Notas iniciais
Bem vindos a mais uma temporada! Espero que gostem e tenham uma boa leitura.

Como sempre mas só para reiterar, uma das personagens tem o mesmo nome de um personagem de Ridonculous Race/Corrida Alucinante, mas é uma coincidência e não é o mesmo personagem.

Segundo, como presente pela leitura de vocês, os dois primeiros capítulos já estão disponíveis, após ler este, corre lá para ler o segundo!

Drama Total:

Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo

Capítulo 1 — Embarque e Decolagem → Cingapura

Um helicóptero pousa num pequeno heliporto no aeroporto de Toronto. Dentro de lá, saem duas figuras conhecidas. O apresentador Chris McLean e Chef Hatchet. Prontos para voltar para as travessuras de sempre.

Chris olha para as câmeras e inicia sua apresentação.

CHRIS MCLEAN: Olá, fãs de Drama Total! E sejam bem-vindos à mais uma temporada! — sorri para câmera. — Eu disse que estaria de volta, não disse? Bem, faz aproximadamente um ano desde que saímos do acampamento McHatchet e Chef e eu estávamos com saudades da aventura, não é, Chef?

Chef estava tirando suas malas do helicóptero e apenas concorda com um resmungo.

CHRIS: Então resolvemos esse problema com uma temporada novinha em folha de Turnê Mundial. Uma segunda Turnê Mundial, com um novo elenco e novas locações e desafios, ainda mais eletrizantes. Vai ser mais Turnê e mais Mundial. Chamamos de Turnê Mundial 2: Electric Boogaloo, legal, não?

Um avião de carga cinzento enorme começa a adentrar a passarela de decolagem.

CHRIS: Este é o Total Drama Jumbo Jet 2.0! Após seu antecessor ter sido… err… incapacitado em algum lugar de Drumheller por alguma ex-participante que eu prefiro não citar, na última Turnê Mundial, nossos estagiários trabalharam adoidados para consertar o avião e aqui está. Talvez eu tenha gasto um pouco demais do orçamento no conserto do avião, mas meh, dinheiro é para ser gasto! Haha.

Um ônibus surrado e cantando pneu adentra a área de decolagem do aeroporto.

CHRIS: Este ano, vou dividir minha viagem com quatorze adolescentes que estarão batalhando pelo mundo por um prêmio humilde de um milhão de dólares. Como sempre, temos todo o tipo de malucos no elenco, de super fãs até gente que não sabe na enrascada que se meteu. O que é sempre mais divertido! — gargalha.

A porta do ônibus abre.

CHRIS: Quem serão os pobres ingênuos que aceitaram fazer parte desta viagem? E quais reviravoltas e tramas eletrizantes nós temos na nossa manga? Fique com a gente para acompanhar essa viagem global imperdível em DRAMA TOTAL: TURNÊ MUNDIAL 2 — ELECTRIC BOOGALOO!

*Abertura*

A cena abre de volta na passarela do aeroporto e de dentro do ônibus sai o primeiro dos quatorze participantes.

Dali sai um rapaz alto e magricelo, de pele bronzeada. Usava uma blusa cropped roxa e calças jogger com estampa camuflada. Calçava botas que deviam pesar dois quilos e tinha cabelos ondulados no topo da cabeça. Ele estava com um sorriso estampado de ponta à ponta do rosto, o menino também usava maquiagem glamurosa.

CHRIS: Este é Pablo. Nosso primeiro competidor, aproveite sua viagem.

Pablo corre até Chris, parecia maravilhado e desacreditado do que estava acontecendo.

PABLO: Chris, uau… você está aqui na minha frente, isso é tão… emocionante. Você mudou minha vida! — falou emocionado, com resquícios de um sotaque mexicano.

CHRIS: Sim, eu ouço isso sempre. Agora pode se afastar um pouco?

PABLO: Eu espero participar do Drama Total desde que eu era uma criança. Não vou te desapontar, senhor McLean, pode ter certeza.

CHRIS: É o que veremos. — diz, monótono. — Vamos ver quem mais sai pela porta do ônibus.

E nesse momento sai uma menina baixa, com cerca de 160 centímetros de altura, vestindo um gorro cinzento em cima dos cabelos pretos longos e lisos. Ela tinha a pele pálida e o corpo coberto por um moletom oversized, também cinza. Ela estava com as mãos nos bolsos do moletom e andava até o lado de Pablo.

PABLO: Oi, tudo bem? Meu nome é Pablo e o seu?

A menina responde, com uma voz fina mas ao mesmo tempo rouca. Era Olivia.

