Drama Total: Turnê Mundial 2 - Electric Boogaloo

19 Próximo Destino → Rio de Janeiro, Brasil


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo e tenham uma boa leitura, pessoal!

Drama Total:

Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo

Capítulo 19 — Próximo Destino → Rio de Janeiro, Brasil

CHRIS: Anteriormente, em Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo… nosso itinerário finalmente visitou a Europa e um dos seus países mais importantes, a Alemanha. Na cidade de Munique, nosso Top 5 pode ter experiências culturais genuínas, participando de atividades clássicas de um Oktoberfest. Eles puderam beber da melhor cerveja não-alcoólica da Bavária e então participar de uma competição de dança Schuhplatter. Daya revelou seu lado dançarino e saiu da sua maré de azar nos desafios, vencendo sua primeira invencibilidade. Mas ela também estava em conflito interno sobre se ela deveria se livrar do aliado de longa-data dela, Anthony. Quando ele irritou Meilin e Alvin deixando eles presos num precipício siberiano e irritou Taylor eliminando todos os aliados da cantora, Daya se viu sem escolha e foi obrigada a eliminar o aliado, claro, sem deixar de fazer uns atos de vilania antes. — falou rindo. — E foi isto. Anthony foi chutado para fora do avião e apenas quatro passageiros restam no Total Drama Jumbo Jet 2.0, sendo eles Alvin, Daya, Taylor e Meilin. Quem será eliminado hoje?

*Abertura*

O avião planava pelos céus serenos do Oceano Atlântico. A cena abre na Classe Econômica, onde Alvin, Meilin e Taylor estavam acordando para mais um dia de competição.

TAYLOR: Bom dia, pessoal. — bocejou e deu uma grande espreguiçada. — Uau, só tem vocês dois mesmo aqui? — e deu uma olhada nos aposentos como se procurasse por mais pessoas. — Então é oficial… o Anthony foi realmente eliminado.

MEILIN: Nós conseguimos. Somos o Top 4 da temporada.

ALVIN: Eu acho que deveríamos comemorar esse feito de alguma maneira. Mesmo a gente estando na Classe Econômica… — e fica pensativo, mas então sua expressão brilha. — Tive uma ideia!

O rapaz saiu correndo em direção ao refeitório, deixando Taylor e Meilin sozinhas.

MEILIN: Você consegue acreditar, Taylor, que tem três meninas no Top 4?

TAYLOR: É verdade, nem tinha parado para reparar. Teve uma época que só meninas estavam sendo eliminadas…

MEILIN: Quando as equipes se fundiram, tinham apenas três meninas para cinco rapazes. Nós todas sobrevivemos, enquanto só o Alvin sobrou para contar a história.

TAYLOR: Imagina que legal seria um Top 3 totalmente feminino. Seria tipo… revolucionário.

MEILIN: Com certeza. Você consideraria?

TAYLOR: Mas é claro. Depende de você, que é aliada do Alvin, estar disposta a eliminar ele.

MEILIN: Bem, é o Top 4, o Alvin e eu já nos ajudamos o máximo que pudemos. Acho que ele vai entender se for cada um por si agora. Um top 3 feminino realmente seria completamente icônico. Precisamos falar com a Daya.

TAYLOR: Certo. Me pergunto o que a Daya está fazendo agora. Será que ela já acordou?

***

A cena transiciona para a Primeira Classe, onde Daya estava sozinha, já acordada, com o cordão dourado de Anthony nas mãos. Ela passou o pingente pelos dedos, com uma expressão estranha e então suspirou.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DAYA: Eu fiz. Eu cheguei ao Top 4. Eu tenho certeza que há 1 mês atrás, quando essa viagem começou, ninguém achou que eu estaria aqui, mas hoje, a pior posição que eu posso ter é o quarto lugar. Eu fiz o que outros dez falharam. Eu fiz o que o Anthony falhou em fazer. — suspirou. — Eu realmente tenho uma chance de vencer o milhão de dólares. — sorriu.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A menina ficou em silêncio por mais um tempo, absorta em pensamentos, quando ouviu um berro do lado de fora do aposento. Era Alvin a chamando.

Daya abriu a porta e encarou o rapaz, confusa.

ALVIN: Daya, venha com a gente até a Classe Econômica, temos uma surpresa.

