Drama Total: Turnê Mundial 2 - Electric Boogaloo

5 Próximo Destino → Reserva Nacional Shaba, Quênia


Notas iniciais
Espero que gostem e tenham uma boa leitura. Eu editei os capítulos para balancear mais a narração e o diálogo, seguindo o feedback dos comentários. Me digam nos comentários o que acharam e no que eu posso melhorar.

Drama Total:

Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo

Capítulo 5 — Próximo Destino → Reserva Nacional Shaba, Quênia

Chris estava sentado observando os monitores no seu compartimento pessoal. Ele então olha para a câmera, pigarreia e inicia a recapitulação.

CHRIS: Anteriormente, no Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo, os passageiros do Jumbo Jet 2.0 tiveram a chance de visitar as ilhas idílicas da Polinésia Francesa. Presos no meio do Oceano Pacífico, não durou muito para a tensão começar a borbulhar. Os Comissários Berrantes sofriam com uma equipe fragmentada e uma liderança preterida de Jaida. Já os Tripulantes Raivosos tinham uma vantagem de dois participantes a mais, mas nem tudo eram flores. Mesmo com homens fortes para ajudar na construção do bangalô, uma aliança suja entre Chef Hatchet e Alvin, deu uma guinada nas chances dos Comissários, que venceram seu primeiro desafio na competição. Felizmente para os Tripulantes, eles não precisaram eliminar ninguém, pois era um desafio de recompensa. Enquanto alguns aproveitavam uma noite luxuosa em Bora Bora, nosso garoto Alvin teve que suprimir seus pensamentos. É, querido… se fez o crime, tem que aguentar a consciência pesada. — e gargalha. — Vamos ver quanto tempo o menino vai aguentar até explodir. Já no outro lado, Jonas aproveitou um momento quieto para roubar um beijo de Taylor, nossa cantora aspirante. Mas mal sabiam eles que nesse programa, sempre tem alguém de olho, não é mesmo? Haha! — gargalha. — Doze participantes restam na competição e mais um será eliminado hoje. Quem vai ser o próximo a voltar para casa?

*Abertura*

O avião Total Drama Jumbo Jet 2.0 planava sobre o Oceano Índico. Os participantes já estavam voando há horas e seja lá qual for o destino deles, estava demorando.

Muitos aproveitaram para dormir e tiveram uma noite completa de sono, quando acordaram, eles ainda estavam voando. A cena abre na Classe Econômica.

Taylor e Jonas estavam sentados um ao lado do outro, num canto dos bancos. Cochichando e rindo, daquela forma irritante que meninas da quinta série fazem. Joseph observava com desgosto, mas tentava não pensar nisso.

Ele então foi até Meilin, puxar um papo. Eles ficaram conversando sobre a vida e afins. Ao passo que Daya apenas observava os dois pombinhos com um sorriso maquiavélico.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DAYA: O Anthony me contou sobre o beijo entre Taylor e Jonas logo que aconteceu. É interessante, como alguns se deixam levar pelas emoções num jogo por um milhão. Ele nem é tão bonito assim. Ele só é musculoso. Vá numa academia em Toronto e jogue uma pedra que você vai acertar cinco igual a ele. Sinceramente não sei o que veem nele. Sei que aparentemente “ele ajuda a nossa equipe a vencer os desafios”, mas estamos na Classe Econômica, então não vencemos. Por mim, ele já cumpriu seu papel.

JOSEPH: Eu não estou com ciúmes. Eu nem sei por quê alguém acharia isso. Eu apenas estou preocupado que a Taylor está se deixando levar por um corpinho bonito. Isso é um jogo por um milhão de dólares e ela tem uma chance real de ganhar o programa e eu a considero uma aliada. Mas se ela continuar assim… — suspira. — Não sei o que vou fazer.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Taylor e Jonas seguiam cochichando e falando besteiras ao pé do ouvido um do outro sem se importar ou notar a presença do resto da equipe.

A cena então transiciona para a Primeira Classe. Jaida estava bebendo um drinque tropical enquanto comia petiscos.

*CONFESSIONÁRIO ON*

JAIDA: Eu estou feliz hoje. Todo mundo sabe que meu plano de liderança foi a única razão pela qual minha equipe venceu o último desafio. Isso significa que eu sou uma boa líder!

