Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo!

Drama Total:

Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo

Capítulo 9 — Próximo Destino → Manaus, Brasil

A cena abre com Chris sentado ao lado de Chef, na cabine de pilotagem. Chef pilotava o avião mal prestando atenção nos controles enquanto Chris, sentado no assento de co-piloto, iniciava a recapitulação.

CHRIS: No último episódio de Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo, as duas equipes tiveram uma experiência cultural imperdível em Bancoque, Tailândia. Com uma desvantagem de seis contra quatro, os rapazes dos Comissários Berrantes se uniram em torno do seu gênero em comum. Mas foram os Tripulantes Raivosos, compostos majoritariamente de meninas, que saíram da Tailândia com a vitória. Após encarar uma jornada longa remando e mil e um degraus, nossos passageiros tiveram uma aula de tailandês. Quem disse que Drama Total também não é cultura? — e ri. — Após uma derrota humilhante, os rapazes se viram encarando mais uma Cerimônia de Eliminação, mas eu, como sou uma pessoa do bem, resolvi poupá-los de perder um membro. E então eu coloquei uma garota na equipe deles! — esbugalha os olhos gargalhando. — Essa deve ter sido uma das minhas melhores artimanhas até hoje! — continua rindo. — De qualquer forma, a Meilin foi a felizarda e agora é uma Comissário Berrante. O que essa troca de equipes vai trazer à competição? Continue assistindo para descobrir! Ainda restam dez competidores no avião. Quem será eliminado hoje?

*Abertura*

A cena abre na Classe Econômica. Ethan e Carter dormiam, mas Alvin, Meilin e Pablo conversavam e pelo visto tinham batido papo noite afora.

Eles riam e cochichavam.

*CONFESSIONÁRIO ON*

MEILIN: Vou ser honesta, de primeira eu odiei o fato que eu fui surrupiada no meio da noite da Primeira Classe para a espelunca que é a Classe Econômica. Mas, só na primeira impressão, os garotos daqui são bem mais legais do que os da minha antiga equipe. O Alvin e o Pablo são, pelo menos. A gente tem muito em comum. Queria ter estado numa equipe com eles desde o início.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

MEILIN: Então você não tem um namorado, Pablo?

PABLO: Não… não é todo mundo que aguenta tanta fabulosidade. — Ele falou rindo mas parecia ser uma insegurança do menino.

MEILIN: Isso é tão errado. Eu não te conheço muito, mas você parece um cara legal.

Pablo sorri.

MEILIN: Eu estou com minha namorada há quase dois anos. Eu realmente gosto muito dela.

ALVIN: E como foi para seus pais aceitarem o namoro de vocês? Foi difícil? — questiona.

MEILIN: Ah, você sabe, pais asiáticos imigrantes, filha lésbica. — ela ri um pouco. — Minha casa foi um pandemônio por uma ou duas semanas. Mas eles tiveram que aceitar.

ALVIN: Meus pais quase tiveram um troço quando eu apresentei minha namorada, só porque ela não era chinesa. E meus pais moram no Canadá quase toda a vida deles.

MEILIN: Pais chineses e melodrama, cite um dupla mais icônica. — e os dois riem.

PABLO: Eu obviamente não consigo me identificar com a parte de ter pais chineses… mas minha família toda vem do México, assim como eu e quando eu com cinco anos brincava de bonecas e roubava o batom das minhas tias para passar nos lábios… foi um enorme drama na minha família e a fofoca da vizinhança. Então, eu me identifico com vocês.

MEILIN: Um brinde a famílias e como elas traumatizam suas crianças!

Alvin e Pablo riem e fingem brindar com ela.

***

Na Primeira Classe, todos dormiam menos Daya, que parecia perdida nos seus pensamentos.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DAYA: Para ser sincera, estou meio aborrecida em ter perdido a Meilin. Ela era uma peça importante no meu jogo, ela votou comigo na última vez e eu sinto que podia manipular ela mais que o Anthony poderia. Agora ela foi para outra equipe e se eles perderem, provavelmente ela vai ser eliminada e eu vou perder uma peça valiosa. Às vezes eu odeio esse programa.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A menina passava estratégias pela cabeça enquanto observava o resto da equipe. Evelyn dormia toda torta em uma posição que seria desconfortável para o humano médio, mas Daya poderia apostar que a bailarina não sentiria nenhum incômodo.

