Dramione - Eterno Prazer
8 Capítulo 7 - Onde está Gina?
Notas iniciais
*Juro solenemente não fazer nada de bom*
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Nott encarava a porta do salão. Ele estava sério. Havia mandado uma mensagem pra Gina e nada dela responder.
Conhecia Gina, ela não estava normal esses dias. Primeiro ele havia se declarado pra ela, não foi bem uma declaração, mas pela primeira vez havia falado o que sentia para alguém, e Gina simplesmente o recusou — deixou sair um sorriso irônico, aliás, a ironia era boa, era assim que sempre levou a vida. Theodore Nott o irônico, frio e pegador de Hogwarts, quando havia mudado? Bom essa pergunta tinha uma resposta, e essa resposta foi dada no dia que ele falou
"Quero cuidar de você" essas foram exatamente suas palavras para Ginevra Weasley. Quando que Theodore Nott falaria isso para alguma menina?
Agora estava aqui, sentado, esperando uma merda de uma mensagem ser respondida.
Sentiu-se tolo.
"Você é o maior pegador de Hogwarts, você mesmo diz isso... Eu sei que não daríamos certo mesmo eu querendo muito"
A uma semana essa droga de frase não saia de sua mente. A fala de Gina havia grudado na sua cabeça igual chiclete, e parecia que toda vez que olhava para a menina, tinha que lembrar.
Até que decidiu seguir em frente, mas Gina surta quando o viu com Parvati, e desaparece por um dia inteiro no navio. Talvez Gina queira então, e só está com medo? NÃO! Não podia mais criar falsas esperança, jurou que aquela conversa sobre sentimento seria a primeira e a ultima. E quando a menina reapareceu voltou a agir "normal", então foi quando teve sua decisão final, cuidaria de Gina ainda, mas do jeito que ela queria, apenas amigos. Mas como fazer isso, se todas as vezes que olhava pra ela só desejava te-la na cama de novo?
Droga! Estava tudo estranho, tudo confuso.
Entendia que o irmão dela estava preso, e que quase havia abusado de sua melhor amiga, mas era só por isso que ela estava desse jeito? Sera que ele não estava envolvido? Será que ela estava com outro na última noite do navio? — fechou as mãos em punhos, só em pensar nessa possibilidade.
Seu celular tremeu tirando-o de seu devaneio.
Olhou para a tela. Uma foto sua e de Gina era exibida. Seu corpo inteiro pareceu relaxar, a tensão do seu pensamento anterior evaporou.
"Eu estou bem Nott, por Merlin pare de me amar tanto!" — ele sorriu com a resposta da melhor amiga, ia lhe responder quando a porta do salão foi aberta.
— Eu sou a melhor pessoa do mundo! Sério eu deveria ganhar um prêmio. — Astoria chegou falando e sentou-se ao lado de Theo.
— O que aconteceu dessa vez Ast? — Perguntou colocando o braço atrás da amiga para ela se encostar a ele.
A maior parte da infância de Theo havia sido com os Malfoy, então conhecia bem Astoria e Daphne, e logo depois que seus pais morreram e passou a morar sozinho, ele realmente estava mais envolvido ainda com os Malfoys, já que Narcisa era como uma mãe para ele e nunca deixava lhe faltar nada.
— Bom o clima tá muito estranho sabe, e você sabe que Europa sempre foi minha casa, então falei com uns amigos, uns conhecidos, um Promoter e decidimos bolar a melhor festa do ano! — ela pulou animada contagiando Nott.
— Gatinha se sabe que festa é meu terceiro nome. — Astória o olhou sem entender.
— Gostoso... gostoso é o segundo... francamente mulher você não me conhece de verdade? — Astoria gargalhou. — Enfim, você acha que uma festa é o ideal nesse momento, já já vamos ter que estar no tribunal depondo contra o irmão de nossa amiga!
— Eu sei, e por isso que eu acho que tem que ter essa festa, devido a tudo que a gente tá passando, uma festa vai descontrair um pouco os nervos — Astoria virou para Nott e sua expressão mudou, no lugar de um biquinho. — Vai Theo por favor, você é a melhor pessoa em ideias sobre festas, vou precisar da sua ajuda. — seu olhar ficou o mais carente possível. Nott começou a rir.
