Notas iniciais
Bom essa e minha primeira one-shot então eu realmente preciso das opiniões de vocês leitores é espero que vocês gostem de verdade.
Espero que gostem!
Boa Leitura!

[...]

Draco caminhava rapidamente entre os escombros de Hogwarts visualizando o céu escuro acima de sua cabeça, a cada segundo as chances de conseguir fugir diminuíam assim como as de encontrá-la, ele andava o mais depressa que sua perna esquerda permitia que havia sido atingida por um feitiço das trevas de sua própria tia Belatriz Lestrange que assim como o grande e temido Lord Voldemort à está hora já estava sem vida.

A mente dele vagava sem rumo assim como o corpo que começava a perder a força o feitiço que o atingiu na perna estava a sugando, a mão dele se fechou sobre o tecido nobre e agora sujo da calça social de linho sentindo-o acariciar seus dedos sujos e trêmulos, o tecido foi puxado com mais força levantando-o uma fenda que havia se formado ali, o loiro viu que um corte grande se estendia da coxa até acima do joelho à profundidade do corte era imensa no lugar do sangue um liquido preto saia.

O loiro sentiu-se enjoado ao ver aquela cena e por isso logo soltou o tecido de sua calça, escondendo o ferimento enquanto sentia seu suor se intensificando, sua nuca e testa pingava, mas ele não sentia calor e sim um grande frio, consequência da febre que começava a surgir.

Ele empunhava uma varinha na mão direita que havia tirado do comensal da morte encarregado de matá-lo.

O herdeiro Malfoy abraçou-se com os braços em uma tentativa completamente falha de aplacar o frio tremendo que sentia, juntamente com a fome e a sede que rasgava sua garganta fragilizada.

Pela décima vez naquela floresta o corpo agora magro e quase sem músculos dele foi ao chão o fazendo grunhir de dor ao sentir o impacto com o chão em seu corpo, as mãos estavam apoiadas no chão sujas de terra assim como suas vestes, os cabelos lhe cobria a face pinicando a testa suada e quase lhe cobrindo toda a visão, o corpo quase esquelético, olhos com profundas olheiras.

Com muito esforço ele conseguiu se reerguer mais uma vez, e continuou a caminhar por entre a floresta, sem rumo ou direção, a única coisa que ele sabia era que tinha que se afastar do lugar da batalha só assim teria alguma chance de continuar vivo, se fosse pego naquele momento com certeza seria morto sem piedade, já que todos achavam que ele havia torturado a grande Hermione Granger e agora poderiam até estar achando que ele estava com ela.

Pensar nisso fez o jovem lembra-se do por que está passando por tudo aquilo e como havia chegado ali, o desconcentrando faz toda e qualquer força sumir de seu corpo e o mesmo caiu com um baque surdo no chão, no entanto desta vez ele não protestou pois suas lembranças o fizeram esquecer até mesmo da dor.

FLASHBACK — Wiltshire, sudoeste da Inglaterra – Mansão dos Malfoy – Semanas atrás

Draco sentia o suor escorrer em sua nunca denunciando o quão nervoso estava ele seria capaz de arrancar seus olhos só para não ver sua tia torturar Hermione Granger daquela forma, o jeito que o corpo agora magro e quase sem formas dela se retorcia torturava o jovem que tentava se contar para não implorar para que Belatriz parasse.

Narcisa observava seu filho atentamente do outro lado da enorme sala de entrada da mansão, se orgulhando ao ver que o jovem estava conseguindo manter sua máscara de indiferença, mesmo que com muito sacrifício.

A senhora Malfoy sabia do amor platônico que seu filho nutria pela garota, ele não precisou contar, pois ela era mãe é conhecia seu filho como ninguém e por isso sabia que precisava fazer alguma coisa antes que seu filho perdesse a cabeça e colocasse tudo a perder.

A mulher sabia que sua irmã poderia matar a jovem a qualquer momento por isso precisava pensar rápido, para salvar a garota por quem seu filho era apaixonado e para salvar a si própria, já que sua vida dependia das atitudes do jovem.