*CONFESSIONÁRIO OFF*

No outro canto do compartimento, Alvin estava comendo um prato tradicional chinês. Um dos luxos de estar na primeira classe. Ele pensava em casa, na sua mãe e o que as pessoas iam pensar dele ser um trapaceiro. E então ele voltava a pensar que se não fosse pela trapaça, ele nem estaria comendo esse prato. O rapaz apenas suspirou, derrotado.

Ethan e Carter conversavam perto dele.

CARTER: Então vocês não podem fazer nada no sábado?

ETHAN: Basicamente. Apenas descansar e ficar em casa. Geralmente a gente contrata um colega não-judeu para fazer algumas tarefas domésticas por nós.

CARTER: Mas ontem foi sábado… ou anteontem? Não sei, os dias estão confusos com tantas viagens. — completa. — De qualquer forma, você ajudou a construir o bangalô.

ETHAN: É, nem todo judeu segue a religião a risca. Quando eu era menor eu seguia mais estritamente. Mas hoje em dia, nem tanto. Tenho certeza que Deus não se agrada de eu participar de um programa em busca de fama e ganância igual o Drama Total.

Alvin interrompe a conversa.

ALVIN: E isso não te incomoda? Que embora você saiba que a fama e o dinheiro possam mudar sua vida para melhor, mas que Deus e sua consciência… elas vão contra isso? — ele perguntava sobre Ethan, mas falava sobre si mesmo.

ETHAN: Às vezes. Mas a gente vive num mundo material, às vezes é necessário sacrificar nossos desejos espirituais para o conforto material. É errado, mas é a realidade.

Alvin apenas fica em silêncio. Ele saiu da conversa mais confuso que quando entrou.

***

Após mais de 1 dia e meio de viagem, todos estavam extremamente rabugentos quando o avião finalmente pousou na Reserva Nacional de Shaba, no Quênia. Os animais do safari saíram em debandada quando viram o Jumbo Jet se aproximando.

Os participantes desembarcaram e encararam a vasta savana africana. Muitos resmungavam e choramingavam do sol quente. Chris então saiu do avião e inspirou o ar.

CHRIS: Bem-vindos, passageiros, à bela Reserva Nacional de Shaba, um dos maiores safaris do Quênia e uma das reservas naturais mais icônicas do planeta. Um lugar recheado de diversidade, você pode encontrar antílopes e hiracóides, gazelas, zebras e alcateias de leões entre a grama da savana. Bem como chacais, hienas e todo tipo de pássaro possível! E se você olhar bem atentamente, pode encontrar girafas e até avestruzes!

Os participantes pareciam encantados.

CHRIS: Vocês vão ter uma chance de explorar a savana depois, pois para a primeira parte do desafio de hoje, vocês terão a oportunidade de conhecer o povo local. Estagiários!

Chris comanda e dois estagiários vêm andando com três homens indígenas ao local. Um deles estava vestido com um lenço colorido que cobria todo seu corpo, com estampas e também adornado com camadas e camadas de colares, pulseiras e tornozeleiras feitas de juta, fibras, pedras e contas. Ele cobria suas partes privadas com um pano rosado.

Os outros dois homens estavam pelados a não ser por um lenço cobrindo suas partes íntimas.

CARTER: Uau, olha só as roupas desses caras… — e dá cotoveladas em Ethan.

ETHAN: Impossível não perceber.

CHRIS: Estes são membros da tribo Samburu, habitantes locais que moram aqui antes mesmo do Canadá sonhar em existir. Parem de encarar eles, é rude. — fala para os participantes que nunca tinham visto pessoas vestidas assim na vida.

Chris coloca a mão no ombro de um deles.

CHRIS: Perdoem eles, são jovens canadenses ignorantes, vocês sabem como são. — fala para o moço Samburu vestido, que parecia ser o chefe tribal. — No desafio de hoje, é necessário que vocês tenham prestado atenção na roupa do meu amigo aqui, pois cada equipe terá um nativo para vestir. E caso não tenham descoberto ainda, vocês vão vestir os dois que estão sem roupa. — debocha.

Chris ri mas ninguém ri com ele.

CHRIS: Continuando. — pigarreia. — Vocês terão trinta segundos para absorver o máximo da vestimenta do meu colega aqui e então tentar reproduzir no seu nativo. Não precisa ser exato, mas a equipe que mais se aproximar de uma típica e autêntica vestimenta do povo Samburu, receberá uma vantagem na próxima parte da prova. Alguma dúvida?

Anthony levanta a mão.

ANTHONY: Uh… Chris? Qual a pista da localização da estatueta de invencibilidade de hoje?