PABLO: Olivia. Que nome lindo. Você está animada? Mal vejo a hora de decolarmos. Qual você acha que será nosso primeiro destino? Eu acho que talvez seja a Índia, ou talvez seja o México, eu sou de lá, sabia? Imagina se visitassem minha cidade? Ah, mas provavelmente não, não é uma cidade grande.

OLIVIA: Você está muito animado. — Fala monótona.

PABLO: Claro! Você não? É uma oportunidade única de viajar pelo planeta, conhecendo lugares novos e pessoas novas e participar de um dos maiores reality shows do país com um dos melhores apresentadores da indústria. Você não adora o Chris? Eu sou super fã dele.

OLIVIA: Meh. Não particularmente…

Pablo então se afasta da menina. Enojado com o fato de que alguém poderia não ser fã do ícone Chris McLean.

Desce do ônibus um rapaz de beleza padrão. Parecendo um protagonista de séries adolescentes, ele tinha dezoito anos mas poderia passar por trinta e dois anos. Era musculoso, olhos verdes e tinha uma barba “five o’clock shadow”. Facilmente seria modelo de alguma marca de cuecas, se não fosse um adolescente.

CHRIS: Este é o Jonas.

Jonas anda pela passarela do aeroporto com um sorriso de cineasta. Ele então olha para Olivia e Pablo e comenta:

JONAS: Bem, pelo visto eu sou a cota beleza do programa. — e ri.

CHRIS: Ainda bem que você sabe.

Sai uma outra pessoa do ônibus. Uma menina baixinha, magra e negra, com óculos emoldurando seu rosto. Usava tranças no cabelo e vestia um suéter vermelho com saia amarela. Ela parecia aborrecida ao ver o avião Jumbo Jet 2.0.

CHRIS: Seja bem-vinda, Jaida.

JAIDA: Olá. Chris, eu gostaria de expressar que o ônibus que você nos enviou como transporte não tinha ar-condicionado mesmo nós estando no verão e eu vi o motorista descumprindo pelo menos sete regras de trânsito.

CHRIS: Regras? Quem liga para isso?

JAIDA: O avião também me parece um avião de carga. Nós somos passageiros, isso é totalmente impróprio.

CHRIS: Tá bom, filhinha. Conte isso para alguém que se importe.

Jaida faz um rosto desgostoso e se junta aos outros participantes.

O próximo a sair do ônibus é Carter. Ele é grandalhão e corpulento, mas com um rosto gentil e surrado pelo sol. Tinha o cabelo curto e castanho. Usava uma camisa xadrez com um macacão jeans por cima.

CARTER: Bom dia, pessoal. Senhor Chris. — cumprimenta a todos com um sotaque canadense estereotipado e bem carregado.

JAIDA: Bom dia, eu sou a Jaida, prazer em conhecê-lo. — estende a mão para ele apertar.

Ele então dá um sorriso e aperta a mão dela, com suas mãos grandes e cheias de calos.

Logo sai do ônibus uma moça baixinha, vestindo uma roupa toda justa ao corpo e branca. Ela andava bem reta e com a postura perfeita até os outros participantes e tinha os cabelos castanhos presos num coque bem amarrado no topo da cabeça.

CHRIS: Está é Evelyn.

Evelyn se junta aos outros.

EVELYN: Olá, companheiros de viagem. — com um sotaque carregado.

PABLO: Nossa, você tem um sotaque diferente, de onde você é?

EVELYN: Eu moro em Québec City, mas toda minha família vem da França. Você também tem sotaque. De onde é?

PABLO: Sou do México. Quer dizer, eu moro em Vancouver, mas vim do México. — adiciona. — Sua postura é incrível, você arrasou nessa andada.

EVELYN: Obrigada. Sou uma bailarina treinada há onze anos.

PABLO: Uau, passar onze anos fazendo a mesma coisa. Eu não conseguiria.

Chris interrompe a conversa anunciando o próximo participante a entrar. Era Joseph. Ele descia do ônibus com um case de guitarra nas costas, vestia uma blusa branca estampada com a logo de alguma banda indie e calças pretas apertadas demais, decoradas com correntes de aço.

JOSEPH: E aí, galera? Tudo bem?

Todos respondem ao rapaz, que logo se junta ao grupo. Ele é o único que havia trago parte de sua bagagem consigo, todas as outras malas ainda estavam no ônibus.

Desce então do ônibus, Daya. Ela tem os cabelos pretos com algumas luzes platinadas. Ela era alta, mais alta que a maioria dos meninos e todas as meninas. Ela vestia uma blusa preta com uma carinha triste estampada e uma saia plissada. Bem como meia-calça pretas rasgadas e botas decoradas com espinhos prateados. Um estilo punk chic.