- Já chega Bella. Deixe o nosso querido Draco se divertir com a sangue-ruim. – Narcisa precisou empenhar toda a sua capacidade como atriz para pronunciar tal frase.

Draco olhou alarmado para sua mãe sem entender o motivo daquilo, a matriarca Malfoy lançou um olhar confiante para o jovem que estava completamente chocado, a gargalhada doentia de Belatriz ecoou pela mansão sofisticada e rustica da família Malfoy, maltratando os sensíveis ouvidos de Hermione que chorava encolhida no chão sentindo todo seu corpo doer.

- Será que meu querido sobrinho e capaz disso ou é um covarde como o pai? – A voz da Lestrange saiu completamente debochada irritando Lúcios que se levantou de sua cadeira de onde se divertia com o sofrimento de Hermione pronto para retrucar, porém sendo impedido por Draco.

— Claro que sou capaz tia Bella. – Respondeu o mais jovem debochado, tentando transparecer calma.

A bruxa de cabelos negros olhou atentamente para seu sobrinho, mas logo gritou entusiasmada dando pulinhos quando o viu arrastar a garota escada a cima enquanto à mesma chorando, antes dos dois sumirem escada a cima ouviram a frase repugnante de Lúcios.

- Deixe um pouco para mim filho.

Aquilo acontecia constantemente, toda vez que mulheres e garotas de até dezesseis anos eram levadas até a mansão o mais velho dos Malfoy se aproveitava delas, e não fazia questão alguma de esconder isso de sua esposa ou dos outros, o que causava brigas horríveis entre Lúcios e Bella que defendia sua irmã.

Assim que deixaram o campo de dos bruxos e dos caçadores de recompensas que observavam a castanha sendo torturada, o loiro pegou a castanha no colo sentindo seu coração quebrar-se em mil pedacinhos ao vê-la daquela forma tão debilitada, ele caminhou até seu quarto em passos rápido, querendo evitar ao máximo encontrar alguém ali. Desde o fracasso de Lúcios no ministério os Malfoy era tratados como lixo por Voldemort e a casa deles virou uma espécie de quartel general.

O loiro abriu a porta do seu quarto e depositou o corpo machucado de Hermione sobre sua grande é confortável cama dossel que era coberta por lençóis de seda verde, percebendo que ela estava suja e muito suada e que tinha alguns cortes espalhados pelo corpo a levou ao banheiro com dificuldade já que ela começou a se debater, mesmo assim a despiu e concentrou-se em lavar as partes mais acessíveis do corpo dela.

— Me deixa sozinha, por favor. – Implorou a castanha com medo do que o garoto poderia fazer consigo.

O loiro de primeira hesitou, mas logo cedeu quando percebeu a tentação que era ter Hermione nua a sua frente, o jovem saiu do banheiro e se sentou na cama pensando em uma forma de ajudar sua amada, porém antes de tudo precisava de algo para ela vestir já que não a deixaria andar nua em seu quarto ou algo ruim poderia acontecer, ele levantou-se e pegou uma muda de roupa para a menina que o mesmo usava para dormir, enquanto pegava a roupa lembrou-se de alguém que poderia ajudar Hermione e que com certeza não se recusaria, Dobby.

- Dobby. – Chamou o loiro escutando um clique e seguido da presença da pequena criatura.

O elfo estava diferente do que Draco lembrava-se, não usava mais trapos, agora as roupas eram coloridas e chamativas, porém o olhar assustado continuava o mesmo, os glóbulos azuis encaram os acinzentados com espanto e medo.

- Dobby não serve mais a família Malfoy, Dobby é um elfo livre senhor. – A voz da criatura estava mais alta que o normal.

- Sim eu sei Dobby, mas pensei que você gostaria de ajudar seu amigo Harry Potter. – A voz do menino saiu despretensiosa.

- Harry Potter? Onde ele está? –Questionou a criatura agarrando-se nas vestes de seu antigo senhor.