DAYA: Sair do meu luxo da Primeira Classe para ir para a Classe Econômica? É bom essa surpresa valer a pena, hein…

ALVIN: Oh, confie em mim, vai valer.

***

Daya entra na Classe Econômica e Alvin faz um suspense e então:

ALVIN: Ta-dã! E aí, o que achou?

Ele apresentou um bolo improvisado, feito de cookies duros do refeitório e recheio para bolo pronto expirado há dois meses. O “bolo” era decorado com uma vela de aniversário no topo. Não era grande coisa, mas era o que tinham.

DAYA: Uau, é sem dúvidas… surpreendente. — deu um sorriso amarelo e forçado.

ALVIN: É um bolo! — não era essa a reação que ele esperava. — Eu fiz para a gente. Geralmente eu faria algo um pouco melhor, mas eu não tenho as coisas que eu normalmente tenho em casa. Minha mãe pode comprovar que eu sou um cozinheiro de mão cheia.

Taylor e Meilin se aproximaram dos outros dois.

MEILIN: O bolo parece ótimo, Alvin. — tentando melhorar os ânimos do rapaz. — Você é tão criativo.

DAYA: É, “criativo” é o adjetivo certo.

MEILIN: Você é tão sem noção as vezes, sabia, Daya? — falou em tom mais baixo, apenas para que a diabética ouvisse.

DAYA: Que foi? Só tô falando o que eu penso.

ALVIN: Você não precisa comer se não quiser. Deve ter muito açúcar para você mesmo, não quero causar nenhuma emergência médica. Eu só queria fazer uma comemoraçãozinha para nosso feito de chegar ao Top 4.

MEILIN: Foi um pensamento ótimo, Alvin. — colocou a mão no ombro do amigo. — É só que algumas pessoas não sabem apreciar gentilezas. — lançou olhares furiosos para Daya.

TAYLOR: Certo. — interjeitou. — Então, vamos comer o bolo ou o quê? — dando um sorriso.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MEILIN: A Daya consegue ser tão insuportável quando quer. Sério. Eu estava planejando ir para o Top 3 com ela, mas ela fala cada coisa desnecessária que nem dá vontade. O Alvin merece bem mais um lugar na final do que ela.

ALVIN: Eu sei que a Daya gosta de ser implicante às vezes. Não levo para o pessoal. Mas eu fiquei feliz que a Meilin estava lá para me apoiar. Ela é uma boa amiga. Eu gostaria de ir para o Top 2 com ela.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Mais tarde, após todos — incluindo Daya — comerem o bolo improvisado, ruídos começaram a soar pelo sistema de auto-falantes.

CHRIS: Atenção, passageiros do Total Drama Jumbo Jet 2.0, se dirijam para o compartimento de desembarque, pois estaremos pousando no nosso próximo destino em 10 minutos. Câmbio e desligo. — anunciou pelos auto-falantes.

TAYLOR: Uau, o desafio da semifinal. O que será que nos aguarda?

Alvin estava espiando pela janela.

ALVIN: Eu só vejo oceano e uma praia na distância. O continente é bem montanhoso e tem uma enorme cidade. Hm, onde poderemos estar pousando?

TAYLOR: Eu não sei. — se posicionando também na janela. — Mas se estamos indo para a praia, vamos nos preparar para ficarmos molhados.

***

Os quatro finalistas, Chris McLean e Chef Hatchet, se aproximaram da base do morro do Corcovado. Os passageiros absorviam os arredores e a quentura da cidade.

CHRIS: Sejam bem-vindos, meus semifinalistas, ao Rio de Janeiro, no Brasil. Uma das cidades turísticas mais icônicas do mundo. — introduziu. — Se vocês olharem para cima, verão uma estátua de pedra de talco em homenagem a um cara aí. Não sei, acho que ele morreu e ressuscitou uns dias depois? Parece ficção para mim. De qualquer forma, estamos rodeados pelo lindo Oceano Atlântico, praias famosas mundialmente e a Baía de Guanabara. E então o Rio de Janeiro será o palco para o desafio da semifinal.

DAYA: Ugh, mais uma vez um lugar quentíssimo. Não podíamos voltar a Munique?

CHRIS: Ah, queria Daya, ainda está cedo. Aqui no Rio, as temperaturas facilmente ultrapassam os 40 graus Celsius.

DAYA: Mas que diabos? E as pessoas sobrevivem? Meu corpo canadense vai se deteriorar.