DAYA: É bom estarem preparados. A vencedora chegou!

A maioria do elenco simplesmente não reage. Menos Pablo que amou o estilo da menina.

PABLO: Você serviu no look, irmã.

DAYA: O que posso dizer? Eu sempre causo impacto. — ela então anda até Pablo e dá um high-five nele. Ambos riem.

Chris revira os olhos e então anuncia o próximo passageiro da viagem. Era Ethan. Ele usava uma camiseta de um time de futebol local e bermudas pretas. Ele parecia relativamente atlético. Tinha os cabelos encaracolados e a pele branca. Usava um cordão dourado com o símbolo ✡ da Estrela de Davi no pescoço. Um sorriso animado estampava seu rosto.

ETHAN: Bom dia, pessoal.

Ele anda até onde os outros estavam. E então uma nova pessoa sai do ônibus.

Era uma moça gorda, mas com curvas. Sua pele negra contrastava com as roupas rosadas que ela vestia. Tinha um rosto rechonchudo mas amigável. Seu cabelo era em estilo trançado, cheio de presilhas, miçangas e outras decorações.

CHRIS: Esta é Destiny!

Destiny sorridente, acenou para os outros. Atrás dela vinha o próximo participante.

Era Alvin, um moço chinês-canadense. Ele vestia uma blusa branca com estampa de pizza. Tinha os cabelos pretos bem escuros. Ele se juntou aos outros, sem muitas cerimônias.

CHRIS: Esse foi o Alvin. E agora vem descendo do ônibus… Meilin!

Desce do ônibus uma mulher oriental com características modelescas. Ela tinha seu cabelo raspado nos lados como um buzzcut e longo em cima. Ela tinha vários brincos e piercings nas orelhas e usava um vestido bordô com um corset por cima. Ela andava a passarela do aeroporto como uma passarela de moda. Os outros participantes ficaram chocados com a beleza e estilo da moça.

JONAS: Uau, é uma temporada de modelos? Quem é essa belezinha aí?

MEILIN: Essa belezinha aqui está fora de cogitação para você, muito bem, obrigada. — Ela então observa Alvin. — Por Deus, vocês botaram dois chineses nesse avião, em dois tempos a gente vai ter transformado esse lugar numa Chinatown. — e ri.

ALVIN: E aí, irmã. — sorri ao ver alguém da mesma etnia que ele. — Você é da China?

MEILIN: Nascida e criada. Você? — responde em mandarim.

ALVIN: Não. Eu nasci no Canadá. — responde num mandarim mais quebrado. Os dois engatam numa conversa enquanto Chris chama o próximo nome.

Era Anthony. Um rapaz negro e mais rechonchudo. Ele vestia uma jaqueta de couro falso, blusa preta por baixo. Calças jeans e tênis sneakers. E era adornado por um boné — que ele vestia com a aba para trás. — e uma corrente dourada no pescoço com a inicial “A” num pendente.

ANTHONY: Fala aí, rapeize. Tudo de boas? — e fazia um hangloose com a mão.

Ele foi dando high-fives em todos os outros participantes. Chris então olhou para os competidores e contou nos dedos.

CHRIS: Hm… treze. Então a última pessoa deve estar saindo do ônibus agora…

Dito e feito. De lá sai uma moça branca, alta e magra. Cabelo chanel loiro. Ela vestia uma blusa azul bebê e uma saia cor mostarda. Os sapatos tinham saltos e combinavam com a saia. Ela tinha um rosto angular mas ainda bonito.

CHRIS: Esta é nossa última passageira, Taylor.

JONAS: Uau… você tem certeza que essa temporada não é dos modelos?

Taylor ri, tímida e cora as maçãs do rosto.

TAYLOR: Obrigada pelo elogio, mas eu não sou modelo. Cantar é mais minha praia.

JOSEPH: Você é uma cantora? Puxa, que maneiro! — interjeita.

TAYLOR: Sim. — e nota o case de guitarra do garoto. — Você toca guitarra? Que legal. Eu queria ser melhor na guitarra, mas eu toco piano.

JOSEPH: Piano, esse é um instrumento difícil. — comenta. Mas a conversa é interrompida pelo barulho do motor do ônibus sendo acionado.

JAIDA: Espera um momento. Chris, você esqueceu de nos dar nossas malas!

O ônibus sai, cantando pneu. Os participantes reclamam que o ônibus zarpou com as bagagens deles.

CHRIS: Poxa, que pena. Quem poderia ter previsto isso? — e ri. — Parece que vocês terão que fazer essa viagem apenas com as roupas que estão vestindo agora.