CHRIS: Calma, garotão. Tudo será revelado em breve. — sorri. — Me sigam, tenho estações preparadas com tecidos e materiais para vocês reproduzirem as vestimentas tradicionais.

***

A cena abre com cada equipe ao lado de seu nativo. Eles têm tecidos e bugigangas para fazerem o desafio. Após os trinta segundos, o Samburu vestido sai da área e Chris permite o início do desafio.

Os membros dos Comissários Berrantes estavam reunidos em um círculo, discutindo a melhor estratégia para encarar esse desafio.

CARTER: Sabe como a Jaida liderou a gente no último desafio e a gente venceu?

Jaida sorri com o comentário, feliz com sua vitória como líder, sem saber de nada.

CARTER: Então, eu sugiro que o Pablo nos lidere nesse desafio.

Pablo e Jaida interjeitaram com uma expressão confusa.

PABLO: Eu? Mas por quê eu?

CARTER: É um desafio de vestir alguém, é sobre moda, você entende sobre isso, não é?

PABLO: Não? Por quê você acha que eu saberia sobre moda? — questiona.

CARTER: Bem, é por quê…

ETHAN: É porque você é gay. Ignora ele, Pablo, ele não sabe o que fala.

Carter apenas ri desajeitadamente, envergonhado. Jaida logo então toma as rédeas do desafio.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ETHAN: Eu gosto do Carter, ele é um rapaz legal, mas cara… ele precisa aprender muito sobre o mundo. Não é a primeira ou segunda vez que eu ouço ele falando coisas sem noção para os outros. Não que eu seja muito iluminado, mas até eu sei que algumas coisas não se dizem.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Já no outro lado, Daya tomou para si o papel de vestir o nativo. Ela tinha uma estética punk chic, que alguns consideravam estilosa, então ela se auto intitulava uma conhecedora de moda. Evelyn, não querendo perder a oportunidade de ajudar, virou sua assistente.

O resto da equipe meio que se dispersou, mas Anthony foi perambular pela grama alta da savana. Pensando que se Chris não tivesse oferecido uma dica para a localização da estatueta da invencibilidade, tinha um motivo para isso. Ele então foi à procura.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ANTHONY: Ei, eu sei que estou correndo um risco procurando pela estatueta dessa forma, relativamente pública, mas com o Jonas e a Taylor sendo uma aliança confirmada agora, eu preciso mais do que nunca me proteger. E a Daya estava ocupada com o desafio, então sobrou para mim. — suspira. — Sempre sobra para mim…

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Após uma pequena passagem de tempo, ambas as equipes tinham vestido seu nativo e o chefe tribal retorna.

Ele analisa as duas vestimentas e então declara que os Comissários Berrantes haviam vencido. Logo após o chefe tribal anda até Chef Hatchet — que estava afastado. — e aperta a mão do homem.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ALVIN: Ugh! Eu vi o Chef subornando o Chefe Tribal para dar a vitória para minha equipe… eu fiquei enojado com a situação, mas o resto da equipe ficou tão animado que eu não consegui comentar nada.

*CONFESSIONÁRIO OFF*.

CHRIS: Parabéns, Comissários Berrantes, vocês venceram a primeira parte do desafio. E por isso, vocês ganharam uma distinta vantagem para a segunda parte do desafio!

Carter envolve seu braço em volta de Alvin, comemorando a vitória.

CHRIS: Prestem atenção. Para a próxima parte do desafio, iremos homenagear nossa última visita a um safari africano. Na nossa última turnê, nossos participantes foram desafiados a capturar a criatura selvagem chamada “Ezekiel”. Infelizmente não temos mais contato com ele desde que a ilha Wawanakwa afundou, então vamos ter que nos contentar com a segunda opção e cada equipe deverá trazer um genuíno leão africano!

Os participantes ficam boquiabertos.

JAIDA: O quê? Quero dizer… isso é ilegal, com certeza? A nação do Quênia deve ter leis contra isso, estamos numa reserva nacional…

CHRIS: Acalme-se, garotinha. — interrompe. — Vocês não precisam matar nenhum animal, apenas trazê-los até a mim. Comissários, como vocês venceram o primeiro desafio, vocês receberão a grande vantagem de… duas balas tranquilizantes e um estilingue!

Ethan coleta a recompensa e olha com desdém para o prêmio.

ETHAN: Uau, grande recompensa esta.