CHRIS: Não se preocupem, você vai estar ocupada demais fazendo o desafio para pensar no calor. Prontos para o desafio de hoje, passageiros?

Os quatro consentem, relutantemente.

CHRIS: Pois bem, como é a semifinal, eu tive que trazer de volta os clássicos dessa temporada. — deu um sorriso maligno. — Espero que estejam preparados para se exercitar! Vocês deverão subir as escadas até a base do Cristo Redentor, e eu tô falando das escadas mesmo, hein, nada de pegar as escadas rolantes!

Todos murcham e gemem, reclamando.

TAYLOR: Mais um desafio subindo degraus. Uau, quanta criatividade.

CHRIS: Então você vai amar o que vem por aí. Ao chegar na base do Cristo, estagiários vão ajudar vocês a colocar arreios e equipamento de rapel, e vocês deverão subir todo o Cristo até o topo da cabeça dele, onde quatro asa-deltas estarão esperando por vocês. Por ordem de chegada, monte a asa-delta e plane até uma plataforma flutuante no oceano. Depois, nade até a praia de Copacabana, onde na areia, está enterrado um baú com um símbolo de invencibilidade dentro. Confie em mim, vocês vão saber qual é o símbolo quando o verem. Seja o primeiro a desenterrar o baú e pegar o símbolo de invencibilidade e Bing, Bangue, Boom! Você estará na Grande Final desta temporada.

MEILIN: Uau, bem simples. — falou sarcasticamente.

CHRIS: Mas é claro, você esperava mixaria perto da final? Como é um desafio valendo pela final, não haverão dois desafios e um desafio valendo uma vantagem. Todo mundo estará no mesmo nível, de igual para igual. Ou o mais perto disso que o Drama Total permitir. — deu uma risadinha frouxa.

*CONFESSIONÁRIO ON*

TAYLOR: Não sei o que eu esperava para a semifinal, mas era óbvio que teríamos um desafio megalomaníaco em algum lugar quente demais ou frio demais. Mas era óbvio. — suspirou. — Pelo menos não tenho que remar. Conhecendo o Chris o desafio da final ainda pode ser atravessar o Oceano Atlântico a remo.

O confessionário então muda para mostrar o apresentador.

CHRIS: Só para constar, o desafio da final NÃO será atravessar o Oceano Atlântico a remo. Mas anotem essa ideia para a próxima turnê! Vamos guardar nos arquivos. — abre um sorriso.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os quatro finalistas olharam, derrotados, para a escadaria enorme que levava até o Cristo.

CHRIS: Passageiros prontos? Valendo!

Todos então saíram em debandada escada acima.

Alvin e Meilin rapidamente pegaram a dianteira, com Daya e Taylor tendo problemas com suas escolhas de calçados.

Daya observou suas botas com plataformas, revirando os olhos.

DAYA: Pés, é bom vocês não doerem hoje, é por um milhão. Eu pago o melhor tratamento e o melhor podólogo que o dinheiro pode comprar, mas por hoje, não me falhem. — E seguiu correndo pelos degraus.

Taylor quase virou o pé, os saltos deslizando nas escadas. Frustrada, ela tirou os saltos.

TAYLOR: É bom isso não ser uma escolha ruim. — ela então pisa no degrau acima, estalando de quentura do sol carioca. — AAAAAH! — berra com o pé queimado.

A cantora tinha lágrimas caindo pelo rosto, de dor.

TAYLOR: É apenas um spa, um tratamento para os pés. — tentando se convencer. — E então pisou no degrau acima, tão quente quanto. E começou a correr pelos degraus, tentando escapar do calor absorvido pela escadaria.

*CONFESSIONÁRIO ON*

TAYLOR: Conselho para os jogadores futuros do Drama Total, não use saltos! Não importa quão bonitos sejam seus saltos, não valem a dor de cabeça. Eu prometo para você!

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Alvin foi o primeiro a chegar na base do Cristo, suando baldes. Um estagiário afivelou todo o equipamento no rapaz e ele então começou a escalada.

ALVIN: E lá vamos nós. — com os olhos fechados, olhando para a grandeza da estátua e evitando o sol forte.

Meilin chegou uns minutos depois, quando Alvin nem havia subido cinco metros. Ela apressou o estagiário para afivelar todos os arreios e iniciou o rapel.