— Como dizer não para essa carinha.
Astoria comemorou e o abraçou.
— FESTA PORRA!!!!!! — Nott gritou levantando do sofá e dando um pulo fazendo a amiga gargalhar.
Talvez uma festa seria realmente o que eles precisavam
*****
Enquanto isso no outro lado da cidade Gina fechava seu celular e voltou a olhar para a mãe, que conversava sorridente ao lado de Hermione.
— Então mamãe e como está Londres? — perguntou.
— Bom Fleur entrou em seu sexto mês, esse mês que vocês ficaram fora, George e Percy querem ampliar a loja para Hogsmead e... — ela parou e olhou para os lados para ver se não tinha ninguém. Sorriu quando percebeu que estavam sozinhas. — eu trouxe uma carta pra você. — e falando isso uma carta veio sobrevoando a cozinha do chale. — eu não sei do que se trata, e seu pai falou para eu não trazer, mas como sei que você é curiosa, e acho que é algo muito importante já que veio com um berrador, eu decidi trazer. — Gina pegou a carta e olhou. — Talvez seja bom sabe querida... Distrair a cabeça.
Gina leu de onde vinha. Seus olhos arregalaram, não podia ser. Deveria ficar feliz ou triste?
— Gina que cara é essa? De onde veio a carta? — Hermione perguntou desconfiada.
Gina olhou rapidamente pra amiga, mudando totalmente sua expressão, e logo sorriu.
— não é nada... — começou a falar levantando-se e colocando a carta em seu bolso. -... Eu vou para sala com Harry e papai, espero a comida lá.
Logo Gina saiu da cozinha deixando Molly e uma Hermione desconfiada para trás.
Gina deu de cara com seu pai e Harry conversando animadamente. Todos ali estavam para um único propósito, conversar sobre Rony, mas ninguém ainda havia tocado no assunto, eles sorriam e conversavam sobre qualquer coisa, mas Gina percebia uma coisa em comum em todos. Suas expressões abatidas, as olheiras se acumulando em baixo dos olhos, eles até poderiam tentar agir normalmente, mas nada mais estava normal.
Seu pai desviou a atenção do que Harry falava e sorriu para a filha. Gina sorriu de volta e sentou ao lado de seu pai.
As outras coisas podiam esperar, agora tudo que importava era sua família.
******
Draco estava deitado olhando para o teto, Hermione não havia respondido nenhuma de suas mensagens, sorriu irônico, claro que ela não responderia, estava na cara que ela tava sentida do que ele fez na noite anterior, mas que culpa tinha se Hermione ousava ainda acreditar no cenoura?
Bufou irritado.
Muitas vezes escutava os conselhos de Blas, mas o último que ele deu falando que talvez Hermione estaria certa, era ridículo. Nunca no mundo ela estaria certa, Weasley era um cara com problemas em ficar nervoso e louco por ela e então quis abusar dela, simples assim. Não precisava nem de um julgamento para perceber que ele era culpado.
Levantou da cama indo a direção a janela do quarto, a abriu e encostou-se nela. Sua janela dava de cara com um lago muito bonito e isso fez Draco relaxar, talvez o suficiente para perceber que não queria mais ficar naquele quarto esperando uma droga de resposta.
Sim ele iria atrás da Granger!
Se desencostou rapidamente da janela, pegou sua jaqueta de couro pendurada em uma das cadeiras, seu maço de cigarro na escrivaninha e foi a direção do salão comunal.
Malfoy descia as escadas nervoso, e nem percebeu que Astoria, Nott e Blas se encontravam ali em seu salão.
Eles pararam de conversar e olharam para Malfoy que descia as escadas batendo o pé.
— Ei onde você vai? — Astoria perguntou.
— Vou atrás da Granger! — Malfoy respondeu andando rápido a direção da porta de seu salão comunal, quando sentiu uma mão segurando seu ombro com força. Virou para trás ao ponto de matar o bastardo. — Me solta Blasio! — falou entredentes.
— Você tá pirando? Como assim vai atrás da Granger? Bate à porta lá em cima, desce a escada puto e achava mesmo que eu ia deixar você sair assim? Você é um idiota.