CHRIS: Ei, é isso ou nada, você que escolhe, bonitão. — fala com deboche. — Já para os Tripulantes Raivosos, vocês foram os perdedores, logo receberão uma bala tranquilizante e nenhum estilingue. Vocês têm uma chance de acerto e é isso.

Evelyn coleta a recompensa.

CHRIS: Cada equipe deve atingir um leão com uma bala tranquilizante e carregar o bicho até aqui, o ponto que a gente se encontra. A primeira equipe a fazer isso, leva a invencibilidade. Entendidos?

Todos assentem.

CHRIS: Ah! E mais uma coisa antes de vocês irem. Para quem está em busca da estatueta da invencibilidade, ela está perto de onde os leões dormem. Essa é a dica. Agora vazem daqui!

E os participantes começam a dispersar. Chris vira para a câmera.

CHRIS: Quem vai aproveitar o safari africano? E quem vai virar comida de leão? Mais perguntas serão respondidas quando a gente voltar após o intervalo. Não vá a lugar algum! Já voltamos com mais Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!

*Intervalo*

A cena abre no meio da grama alta na savana queniana. As equipes andavam amontoadas e atentas em busca de um leão.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MEILIN: Sinceramente? Os desafios do Chris estão cada vez mais malucos. Eu estou 100% surpresa que ninguém nunca morreu neste programa. Aí você me pergunta “Meilin, se o programa é tão perigoso, por quê você aceitou participar?” porque eu sou hipócrita e quero um milhão de dólares. Agora eu tenho que achar a droga de um leão. — suspira. — Onde minha vida foi parar?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os Tripulantes estavam em desvantagem, com apenas uma bala tranquilizante, sem nenhum estilingue e por estarem num grupo de sete pessoas, que definitivamente alertaria a atenção de um leão do que um grupo de cinco, facilitando que os bichos fugissem.

Evelyn estava segurando a bala tranquilizante em mãos, mas todos observavam em busca de leões. Eles viram alguns antílopes e dezenas e dezenas de gazelas, mas nenhuma sorte em achar o “rei da selva”.

Já no lado dos Comissários, a única coisa que eles tinham achado era uma menina falastrona no meio de quatro rapazes irritados.

JAIDA: Sabe, eu nunca entendi bem o por quê de chamarem os leões de “reis da selva”. Os leões não vivem em selvas, eles vivem na savana. E a savana parece bem mais com o deserto do que com a selva…

ETHAN: Jaida. — interrompe. — Ninguém se importa. — Fala de um jeito tão sincero que não se podia culpar o rapaz. Os outros respiram aliviados quando ela fica em silêncio.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ETHAN: Ei, talvez eu tenha sido rude ou talvez maldoso com ela, mas se ela continuasse alugando meu ouvido por mais tempo eu acho que ia gastar uma das balas tranquilizantes nela. Sério. Como pode uma pessoa só ser tão irritante?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Eles saem da grama alta para uma planície vasta, mas eles não conseguiam ver nenhum animal.

PABLO: Pensei que não seria tão difícil. Estamos num safari, onde estão os animais? — lamentou.

Então, um ruído é ouvido vindo da grama alta.

CARTER: É um leão! Ethan, se prepare!

Ethan respira fundo e lança a bala em direção a grama. Eles ouvem um baque de um bicho caindo.

Os Comissários comemoram e então vão investigar mais sobre seu leão. Mas não era um leão. Eles tinham acertado uma gazela, que estava estatelada na grama seca na frente deles.

JAIDA: Ugh! — exclama de raiva. — É a droga de uma gazela! Espero que você seja devorada por um leão! — fala, tomada pela raiva. Ela então se arrepende imediatamente sob os olhares julgadores dos outros.

ALVIN: Eu odeio ser o mensageiro de notícias ruins, mas agora só temos uma bala tranquilizante. Ou seja, só temos uma chance.

O resto da equipe encarava a vasta savana com preocupação.

***

Uma zebra corria para longe enquanto a câmera filmava os membros dos Tripulantes Raivosos. Daya estava rubi de tanta frustração.

DAYA: Isso só pode ser alguma pegadinha. — fala, com insatisfação na voz. — Já passamos por todo tipo de animal, zebras, gazelas, antílopes, mas não vimos um mísero leão.

Daya então para, esbarrando no corpo grande de Anthony. Toda a equipe parou de repente, imóveis.

TAYLOR: Um leão… vejam! — sussurra e aponta para o felino andando tranquilamente nas planícies africanas, cerca de trezentos metros de distância.