De volta na escadaria, Daya estava odiando seus sapatos como se fossem instrumentos de tortura chinesa.

DAYA: Sério, eu não sei mais o que fazer. — falava com uma câmera. — Meus pés parecem que vão explodir.

Ela vê Taylor passando por ela, berrando com cada contato com os degraus escaldantes.

DAYA: Uau, ela está realmente desesperada. — suspira. — Affz, acho que terei que perseverar, então.

A menina seguiu andando, escadaria acima.

***

Taylor chega na base da estátua do Cristo Redentor. Ela corre até o estagiário, que começa a colocar o equipamento de rapel na menina.

Ela toma um momento para observar a grandeza da estátua, respirando fundo.

TAYLOR: É uma estátua de Jesus e toda minha família é católica, eu estava na igreja todo domingo. — falou para ninguém em particular, talvez para Deus. — Eu fui batizada, sou sua seguidora, não fiz mal para ninguém, por favor, não me deixe cair até minha morte, obrigada e amém. — com as mãos em posição de oração.

Ela então começou a subir no rapel.

No passo que Taylor iniciou, Alvin tinha ¾ do caminho já completado. Meilin logo abaixo dele.

Após dez minutos, Daya finalmente chegou na base da estátua. Ela primeiro se desmontou no chão, com um palmo de língua para fora.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DAYA: Se antes eu não sabia, agora eu tenho certeza que minha vitória em Munique foi pura sorte. Esses desafios ficam cada vez piores. Meus pés estão mais inchados do que os pés de alguém com elefantíase.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A menina então se recompôs, bateu a poeira do corpo e foi até o estagiário, prendeu os arreios no corpo e iniciou a subida.

Chris apareceu na base do Cristo Redentor, olhou para a câmera e começou:

CHRIS: E todos nossos semifinalistas estão completando a subida de rapel pelo Cristo Redentor. Quem será o primeiro a terminar e sair do Rio de Janeiro com invencibilidade e quem vai nadar e morrer na praia? Só sentir o cheirinho da final? — dá uma risada. — Descubra a resposta dessas perguntas quando voltarmos do intervalo comercial, com mais Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!

*Intervalo*

A cena abriu no topo da cabeça do Cristo Redentor. Um estagiário estava no topo, junto com quatro asa-deltas esperando os finalistas.

Grunhidos de esforço são ouvidos. Alguns momentos depois, surge pela beirada da estátua, Alvin. Escalando a cabeça da estátua com dificuldades.

O rapaz então observa as quatro asa-deltas e faz uma pequena comemoração.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ALVIN: Enquanto eu subia o Cristo, eu fiquei tão nervoso e focado em não olhar para cima ou para baixo que eu nem sabia se eu estava na frente ou atrás dos outros. Mas quando eu vi que estava na dianteira, fiquei muito feliz. Eu realmente posso vencer esse programa, levar minha namorada para os restaurantes mais legais da cidade, voltar para a China com a minha família para uma visita. Uau, tem tantas possibilidades.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Enquanto Alvin colocava o equipamento para a asa-delta, — com ajuda do estagiário. — Meilin estava subindo pela cabeça do Cristo.

MEILIN: Alvin! — berrou. — É você? — não conseguia abrir os olhos direito com o vento e sol forte.

ALVIN: Sim, sou eu. Meilin? — e teve a resposta afirmativa. — Te vejo lá embaixo. Boa sorte!

E então correu, pegando impulso e saltando com a asa-delta.

Planando acima da Baía de Guanabara, vendo o oceano e toda a cidade, Alvin parecia maravilhado e aterrorizado ao mesmo tempo. Fez todo o caminho berrando de medo.

Ele balançava seu corpo de um lado para o outro, numa tentativa de acertar a plataforma flutuante no oceano. Porém a planagem foi rápida demais e o rapaz aterrissou na água, vários metros depois da plataforma.

Chris, na plataforma flutuante, narrou o acontecimento, rindo.

CHRIS: Espero que o Alvin saiba nadar, por quê só isso está entre ele e a última invencibilidade!

Meilin chegou alguns minutos depois, pousando perfeitamente na plataforma flutuante.

MEILIN: Ufa! — limpando o suor do rosto.

Ela viu Alvin nadando e passando pela plataforma.

MEILIN: Boa sorte, Alvin! Vai precisar quando eu te derrotar! — falou de brincadeira. E então pulou na água.