— Você não tem que deixar nada! — Draco empurrou a mão de Blasio com força e com a outra abriu a porta, mas Blasio colocou sua mão com força a porta a fazendo fechar novamente.
— Malfoy caralho me escuta! Você acha que Molly vai pensar o que vendo você chegar desse jeito? E os pais da Granger? Todos vão achar que você mereceu o que o Weasley fez com você... E cacete! Vai agir que nem um maniaco indo atrás dela? Olha cara eu sei como você é, mas você tem que mudar isso... A Granger está com a família dela, está se.gu.ra! — falou pausadamente.
— olha a minha cara pra quem se importou com o que você falou! Granger não me responde, não fala comigo e só Deus sabe o que a família Weasley devem estar enchendo a cabeça dela falando de mim, então eu vou sim atrás dela! Não vou deixar ninguém inventar coisas sobre mim pra minha mulher, e eu tenho direito de ficar perto dela quando eu quiser! — Draco tentou abrir a porta, mas Blasio a empurrou com mais força. — CACETE DA PRA PARAR?!
Blasio então empurrou Draco e se colocou à frente da porta.
— Malfoy por favor...
Suas mãos fechou em punhos.
— Eu te dou três segundos para você sair da frente da porta.
— Draco por favor...
— UM...
— SE VOCÊ PUDESSE SE ESCUTAR!
— DOIS....
— DA PRA PARAR DE CONTAR E ME ESCUTAR?!
— TRÊS....
— VOCÊ ESTÁ AGINDO COMO AGIU COM A DAPHNE!
Draco instantaneamente parou e virou para trás, sua respiração ainda ofegante, suas mãos ainda em formatos de punho. Astória sua prima o encarava, seus olhos derramavam lágrimas silenciosas.
— Você lembra Draco? Voce realmente lembra como era seu relacionamento com ela? Era doentio! Você tinha esse cuidado ao extremo com ela, obsessivo com tudo que ela fazia, controlador, fazia de tudo para ela, comprava exageros, dava o que não precisava, não deixava ninguém se quer encostar nela... Como se ela fosse sua prioridade. — Astoria deu um passo na direção de um Draco Malfoy sério. — Eu não estou dizendo que minha irmã era santa, ou criticando o seu jeito de lidar com tudo, eu mais que ninguém sei como foi sua criação, mas você sabe que isso acabou com vocês dois... Então por favor Draco, nos escute... Pare de agir assim feito louco, confie na mulher que você tem, e não cometa o mesmo erro... Hermione não é a Daphne...
Malfoy continuava parado olhando para o chão, Blasio escorregou pela porta sentando no chão e suspirou aliviado, enquanto Nott apenas continuava encarando o amigo, lembrando do dia que Malfoy revelou seu segredo para Gina e ele.
"Daphne me amou, mas da maneira que ela podia, mas não completamente para quebrar o feitiço — Pela primeira vez Gina via Malfoy derrubando lágrimas"
E pela primeira vez ele entendia o que estava acontecendo na cabeça de Draco. Ele tinha medo, medo de Hermione também não ser suficiente, medo de que ela desistisse dele se ouvisse alguma coisa. Lembrava como ele traia Daphne, e uma mês atrás descobrirá que na verdade era o feitiço que seu pai havia lhe jogado que causava isso, quanto mais ele amasse uma pessoa e a pessoa não correspondesse, mais ele a magoaria. Mas com Hermione era diferente, ele não via o amigo sequer olhar para a outra sem ser a Granger, como Malfoy podia ainda ter medo? Quem dera fosse ele que soubesse que Gina sente ou não algo por ele...
— Draco uma coisa eu posso te falar... — Nott abriu a boca pela primeira vez. — Cara, Hermione é a garota certa, não precisa se preocupar com isso.
Malfoy levantou a cabeça pela primeira vez e encarou os amigos, eles tinham razão. Ele então encarou Astoria.
— Eu sinto muito. — Astoria então sorriu e correu abraçando o primo. — Me perdoa Ast... Eu não quero cometer o mesmo erro.
— Ei não se preocupe... Nós não vamos deixar...
