Dramione - Because I Love you?
4 Capítulo 4 - True Friendship
Notas iniciais
Capítulo 4 — True friendship: Dramione — Because I love you?
Finalmente chegamos ao hotel do Malfoy, era simplesmente linda a vista de lá, mas o hotel apesar de grande tinha quartos simples. A vista dava pro mar e ele estava lindo nessa noite, as ondas, a quanto tempo não as via. A maresia transpassava as janelas do hotel, ondulando meus cabelos e os do Malfoy e do outro lado(Na outra janela) uma avenida movimentada e a noite escura fazia os carros parecerem pequenos pontos de luz distantes.
– Você ta um gato – sorri me sentando ao lado de Malfoy e ele riu
– Já me disseram isso – ele falou sorrindo
– Você é muito metido sabia? – ele continuou sorrindo, mas depois de um tempo ambos paramos de rir e um silêncio insuportável se formou.
– E você e a Astória? – Falei finalmente
– Às vezes as coisas não são como a gente quer Hermione. – Ele falou sério de verdade naquela hora. – O que você acha de dar uma caminhada pela praia?
– O.k. mas vai ter que ser rápido por que ainda tem a Ginny, pra ela não se preocupar – Para ser sincera eu tinha certeza que a Ginny não iria se preocupar, para ser mais sincera imagino que ela ia ter um ataque de risos quando visse que sumi, mas apesar de o Malfoy ser meu amigo, a idéia de ficar sozinha com ele me deixa desconfortável e me lembra de tudo que ele já fez. Mas me lembra da pessoa boa que ele sempre foi e que eu só parei pra olhar para ele agora.
Descemos e aquele cheiro de maresia me invadiu, eu estava morrendo de frio naquele vestido, mas estava louca pra caminhar, acho que Malfoy notou tudo isso por que me abraçou pra eu não ficar com frio. E andamos abraçados pela praia em silêncio por um tempo.
– Sei que já te perguntei e me lembro da resposta, mas por que não deu certo você e a Astória? – Falei e ele me soltou para podermos sentar na areia.
– Foi um casamento arranjado, apesar de eu amar ela... Parece que eu não fui suficiente pra ela... – ele suspirou e olhou pra mim, os olhos dele eram realmente lindos a luz do luar. – E você e aquele paspalho do Ronald?
– Olha se você falasse dessa forma sobre o Ronald meses atrás eu até poderia dar um soco como aquele que te dei em Hogwarts no nosso terceiro ano. – ele riu – mas infelizmente eu concordo com você.
– Ele me bateu Malfoy. – olhei os olhos deles e percebi que estavam cheios de raiva muito parecidos com os olhos de Rony naquela noite, e de ver tudo aquilo de novo eu comecei a chorar e senti o Malfoy me abraçando
– Hey, tem tanta gente gostosa como eu por aí – ele fez com que meu rosto ficasse de frente para o dele – vai achar alguém – ele enxugou as lágrimas que restavam no meu rosto
– Tem razão, só tirando a parte que você é gostoso – eu solucei e em seguida ri e ele me olhou e fez uma careta. Ficamos lá abraçados na areia não sei por quanto tempo. Até que voltamos para o hotel. Do lado do quarto dele tinha um que estava vazio, ele disse que eu devia sair d’toca, pra eu me sentir mais livre, afinal eu já tinha 20 anos e a Toca era pra ser provisória. Só um porto seguro pra onde ir. Acho que ele tinha razão. E acho que era um pretexto pra ele ficar mais tempo comigo.
– Malfoy? – falei quando já estávamos na porta do hotel e ele estava pronto para se despedir
– Oi?
– Você acha que um dia eu consigo me vingar do Ronald? – perguntei, foi uma pergunta bem desesperada, mas era válida.
– Hermione... como eu disse nem tudo é como a gente quer... Acho que você devia mesmo esquecer tudo que passou... ele é um filho da puta eu sei disso... Mas não suje seu nome com quem não merece... Minha vida sempre foi uma merda, e piorou depois das cagadas que eu fiz com meu nome. – ele olhou pra mim serio – Prometa que não vai fazer nada
– Não posso prometer nada Draco... – ele continuava me olhando
– Eu só to tentando fazer com que você não estrague sua vida – ele falou
– Ela ficou uma bosta depois de tudo isso – dei de ombros – não tem como salvá-la ou deixar pior... – me virei para aparatar, mas Malfoy segurou minha mão
– Toma cuidado... – ele falou ainda sério e assim que me soltei dele aparatei
Gina esperava na frente da balada, que ainda estava cheia. Ela não estava tão bêbada, mas não parava de falar.
– Onde você se meteu Hermione?! – ela perguntou e assim que viu minha cara ela riu – não é o que eu to pensando, é?
– Claro que não – revirei os olhos – fui conversar com Malfoy.
Percebi que ela estava quase rindo.
–Idiota – Fiz uma careta e ela riu mais ainda
***
Eram 9h da manhã e todos estavam tomando café, resolvi anunciar minha decisão de ir morar num hotel.
– Gente – comecei e todos voltaram a atenção a mim – Eu vou morar num hotel.
– Querida você não nos dá nenhum trabalho – disse Molly sorrindo
– é! Fica Hermione – falou Gina e percebi que ela queria muito que eu ficasse, mas eu não podia. Eles são a família do Rony... e por mais verme que ele fosse não era justo eu ser um empecilho, Rony me impediu de realizar sonhos e eu queria correr atrás do prejuízo.
– Gente isso é por mim, por vocês e ate por ele... Vai ser melhor assim isso eu prometo a vocês... – dessa vez ninguém disse nada e Ginny foi a primeira a me abraçar
– Eu queria ficar com você, como foi nesses dias... mas por um lado eu acho que você tem toda razão sabe? – ela suspirou e continuou – quando você pretende ir?
– eu acho que hoje mesmo Ginny – falei com a voz cansada – Eu queria só que vocês soubessem meus motivos antes. – Assim Molly me abraçou assim como Jorge, que não andava o mesmo desde que tinha acontecido tudo aquilo da morte de Fred e tals, Troquei um aperto de mão com o senhor Weasley e subi com Gina para arrumar minhas coisas. Subimos em silêncio. Arrumamos em silencio. Depois que terminamos de arrumar Gina estava chorando silenciosamente.
– Deixa de drama Gina – falei ficando perto dela – Você pode ir e telefonar quando quiser! Sempre foi assim!
– é você tem razão – ela me deu um sorriso meio forçado e me pediu o endereço, escrevi numa folha riscada com vários rabiscos. E dei a ela sorrindo e a abraçando em seguida.
– Até mais Ginny... – dessa vez quem chorou foi eu
– fica Bem Mione... – a ruiva sorriu
– Vou ficar... – sorri em meio as lágrimas
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