CHRIS: Meilin e Alvin estão na água. Vamos ver qual deles é o melhor nadador.

Definitivamente era Alvin. O rapaz rapidamente pegou a dianteira novamente, no passo que Meilin constantemente parava para puxar ar e descansar.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MEILIN: Eu não sou a melhor nadadora do mundo, certo? Eu sei o suficiente para não morrer afogada, mas ser veloz? Err… — faz uma expressão estranha. — Pelo menos eu estou contra o Alvin, que eu sei que me protegeria se vencesse. E eu meio que quero que ele vença. Depois do que a Daya fez com ele hoje cedo, ele merece uma vitória.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A cena corta para Taylor chegando no topo do Cristo, vendo as duas asa-deltas restantes.

TAYLOR: Certo, agora eu só preciso… — parou para pensar. — tirar os arreios e equipamentos do rapel, colocar os equipamentos da asa-delta, planar até o oceano, tentar acertar uma plataforma flutuante, nadar até a praia e então desenterrar um baú. Ótimo. — falou ironicamente.

Uma trovoada assusta a menina.

TAYLOR: E chuva, é claro.

***

Alvin nadava rapidamente quando gotas de chuva começaram a pingar. Ele chegou na praia e olhou para o céu cinza escuro.

ALVIN: Mas o quê? De onde veio essa chuva? Affz vai deixar a areia molhada e difícil de cavar. Mas não posso desistir. — e começou a cavar.

Quando Meilin chegou na costa, a chuva tinha apertado consideravelmente, com relâmpagos brilhando no horizonte.

Os dois chineses estavam cavando com determinação, ao passo que Taylor berrava amedrontadamente na sua asa-delta. Ela chegou na plataforma flutuante, confusa com a chuva repentina.

CHRIS: E Taylor chegou. Será que ela ainda consegue alcançar Alvin e Meilin, ou é tarde demais?

TAYLOR: Não sei se consigo, mas eu vou tentar! — e pulou na água.

***

Daya corria, pegando impulso na sua asa-delta, quando escorregou numa poça d’água formada no topo do Cristo. Ela então saiu planando de forma completamente torta, quando fazendo loops 360º no céu. A tempestade tropical também mudou o curso da menina, que pousou vários metros longe da plataforma flutuante.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DAYA: Que droga de lugar é esse? Literalmente 2 horas atrás estava um sol digno de deserto do Saara, dava para fritar um ovo na calçada e agora tem uma tempestade torrencial. Quem aguenta isso?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Meilin e Alvin já haviam revirado grande parte da praia, ainda sem sucesso em achar o baú. Do canto do olho, Alvin viu Taylor chegando na costa e então apertou o passo.

O rapaz mudou para outra parte da praia, onde ele ainda não havia procurado. Cavou, cavou e cavou. Ao passo que Taylor pôs os pés na praia, Alvin deu um berro de felicidade.

Ele havia achado o baú.

MEILIN: O que aconteceu? Você achou?

Alvin desenterrou o baú e então o abriu. Dentro dele havia um símbolo de invencibilidade, Chris havia dito. Mas o que seria?

O rapaz deu uma cafungada e quase gorfou. Dentro do baú tinha um saquinho de amendoins com vômito em cima. Mas a chuva e a areia deixaram a coisa ainda mais nojenta e asquerosa que já é normalmente.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ALVIN: Bem, o Chris disse que era um símbolo de invencibilidade, só não esperava por isso. — tinha o saquinho em mãos. — Eu realmente venci o desafio e estarei na final. Uau. — ligeiramente emocionado.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Meilin e Taylor foram até Alvin, abraçando o rapaz, ainda enquanto a chuva castigava eles.

***

Chris e os quatro finalistas se encontraram na praia de Copacabana, enquanto a chuva se dissipava.

CHRIS: Bem, passageiros, só para oficializar, Alvin venceu o desafio e estará na grande final como parte do nosso Top 3!

Meilin e Taylor batem palmas, enquanto Daya apenas olhava para o nada, intensamente. Alvin sorriu, sem jeito.

ALVIN: Obrigado, meninas.

CHRIS: Isso significa que uma de vocês, meninas, será eliminada hoje, na porta da final e se juntará ao grupo de perdedores da temporada. Teremos uma Cerimônia de Eliminação em pouco tempo, então tenham certeza que seus planos estão bem acertados e vejo vocês de volta no avião.