De repente a porta foi aberta e uma Hermione assustada apareceu.
— Ei Granger o que...
— Nós não achamos a Gina em lugar nenhum...
*******
— COMO ASSIM VOCÊS NÃO ACHAM A GINA EM LUGAR NENHUM?! — Nott levantou da cadeira puto. Parou de falar com a menina por uma hora e ela sumia de novo?
— Nós... Nos... — Hermione não conseguia falar seu olho só caia lágrimas. -... Falaram que ela veio pra cá... Mas... A gente... Eu... — Draco abraçou Hermione que se encostou nele e só conseguiu chorar.
Nott não esperou mais nada e saiu correndo em direção à porta.
— Nott onde você vai? — Blasio gritou.
— Vamos nos separar, quem achar manda mensagem, ela não deve ter ido longe. — e então Nott desapareceu.
A sala ficou em silêncio, a única coisa que podia ouvir era o soluço de Hermione.
Luna, Harry e Pansy entraram na sala.
— Não se preocupem, nos escutamos Nott e vocês também, vamos nos separar, eu fico com a Mione. — Luna quebrou o silêncio é logo a amiga se jogou aos seus braços.
Elas começaram a andar em direção a escada que dava para o quarto, mas Luna sentiu alguém segurando seu braço.
— Luna... — Malfoy sussurrou como um pedido, seus olhos tristes e preocupados com Hermione. Não queria deixá-la sozinha. E Luna entendeu o que ele quis dizer.
— Ela vai ficar bem. — Luna sorriu e continuou a andar com a amiga.
— Bom vocês ouviram o que Nott disse! Vamos nos separar, quem achar manda mensagem, nos encontramos aqui no Salão do Malfoy! — Harry começou a falar com todos. — Fechado?
"Fechado" — todos responderam em coro.
*****
Harry e Astoria andavam em direção ao museu do castelo. Depois que haviam desembarcado do cruzeiro quase não haviam mais se falado, aliás, essa era a primeira vez que ficavam sozinhos.
Harry não parava de pensar a última vez que haviam ficado no barco. Ficar conversando no Cais com Astoria havia sido um dos melhores momentos de sua viagem, e agora não sentia a boca da menina a dias, e pior ainda, não conseguia ao menos falar com ela.
Onde estava sua coragem de Grifinória?
Na hora que Malfoy começou a dividir o pessoal onde cada um ia procurar, seu nome e de Astoria foram escutados, ele olhou para Draco que apenas deu uma piscadinha e continuou falando os outros ambientes que precisavam ser revistados.
Astoria então parou e olhou para cima, lendo as informações da placa.
— Museu a direta. — falou mais para si mesma e virando a direita continuou a andar.
Harry olhou a menina ao seu lado. Era incrível como Astoria era diferente de qualquer menina que conhecera, ou qualquer Greengrass. Lembrava da irmã dela pela escola e que o sexto ano inteiro a menina não desgrudava de Draco Malfoy, lembrava também como todos comentavam sobre o relacionamento deles, e de todas as brigas dos dois que ele ouvia quando pegava os famosos atalhos de Hogwarts.
Chegaram ao museu, que estava vazio, Astoria então logo começou a procurar por Gina, olhando atrás das coisas e chamando por seu nome.
Harry fazia o mesmo, mas sem conseguir tirar os olhos da menina.
Merlin como ela conseguia ser diferente de tudo? Seus gostos pelas coisas trouxas, seu trabalho com os trouxas, com festas, famosos, sua delicadeza, seu sorriso, seu olhar sexy, sua boca... ah sua boca... Ele poderia beijar até dizer chega....
— Harry?.. Harry? — ele não percebeu que encarava a boca da menina abobado, que tinha se aproximado dele. Seu olhar foi rapidamente para o dela que tinha uma mistura de confusão e deboche. — Você estava me escutando?
Harry ficou vermelho. Droga! Astoria não havia dado nem chance dele desviar o olhar.
— Não? — falou confuso e Astoria gargalhou.