- Shii, fale baixo. Ele está aqui na mansão, lá no porão, mas você não pode tirar ele de lá agora, vá é espere o meu sinal. – Pediu o loiro vendo o elfo o olhar desconfiado, mas seguindo as instruções dele sumindo com um novo clique.

Assim que se viu sozinho o loiro deixou a roupa em cima da pia dentro do banheiro, saindo de lá rapidamente pedindo para a elfa Glória trazer uma bandeja de comida para ele.

Alguns minutos se passaram deixando Draco apreensivo, quando ele menos esperou Hermione saiu do banheiro vestida com a roupa que ele havia deixado lá, o olhar dela era atencioso e curioso os passos lentos e dolorosos, ela estava apavorada o medo a dominava, os olhos procuravam uma rota de fuga sem sucesso.

- Coma. – Pediu o menino apontando para a bandeja de comida.

Hermione nem pensou em protestar, sua barriga roncava em minutos a bandeja ficou vazia, mas uma vez o garoto a surpreendeu quando a mandou se deitar e dormir, a castanha não questionou, deitando-se e fechou os olhos fingindo dormir, para ver o que o loiro faria, ele estava sentado na beirada na cama, e quando se convenceu que a castanha dormiu se levantou com um suspiro e foi tomar banho para depois voltar e observa a castanha que acabou pegando realmente no sono.

Hermione acordou desnorteada, sem saber onde estava mais logo se recuperando, encontrando-se deitada na cama de Draco sendo observada por ele, ela se levantou de sobressalto, olhando para o loiro que devolvia o olhar sorrindo.

- Calma você está segura. – Falou o loiro, conversando pela primeira vez diretamente com a garota.

- Eu nunca vou estar segura com você. – Respondeu ela rudemente.

Hermione se levantou pensando há quanto tempo estava ali dormindo no conforto enquanto seus amigos há esta hora já podiam estar mortos, os olhos castanhos dela se encheram de lágrimas que ela se recusava as deixarem cair na frente do herdeiro Malfoy.

- Hey, calma eles estão bem. – Disse o loiro se levantando, colocando suas mãos nos ombros dela sendo afastado em seguida com força.

- Não encosta-se a mim. – Grunhiu a castanha entre dentes.

- Calma. – Pediu o loiro se afastando.

Os dois se olharam por longos segundos, e Draco estava quase enlouquecendo sentindo o cheiro de Hermione impregnando o quarto e a mente.

Sem perceber ele começou a se aproximou da castanha e encostou seus lábios aos dela com calma, ele levou uma de suas mãos a nuca enquanto a outra foi para a cintura magra da castanha.

O beijo era lento e calmo, Hermione tentava se afastar mais Draco não deixava, ele pressionava a nuca dela contra seu rosto a forçando a continuar beijando-o.

- Me solta. – Gritou a menina quando conseguiu se afastar.

A castanha passou o dorso de sua mão nos lábios, limpamos com muita repulsa assustando Draco que tomou a decisão de contar a ela sobre seus sentimentos.

- Hermione...por favor... eu sou apaixonado por você desde o quarto ano, desde que te vi tão linda naquele baile, me deu uma chance de te provar...

- Cale-se. Pare de mentir, se você acha que vai me comover ou me enganar pode esquecer. – A voz da menina estava mais alta que o normal.

-Eu te a...

- Cala a boca Malfoy, não termine essa frase porque você não sabe o que e amor, eu tenho nojo de você. – A voz da garota vinha carregada de ódio e amargura.

Essas palavras atingiram diretamente o coração do loiro que não teve tempo de retrucar, pois sua mãe bateu na porta avisando que Belatriz queria ver a garota naquele instante, rapidamente e deixando seus sentimentos de lado Draco fez a castanha trocar de roupa e desceu com ela.

Chegando ao primeiro andar tudo aconteceu muito rápido, Belatriz estava com um olhar mais transtornado que o normal, assim que Hermione apareceu à comensal a agarrou pelos cabelos e começou uma sessão de tortura minutos e minutos se passaram e o loiro não tinha coragem de confrontar sua tia.

