessa situação. Ao senti-lo perto de mim, estremeci por completo e senti que isso o atingiu também.
Fomos andando pelo corredor e logo nos distanciamos da voz de Filch, o perfume de Malfoy invadia minhas narinas, me deixando extasiada, era muito bom.
Subimos até a torre da Sonserina e eu o deixei na porta, não suportaria ficar mais um minuto na presença dele. Fui para a torre da Grifinoria, esperei ate que alguém entrasse e logo Parvati o fez. Os três ainda estavam sentados ao canto, como na hora que sai, a diferença é que agora conversavam ao invés de jogar.
— Vou ver se Mione está bem – ouvi Gina dizer e logo após se levantar.
Corri apressada pelas escadas e me joguei na cama assim que cheguei ao dormitório, escondi a capa embaixo do travesseiro e fingir estar cochilando.
Ouvi passos se aproximando e logo pararem, não arrisquei abrir os olhos, mas pude sentir a presença de Gina ali. Uns 30 segundos se passaram e ouvi os passos se distanciando. Abri os olhos e fiquei olhando para o topo da cama, logo, adormeci de fato.
Acordei cedo no outro dia, tomei um banho e me arrumei como todas as manhãs, esperei Gina se arrumar e descemos para tomar café.
Encontramos Harry e Ron já no salão principal, estavam comendo apressados pois teriam uma reunião com a equipe de Quadribol hoje, o que os dispensaria das aulas, ao que parece, Minerva tinha algum novo projeto para eles. Gina comeu rapidamente também, afinal, o namorado a estava apressando como se fosse alguma competição.
Os três saíram e me deixaram ali, a minha sorte é que a mesa estava quase cheia de alunos da Grifinória. Terminei meu café e fui a biblioteca devolver um livro que peguei a alguns dias. Madame Pince estava novamente mal humorada, o que me faz pensar que provavelmente Filch tenha a dispensado, sabe, eles nunca assumiram o romance, mas está na cara.
Estava esperando ela assinar um registro confirmando a devolução do livro quando alguém me cutucou.
— Bom dia – o garoto sorridente disse encostando-se no balcão.
— Bom dia – eu disse surpresa.
— É um ótimo livro – ele disse se referindo ao livro que eu acabará de devolver.
— Sim, já o li umas 3 vezes – eu disse olhando confusa para o livro.
— Talvez vocês devessem conversar lá fora, esse blablabla juvenil me enche os ouvidos – Madame Pince disse carrancuda.
— Vamos? – Kieran indicou a porta com a cabeça e eu assenti.
Saímos da biblioteca e ficamos encostados na parede do corredor.
— Em que ano você está mesmo? – decidi quebrar o silencio.
— No último, e já estou com saudade disso tudo – ele olhou ao redor.
— Realmente, Hogwarts vai fazer muita falta, é o meu lugar preferido no mundo todo – eu disse suspirando.
— Talvez a Italia com todas suas pizzarias maravilhosas ganhe – ele disse me encarando.
— Qual é? Você conhece pizza? – eu perguntei arqueando a sobrancelha.
— Mas é claro, seria estranho um nascido trouxa não conhecer pizza – ele disse rindo – Mas pensando bem, Hogwarts ganha em disparada da Italia.
— Ganha com folga – eu disse sorrindo – Então você é nascido trouxa, que coincidência.
— Não achou que fosse a única, não é? — ele sorriu e eu revirei os olhos.
Ficamos conversando por ali que até perdi a hora, Kieran é extremamente gentil e engraçado, me contou dos pais, que são casados a 20 anos e são advogados, contou também que tem uma irmã de exatos 20 anos, porém, não disse seu nome.
— Por Merlin, estou super atrasada – eu disse pegando meu material que já estava no chão.
— Eu te acompanho – ele disse pegando o material dele também.
Fomos para a sala de historia da magia, na qual levei um belo sermão por atraso e ganhei uma detenção de presente. Assisti aos vinte minutos que restaram da aula e logo estava me dirigindo para outra aula, poções.
Entrei na sala e me sentei ao lado de Neville, que estava aproveitando o tempo para fazer o dever de advinhação. Estava pegando o livro na mochila quando um perfume conhecido adentrou minhas narinas. Me recompus e olhei para cima, mas ao encontrar o olhar de Malfoy ele virou o rosto e voltou a conversar com Zabini.
“Garoto estranho”, foi a única coisa que consegui pensar até o professor Slughorn adentrar a sala e começar com seu falatório matinal. Fizemos uma poção Felix Felicis para que Slughorn usasse para explicar aos alunos do sexto ano. Malfoy e Blásio foram ótimos na tarefa, ganhando até elogios de Horácio.
As outras aulas foram normais e monótonas, fazendo com que eu, Hermione Granger, caísse em um poço de tédio mortal.
Na hora do almoço Harry, Ron e Gina apareceram e disseram que tinham que me contar algo depois, apenas instigando uma enorme curiosidade no meu ser. Almoçamos e fomos para a torre da Grifinória, eu mal pudia esperar para saber o que era tão importante. Entramos na sala comunal e nos sentamos na primeira mesa que vimos.
— Então, Mione... – Harry começou a falar
— Nós vamos para a Bulgária – Ron disse animado e recebeu um olhar desaprovador de Harry e Gina – O que é? – o ruivo perguntou se encolhendo na poltrona
— Como é? Eu não entendi – eu disse sorrindo.
— Nós vamos para a Bulgária, para o Instituto Durmstrang, sendo mais exato – Harry disse e o sorriso em meus lábios desapareceu – Haverá um grande torneio de Quadribol entre as escolas de magia de todo o mundo, eu, Rony e Gina fomos escolhidos para participar, juntamente a membros de equipes de outras casas de Hogwarts, seremos uma só equipe lá – ele terminou a frase.
— Não, vocês não podem – eu gaguejei um pouco – E os exames? E os testes preparatórios? Como vão estudar? – eu dizia tentando acreditar.
— Teremos um tutor para nos ajudar nessa parte, serão três semanas apenas – Gina disse animada.
— E como eu fico? – eu perguntei com a voz carregada de tristeza.
— Mione, você tem a Grifinória toda, todos te adoram – Ron disse tentando me consolar.
— Mas todos não são vocês – eu disse com os olhos marejados, essa solidão repentina me assustava.
— Você é durona, não vai morrer de saudade – Harry disse e me abraçou.
— Quem foram os escolhidos? – perguntei.
— Eu, Gina e Rony da Grifinória, James Backshot e Janet Johnson da Corvinal, Austin Miles da Lufa-Lufa e Tracey Davis da Sonserina – Harry disse contando sete nos dedos.
— Draco Malfoy não vai? – perguntei sem pensar.
— Minerva disse que seria melhor se ele ficasse em Hogwarts, mas não sei ao certo por que – Harry disse com um olhar distante – Por que, Mione? – ele me encarava agora.
— Por nada... é que ele se acha tão bom que acho que vai ficar irado quando souber que não vai – eu disse disfarçando.
Ficamos falando sobre os detalhes da viagem deles, que estavam extremamente excitados com isso, principalmente para ganhar a taça Triunfo Bruxo (que foi inventada para esse campeonato, que por sinal é uma novidade também). A tarde foi carregada de risadas e pensamentos exclusivamente otimistas.
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