Dramione - A Sugestão
19 Epílogo
Notas iniciais
POV HERMIONE GRANGER
Haviam sido anos intensos na companhia de Draco, nunca deixamos nosso orgulho de lado, o que resultou em diversas discussões e, consequentemente, detenções. Mas, eu não imaginava um dia sequer sem a presença da Doninha Quicante (apelido do qual ele, particularmente, odiava, obviamente, era meu preferido).
Com o término da escola não sabíamos como proceder. Claro, havíamos pensado que o dia em que não estaríamos habitando o mesmo recinto chegaria, só resolvemos não pensar sobre isso e viver tudo que podíamos.
Depois da guerra no nosso último ano, Draco havia pago um preço muito alto com a perda do pai. Sua mãe era uma mulher forte e consciente de que o marido havia escolhido o próprio destino, isso consolava-a, em parte, mas Draco era seu escoro de verdade, eles haviam ficado muito mais próximos e a preocupação e carinho do meu namorado pela mãe eram lindos. A aceitação de Narcisa para com nosso relacionamento foi surpreendente, ela havia se tornado uma grande apoiadora, assim, reuníamos nossas famílias nas datas comemorativas e durante as férias Draco e eu revezávamos quem posava na casa de quem.
Eu havia recebido uma proposta para o cargo de Auror no Ministério da Magia, ninguém ficou surpreso pelo convite, mas mesmo assim recebi muitas congratulações. Eu não cabia em mim mesma de tão feliz pelo que havia conquistado. Joguei-me nos braços de Draco no dia que recebi a carta, ele havia ficado tão empolgado quanto eu. Nós gritávamos como duas menininhas histéricas.
Draco, por sua vez, foi convidado para jogar na posição de Apanhador pelo time Francelhos de Kenmare, ao descobrir tal notícia ficamos ambos surpresos e felizes. Draco pulava e ria, eu o acompanhava, mas sabia que aquilo significava uma relação cheia de altos e baixos. E saudade.
Draco percebeu o que significava quando a noite daquele dia caiu e estávamos abraçados quietos. Ele ficou muito triste e pensou em recusar.
— Draco Lucius Malfoy nem pense em recusar! Você tem um futuro brilhante pelas mãos e eu sei que esse sempre foi seu sonho. Nós daremos um jeito.
Mas a verdade era que nem eu sabia como solucionar aquilo, deixei para que o tempo encaixasse as peças e uma Hermione mais sábia resolvesse.
Aconteceu que a Hermione mais sábia soube resolver com a ajuda de um Draco mais sábio. Decidimos manter uma relação a distância, levando em conta que podíamos aparatar, ficou mais tranquilo manter o relacionamento.
E tudo culminou para que chegássemos nesse momento, três anos depois da nossa saída da escola.
POV DRACO MALFOY
Eu estava nervoso demais, ela perceberia na certa. Antes de minha mãe aparatar para casa de uma amiga havia perguntado se eu estava bem umas quinhentas vezes.
— Filho, você está lindo. Mas precisava parar de suar e andar de um lado para outro. Tenha compostura, Draco, você é um Malfoy.
E com uma longa despedida ela aparatou.
Fiquei sozinho com aquele leve peso que estava no bolso do meu terno.
Havia combinado com Hermione um jantar chique para nós dois. Comemoraríamos sete anos juntos.
Quando ela aparatou na minha sala eu estava a ponto de sofrer um ataque fulminante. Ela estava linda, vestia um vestido vermelho, o cabelo estava preso em um coque com alguns fios soltos e estava com um batom vermelho, que chamou muito minha atenção para sua boca. Ela olhou em volta e parou os olhos em mim.
Eu havia apagado todas as luzes e colocado velas em todos os cantos da sala. Uma pequena mesa enfeitada com pétalas no centro tornava o ambiente, eu esperava, mais romântico.
— Vejo que andou ocupado. – Ela disse.
— Vejo que andou produzindo-se, posso saber quem é o cara de sorte? – Sorri com apenas um canto da boca. – Ah, é. Sou eu.
Caminhei até ela e beijei levemente os lábios dela.
— Você está linda... Srta Granger. – Falei hesitando em dizer seu sobrenome.
“Não por muito tempo. Respira Draco. Vai dar tudo certo”.
Conversamos amenidades e rimos bastante. Era normal rir com ela, Hermione era maravilhosa de tantas maneiras que eu nunca conseguiria lista-las, mas o seu senso de humor era uma de suas melhores e maiores qualidades.
O jantar for serviço pelos elfos, que agora eram assalariados e recebiam direitos e benefícios.
Depois de comermos a sobremesa eu não aguentava mais. Eu suava demais, nem a luz de velas era imperceptível.
Levantei-me e Hermione olhou-me curiosa.
— Hermione Jean Granger, — ajoelhei-me e tirei a caixinha em meu bolso – você aceita ser Hermione Jean Malfoy?
Ela levou as mãos à boca e chorou. Ela concordou com a cabeça incapaz de falar e eu comecei a concordar com a cabeça também por alguma razão desconhecida. Ela se atirou em meus braços e nós rimos ainda mais. Sorriamos feito dois idiotas quando coloquei o anel em seu dedo.
— Eu disse que você seria um dia a senhora Malfoy.
— Nunca duvidei.
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