DAYA: Você tem que estar brincando. Minhas botas pesam cinco quilos cada.

CHRIS: Cada um com seu problema. Agora, todos à bordo do Jumbo Jet, a emissora disse que eu preciso fazer uma tour da aeronave antes de decolar. Então vamos depressa!

Chris, Chef e os participantes então adentram o avião.

***

A cena abre num compartimento com duas mesas estilo piquenique no meio delas. Os participantes adentram, mas Taylor parecia descontente.

TAYLOR: Como assim não vamos ter que cantar? Eu preparei minha voz antes de vir para cá justamente para as canções.

JOSEPH: É, se não vamos cantar, o que vamos fazer?

ANTHONY: Vamos poder fazer rap?

EVELYN: E dançar? Vai ter uma sessão de dança?

CHRIS: Não, não e não. Realities de canto não estão mais no seu auge como estavam na época da primeira turnê. E vocês jamais vão superar as obras primas musicais que o elenco serviu na primeira turnê, então preferi poupar vocês dessa vergonha.

O apresentador então segue a tour do avião, independente das reclamações dos participantes.

CHRIS: Bem, aqui, onde estamos, é o refeitório. Onde vocês podem aproveitar deliciosas refeições entre os destinos.

Chris apresenta então o banheiro químico do lado do refeitório, local de confessionário para a temporada.

*CONFESSIONÁRIO ON*

PABLO: Uau, meu primeiro confessionário. Isso é um sonho ou realidade? Que emoção! Até agora tudo está incrível. O avião, as pessoas, o Chris! Mal vejo a hora de chegarmos no nosso primeiro destino. Espero que seja um lugar ensolarado.

JAIDA: Filmar pessoas num local vulnerável como um banheiro? Parece que o Chris está tentando fazer o Código Penal de bingo.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Seguindo para o compartimento ao lado, era a área de eliminação. Com estátuas tikis e um pequeno palco com palanque de madeira, era similar ao local de eliminação do avião anterior.

CHRIS: Aqui é onde Cerimônias de Eliminação ocorreram, onde as equipes perdedoras de cada desafio irão votar e enviar um participante céu abaixo.

PABLO: Quer dizer que vamos ter que saltar de paraquedas quando formos eliminados?

CHRIS: É, mais ou menos. Detalhes em breve. — e ri.

Eles então seguem para a Área da Primeira Classe. Tinha assentos acolchoados, um mini-bar e um banheiro exclusivo — sem câmeras!

CHRIS: Os vencedores de cada desafio poderão aproveitar acomodações de primeira classe entre cada destino. Já os perdedores…

A cena muda para um compartimento na parte de trás do avião. Uma área feita de metal, sem poltronas e apenas bancos metálicos presos às paredes. Era a Classe Econômica.

CHRIS: Vocês poderão degustar da Classe Econômica, com assentos feito do aço mais medíocre que pudemos encontrar!

Passando pela Classe Econômica e indo ao fundo do avião, tinha a área de desembarque e carga, onde os participantes viram caixas cheias de tralhas e gaiolas com animais uivando, se mexendo e chiando. Eles não puderam espiar por mais que alguns segundos antes de Chris fechar a porta.

CHRIS: Aquela é a área de carga e a não ser que eu permita, está fora dos limites! Na frente do avião também tem a minha área pessoal e a cabine do piloto, ou seja, do Chef Hatchet, mas essas partes não os interessam. Bem, é isso, tour terminada.

JAIDA: Minhas expectativas eram baixas, mas esse avião consegue ser mais capenga que o outro.

CHRIS: É o nosso jeitinho. — E ri. — Antes de decolarmos, tenho um único aviso sobre o jogo. A Estatueta McLean de Invencibilidade está de volta em ação e como pudemos ver em outras temporadas, ela pode causar um grande impacto se bem utilizada. Mas dessa vez, o modo de achar ela será diferente. Nossos estagiários esconderão a estatueta nos arredores do local da prova em cada destino que nós visitarmos durante a temporada e qualquer participante pode pegar a estatueta para si, porém deve ponderar se vale mais a pena ajudar sua equipe a vencer o desafio ou gastar tempo tentando achar a estatueta. A decisão cabe a vocês.

DAYA: Hm… interessante.

ANTHONY: É interessante mesmo.

CHRIS: Bem, agora se eu fosse vocês, me agarraria em algo, pois de acordo com a programação… — ele olha o relógio no pulso. — Vamos decolar em três, dois, um…

O avião começa a girar as turbinas e motor e quando decola, passa por uma turbulência.