— Eu estava dizendo que é perda de tempo a gente vir aqui... Gina nunca se esconderia em um museu ela... — Harry não conseguia ouvir mais nada, a única coisa que passava pela sua cabeça era beijar Astoria novamente, e não percebeu quando já empurrava a menina em direção a uma parede. — Harry o que você está fazendo?
Foi a última coisa que ela conseguiu perguntar.
Harry a beijou.
*****
Blasio e Draco corriam pelo castelo trombando em pessoas e pedindo desculpa por onde passavam, até que enfim chegaram a sala de segurança e pararam na hora com a cena que se depararam quando abriram a porta.
Tudo que Blasio conseguiu fazer foi gargalhar, enquanto uma mistura de raiva e tédio passou pela cabeça de Malfoy. Até se sentiu em Hogwarts novamente.
Pansy estava em cima de um cara na cadeira e os dois se beijavam loucamente.
A gargalhada de Blasio fez com que o homem empurrasse Pansy com força que cambaleou e se encostou a mesa limpando sua boca, e ao levantar seus olhos sorriu para quem os encarava.
— Ah são vocês e... CUIDADO! — ela falou quando Draco pegou seu braço com força e a puxou para o lado de fora. — Nos vemos depois John! — conseguiu gritar acenando para o cara, antes de Draco fechar a porta atrás de si, enquanto Blasio continuava lá dentro.
— Eu vou só perguntar uma coisa Parkison... QUE PORRA VOCÊ ACHA QUE ESTAVA FAZENDO?! — Draco gritou. — PUTA QUE PARIU! TE ENCONTRAR E TE SALVAR DE CENAS ASSIM ERA ATÉ COMUM EM HOGWARTS, MAS CARALHO, ATÉ AQUI?!
Pansy então começou a rir.
— primeiro vocês são lentos demais, precisaram ir primeiro no Hall pra saber onde ficavam a sala de segurança, eu como estava entediada hoje acabei conhecendo o castelo inteiro, porém vocês não queriam me escutar então vim direto pra sala. — ela balançou os ombros e sorriu como vitoriosa. — Segundo... eu realmente não precisava ser salva... se você não percebeu... — Sorriu malicioso.
Draco respirou fundo, cruzou os braços e se encostou a parede de frente para Pansy, naquele minúsculo corredor.
— Certo querida. — sua voz era irônica. — Só me diga que parte que entra beijar o segurança?
— Bom... Eu vim aqui e inventei todas as desculpas possíveis, falei até que era filha de Lucius Malfoy, mas nada adiantou... Então eu fui pra minha melhor arma. — Draco fez cara de desentendido. — Esses dois aqui Malfoy! — ela falou apontando para seus peitos.
Draco gargalhou.
— E então eu falei que se ele fosse bonzinho eu daria uma recompensa e que ele precisava me mostrar a filmagem das câmeras das últimas 24 horas, ele pediu a recompensa primeiro e eu de bom grado acabei dando. — Pansy balançou os ombros novamente e sorriu. — Tudo pela minha querida amiga Gina.
— Sério Pansy, e se esse cara fosse um estuprador? Ou pior se ele fosse um maníaco que mata mulheres? Você é burra demais!
— tão burra que essas horas ele deve estar passando a filmagem para Blasio.
A porta foi aberta, e um Blasio cabisbaixo saiu da sala.
— eai?
— Ele não pode passar a fita.
— O QUE? — Pansy gritou.
— Eu disse Pansy ele te enganou, não passaria pra ninguém, só quis tirar uma casquinha de você! — Draco retrucou. Pansy na hora fechou sua cara, detestava quando os meninos tinham razão. Mas não podia negar, havia sido uma "casquinha" boa.
— Na verdade não... Ele não pode passar porque "o filho de Lucius Malfoy" já havia vindo aqui antes de nós...
— Nott?
— Exatamente... — Blasio respirou fundo. — Voltamos à estaca zero.
De repente o celular de Draco tremeu, logo em seguida o de Pansy e de Blasio também.
Os três o pegaram e abriram.
"Eu a encontrei.
— N."
— Bom... Agora é com ele.
****
Nott corria pela castelo. Como Gina havia desaparecido de novo? E porque? O que havia acontecido naquele almoço? Ela havia respondido a mensagem tão bem que achou que não precisaria se preocupar. Mas parecia que estava errado.