A Lestrange gritava algo sobre um cofre do qual pelo visto a castanha também não sabia, no momento em que Bella começou a perfurar com uma navalha o braço de Hermione Draco se desesperou e viu o momento certo para dar um sinal a Dobby que estava do outro lado daquela grande sala, escondido atrás de uma pilastra com o olhar apavorado.

Quando Belatriz soltou Hermione minutos após Draco dar o sinal a Dobby, Rabicho desceu até o porão, minutos se passaram e ele não voltou, mas sim Harry e Rony assustando Bella e os outros comensais, Harry desarmou todos, porém Bela foi rápida e agarrou Hermione assustando os dois garotos que viram o momento exato que a mulher levou a navalha que usava no braço da castanha ao pescoço dela.

Em segundos Harry e Rony foram rendidos, e Draco se sentiu um retardado por deixar o resgate de sua amada nas mãos de dois Grifinórios, o rosto do menino que sobreviveu já não estava mais deformado e agora nem mesmo uma mentira do loiro faria sua família acreditar que aquele não era Harry.

Narcisa pegou as varinhas da mão de Harry. E assim que Belatriz percebeu isso jogou Hermione para os braços do lobo Fenrir Greyback, que acariciou a clavícula de Hermione deixando o sangue do loiro ferver nas veia, ele lembrava-se com clareza do dia que Hogwarts foi invadida e o lobo havia dito que a pele da jovem era muito macia, e só de imaginar os pensamentos imundos do lobo o herdeiro Malfoy já se sentia enojado.

Por estar prestando atenção no lobo e em Hermione o garoto não percebeu que seu pai e sua tia o mandavam chamar Voldemort, e quando ele saiu de seu transe seu pai já tinha a manga de sua blusa levantada e uma varinha apontada pra marca negra que começou a se mexer, a risada sádica e divertida de Belatriz ecoava pela mansão chamando atenção.

Lúcios que tinha uma fisionomia cansada e desleixada esboçava um sorriso de satisfação ao saber que seria ele a entregar Harry ao Lord, Draco sabia que se não fizesse nada Hermione estaria morta em alguns segundos, e se fizesse quem seria morta era sua mãe, mas em um momento de adrenalina o loiro empurrou Fenrir com força o fazendo se desequilibrar.

Se aproveitando disso Hermione se debateu e correu em direção a Rony e Harry que estavam presos por Narcisa que foi desarmada por Dobby que apareceu e se juntou ao trio que agora estavam reunidos no outro extremo da sala.

Os olhares se alternavam neles e em Draco, Belatriz se aproximou dos jovens, mas antes de chegar muito perto um lustre caiu quase a esmagando, fazendo-a soltar um grande grito e jogar sua navalha na direção deles enquanto os mesmo aparatavam. Quando eles sumiram uma gargalhada fria e sem humor foi ouvida seguida por palmas, Voldemort que estava ali e havia visto a intervenção de Draco.

- Mi Lord nós não conseguimos impedi-los. – Belatriz falou abaixando a cabeça e quase se ajoelhando.

- Poupe-me Belatriz. – A voz grave e sem sentimentos de Voldemort era como navalhas em Draco.

Bela então se calou, mas não conteve sua surpresa quando o bruxo ergueu sua varinha e lançou um Avada em sua irmã que caiu assim que o feitiço a atingiu.

Draco gritou em desespero, mas um feitiço o prendia no lugar impedindo-o de correr até o corpo de sua mãe, lágrimas desciam fortemente dos olhos acinzentados que viu seu pai tentar sair correndo mais sendo atingindo por um Avada também.

- Isso é por sua traição jovem Malfoy. Eu poderia te matar agora, mas quero que sofra com a dor de ter matado sua mãe por uma sangue-ruim. – A voz do bruxo das trevas manchava mais que a maldição Cruciatus, o que veio a seguir o loiro não registrou, pois levou uma grande pancada na cabeça, que o desacordou.

Quando ele voltou à consciência estava em um lugar sujo e sem qualquer higiene, naquele lugar o loiro só tomava água e comia de dois em dois dias, o que fez o loiro deduzir que o Lord das trevas o queria vivo, porém fraco para sofrer como prometeu assim que matou sua mãe.

