Dramione - Always
16 Eu te amo mais...
Notas iniciais
– Eu te amo! – ele disse.
Eu parei para refletir, essas três palavras, na vida de um menino, pode não significar muita coisa, mas, na vida de uma menina, essas palavras pode fazer ela matar e morrer, essas palavras fazem com que os olhos da menina brilhem, que as lágrimas sequem, que o coração se aperte, essas três palavras pode ajudar, ou destruir uma vida, e, se elas forem ditas falsamente, fazem com que a menina se transforme no que ela não é, provavelmente um monstro vingativo, porque o que todo mundo quer é se sentir amada, e corresponder! Muitos meninos usam essas palavras precipitadamente, ou apenas para que a menina se derreta aos seus pés. Essa frase qualquer criança de 3 anos diz, resta saber se é verdadeiro... Agora ponha-se no meu lugar, imagina um garoto lindo, popular, rico e sexy, aquele tipo bad-boy que tem todas (ou quase todas) as garotas da escola na hora que quiser e onde quiser, imaginou? Aposto que pensou em Draco Malfoy (Ou talvez aquele idiota do seu colégio que te fez sofrer), agora imagine vocês juntos, acabaram de fazer amor, o que esse menino falaria? Aposto também que seria alguma idiotice no seu ouvido, mas, se ele disser “eu te amo”? E você sentir que é verdadeiro? Você se derreteria correto? Errado, pois essa situação que eu impus eu não citei que ele está preste a se casar com outra por causa do pai!!
– E a Astória Draco?
– Eu acabo de falar que te amo, e você fala sobre a Astória??? – Ele se zangou.
– Oras você esperava o que? Que eu falasse eu te amo, repetirmos a dose, casar, ter 4 filhos com a letra “s”, e uma casa num campo de unicórnios? Pois a vida não é assim... – Eu sei que foi errado falar isso neste momento, mas eu estava com raiva. Me levantei e comecei a me vestir – A vida, Draco, exige maturidade, e sabe, existe um pequeno detalhe que faz com que a gente não se case, tenha 4 filhos com a letra “s”, e uma casa num campo de unicórnios. Pois é, você já vai se casar!!! – Eu joguei as roupas dele em cima da cama, e ele afundou o rosto no travesseiro, e deu um urro de raiva.
– Meu pai está melhorando, okay? – Ele olhou nos meus olhos enquanto vestia a calça.
– Ah claro.. – Eu revirei os olhos.
–Sim, os curandeiros disseram que o que ele tem é uma doença incurável, mas ela pode voltar a ficar inativa, é como se ele tivesse a doença e não se manifestasse. Eles tão tentando fazer com que ela volte a ficar inativa, é como um vulcão adormecido...
– E daí? Dê os parabéns ao seu pai por mim... Ah talvez eu mande um cartão – Sorri cinicamente.
– Você não entendeu. Se a doença sumir, ele não vai morrer, assim não terá o último pedido, e eu não terei de me casar com Astoria — Os olhos dele brilharam.
– Foda-se Draco, você quer que eu faça o que? Espera que eu fique disponível aguardando, sei lá, anos para que o seu pai confirme que não vai morrer e assim ficarmos juntos? Até lá vá providenciando as cores de seu casamento. Já sabe a diferença entre bege, nude e creme?
– E tem diferença? – Eu fiquei vermelha e esbugalhei os olhos.
– TEM!!!!! Agora saia daqui. – Eu apontei a porta.
– Hermione, calma, vamos con... — Ele tentou me abraçar, mas eu esquivei.
– Saia!!!! — Ele levantou e foi andando até a porta, suspirou enquanto direcionava o seu olhar para trás.Eu estava com braços cruzados, e olhando para a janela, então, ele saiu.
No momento em que ele pôs os pés para fora, eu desabei a chorar, e soluçar. A Gina entrou segundos depois, me examinou com os olhos e crispou os lábios.
– Ouviu tudo, né? – Eu perguntei sem olhar em seus olhos.
– Não. Ouvi você gritando saia e achei que era a Justice, mas eu vi o Draco saindo com cara de bunda. – Eu ri – Se não quiser falar tudo bem, mas acho bom desabafar...
Eu contei tudo para ela, contei sobre Astória, o casamento, a doença do pai dele, contei sobre a minha primeira vez, enfim tudo, Gina era uma boa ouvinte, apenas escutava e fazia expressões indecifráveis.
– Eu fiz mal? – Falei com a voz embargada pelo choro.
– Só você pode me dizer. Olha mas você tem que entender o lado dele... – Eu bufei e ela revirou os olhos – você me contou tudo que está na sua garganta, mas não contou sobre o que está na dele...
"Vamos colocar em pratos limpos, imagina seu pai doente, e você sabe como o Sr. Malfoy é rígido e não é um bom pai, mas mesmo assim é o seu pai, ai ele te chama no escritório e diz que você é obrigada a se casar com um menino que não ama. No mesmo momento você percebe que está apaixonada por seu até então inimigo, então ele fala que está gostando de você, e quando vocês podem finalmente deixar as diferenças de lado, e simplesmente amar, mas ai você lembra do outro menino o qual você é obrigado a se casar, e tudo te separa do seu verdadeiro amor, o sangue, a família, os amigos, os julgamentos dos que estão do lado de fora da relação de vocês, até mesmo o menino que você ama..." – Desviei os olhos.
