Dramione - A Sugestão
10 Capítulo 10 - A Volta (às aulas)
Notas iniciais
POV HERMIONE GRANGER
Os últimos dias de férias haviam voado junto com Draco e sua vassoura. Qualquer que fosse o dia, ele estava treinando, depois do dia que fui assistir ao jogo na arquibancada com Krum, não pisei mais no campo.
Não havia falado com Malfoy desde então. Harry e Rony mandaram Edwiges algumas vezes, com presentes de Natal, ela teve que fazer diversas viagens para dar conta de trazer todos os presentes dos Weasley e de Harry. Também enviaram cartas pedindo explicações sobre o motivo de eu ter enviado a coruja de Malfoy, ao que respondi prontamente que pedi ajuda a Dumbledore e como Draco era um dos poucos que tinha ficado na escola com sua coruja ele mandou Draco ajudar-me, uma vez que era um assunto de suma importência. Eu não tinha muita certeza se eles haviam engolido essa, mas como não recebi nenhuma carta com reclamações ou coisas do tipo, contentei-me com a minha sorte.
Havia ficado mais próxima das outras meninas da minha Casa. Era estranho ter outras pessoas do mesmo sexo para conversar, como passava a maioria do tempo com os meninos, nunca tinha pensado em como amizades femininas eram importantes. Tirando Gina, eu não era próxima de nenhuma outra garota, mas isso mudou.
Passei os dias conversando com as meninas, nós nos maquiávamos e treinávamos penteados, ensinávamos truques de beleza umas para as outras e, por mais superficiais que fossem, esses momentos eram o suficiente para deixar minha mente longe do loiro com olhos cinzentos. Criei laços com as garotas e andamos sempre juntas até o fim do recesso.
Também havia voltado a estudar, em dez semanas começariam algumas provas e eu precisava revisar alguns trabalhos.
Os meninos voltaram um dia antes de as aulas começarem e não medi forças na hora de abraçá-los, eu estava com saudades daqueles dois cabeçudos. Gina desceu atrás deles e abracei-a também.
Entramos na Sala Comunal da Grifinória abraçados, esperei nos sofás enquanto os meninos colocavam as roupas e doces que haviam trazido em seu quarto. Descemos para o almoço e eles não paravam de tagarelar sobre o que haviam feito e como passaram o Natal.
—Ah, falando nisso, tem como você me emprestar Edwiges, Harry? Não tive como mandar os presentes para meus pais – comentei.
—Por que não pediu para o Malfoy? — Resmungou Rony.
—Calado – cutucou-o Harry.
Assumi meu ar de superior e olhei Rony nos olhos.
—Era um assunto que não podia esperar, corri procurar Dumbledore. Foram ordens dele.
—De todas as pessoas... — Continuou Rony como se não tivesse ouvido.
—Ronald, se você quiser questionar as ordens do próprio Dumbledore sinta-se a vontade para fazê-lo – falei com um ar arrogante.
Ele ficou vermelho e não falou mais nada.
—Calma, Hermione, nós só achamos, hum, estranho – disse Harry.
Assenti em concordância e não falei mais nada. Não pude evitar um olhar para a Mesa das Cobras. A jararaca da Parkinson já estava agarrada com Malfoy. Ignorei.
Lembrei do motivo da discussão e não me aguentei.
—O que foi que você descobriu, Harry? — Perguntei num sussurro, quase não me aguentando de ansiedade.
—Bom, depois de enfiar a cabeça numa banheira, com água quente demais para o meu gosto, coloquei o ovo dentro da água e prendi a respiração. Abri ele já esperando aquele zumbido infernal, não me leve a mal Hermione, não é que não confie em você, mas aquele ovo já tinha quase me deixado surdo as duas vezes que tentei abri-lo. Mas, surpreendentemente, você estava certa – ele sorriu – uma...
—Harry ouviu uma música — Ron, que prestava atenção na conversa, estava tão agitado quanto eu e contou o resto da história por Harry – e você não vai acreditar qual é a próxima prova!
—Fala baixo, Rony – disse Harry, enquanto Fleur passava por eles.
—Sereianos no lago! Harry vai ter que ficar embaixo d'água por uma hora!
—Oh meu Merlin – levei a mão a boca e arregalei os olhos.
Eu sabia que não era uma prova fácil, mas isso era suicídio.
—Harry, você vai participar? — Perguntei.
—Não tenho escolha, Mione – ele suspirou – a prova é no sábado. Nós passamos metade de nosso tempo tentando encontrar uma resposta para como eu posso ficar uma hora inteira sem me afogar. Não encontramos nada, Mione. Você tem alguma ideia? Já alguma coisa sobre isso?
—Não, eu nunca ouvi nem que isso era possível.
Harry, Rony e eu corremos para a biblioteca.
—Você fica com Criaturas Mágicas, Rony, talvez encontre alguma coisa sobre os Sereianos. Harry você fica com os Feitços Avançados, tem que haver algum feitiço sobre isso. Eu vou ler os registros dos outros Torneios de novo, posso ter deixado alguma coisa escapar – dei as ordens e eles depois de ficarem em posição de sentido saíram falando "sim, senhora".
