Dramione - Because I Love you?
8 Capítulo 8 – Death, sorrow
Notas iniciais
Capítulo 8 – Death, sorrow: Dramione – Because I love you?
Já eram três e meia da tarde. O enterro da Ginny ia ser às quatro. Eu não queria ir. É horrível olhar pra uma pessoa tão alegre e cheia de vida como a Gina e saber que ela nunca mais vai respirar ou conversar ou sorrir. Eu acabei decidindo ir. Enquanto remexia na minha bolsa alguém bateu na porta. Era o Draco.
– Você vai? – ele perguntou se sentando na beirada da cama
– Vou sim... E você? – ele me olhou como se tivesse feito a pergunta mais idiota do mundo. E eu realmente fiz – Me desculpe...
– Tudo bem... – ele suspirou – só quero que você fique bem
– Vou ficar – dei um sorriso fraco e ele me deu um abraço
– Você é a melhor garota que eu já conheci... – ele murmurou baixinho
– Acho que não podemos falar o mesmo de você... – sorrimos e ele segurou minha mão me levando pro elevador e se despedindo.
Aparatei no cemitério. Fazia um sol lindo, daqueles que é ideal para uma praia, ironicamente, pois embaixo de uma tenda, descansava o corpo de Gina sob um caixão cor de baunilha. Ela não estava maquiada e seus olhos cerrados, nunca mais vi os olhos azuis, nem eles viram mais a luz. Ela tinha um leve sorriso. Um sorriso descansado. Seus cabelos ruivos estavam presos em uma trança preenchida com flores. Eu não chorei. Ela estava linda. E seu rosto descansado me fez parecer que estava sorrindo.
Harry estava lá, e ele. Ele... O Ronald estava lá. Dava pra perceber que estava triste. Mas não tanto assim. Ficamos lá e ouvimos a missa. Depois todos se despediram pela ultima vez do corpo. Beijei a bochecha da ruiva.
– Nossa amizade atravessa dimensões – murmurei. Para que só eu pudesse ouvir. Talvez ela tivesse ouvindo. Eu nunca soube. Acho que ninguém poderia saber.
Assim ela foi enterrada. Harry estava em uma espécie de transe. Não falava com ninguém. Acho que ele não acreditava que ela realmente havia ido. Acho que nem eu acreditava. Fui no banheiro e me dei conta que uma lagrima escorria. Era um banheiro com vários boxes. Um banheiro sem graça. Morto assim como todo cemitério.
Abaixei meu rosto para poder lavar meu rosto e ouvi aquela voz. Daquele imbecil. Ronald.
– Como ainda aparece aqui sua vadia?! – perguntou o ruivo bloqueando a saída
– Não lhe diz respeito seu grandíssimo idiota – revirei os olhos
– Ah... Claro que diz... Você acha que escapou tão fácil de mim garota...?! — perguntou o ruivo se aproximando de mim
Eu recuava e ele estava conseguindo me deixar sem saída.
– Vamos... E todas aquelas vezes que você gemeu meu nome vadia?! – ele perguntou me pressionando contra parede
– Seu idiota me deixa em paz – comecei a gritar, um nó se formava na minha garganta, eu estava desesperada
– Não tão cedo querida – ele desabotoou o primeiro botão da sua camisa. Ele estava me imprensando contra parede. Nossos corpos estavam colados e eu gritava desesperada enquanto ele desabotoava a camisa. – Cale a boca vadia!
Ouvi um barulho conhecido:
– Alohomora! – ouvi alguém gritar do lado de fora
Me deparei com um Harry ofegante olhando para meu rosto cheio de lágrimas e um Rony sem camisa me pondo contra parede.
– Estupefaça! – Ronald desabou no chão. E Harry correu até mim – Você está bem?!
– Estou... – Murmurei enxugando as ultimas lágrimas – Obrigada... – nos abraçamos
– Vamos sair daqui, ok? – ele sussurrou baixinho
– o mais rápido possível – suspirei e nos encaminhamos para o lado de fora – Deixaremos ele aí?