E o bruxo conseguiu, pois Draco sofreu como nunca em sua vida durante o tempo que passou ali, a rejeição e a morte de sua mãe começava a atormentar a mente do loiro que no meio de um dos surtos atacou o comensal que o alimentava e fugiu vagando por dois dias entre a floresta chegando à escola bem no dia da batalha, no entanto antes dele conseguir fugir encontrou sua tia que o atacou com fúria, confirmando que ela o culpava pela morta de Ciça.

Antes da tia do loiro o matar Ginevra Weasley o defendeu dando chance para o loiro fazer o que fazia de melhor fugir, mas não antes de ser atingido na perna. O loiro conseguiu ver Harry derrotando Voldemort e os comensais sendo rendidos, mais isso não o deixou mais aliviado, já que agora era fugitivo do ministério como um comensal, ele saiu correndo para dentro da floresta proibida, mas ainda a tempo de ouvir o grito de Harry:

- Onde está a Hermione?! – O grito do menino que sobreviveu saiu alto e desesperado.

O loiro sabia que a castanha devia estar perdida na floresta, mas naquele instante seu instinto de sobrevivência falou bem mais alto que qualquer outro sentimento, ele sabia que Gina havia o visto e isso fez ele acha que há esta hora todos sabiam que ele esteve em Hogwarts e que havia pegado Hermione.

FIM DE FLASHBACK

Algo dentro de Draco se reacendeu, a raiva ele sentia muita raiva e por consequência muita adrenalina corria por suas veias, desta vez ele não precisou se apoiar em nada para se pôr de pé, seu corpo estava em um estado de torpor total.

Reviver tudo aquilo reacendeu algo nele, ele queria vingança queria se vingar daquela que desprezou seu amor e o fez trair o Lord das trevas e por consequência levou a morte de sua mãe, a única mulher que o amou do jeito que ele era, a única pessoa que deu carinho a ele sem querer nada em troca.

Essa mulher estava morta, e ao ver do loiro a culpa era de Hermione Granger que despertou um grande amor no loiro e depois o desprezou, naquele instante ele a odiava, é por isso começou a caminhar rapidamente para o meio da floresta, para o lado oposto de antes.

Tudo no intuito de encontrar a Granger e a fazer pagar com a vida, pois era isso que ele merecia, a mente conturbada do loiro trabalhava em maneiras de matar a garota, e isso divertia e distraía o jovem, que girava a varinha entre os dedos despreocupadamente ele não está mais se importando em ser pego, ele só queria encontrar Hermione de preferencia viva para matá-la olhando nos olhos e ver o desespero e a dor neles.

Ele entrou em uma espécie de clareira com algumas folhas caídas amareladas, e quando ele ia deixando a mesma para entrar novamente no meio da floresta viu um emaranhado castanho meio sujos sorrindo sadicamente o loiro seguia até o local.

Os passos dele eram incertos, a mente perturbada estava confusa tudo estava rodando, e tudo ficou ainda pior com a imagem dela caída com cortes espalhados pelo corpo e os cabelos sujos.

Os joelhos dele se flexionaram e as mãos correram pelo rosto sujo e machucado, as roupas que ela vestia estavam sujas mais inteiras o que era um bom sinal, havia muito sangue na barriga dela por isso o loiro ergue a camiseta dela revelando um corte profundo.

Isso não devia comover o loiro mais comoveu, porém mesmo assim ele se levantou e ergueu sua varinha apontando-a pra castanha, a maldição da morte estava quase saindo dos lábios dele, porém um gemido dor seguido de um pouco de sangue saiu dos lábios dela assustando o garoto.

Imagens distorcidas bombardeavam a mente dele, a castanha sorrindo, comendo, conversando com os Grifinórios, o socando no terceiro ano, chegando a Hogwarts na primeira vez que ele a viu no vagão no primeiro ano, no baile de inverno no quinto ano e até mesmo chorando quando ele a chamou de sangue ruim pela primeira vez.