CHRIS: Eu vou esperar nos meus aposentos. Vejo vocês no nosso primeiro destino, até e tentem não morrer! — e sai rapidamente do local.

***

Nos aposentos de Chris, ele bebia um drinque tropical e olha para a câmera.

CHRIS: E aí? O que estão achando da nossa viagem até agora? Ainda tem muito mais por vir. Fiquem atentos e não mudem de canal. Voltamos já com mais Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!

*Intervalo*

A cena abre no refeitório, várias horas depois. A maioria dos participantes estavam descansando, tirando uma soneca, ou encarando o teto em tédio.

No canto do compartimento, Joseph e Taylor conversavam.

JOSEPH: Então, que tipo de música você gosta de cantar?

TAYLOR: Ah, eu sou bastante eclética, sabe? Eu canto pop, country, indie…

JOSEPH: Que legal. Eu também toco todos esses estilos. E você aprendeu o piano sozinha?

TAYLOR: Eu tive algumas aulas, mas quase tudo que eu aprendi foi sozinha. E você?

JOSEPH: O mesmo. O bom é que se ficarmos entediados, podemos fazer uma cantoria para passar o tempo.

TAYLOR: É, mas não sei se o pessoal vai gostar, a maioria deles está dormindo.

JOSEPH: Verdade. Para ser sincero, essa viagem está demorando mais do que eu esperava. Onde será o primeiro desafio?

Era a mesma pergunta que passava na mente de Jonas, que andou até Meilin, tentando começar uma conversa.

JONAS: Oi… Meilin, né?

MEILIN: Sim. E você? Não sei seu nome, eu cheguei depois de você. — responde com sua voz suave que contrastava com a imagem fria de top model dela.

JONAS: Ah… é Jonas. — responde desconcertado. Ele se senta ao lado da menina. — Err… a viagem tá demorando, não é? Onde você acha que vamos pousar?

MEILIN: Não sei. Talvez na Europa. — responde sucintamente.

JONAS: Hm… faz sentido. — Tentando quebrar o silêncio. — O seu estilo é bem maneiro, você se veste muito bem.

MEILIN: Obrigada.

JONAS: Você… você tem namorado ou algo assim?

A menina suspira.

MEILIN: Não, eu não tenho namorado.

JONAS: Uau, quer dizer. Uma garota linda assim, não tem namorado? Por quê?

MEILIN: Já passou pela sua cabeça que eu não quero um namorado?

JONAS: Mas por quê não? Quer focar nos estudos ou coisas assim? Dá para fazer os dois ao mesmo tempo.

Meilin se levanta de repente.

MEILIN: Eu estou desconfortável com essa conversa. Primeiro: Eu não preciso falar com você sobre o que eu quero e segundo: Mesmo se eu quisesse um namorado, após um minuto de conversa, eu já te descartei da lista.

Ela então sai andando para outro canto do avião e deixa o menino lá, sozinho.

Num canto da Classe Econômica, Olivia encarava o teto, entediada.

OLIVIA: É… — suspira. — Vai ser uma longa viagem.

*CONFESSIONÁRIO ON*

OLIVIA: Okay, até agora essa viagem está uma droga. O Chris não liberou a Primeira Classe para nós, então só tem um banheiro para catorze pessoas, não nos serviram comida e estamos voando há quase um dia inteiro. A última vez que chequei havia feito dezesseis horas. Já deveríamos ter dado a volta ao mundo.

CARTER: Cara, eu acabei de acordar de um sono e ainda não pousamos. Estamos voando há mais de quinze horas, então devemos pousar na Ásia ou algo assim. Espero que eu não tenha que comer nenhuma sopa de morcego! Sei que o Senhor Hatchet é um ótimo piloto, mas eu pensei que as viagens seriam mais curtas.

ANTHONY: Eu vim aqui para jogar e vencer um milhão de dólares, tá rapaziada? Mas esse negócio de viagem? Eu sabia que iríamos dar a volta ao mundo, mas não esperava que as viagens fossem tão demoradas assim. Já estamos umas vinte horas voando, quando vamos pousar? — reclama.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Depois de quase vinte e uma horas de voo, o avião pousou no Aeroporto Jewel Changi, em Cingapura. Os participantes desembarcam e ficam maravilhados com a famosa HSBC Vortex, a cachoeira interna e todas as amenidades que o aeroporto tinha para oferecer.

CHRIS: Legal, né? Mas não vamos ficar aqui…

A cena corta para o topo do icônico edifício Skypark Helix Sentosa, na praia Siloso. Com dezenas de metros de altura, Chris dá as boas vindas aos participantes à primeira parada nessa viagem global.