Todos começaram a andar em direção ao Jumbo Jet 2.0.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DAYA: Mas que droga! — bateu o punho forte na outra mão. — Meu plano era o Alvin! Agora que ele está imune, o que eu posso fazer? Não sei se consigo convencer ele a eliminar a Meilin, mas se eu pedir para ele votar na Taylor, eu vou ter que ir para final com dois do trio ternura. Eles vão se levar para o Top 2 e se eu não vencer o último desafio, eu vou ser eliminada em terceiro lugar. Ugh, o que eu posso fazer? — fica pensativa.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

De volta no avião, a área da Primeira Classe estava fechada, então os participantes se reuniram na Classe Econômica. Meilin e Taylor conversavam num canto, enquanto Daya fazia um confessionário.

TAYLOR: Eu só queria reconfirmar, agora que o Alvin venceu o desafio, a gente ainda vai para a final juntas?

MEILIN: Oh, com certeza. Pode crer. Lamento, Daya, mas é hora de você sair.

TAYLOR: Certo. — nesse momento, Alvin passou por elas, entrando na Classe Econômica com um cookie duro do refeitório. — Alvin, venha se juntar a nós.

ALVIN: O que tá rolando, galera? — deu uma mordiscada no biscoito.

MEILIN: Eu só estava falando aqui com a Taylor sobre como eu estou feliz que nós três vamos ser o top 3. — deu um olhar intenso para Alvin.

ALVIN: Oh, certo. — engoliu rasgando o biscoito. — Eu também estou feliz. Não escolheria ninguém diferente. — dá um sorriso amarelo.

Os três dão um abraço em trio, e no momento que eles soltaram do abraço, Daya entrou no cômodo, puxando Meilin para o refeitório, para um bate-papo.

DAYA: Você sabe o que eu quero. — vendo o olhar da chinesa. — Eu não tenho outras opções, eu tenho que tentar, não me julgue.

MEILIN: Eu não tô falando nada. Só é engraçado ver você desesperada, você sempre é tão empoderada, segura de si.

DAYA: Mas isso é quando tudo dá certo, hoje deu tudo errado. — suspira. — Você sabe que eu preciso que você e o Alvin votem na Taylor, certo?

MEILIN: Eu presumi isso, sim. Quais seus argumentos? — tinha um tom sincero na pergunta.

DAYA: Ela é bem determinada nos desafios e a não ser que seja um desafio de remo, ela provavelmente pode vencer e tirar uma das suas vagas na final. Eu sou podre de ruim nos desafios, vocês dois vão vencer facilmente e eu ficarei contente com o terceiro lugar.

MEILIN: Fala sério, Daya. — arqueou a sobrancelha.

DAYA: O quê?

MEILIN: Você? Ficar contente com o terceiro lugar? Você, Daya? — questionou, cética.

DAYA: Eu só quero chegar na final, juro. Se eu perder, eu vou entender. Se for meu destino perder, eu vou aceitar, mas eu preferiria perder para você e o Alvin do que para a loirinha lá.

MEILIN: Certo.

DAYA: Além disso, a Taylor tem muitos amigos no Júri. O Jonas, o Joseph? São dois votos garantidos. E eu? Eu traí meu único amigo, o Anthony. Se por algum acaso eu estiver no Top 2, eu vou ser escorraçada. A melhor chance de vocês vencerem é contra mim e vocês sabem disso.

MEILIN: Eu vou falar com o Alvin. Não fique triste. Não acaba até que você salte do avião. Vai dar tudo certo. — colocou a mão no ombro de Daya.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MEILIN: Bem, se eu não ganhei o último desafio, estou feliz que foi o Alvin. Me ajudou na desculpa para poder sair da aliança feminina com Daya e Taylor. É claro que a Daya quer que a gente elimine a Taylor, mas não sei se a Taylor é uma ameaça tão grande assim na final. — e fica pensativa. — Ou será que eu estou cometendo um erro enorme em não eliminar a Taylor?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

O tempo para a Cerimônia de Eliminação estava se aproximando. Daya correu atrás de Taylor e ambas foram cochichando entre si até os assentos.