MEILIN: Precisamos nos aproximar.

ANTHONY: De jeito nenhum, é muito perigoso, e se o leão resolver atacar a gente?

MEILIN: Não seja tonto, um leão não vai encarar um grupo de sete pessoas.

Jonas observa os arredores e então comanda:

JONAS: Ei, Evelyn, me dê a bala tranquilizante. Acho que eu consigo acertar o bicho.

Evelyn dá a bala para o rapaz, mas sob protestos.

MEILIN: Não, você não vai conseguir acertar dessa distância.

JONAS: Ei! — leva o dedo a boca, sinalizando a menina a se calar. — Eu sei o que eu tô fazendo, tá legal?

Meilin bufa, ofendida e se afasta.

MEILIN: Então faz aí, garanhão, já que é o bonzão.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MEILIN: Quem ele pensa que é para me calar? Ele não é meu pai, ele é um garoto mimado jogando um jogo por um milhão de dólares. E a Taylor, fraca que só, não me defendeu. Hmph, e pensar que eu achava ela a mais legal da equipe.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Jonas então lança a única bala deles em direção ao felino. E ele não acerta. O bicho, assustado, corre na direção oposta e os participantes ficam desapontados.

MEILIN: Viu? Eu disse que a gente precisava se aproximar mais.

JONAS: Você pode parar de ficar cacarejando no meu ouvido? Que droga, estou tentando pensar num plano…

Meilin fica ofendida e Daya intervém.

DAYA: Ei, ei, não fala com ela assim…

MEILIN: “Cacarejar”? Okay, sabichão, eu não estou cacarejando, eu estou tentando ajudar a equipe para que a gente não precise ir para a Cerimônia de Eliminação e tenhamos que chutar sua bunda para fora do avião.

Taylor então fica incomodada com a insinuação da eliminação de Jonas.

TAYLOR: Ei, pare com isso, o Jonas não vai para lugar nenhum.

DAYA: Claro que você vai defender o seu namoradinho. — interjeita.

TAYLOR: O quê? — dá um pé para trás. — O quê você falou?

DAYA: Nada. — percebendo que deu informação de mais. — Não falei nada.

Joseph bate palmas, tentando chamar a atenção do grupo e tentando conter as emoções.

JOSEPH: Ei, ainda não está tudo perdido. Talvez ainda possamos capturar o leão usando uma pedra para atingi-lo ou uma armadilha.

EVELYN: Certo. — concordando. — Não podemos desistir agora.

***

No lado dos Comissários Berrantes, após muito desejar, eles finalmente estavam cara a cara com um leão. E este rosnava para eles.

PABLO: Uh… Ethan, você tem certeza que sabe o que tá fazendo? — com a voz trêmula.

ETHAN: Claro que não. — responde exasperado. — Eu nunca tive que encarar um leão antes na minha vida.

O leão se aproximava e os Comissários davam pé para trás. Ethan respirou fundo.

ETHAN: É agora ou nunca… — ele então colocou a bala no estilingue e atirou.

Baque.

O leão que estava rugindo e rosnando, caiu na grama, calmo e domado. Os membros dos Comissários Berrantes saltitavam de felicidade.

***

A cena abre num campo aberto da Reserva Nacional de Shaba, onde as equipes haviam se reunido com Chris e Chef. Bem como com o leão dorminhoco capturado pelos Comissários.

CHRIS: Parabéns aos Comissários Berrantes pela vitória e por trazerem o leão de volta. Vocês venceram a invencibilidade e uma passagem de Primeira Classe até o nosso próximo destino. Ao passo que os Tripulantes Raivosos, não tenho nada para vocês a não ser um encontro comigo na Cerimônia de Eliminação. Vejo vocês lá!

As equipes dispersam.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ALVIN: Estou tão feliz que nossa equipe venceu e eu posso aproveitar a Primeira Classe. Mas estou ainda mais feliz que a gente venceu genuinamente. O Ethan acertou aquele leão por conta própria. Okay, o chefe tribal que deu as duas balas e o estilingue para nós foi comprado, mas de qualquer forma o que decidiu o desafio foi a captura do leão e essa parte foi legítima! — fala, como se estivesse tentando limpar a própria consciência.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A cena abre com Daya e Anthony conversando no canto do refeitório.

DAYA: E aí, conseguiu achar a estatueta?