CHRIS: Bem vindos, passageiros, à nosso primeiro destino: Cingapura. Estamos no topo da Skypark Sentosa, famosa por suas cenas panorâmicas e um bungee jumping radical de cinquenta metros!

Destiny olha para baixo e sofre vertigo. Estava nervosa com a altura e precariedade de segurança.

CHRIS: Óbvio que pular de bungee é muito previsível e batido. Alô? Todo mundo já fez isso. Por isso, no primeiro desafio de vocês, vocês deverão pular da torre até a água, torcer para não darem de cara com a areia. Vocês devem entrar em um dos dois barcos disponíveis e então remar até o continente, na Malásia. Vocês podem saltar em qualquer ordem e podem entrar em qualquer barco, mas para igualar a força na hora de remar, cada barco só pode ter quatro mulheres e três homens ou vice-versa. Entendido? Ao chegar na Malásia, darei mais informações.

Todos assentem.

CHRIS: Valendo e tentem acertar na água!

Evelyn é a primeira a saltar. Ela dá impulso e faz acrobacias antes de mergulhar. A menina parecia satisfeita consigo mesma.

Pablo sai correndo e salta como uma bala de canhão. Ethan e Alvin saltam em seguida.

Taylor hesitava.

TAYLOR: Não sei se consigo pular… não me parece muito seguro.

Joseph coloca a mão no ombro dela.

JOSEPH: Você consegue, eu tenho certeza que você já fez coisas mais difíceis que isso.

JONAS: É, lindinha. — interrompe. — Me dê a mão, eu salto com você. — E pega a mão de Taylor, que cora e sorri. — Viu? Você consegue.

Os dois pulam, seguidos por Joseph. Carter salta sem muitas dificuldades.

Destiny e Anthony pareciam mais hesitantes.

DESTINY: Vocês podem conseguir saltar, mas eu sou pesada, vou dar de cara na areia.

ANTHONY: Estou com ela, pular dessa altura é coisa de gente magra. — No fundo, Daya realizava seu salto.

Jaida parecia extremamente nervosa, ela fazia preces silenciosas e então saltou, berrando. Pena para ela, a menina deu de cara com a areia.

Olivia salta, parecendo extremamente descontente com a situação. Meilin coloca a mão no ombro de Destiny, tentando encorajá-la a saltar.

Destiny respira fundo e pula, berrando até cair na água. Ela berrou todo o caminho até chegar na água.

ANTHONY: Parece que eu não tenho escolha. — suspira.

O rapaz corre, pegando impulso. Ele então salta, fazendo um impacto forte na água.

CHRIS: É isso, todo mundo saltou. Vamos ver o que vai dar. — e ri.

***

Os participantes já estavam em seus barcos, remando em direção à Malásia. Eram barquinhos mixurucas de madeira, com a aparência de terem sido construídos na época da Primeira Guerra Mundial e que pareciam prontos para se despedaçar.

Um dos barcos tinha Taylor, Jonas, Joseph, Meilin, Daya, Evelyn e Anthony. O outro barco, que estava mais na dianteira, tinha Jaida, Destiny, Olivia, Carter, Pablo, Ethan e Alvin.

Embora a falta de contribuição e animação de Olivia fosse uma deficiência, Carter passou a vida na fazenda e tinha ótima força braçal. Jaida tinha uma habilidade de liderança forte e ditava o ritmo da remada. Alvin e Ethan também eram rapazes musculosos e conseguiam remar com facilidade.

Os participantes tinham que remar aproximadamente trinta e cinco quilômetros da ilha de Sentosa até a Malásia, que ficava do outro lado da Cingapura. E para remadores amadores, era quase um feito herculeano. Um remador bom levaria cerca de cinco horas para fazer a viagem, mas tinham sete pessoas em cada barco, então o tempo era reduzido consideravelmente.

Mesmo assim, após uma hora, nenhum dos barcos estava na metade do caminho e situações complicadas começaram a aparecer. Daya teve que parar de remar por causa de dificuldades médicas.

TAYLOR: O que está acontecendo, Daya?

DAYA: Ah, não se preocupe, é o de sempre. — tenta amenizar a situação. — Eu tenho diabetes, e aparentemente ficar um dia sem comer, saltar de cinquenta metros de altura e remar sob o sol quente não era o que meu corpo precisava.

JOSEPH: Você tem o quê? É seguro para você participar desse programa?

DAYA: Não sei se o Chris liga para isso. — a menina estava trêmula e pálida.

Evelyn toma o remo de Daya.

EVELYN: Não se preocupem, eu remo por ela. Quanto mais cedo chegarmos na praia, mais cedo podemos ajudá-la.