– Vamos falar com a Molly. Depois vamos embora. Não dá pra acreditar que eles me deixaram – ele me abraçou, ele estava se referindo a Gina e o bebê. Que ele nunca chegou a conhecer. Uma lágrima surgiu de seu rosto.
– Vai ficar tudo bem – dei um sorriso fraco – vamos, vamos falar com a Molly
Quando contamos pra Molly ela ficou sem reação. Sua expressão mesclava raiva e tristeza. Ela suspirou e murmurou algumas palavras na esperança que ninguém ouvisse. Mas eu ouvi:
– o que fazer com esse moleque... – Eu tinha pena da Molly. Ela é uma ótima pessoa. Já não basta perder dois filhos... E um neto. Rony não tinha direito de fazer isso com ela. Isso me deixou com mais ódio.
– Me desculpe Hermione. Tentarei mantê-lo na linha. – Eu a abracei
– Obrigada ta? Sei que ninguém tem culpa... Acho que devo mesmo ir. – Falei
– eu vou com você – disse o Harry pondo a mão em meu ombro assim que me virei
– Não precisa. Eu aparato na praia e tem o... – vacilei quanto ao Draco... Acho que eles não precisavam lembrar disso – Tem a Lessie que é uma amiga minha
Os olhos verdes me encaravam com uma preocupação evidente.
– Eu faço questão – ele insistiu
– Ok... – suspirei me rendendo a idéia.
Assim fomos até um descampado além das terras do cemitério e aparatamos. Chegando a entrada do hotel.
– Eu vou sozinha daqui. Ok? – estava tentando evitar um encontro entre o Draco e o Harry. Se eles se vissem provavelmente o Harry o levaria preso para Askaban e com certeza eu não queria isso.
– Nossa Hermione... Parece que você não quer que eu suba... – ele estreitou os olhos
– Imagina é só que... ta bom... você pode subir – eu tentei sorrir pra mostrar que tava tudo bem.
Entramos no hotel, o elevador estava vazio.
– Tem certeza que está tudo bem? – ele perguntou. Como ele me conhecia bem...
– Ah é só que eu to pensando... se realmente o Ronald conseguisse o que queria naquele banheiro eu... – ele colocou o dedo na minha boca num gesto de silencio
– Vou estar aqui. Ele não encostará em você. Ele me decepcionou no dia em que te bateu. – ele me abraçou. Eu amo a amizade do Harry e a proteção dele... Mas às vezes me faz parecer que sou uma menininha de cinco anos...
O elevador se abriu. Revelando um loiro somente usando um short até os joelhos. Provavelmente ele iria pra praia. O loiro e o moreno se encararam. Antes que Harry pudesse falar ele chegou ao meu lado e me deu um beijo na bochecha.
– E aí morena? Vamos pra praia? – Ele sorriu
– Deixa de ser idiota Draco! – meu olhar percorreu de Harry para Draco
– Ah Malfoy – Harry deu um sorriso forçado me puxando para fora do elevador e do alcance de Draco – que bom te encontrar! Você terá uma cela confortável junto a seus pais em Askaban! – assim que Harry puxou a varinha me pus entre os dois. Minha mão foi ao encontro da de Malfoy.
– Harry não! – eu gritei – deixe ele em paz! Ele é meu amigo!
– Como esse verme pode ser seu amigo?! – ele rebateu
– Verme um cacete Potter! – o loiro respondeu com dentes cerrados
– Malfoy você vai pagar seu filho da puta! – ele gritou
– Se sua mãe estivesse viva até diria o mesmo! – Ele sorriu.
– PAREM! – eu gritei, não deve ter saído como uma ordem. Acho que eles pararam por que eu estava chorando. – se você levar o Draco para Askaban eu vou junto. E Draco pare com isso!
– Eu esperava mais de vocês! – eu continuei , batendo a porta na cara dos dois. Eu me desliguei do mundo. Também não ouvi mais ruídos do lado de fora. Acho que o Harry tinha ido embora. E o Draco? Não sei o que ele foi fazer. Ninguém me ligou ou veio falar comigo... quer saber acho que é ate melhor que seja assim. Pelo menos ate a poeira abaixar...
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