Virou à esquerda dando de cara com o Hall.
— Oi meu nome é...
— Senhor Theodore!!!
— Lalau? Mas como? E o navio?
— Ah, o senhor sabe né, o navio parou e preciso de um dinheiro extra aí me ofereceram aqui enquanto estamos parados na Irlanda... Incrível né eu que ante...
— Lalau eu sinto muito, não posso conversar agora! Preciso que me fale onde fica a sala de segurança, preciso ver as câmeras das últimas horas.
— Sinto muito eu não... — Nott então fez uma coisa que não fazia a muito tempo com alguém. Pegou Lalau com força pelo seu colarinho e o deixou a centímetros do seu rosto.
— Eu não estou pedindo, eu estou mandando! — Nott depois de Malfoy era o melhor em briga, em Hogwarts ninguém nunca havia mexido com ele, pois sabiam como ele era.
Lalau o olhava com os olhos arregalados, e sem tirar seus olhos do de Nott, começou a discar um número, e ainda sendo segurado por Nott falou.
— John, o senhor Draco Malfoy está indo aí, sim exatamente o filho de Lucius Malfoy, enfim, ele vai precisar da gravação do Hall das últimas 24 horas, estou mandando ele para te encontrar... Sim... Sim... Tchau. — Lalau desligou o telefone e colocou sua mão em cima da de um Nott desconfiado, que começou a afrouxar um pouco sua gola. — Precisei falar que era o senhor Malfoy, pois não liberariam para ninguém além dele, e como sei que o senhor é amigo dele....
— Aonde fica essa sala?
Lalau então explicou o caminho para Nott que soltou o guarda e voltou a correr, agora mais rápido que antes.
Chegou na sala e como prometido um cara chamado John o esperava.
A câmera do Hall corria rápido...
— PARA! É ELA! — Nott falou rápido, e logo olhando fixo para a tela pode observar uma menina ruiva entrando e pedindo algo para o segurança e logo em seguida saindo. — Tem como ouvir o que ela está pedindo? — Theo perguntou ainda olhando para a câmera travada no rosto de Gina. Ela estava chorando?
— Sim, tem esse feitiço, dá pra escutar, mas não muito...
— Tudo bem, tente!
Logo então John lançou um feitiço absorvendo todo o som da gravação. Balançou a varinha e um ruído saiu. Havia muitas vozes e barulhos do lado de fora, mas tinha aquela voz, aquela voz que para Nott era completamente reconhecível ao meio de toda aquela bagunça.
"Por favor o senhor pode me chamar um táxi? — alguém respondia algo. — Para Azkaban, aqui de Irlanda... Certo obrigada" — e logo Gina saia do Hotel.
Sim! Como não havia pensado isso antes? Gina estava indo atrás de Ronald.
— John irei precisar de mais uma ajuda sua... Como eu posso aparatar em Azkaban aqui de Irlanda?
John sorriu.
— Senhor "Malfoy" hoje é seu dia de sorte.
*******
Theo caiu em uma lareira a uma sala escura, John havia lhe explicado, ele cairia nessa sala que ao lado direito teria uma porta, e assim daria direto onde era a sala de espera.
E ele agradeceu a Merlin por John não ter mentido, pois Gina estava ali, de costas para ele sentada em um sofá batendo uma perna impaciente.
— Gina? — ele soltou quase em um sussurro.
Gina olhou para trás e arregalou os olhos.
— O que você está fazendo aqui? E porque você está todo sujo?
Nott se olhou e realmente estava completamente sujo da lareira, balançou seus cabelos caindo pó de flour no chão.
— Sério Nott essa sua perseguição já está me dando medo. — Gina sorriu para o amigo, Nott também sorriu para ela, mas logo sua expressão mudou e Gina começou a chorar.
— Ei calma... — ele correu e sentou ao lado de Gina a puxando para seu peito.
Deixou a amiga chorar, entendia Gina, ela estava guardando isso a muito tempo dentro dela. Ficaram assim por talvez alguns minutos, Nott não sabia ao certo, sempre que estava ao lado de Gina sentia o mundo parar, não tinha mais noção do tempo.