E assim, Evelyn remava com dois remos, enquanto Daya tentava manter a glicemia. De qualquer forma, o outro barco ainda era mais veloz e seguia na dianteira.

Horas depois, o barco com Jaida, Ethan, Alvin, Carter, Destiny, Olivia e Pablo estava cada vez mais perto da praia malasiana. O sol começava a se pôr no horário local.

Enquanto o barco se aproximava, no entanto, o pequeno barquinho parecia estar nas últimas, começando a se separar no meio.

ALVIN: O que diabos está acontecendo?

JAIDA: O barco foi construído pelos pobres estagiários desse programa, deve ter sido colocado com fita adesiva e supercola.

PABLO: Bem, o Chris nunca foi de gastar muito…

O barco então completamente se despedaça. No outro lado do oceano, o outro barco também estava desmoronando.

DAYA: Uh… pessoal, não sei se consigo nadar…

Evelyn segura a menina e começa a bater as pernas na água.

ANTHONY: Bem, parece que vamos ter que nadar até a praia. — revira os olhos. — Ótimo.

Mas o pessoal no outro barco já estava nadando. E eles estavam bem mais na frente. Após mais meia hora de natação, Jaida, Ethan, Alvin, Carter, Destiny, Olivia e Pablo chegaram na praia. Exaustos e ofegantes. Chris aparece e os parabeniza pelo feito.

CHRIS: Parabéns, vocês são os sete primeiros a chegar!

ETHAN: Ótimo! — entre arfadas. — O quê a gente venceu?

CHRIS: Calma, garotão. Vamos aguardar o próximo grupo de participantes.

E a lua já estava alta no céu quando os outros sete participantes finalmente chegaram à praia, igualmente senão mais exaustos.

CHRIS: Bom, todos estão aqui e incrivelmente ainda vivos! — olhava para Daya que estava estribuchada no chão. — Pois bem, é hora de dividir as equipes!

PABLO: Ooh, essa parte sempre é tão animadora. Mal vejo a hora de saber qual equipe eu vou estar.

CHRIS: No entanto… as equipes já foram decididas! Por vocês mesmos! Quando vocês subiram nos barcos, vocês decidiram suas equipes e estas serão as equipes oficiais da temporada.

Todos ofegam de surpresa.

CHRIS: Ou seja, Pablo, Jaida, Destiny, Carter, Ethan, Olivia e Alvin, vocês são uma equipe. Eu os nomeio de Comissários Berrantes, em homenagem aos valiosos comissários de bordo de todo o mundo.

Pablo parecia muito animado com sua equipe.

CHRIS: Já os outros sete, Taylor, Jonas, Joseph, Meilin, Daya, Evelyn e Anthony, vocês são uma outra equipe. Serão batizados como Tripulantes Raivosos, em homenagem a toda a tripulação de toda a embarcação nesse planeta que precisa aguentar bebês chorando em viagens de avião.

Joseph aponta para Daya, ainda pálida e sem açúcar no sistema há mais de um dia para Chris.

JOSEPH: Uh, Chris. Acho que fazem trinta horas que a gente não come, passamos vinte horas num avião, pulamos de uma altura de cinquenta metros, remamos uns vinte quilômetros e nadamos o resto, será que a gente pode receber comida? A Daya, tadinha, já está partindo dessa para melhor…

CHRIS: É claro!

Todos comemoram.

CHRIS: Após vocês completarem esse desafio na Malásia!

JAIDA: Mas já está escuro! É de noite! A gente precisa dormir!

CHRIS: Não é de noite no Canadá! E vocês assinaram contratos canadenses então nada de pausas. Parem de chororô, estou tentando apresentar um programa.

Taylor bate o pé.

TAYLOR: Não, eu não vou fazer desafio nenhum até você dar comida para gente, ou pelo menos para a Daya.

Outros participantes aplaudem em concordância.

CHRIS: Tá bom, tá bom. — diz, aborrecido. — Vamos continuar o desafio ao nascer do sol e vocês podem comer o que acharem na vizinhança, se virem. — Ele começa a andar para longe, resmungando. — Affz, quem resolveu dar direitos para participantes de reality show? Eu vejo vocês nesse mesmo lugar no primeiro raio da manhã. Vou procurar um hotel para me hospedar.

JONAS: Ei… a gente também vai poder dormir no hotel?

Chris gargalha enquanto sai andando. Deixando Jonas parado com cara de tacho.