*CONFESSIONÁRIO ON*

TAYLOR: Eu não venci hoje, mas tudo bem. Eu ainda posso ganhar o prêmio que realmente importa. Mas pensando bem, será que eu venceria contra a Meilin? Eu vejo caminhos para a vitória contra a Daya e o Alvin. Mas será que a Meilin não é a maior ameaça restante? A Daya está tentando colocar coisas na minha cabeça, mas será que ela não está certa?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os quatro finalistas se sentam na Cerimônia de Eliminação. A tensão pairava no ar. Chris faz seu discurso habitual e então pede para que todos votem.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ALVIN: Você é uma competidora formidável. Hm… tem um temperamento forte, mas acho que é isso que te faz diferente. Não sei se eu venceria contra você na final e eu tenho que me pôr em primeiro lugar. E acima de tudo isso, eu prometi às outras duas meninas que eu te eliminaria, então estou cumprindo minha promessa. — carimba o passaporte.

DAYA: Eu não acredito em destino. Se eu fiz tudo o que foi necessário, eu estarei na final amanhã e você estará em quarto lugar. Vamos torcer! — carimba o passaporte.

MEILIN: Você está entre eu e meu milhão. Na próxima vez, tente ser mais legal com as pessoas e talvez eu pense em me desdobrar para te salvar. Ou talvez não, você é uma ameaça real ao prêmio e eu quero um milhão de dólares! — carimba o passaporte.

TAYLOR: Eu queria fazer isso há semanas, mas não pensei que eu faria nessas circunstâncias. Estou lutando pela minha vida. É eu ou você na final e eu prefiro que seja eu. — carimba o passaporte.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Chris coleta todos os votos e os lê com um rosto intrigado. Alvin já tinha seu saquinho de amendoins, do baú enterrado.

CHRIS: Existem três nomes e dois saquinhos de amendoins. A primeira pessoa salva é…

As três olhavam fixamente para o saquinho.

CHRIS: É a Taylor. Você está salva e parabéns, estará indo para a final!

Taylor salta do assento, pegando seu saquinho de amendoins, rindo frouxamente.

TAYLOR: Obrigada, obrigada, meu Deus! — falava rindo de felicidade.

CHRIS: Meilin, Daya, apenas um saquinho de amendoim resta e só uma de vocês vai prosseguir para a final, a outra será eliminada imediatamente.

Daya intercalava os olhares entre Chris, o saquinho de amendoins e a porta do avião aberta. Alvin tinha uma mão no ombro de Meilin, nervoso pela amiga.

CHRIS: A última participante salva é… Meilin! Parabéns, você segue para a final.

Meilin leva as mãos para o rosto, desacreditada e emocionada. Taylor e Alvin aplaudem a menina.

CHRIS: Lamento, Daya, mas você é a participante quarta colocada da temporada e está eliminada.

Daya se levanta do assento, dando uma última vista no cômodo e então respira fundo, indo até o apresentador e pegando o paraquedas.

DAYA: Certo, acho que não era para ser. Nem sempre os vilões vencem, mas os vilões sempre se divertem mais. — e abre um sorriso de orelha à orelha. — Não achem que eu vou pegar leve no Júri — disse, se virando para o Top 3. — É bom vocês virem quente para a final, que eu vou estar fervendo.

A menina então salta do avião, berrando todo o caminho até o chão.

Alvin, Taylor e Meilin, ainda emocionados, estavam num abraço triplo, encarando Chris. O apresentador anda até os três.

CHRIS: Parabéns, por fim, temos os três passageiros finais desta turnê: Meilin, Taylor e Alvin! Apenas um deles irá vencer toda a competição e o prêmio de um milhão de dólares que o acompanha! Se junte a nós, no próximo episódio que servirá como a Grande Final da temporada.

Os três finalistas sorriam, eles realmente conseguiram. O apresentador vira para a câmera.

CHRIS: É claro que essa turnê vai terminar com um bangue! Eles mal sabem as surpresas que estão por vir! — e dá uma gargalhada. — Quem será o grande e derradeiro vencedor da turnê? Não percam a nossa grande final, neste mesmo canal e neste mesmo horário. Voltem para ver a grande conclusão de Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!



Notas finais
Não se esqueçam de comentar seus pensamentos, opiniões, críticas e elogios. Agora a pergunta que não quer calar: Qual seu ranking final do Top 3 e suas previsões para a grande final? O último capítulo será postado na sexta-feira, dia 31 de março, as nove da manhã, pelo sistema de programação de postagem, então venha nesse dia e nesse horário para ler a conclusão da temporada! Beijinhos e até lá!