Tudo passava como um borrão, os olhos acinzentados do loiro começaram a lacrimejar e a mente ficou ainda mais perturbada, a varinha caiu de sua mão e ele então se abaixou para pegá-la chegando muito perto da castanha.

O perfume dela o embriagou mesmo com o sangue e o suor o menino ainda podia sentir o cheiro doce vindo da castanha o entorpecendo, o loiro tocou em uma mexa do cabelo sedoso e sujo da menina sentindo a textura suave em seus dedos.

Eu preciso matá-la, eu preciso matá-la, eu preciso...

A mente de Draco repetia isso como um mantra, ele precisava focar naquilo, e por isso agarrou sua varinha que estava caída ao lado dos cabelos de sua amada e se levantou, no entanto tudo começou a rodar e ele se desequilibrou um dilema interno acontecia dentro dele e se manter de pé estava quase impossível.

As pernas dele cederam e mais uma vez ele foi ao chão caindo ao lado do corpo inerte de Hermione, quando se recuperou levou sua mão até a face suada e gélida da castanha se assustando ao constatar que a temperatura da pele dela era muito fria, os lábios do loiro se contraíram ele não sabia o que devia fazer ou como agir.

Matá-la ou salvá-la?

A adrenalina ainda corria pelas veias do loiro e talvez isso deu a força que ele precisava, os braços agora mais magros mais ainda sim musculosos foram postos atrás do pescoço e dos joelhos de Hermione e em segundos o corpo dela estava suspenso. Draco havia tomado sua decisão, nem todo seu ódio, magoa e dor fez o amor dele se apagar, só o amor era capaz de fazer o garoto guardar seu orgulho e magoa pela rejeição e pela morte de sua mãe.

Esquecendo-se da dor em seu ferimento na perna o garoto caminhou para a esquerda da clareira procurando a saída, a perna dele começou a falhar após alguns minutos o fazendo quase cair, mas ele não queria desistir e por isso continuou a caminhar, mesmo quase caindo diversas vezes.

À medida que o menino andava seu corpo doía, a visão começava a ficar turva e tudo que ele conseguia pensar era em Hermione que já tinha sangue saindo do nariz e dos ouvidos o ferimento da barriga começava a cheirar mal e a face dela a ficar roxeada.

- Hermioneee! – Draco conseguia ouvir gritos ao longe, no entanto não sabia distinguir de quem era aquela voz.

Ele queria responder mais não conseguia seus lábios não se abriam, e suas pernas quase não se mexiam, mas mesmo quase desmaiando e sentindo o suor frio escorrer por seu corpo Draco não parou, ele continuou a caminhar mesmo com sua perna latejando e seus ossos protestando.

O caminho era somente iluminado pela luz da lua e isso dificultava tudo, pois estava muito escuro e a visão dele começava a nublar, o machucado estava doendo mais do que nunca e a pele sendo pinicada, ele continuou a caminha e caminhar, ele não sabia se foram horas ou minutos, porém seu coração acelerou no instante que viu luzes e os escombros de Hogwarts a sua frente.

Ele caiu de joelhos e viu que Harry Potter estava de costas para ele e para a garota que naquele instante estava jogada na frente do loiro, o menino que sobreviveu se virou rapidamente ao ouvir um gemido alto vindo de Draco.

Harry e toda a família Weasley corriam na direção dele e da garota a sua frente, as coisas dali em diante aconteceram rapidamente Ronald o agarrou pelo colarinho enquanto Harry pegava Hermione no colo, o cabeça de cenoura gritava com Draco perguntando o que ele havia feito com Hermione, mas o loiro só prestava atenção em Harry carregando Hermione para o que sobrou da escola.

- Solte-o Ronald ele não fez nada com a Hermione, ele saiu daqui depois dela ter sumido. – Draco conseguiu ouvir a voz da Weasley, mas sua consciência se esvaiu quando Harry se virou e gritou alguma coisa para os Weasley que tentavam fazer Ronald soltar Draco, que não se importava de morrer naquele instante a morte até seria bem vinda, pois ele já sabia que sua amada estava em boas mãos.