Lemos até nossos olhos saltarem para fora das órbitas. Reunimo-nos em uma sessão de livros e despencamos nas cadeiras, ninguém havia encontrado nada. Bom, Rony havia encontrado uma folha que explicava um pouco sobre os Sereianos, mas tirando o fato de que eram criaturas perigosas, nada foi acrescentado. Neville, que estava em um canto lendo alguma coisa sobre plantas ouviu a nossa discussão e veio até nós.
—Harry, eu sei o que pode ajudar-lhe.
Olhamos todos para Neville que parecia um pouco desconfortável com todos aqueles olhares.
—Guelricho.
Agora, Neville encara três rostos confusos e que buscavam explicações. Ele explicou sobre as propriedades da alga e quando eu iria perguntar do porquê nunca havia ouvido falar ou lido sobre a alga, Neville disse que o professor Moody que havia emprestado o livro para ele.
Agradecemos Neville com tapinhas nas costas e voltamos juntos para nossa Casa.
—Grifinória merecia ganhar dez pontos por essa sua inteligência — disse Harry descabelando Neville.
Rimos e fomos dormir.
Agora que todas as garotas estavam de volta, não poderia mais dormir cheirando o paletó de Draco e aquilo me deixava muito triste, contentei-me em sentir a soqueira tocando minha pele.
A semana passou normalmente, todavia, quando os meninos não estavam por perto ou eu não estava estudando, não conseguia manter Draco fora da minha cabeça.
A professora Minerva convidou-me para ir até a sala dela sábado durante a noite. Eu estranhei, mas não teria como rejeitar.
Fui até a sala dela.
POV DRACO MALFOY
Flash back on
Os últimos dias de férias haviam sido utilizados para descobrir quais os limites de treino que um jogador teria. Acordava cedo, tomava café, treinava, voltada para o almoço, treinava, jantava, pegava qualquer garota que fosse bonita e da Sonserina.
Muitas vezes quando não conseguia dormir, segurava o Vira Tempo que Hermione havia me dado e perguntava-me se deveria usar e mudar tudo. Nunca tive a coragem nem a ousadia de tomar tal atitude.
No dia que os alunos voltaram para Hogwarts, eu estava atirado em um sofá, aquele dia eu estava sofrendo com dores da exaustão que havia proporcionado a mim mesmo no dia anterior.
Quando Pansy viu a mim ela correu e atirou os braços finos ao redor do meu pescoço e deu um beijo em mim. Tirei ela de cima de mim e sentia no sofá.
—Eu senti tanta saudade, Draquinho – ela disse.
—Legal – eu disse.
—Até senti falta do seu mau humor – ela disse – acho que já me acostumei.
Crabbe e Goyle entraram na sala e foram falar conosco. Os três começaram a contar sobre como haviam sido as férias. Era enjoativa a felicidade deles. Como não havia muito o que falar da minha parte e contar sobre Hermione não era uma opção, decidi sair discretamente.
Ao ir para biblioteca vi que ela já estava sendo invadida pela ralé. A dupla imbatível estava de volta e Granger acompanhava eles.
Decidi voltar para o quarto. Revisei meus temas e voltei a desenhar. Eu era um excelente aluno, desde que meu pai havia me deixado com um olho roxo por ter uma nota menor que uma nascida trouxa, eu tive que me esforçar bastante. E para manter-se no time, as notas tinham que ser altas.
Hermione indiretamente havia tornado-me um aluno melhor e ela nem sabia disso. As ironias da vida são coisas para serem observadas.
Pensando nisso comecei a desenhar uma corrente de soqueira em um pescoço, em seguida um rosto um tanto familiar. Não tinha notado o que estava fazendo até a pena fazer o último contorno de uma boca.
Hermione ria. Os olhos fechados pela força da gargalhada. Uma onda forte de raiva passou por mim. Joguei o caderno na parede. Acalmei-me por alguns minutos, desci da cama e juntei o caderno. Enfiei aquela porcaria no fundo do malão.
Fui jantar com Crabbe e Goyle. As vezes eu me perguntava se somando os QI's deles, obteria mais do que setenta.
Atormentamos alguns alunos da Lufa-Lufa enquanto voltávamos para nossa Casa.
A semana de volta às aulas passou muito depressa. Na sexta a noite, eu voltava de mais um treino. Hermione estava entrando na sala de Minerva. Como meu caminho cruzava a sala dela não pude evitar apurar os ouvidos e só pude ouvir:
—Sinto muito, querida.
Não entendi o que aquilo significava, continuei andando.
Ao chegar na Torre da Sonserina, tomei um banho demorado e fiquei parado enquanto a terra e a grama desciam pelo ralo. Quando você treina com tanto afinco quanto eu, algumas quedas eram inevitáveis, aquele dia estava ventando muito. Perdi o controle da vassoura por diversas vezes. Mas estava feliz de certa forma, os treinamentos estavam tendo diversos efeitos. Eu estava controlando ainda melhor a vassoura, realizar manobras difíceis estava ficando cada vez mais fácil e eu havia ganhado mais alguns músculos. Pelos suspiro que eu arrancava quando passava por garotas de séries mais baixas não havia dúvidas.
Fui deitar e, não pela primeira vez, o cansaço venceu.
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