Gina chorava ao seu peito enquanto ele acariciava sua cabeça, percebeu que a amiga estava começando a se acalmar.
— Gina porque você fugiu de novo? — perguntou. Gina levantou a cabeça e o encarou. Nunca pensou que aqueles olhos castanhos-claros seria os únicos que a acalmaria hoje em dia.
— Tudo aconteceu tão rápido eu... — logo as lágrimas voltaram a reaparecer em seus olhos e Nott a puxou novamente.
— Ruiva não se preocupa... Eu estou aqui.
Flash Back ON
Estavam todos sentados à mesa, os pais de Hermione haviam alugado aquela casa junto aos Weasleys, mas pareciam que estavam resolvendo outras coisas com os Malfoys, e preferiram deixar os adolescentes com Molly que realmente precisava disso.
Gina começou a se sentir paciente, havia ido lá por duas coisas, primeiro queria saber de sua família e segundo, queria saber sobre Ronald. Mas parecia que ninguém queria ligar para isso, já que sua mãe desde que haviam chego, não parava de tagarelar, e seu pai conversar sobre propostas do ministério com o Harry.
Como eles conseguiam agir assim? Como se nada tivesse acontecendo.
Gina voltou a bater o pé ansiosa, Hermione riu alto ao seu lado com algo que Molly disse, o que a irritou, Harry exclamou algo com Arthur, e isso a irritou mais ainda. Era falação demais, descaso demais.
— Tome mais ervilhas Gina! — Sua mãe já lhe empurrava a bandeja.
— Não mãe... — Gina tentou sorrir, mas sua mãe enfiou a bandeja mais a seu rosto.
— mas você quase não comeu querida...
— eu sei mamãe estou satisfeita- Gina ainda tentava sorrir, ser simpática, mas aquela insistência começou a irrita-la.
— Tome querida...
— Não eu...
— Você vai amar eu fiz com grãos e...
— Mãe eu não quero...
— Hermione adorou então você também vai gos...
— EU JÁ DISSE QUE NÃO QUERO! — Gina gritou descontrolada batendo suas mãos à mesa e levantando furiosa.
De repente o silêncio os rondou. Todos encaravam Gina, que continuava em pé com seu rosto vermelho e sua respiração ofegante.
— Desculpa mas... Como vocês conseguem?!
— Gina isso não é hora de...
— Não Hermione! É hora sim! Nesse momento enquanto vocês tentam enfiar ervilha em mim, Ronald esta sabe se lá aonde comendo porcarias na prisão, e não estou dizendo que ele não mereça, mas vocês estão aqui triste tentando agir como se nada aconteceu, mas está na cara que não param de sofrer por ele! — Gina virou para sua mãe. — Você nos chamou aqui para conversar, então vamos conversar! Pare de agir assim mamãe, quando Fred morreu você agiu do mesmo modo, e eu sei como aquilo acabou com você! NÓS PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO!
Gina então sentou e abaixou a cabeça. A sala ficou em silêncio, todos os encarando, mas foi arthur que o quebrou.
— Gina tem razão... Não podemos mais enrolar a conversa Molly, contamos a eles o que resolvemos. — Todos os olhares foram para Molly, que apenas concordou com a cabeça. — Nós vamos lutar a favor de Ronald, Gina.
Hermione então sorriu, sem acreditar no que ouvira, todos começaram a fazer exclamação de felicidade. Pela primeira vez alguém estava pensando como Harry e Hermione e acreditavam em Rony, mas isso não alegrou a ruiva que estava ao seu lado.
— O QUE?!
— Isso mesmo Gina, confiamos na criação de todos nossos filhos, e sabemos que jamais nenhum de vocês fariam isso que aconteceu, acreditamos que algum feitiço possa ter atingido Rony, sabemos que será difícil de provar, mas vamos lutar essa batalha até o fim. — Arthur sorriu para a filha, e encostou em sua mão. — Por todos no... — O gesto da filha o interrompeu. Gina se esquivou de sua mão, e o olhar de repulsa que ela lhe jogou, jamais saiu da mente de Arthur.