Ela tinha razão, se era difícil para mim, era pior para o Draco..
– Vou chamar ele – Ela levantou, beijou minha testa, e saiu.
Quando ele entrou, sentou-se ao meu lado e ficamos nos encarando. De repente, no mesmo segundo abraçamos, eu chorei em seu peito e ele beijou minha cabeça, ficamos assim, abraçados, a noite inteira, não precisavamos de palavras para nos entender, éramos inimigos a mais de 7 anos, mesmo que construíssemos uma relação onde um nunca irá dar o braço a torcer ao outro, se expressássemos os nossos sentimentos seria 1000 vezes melhor do que admitir que estava errada.
*.*.*.*.*.*
– Então senhorita Granger? Como está? – Minerva estava sentada na poltrona ao lado da minha cama.
– Bem melhor. Eu já poderia ter saído, mas Madame Pomfrey disse que é necessário ficar mais essa noite. — Já tinha passado 7 dias na enfermaria, todos eles Draco entrava escondido no meio da noite e ficava comigo, conversando e nunca passava dos beijos.
– Ah sim, que bom. Era por isso que vim conversar com você, a Srta. e o Sr. Zabine foram os ganhadores da última prova, então preciso que quando sair da enfermaria se prepare para a última prova que será daqui há duas semanas... Isto é, se a senhorita quiser participar, caso contrário a sua amiga Gina Weasley que está muito preocupada com seu estado de saúde disse que pode substituir a senhorita na prova.
– Não, tudo bem... Eu vou ganhar esse Jogo! –Mcgonagall abriu um largo sorriso.
– É assim que se fala querida. Deixarei você descansar, vejo você depois... — Ela se levantou e saiu.
*.*.*.*.*.*
– VOCÊ O QUE??? – Gina gritou e os outros estavam boquiabertos.
– Eu vou participar no torneio.
– Não Mione! – Ron disse.
– Você não é nem louca de fazer isso Hermione. Elizabeth ainda não foi encontrada, pode ser a oportunidade única de te matar. — Harry falou exasperado. Eles começaram a falar ao mesmo tempo me deixando zonza.
– PAREEEM!!! – Eu gritei, e eles paralisaram na posição em que estavam, olhando para mim.
– Hermione não é mais criança – Luna falou calmamente, ela estava deitada no meu colo, eu estava sentada na areia, com os pés nas pernas de Ron, Gina apoiava a cabeça no meu ombro, e Harry estava ao lado de Ron, este com as pernas em cima das minhas ao lado da cabeça da Luna.- Se ela quer participar deixem, conhecem a amiga que nós temos, se ela entrou no concurso é para vencer... – Eu sorri agradecida por Luna, e todo mundo olhou feio para ela – Se ela quer terminar o trabalho que a Elizabeth começou a escolha é dela, as vezes ela tem a mente suicida. – Agora todos riram e eu olhei feio para ela, entendi o que ela queria.
–Não Luna, eu vou participar, e vou ganhar, aquela louca nem é louca de aparecer aqui...
–Como você disse Hermione: Aquela louca, é sim, louca de tentar entrar aqui.
–Olha, eu posso até morrer, mas eu vou morrer como campeã!
–Okay, você quem sabe...
– Só não diga que não avisamos.
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– Eu já disse que você não vai participar...
– E QUEM É VOCÊ PARA DIZER O QUE EU FAÇO OU NÃO?
– DEIXA DE SER TEIMOSA!!!!!
– POIS ENTÃO NUNCA MAIS OLHE PARA MINHA CARA TEIMOSA!!!!
– O que houve com você?
– Eu estou de T.P.M, meus amigos não me entendem, eu estou nervosa, pois a prova é amanhã, e você está me irritando, está bom para você? – Eu coloquei a cabeça entre as pernas e comecei a chorar – A vida inteira, eu entrei embaixo da asa de Harry e Ron, viam-me como a cabeça daquele grupo, não que eu não fosse. Viam Harry como o líder corajoso, e como o Ron, o amigo forte para te ajudar, e se eu não fosse a donzela em perigo??? – Eu solucei.
– Mas você sempre esteve em perigo, o que faz de você a donzela em perigo... –Draco disse calmamente
– Eu posso até ser a donzela em perigo, mas eu sou a donzela que não quer ser salva por um mocinho! Eu quero é ter o mérito de conseguir sair sozinha, sem que a atenção vá para alguém... Nas histórias sempre a donzela é vista como uma garota frágil, boba, sensível, que a única frase é gritar SOCORRO! Ai chega o bom rapaz e a salva, e no final todo o crédito vai para ele... Mas eu não sou assim! E vencendo esse torneio eu sei que eu irei ser vista de outra forma. – Ele pousou a mão em meu ombro esquerdo e começou a distribuir beijinhos no direito.
– Sabe que só falamos isto porque nos importamos com você? – disse.
– Sim, eu sei, mas eu tenho que aprender a fazer as coisas sozinhas.
– Eu te amo – Ele disse com a boca ainda em meu ombro.
– Eu te amo mais– sussurrei.
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