O Malfoy sentiu seu corpo ser jogado no chão e seus olhos se fecharam, mas a mente dele ainda estava consciente e por isso ele conseguiu ouvir a voz de Pansy o chamando seguida da voz de seu amigo Blásio, que o pegou no colo instante antes de sua consciência se apagar de vez.

[...]

Draco sentiu sua consciência voltar aos poucos, seus olhos lacrimejaram quando foram abertos e encontraram a luz, um suspiro alto saiu dos lábios do loiro quando se recordou de tudo que havia acontecido antes dele adormecer.

A mente dele trabalhava para se recordar de tudo, algumas coisas estavam confusas, mas ele se lembrava com clareza de procurar Hermione com o intuito de matá-la e de ter acabado a encontrando. O loiro se questionava se salvá-la havia sido a escolha certa, mas antes dele chegar a uma conclusão Pansy, Blásio entraram na tenda que ele estava.

- Você acordou. – A voz alegre e estridente de Pansy se fez ouvida por todo o lugar.

A Sonserina se jogou em cima do loiro que não teve nem tempo de reagir, Blás observava de longe e quando viu que seu amigo já estava sufocado mandou Pansy o soltar, um clima estranho se instalou no local.

- Onde estou e o que aconteceu? – As perguntas do menino fizeram Blás trocar o peso de seu corpo de uma perna para outra, e começar a respondê-lo, antes de Pansy.

- Você está em uma tenda improvisada nos terrenos de Hogwarts, você ficou desacordado por três dias, e durante esse tempo o Weasley quis te matar, te acusando de várias coisas e usando da influência de fazer parte do trio de ouro para pressionar o ministério, mas o surpreendente foi que a Granger mesmo debilitada fez questão de te defender fazendo o Potter ficar ao lado dela e você ser inocentado. – Blásio soltou tudo de uma vez, mas tomou o cuidado de observar as reações de seu amigo.

Draco tinha uma expressão surpresa e desacreditada ao fim do relato de seu amigo que o olhava atentamente assim como Pans.

- Oh que bom que acordou senhor Malfoy. – A voz doce de Madame Pomfrey se presente chamando a atenção dos Sonserinos.

Pansy deu espaço para a curandeira chegar perto do loiro, a mais velha o examinou e deu algumas poções para ele acabando com o começo de dor que ele sentia na perna, um tubinho que estava ligado ao braço do garoto foi tirado pela grisalha e o loiro se sentiu aliviado.

- Bom o senhor já pode ir se quiser, acabei de drenar todo o veneno do feitiço, e agora o senhor só ira precisar se alimentar bem e tomar duas poções uma vez ao dia cada, a primeira e pra dor, e a outra e para o ferimento não infeccionar, tome esse poções por dois dias. – A mulher falava tudo rapidamente, ele sabia que devia passar pelo menos mais duas horas de repouso, mas sabia também que o lugar devia estar lotado de feridos e por isso não disse nem questionou nada.

A mulher se dirigiu para outra maca e então Pansy disse:

- Agora que você já foi liberado pela curandeira e pelo ministério nós podemos ir. – Só naquele momento o loiro reparou que seus amigos estavam em uma situação deplorável, vestes sujas e alguns arranhões.

- Você pode ir encontra seus pais Pans, eu e Draco seguimos sozinhos daqui pra frente, depois mandamos noticias. – A voz de Blásio era calma, então Pansy assistiu e se despediu dos dois amigos e seguiu para fora da tenda sorrindo e acenando adeus para seus amigos.

- Eu também estou sozinho meu amigo, vamos. – A voz do negro era baixa e melancólica.

Draco logo percebeu que a mãe do moreno devia estar morta, um silêncio estranho e triste rompeu o local, os dois não tinham mais família e nem motivos para continuar.

-Antes que eu me esqueça, a senhorita Granger pediu para o senhor ir vê-la assim que puder. – O loiro ouviu a voz da mulher ao longe, mas a mente dele só pensava no que a garota queria com ele.

- Vamos. – Blás chamou.