— como vocês têm coragem de apoiar isso? RONALD QUASE MATOU HERMIONE E DRACO, COLOCOU A VIDA DELES EM PERIGO E VOCÊS AINDA APOIARÃO ELE?!
— Gina não fale...
— Não Hermione! Eu vou falar sim! E quer saber, deixarei bem claro também!! EU JAMAIS FICAREI AO LADO DE RONALD E IREI DEPOR CONTRA ELE! E NÃO ACHEM QUE EU...
— CHEGA! — Molly bateu com força na mesa se levantando interrompendo Gina, fazendo todos os olhares se virarem a ela. — NÃO FOI ASSIM QUE CRIAMOS VOCÊS GINEVRA WEASLEY, E VOCÊ É NOSSA FILHA E FARA O QUE A GENTE MANDAR! RONALD É SEU IRMÃO E TEMOS QUE MANTER A FAMÍLIA UNIDA! VOCÊ OUVIU BEM?! — Molly já estava ao lado da Gina, e apontava o dedo na cara da filha. — NÃO ESTRAGUE TUDO DESSA VEZ! NÃO DESTRUA NOSSA FAMÍLIA!
Gina arregalou os olhos, com a frase final de Molly, que parou ao perceber o que falou para a filha.
— Gina eu...
— Não mamãe, não precisa falar mais nada! — Gina se levantou e começou a andar em direção à porta. — Não se preocupe, ficarei longe e não destruirei mais nossa família. — E falando isso Gina saiu correndo de dentro da casa, lágrimas invadiam seus olhos, não acreditava no que havia escutado. Seu irmão havia feito tudo e ela que estava estragando a família?
— Gina! por favor me desculpe ... — Molly vinha correndo atrás. Gina olhou para trás e viu sua mãe se aproximar. — Filha por favor...
Gina aparatou.
FLASH BACK OFF
— Gina eu sinto muito... — Nott falou a amiga que havia acabado de contar a história.
Gina continuava a chorar, mas dessa vez olhava o amigo.
— Eu não vi a cara de Ronald desde que tudo aconteceu, e hoje eu preciso ver ele Nott! Eu preciso saber o porque aconteceu aquilo! Eu preciso ver que eu tenho razão... Mas quando cheguei aqui... Toda minha coragem foi embora. — As lágrimas voltaram novamente com mais força. — E agora eu estou aqui na sala de espera com o cara esperando eu dar um Okay pra irem buscar o Rony... e eu não consigo nem levantar e avisar que eu estou pronta! — Ela deitou em Nott de novo, agora chorando. — Eu não sei o que fazer...
Nott puxou a amiga novamente e a deitou em seu peito.
— Droga! Eu devo ser a pessoa mais fraca do mundo! — Nott segurou Gina em seus ombros e olhou nos olhos, agora vermelho, de sua melhor amiga.
— Jamais diga isso Gina, você é a pessoa mais forte que eu conheço! — Gina sorriu. — A mais corajosa, a mais linda, a mais gata. — Os dois riam com o que ele falava. — Sério por Merlin não era atoa que você chamava atenção de toda Hogwarts.
— Para Nott. — Gina empurrou Theo pelo braço enquanto os dois riam.
— É sério Gina você é tão incrível... — de repente os olhos de Gina o encontraram, e seu sorriso foi abaixando. — Você é linda... é uma mulher... — Nott tirou um dos cabelos do rosto de Gina. — ... Maravilhosa.
Ele a beijou.
Gina aceitou, aquele beijo que não sentia a tempos, aquele dia no Navio, aquela noite, Parvati, Robert...
Gina o afastou, suas lágrimas voltaram a cair.
— Theo... eu...
— Gina desculpa eu...
— Theo eu preciso... eu preciso ir embora... — Gina levantou-se rapidamente, e ja saindo pela porta.
— Gina! — Nott correu atrás dela, mas a menina aparatou.
******
Hermione olhava apreensiva para sua porta, havia recebido a um tempo a mensagem de Theo, agora só faltava esperar...
Sua porta foi aberta, e uma Gina chorando apareceu.
Ela se levantou. Já indo na direção da amiga.
— Gina o qu...
— Hermione, eu estou grávida!
Seus olhos se arregalaram.
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*MalfeitoFeito*
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