***

Os participantes comiam algumas frutas malaias locais misteriosas enquanto estavam sentados na areia da praia. O avião estava pousado em algum outro lugar e eles não tinham dinheiro ou telefones para poder contratar um quarto de hotel e eles estavam numa praia deserta, então só tinham a si mesmo e a equipe de câmeras do programa, que não ajudaria em nada.

Enquanto Taylor comia uma fruta, Joseph vinha até ela para conversar. Ele se sentou do lado dela.

JOSEPH: Ei, eu realmente curti como você foi firme na sua decisão em ajudar à Daya.

TAYLOR: Ah, obrigada. Espero que ela esteja bem, mas eu já vi ela comendo então acho que ela vai ficar bem.

JOSEPH: Sim. Para ser sincero, não acredito nas coisas que o Chris faz, ele realmente ia deixar a gente sem comer ou dormir. Isso é totalmente ilegal.

TAYLOR: Não sei porque, mas tenho uma suspeita que o Chris não se importa muito com leis.

E ambos caem na gargalhada.

*CONFESSIONÁRIO ON*

JOSEPH: Se eu fiz alguma amizade? Uh… ainda é muito cedo para dizer, mas essa experiência já tem sido uma criadora de traumas. Eu gosto de passar o tempo com a Taylor. — sorri. — Fiquei feliz que ela está na minha equipe. Nós dois somos musicistas e a gente pode conversar sobre isso, espero que eu não esteja incomodando muito ela com meus papos.

TAYLOR: Se eu fiz alguma amizade? Uh… não particularmente. Todo mundo parece legal o suficiente, mas estou reservando o julgamento. Isto é um jogo e não quero ser feito de otária. Mas se tem alguém que eu acho bonito? — com o olhar maravilhoso. — O Jonas. Ele tem um corpo de modelo, mal posso acreditar que ele tem dezoito anos. E ele me deu a mão para saltar quando ele sabia que eu estava nervosa. Foi tão doce da parte dele. Eu não vim aqui para namorar, mas eu também não sou cega.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Em outro canto da praia, Olivia estava sentada com os braços em volta dos joelhos, sozinha. Destiny então resolve puxar um papo.

DESTINY: Ei, Olivia, certo? Tudo bem? Parece que a gente está na mesma equipe, hehe.

OLIVIA: Eu sei. — responde secamente.

DESTINY: Uh… — desconcertada com a secura da resposta. — Eu sou a Destiny, acho que a gente não conversou ainda.

OLIVIA: Eu sei seu nome.

DESTINY: Okay… você está com frio?

OLIVIA: Um pouco. Mas estou com um gorro e moletom.

DESTINY: Certo. Uh… você está aqui sozinha, você quer alguém para conversar?

OLIVIA: Não particularmente.

Destiny parecia estonteada. Todas as tentativas dela davam em becos sem saída.

DESTINY: Okay… você quer ficar sozinha? — desiste.

OLIVIA: Eu preferiria. — num tom suave mas cortante ao mesmo tempo.

Destiny apenas respondeu “certo” e se retirou.

***

Carter, Meilin e Alvin comiam um ao lado do outro, até que Carter fez um comentário desconcertante.

CARTER: Uau, Malásia, huh? Vocês devem estar se sentindo em casa, né?

Os dois encaram o rapaz.

MEILIN: O quê isso quer dizer? — com a sobrancelha arqueada.

CARTER: Não, é que… — gaguejava, percebendo que o comentário não foi bem-vindo. — vocês são asiáticos e tal…

ALVIN: Eu não sou da Malásia. Eu nunca nem tinha visitado a Malásia.

CARTER: É, mas…

MEILIN: É que todo asiático é igual, não tá vendo, Alvin? — debocha.

CARTER: Desculpa ofender, era uma piada…

MEILIN: Eu pensei que piadas tinham graça. — fala rispidamente.

ALVIN: Nós somos chineses.

Carter apenas aceita a derrota e se retira em silêncio.

Alvin e Meilin olham um pro outro e riem com o absurdo da situação.

***

A cena então transiciona para Chris, dentro de uma banheira num quarto de hotel luxuoso.

CHRIS: Uau, apenas um episódio e a coisa já ficou tensa. — e gargalha. — O quê será que vem pela frente? Bem, eu posso garantir que para mim virá muito divertimento e para eles muitos desafios eletrizantes! Temos muito do mundo para descobrir e viajaremos para lugares que vocês nem imaginam! Então lembrem-se de voltar aqui nesse mesmo canal e nesse mesmo horário para um episódio delicioso de DRAMA TOTAL: TURNÊ MUNDIAL 2 — ELECTRIC BOOGALOO!!!



Notas finais
Comentem quaisquer opiniões e pensamentos. Até logo!