O loiro assistiu e se levantou meio zonzo, ele e Blásio deixaram a tenda que estavam comeram um pouco do que era servido no que antes era o salão principal e seguiram para outra tenda o motivo Draco não entendeu.

- Ela está ai dentro, estou te esperando aqui. – Blásio disse apontando a tenda com a cabeça.

O loiro nada respondeu simplesmente adentrou o lugar, vendo Hermione deitada conversando com Gina, à ruiva foi a primeira a ver o jovem e sorriu se levantando falando algo para a castanha que se virou e olhou para Draco, despercebidamente a ruiva saiu da tenda deixando os dois sozinhos.

- Me disseram que você queria me ver. – A voz do loiro era vacilante e incerta.

- Sim, eu fico feliz em ver que você está bem. – A voz da castanha não passou de um sussurrou tímido. Draco nada disse só olhou para a menina querendo que ela continuasse.

- Eu queria te agradecer por ter me protegido e ter me ajudado. – A menina falou acanhada olhando para baixo no começo e só depois olhando para o rosto do loiro que estava imparcial e sem resquício de sentimentos.

- Eu te garanto que não a porque de você me agradecer. – O loiro falou mortiferamente.

- Eu soube da sua mãe e lamento muito. – A voz da castanha era melancólica e dolorosa e até comoveu o loiro.

- Não finja que se importa, eu sei que você tem nojo de mim. – O loiro se esquivou do toque de Hermione que há esta hora já estava de pé tentando tocar as mãos gélidas do loiro.

- Por favor, me deixa te ajudar. – Pediu a castanha sensibilizada.

- Eu trai minha família, e por consequência minha mãe morreu, tudo por conta desse amor que sinto por você. – A voz de Draco destilava veneno, mas ele não parou por ali. – De você eu só quero distância.

Hermione se sentia péssima por tudo de tudo que o loiro estava falando, ela sentia a dor na voz dele e nos olhos, ah... aqueles olhos a fazia perder o folego, e saber de tudo que o loiro passou para defendê-la só a fazia o admirar e até mesmo o perdoar, ela queria fazer algo por ele.

— Depois de tudo isso eu só quero te pedir uma coisa? – A voz do loiro saiu triste e quase suplicante.

- Pode falar, eu faço qualquer coisa. – Hermione disse quase implorando ela agarrou as mãos calejadas de Draco, mas ele as puxou de volta com força.

- Não me toque, ou chegue perto de mim. Nunca mais! – Dito isso o loiro deu as costas a castanha e saiu andando encontrando Blás na entrada da tenda falando com Gina em um clima estranho.

A ruiva se afastou e Draco percebeu que ela parecia estranha, mas ele não se importou, ele colocou a mão no braço de seu amigo que o olhou e disse:

- Agora nós somos a nossa família.

Com essa frase os dois aparataram, deixando uma Hermione quase chorosa para trás, ela não sabia como reagir algo dentro dela dizia que não era só porque ela se sentia culpada ou responsável pelo que aconteceu com Draco, só então ela percebeu que sua recusa a ele na mansão foi por medo e por não assumir que desde o sexto quando ele estava mais sozinho, a mesma começou a nutrir um grande sentimento por ele, que antes ela não sabia definir, mas agora ela já sabia o que era.

Era amor...

Hermione queria poder voltar no tempo é não rejeitar o loiro, e estar com ele naquele momento, estar com ele de verdade namorando, a ficha dela havia caído, tarde demais...

Gina se juntou a Hermione e viu o olhar vago de sua amiga em direção ao lugar onde os dois Sonserinos aparataram, uma lágrima solitária escorreu dos olhos castanhos da menina que não fez questão de limpar, enquanto pensava em como havia jogado sua felicidade no lixo.

Notas finais
Então... Então... Então...
O acharam? Está legal? Vocês gostaram?
A one ficou legal? Se vocês gostarem mesmo talvez, talvez podemos ter uma continuação em uma longfic.
Mas para isso vocês precisam comentar e favorita bastante, é se vocês quiserem podem recomendar também.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!