ANTHONY: Nenhuma sorte. Parece que aquela coisa criou pernas e saiu andando, cara. Até quando deveria ser fácil, eu não consigo achar. — suspira. — De qualquer forma, o que vamos fazer sobre o voto de hoje?

DAYA: Acho que deveríamos executar o plano que a gente havia discutido. — e vê a cara surpresa de Anthony. — Sim, eu sei que é cedo, mas é melhor prevenir do que remediar, você sabe que caras que nem ele surfam pela fusão.

ANTHONY: É, mas hoje ele errou com a bala tranquilizante.

DAYA: E criou toda uma tensão na equipe que podemos usar para eliminar ele. A Meilin não gosta dele. O Joseph transpira ciúme dele e a Evelyn é facilmente convencida. A gente consegue agora, mas não sei se conseguimos depois.

ANTHONY: Mas a Taylor não vai ficar com raiva de nós? Ela vai vir furiosa com um plano de vingança.

DAYA: Talvez, mas se ela for esperta, ela não vai. E a Meilin e o Joseph devem ficar gratos que a gente chutou um obstáculo tão forte e que eles não gostam tão cedo, que eles vão ficar devendo uma para nós. E em uma jogada, a gente vai estar dominando a equipe.

ANTHONY: Genial. Vamos fazer acontecer então. Eu falo com a Evelyn e o Joseph e você com a Meilin?

DAYA: Perfeito. — abre um sorriso maquiavélico.

***

A cena corta abruptamente para a Cerimônia de Eliminação. Os sete membros dos Tripulantes estavam ansiosos pois esta era sua primeira cerimônia. Chris faz seu discurso rotineiro e então eles vão votar.

*CONFESSIONÁRIO ON*

TAYLOR: Meu voto é no Anthony. Por nenhum motivo muito grande, mas eu não consegui conhecer você o bastante quanto os outros. Espero que lá fora a gente possa ser amigos! — carimba o passaporte dele.

JONAS: Você precisa aprender a sorrir mais e ser mais educada quando gente gentil e bonita, como eu, te dá atenção. — carimba o passaporte de Meilin.

MEILIN: Você deve ser o cara mais superficial, chovinista e que pensa com a beleza que eu já vi. E pessoalmente, não te acho tão bonito assim. Melhore. — carimba o passaporte de Jonas.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Chris sorria enquanto lia os votos.

CHRIS: O primeiro saquinho de amendoins vai para… Daya.

Daya pega o amendoim, com um sorriso sacana no rosto.

DAYA: Ufa, que bom, minha glicose já estava abaixando mesmo. — debocha.

CHRIS: Sacos de amendoim para Evelyn! Taylor! E Joseph!

Cada pessoa pega seu respectivo saquinho de amendoins.

CHRIS: Anthony, você também está salvo.

O rapaz limpa o suor, “aliviado” enquanto coleta seu saquinho, embora ele sabia que não tinha chance nenhuma dele ser eliminado.

CHRIS: Meilin e Jonas. Apenas um saquinho restante.

Meilin olhava fixamente para o saquinho restante na travessa. Jonas não parecia preocupado. Ele sabia que era o maior contribuinte para os desafios e que “carregava a equipe nas costas”, sem ele, eles iriam afundar.

Então foi um choque no sistema dele quando Chris jogou o último saquinho de amendoins para Meilin.

O rapaz saltou, boquiaberto e embasbacado com o acontecido.

JONAS: Isso é sério? Deve ter ocorrido algum engano.

Taylor olhava para o rapaz, confusa e com os olhos marejados.

CHRIS: Não, nenhum engano. Você está eliminado. Excluído. Perdeu. Está fora. Hora de partir. Eles continuam e você não. — debocha.

JONAS: Uau…

Taylor se levanta para oferecer um abraço, mas Jonas simplesmente segue em direção a porta. Chris lança um paraquedas ao rapaz e ele então salta do avião.

Daya e Anthony se entreolharam, satisfeitos. Taylor tinha um olhar perdido.

CHRIS: Ah, que sabor delicioso. — gargalha. — Mais um passageiro passou pelo salto da vergonha. Mas ainda há muito mais por vir! — vira para a câmera. — Quem será o próximo eliminado e quantos mais pobres animais sofrerão durante o resto da turnê? Descubra isso no próximo episódio de Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!



Notas finais
O que estão achando? Quais seus palpites para o futuro? Por favor, se puderem, escrevam seu ranking para os 11 participantes restantes. Até logo!