Anthony dormia no chão, com seu boné no rosto, para tapar a luz e roncava igual um motor de carro. Joseph e Taylor dormiam em poltronas acolchoadas vizinhas e em algum momento da noite, a cantora aspirante apoiou sua cabeça no ombro do rapaz.

DAYA: Awn, que fofinho, amor no ar. Espero que não contem para o Jonas. — ela ri pra si mesma, sabendo que ninguém mais ia ouvir.

***

Mais tarde, Ethan e Carter comiam alguns snacks no refeitório.

ETHAN: O que você achou da reviravolta ontem? Que agora a Meilin está na nossa equipe?

CARTER: Eu não sei, cara… eu gostei quando era só nós, rapazes.

ETHAN: Certo, mas não sei se você percebeu, ela passou a noite toda falando com o Pablo e o Alvin. Isso pode ser más notícias para nós.

CARTER: Não, de jeito nenhum. Eles estão com a gente há bem mais tempo. Além do mais, nós fizemos uma aliança, nós quatro rapazes, lembra? Eles não vão trocar a gente por ela.

Ethan então deu uma mordida num cupcake velho.

ETHAN: É o que eu torço que aconteça. — mas ele tinha um semblante preocupado.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ETHAN: Eu sei que eu passei mais de uma semana num avião caindo aos pedaços com o Alvin e com o Pablo, mas eu também sei que o Drama Total é um jogo social acima de qualquer coisa. Eles rapidamente se apegaram à Meilin e eles três formam uma maioria com três numa equipe de cinco. — suspira. — Sei lá, talvez eu esteja ficando paranoico, mas não quero terminar eliminado.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A cena abre com Chris, Chef e todos os participantes reunidos na frente do grande Teatro Amazonas, em Manaus, Brasil. Daya nota a presença de Chef Hatchet após sua ausência na Tailândia.

DAYA: Ei, Chef! Quanto tempo. Andou sumido, hein? — debocha.

CHRIS: Eu posso explicar. Ele estava sofrendo a punição dele, hehe. — e abre um sorriso sinistro. — Agora ele aprendeu definitivamente a não se meter com os participantes, certo, Chefinho?

Chef Hatchet apenas concorda com a cabeça.

CHRIS: Certo. Bem, sejam todos bem vindos à Manaus. Capital do Amazonas, o maior estado do Brasil, também é a maior cidade dentro da Floresta Amazônica. E atrás de mim é o famoso Teatro Amazonas, inaugurado em 1896 para a elite amazonense.

CARTER: Uau, um teatro! Vamos ver uma peça?

CHRIS: Não, seu tolo. Mas vocês vão ter chance de explorar toda a grandiosidade do pulmão do mundo, a Floresta Amazônica! Isso é claro se o aquecimento global e o desmatamento não queimarem a floresta antes da gente chegar lá…

TAYLOR: Ugh, é horrível o que fazem com a floresta! Ela é tão bonita… porque o governo do Brasil não intervém?

MEILIN: É, como se o governo canadense também não fosse omisso com um bando dos nossos problemas.

*CONFESSIONÁRIO ON*

JOSEPH: Eu achei tão corajoso da Taylor falar sobre o desmatamento da Amazônia! Ela é uma mulher que acredita nos seus princípios e eu gosto disso! — fala com um olhar apaixonado.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

CHRIS: Bem, de qualquer forma, não viemos aqui para fazer ativismo e sim para um desafio! — pigarreia. — Para o desafio de hoje, dentro do Teatro Amazonas, cada equipe será atarefada com decorar e confeccionar uma máscara indígena nativa. Temos um nativo de uma tribo local que vai dizer qual máscara parece mais genuína. Não se preocupem, eu mandei os estagiários observarem o Chef igual uma águia, não vai ter nenhum tipo de trapaça hoje. — e então o apresentador dá um olhar repreensivo à Chef Hatchet.

Alvin dá um sorriso amarelo.

CHRIS: A equipe com a melhor máscara vai ganhar uma vantagem genuína na próxima parte do desafio!

TAYLOR: Mas, Chris, você disse que a gente ia explorar a floresta. Esse desafio vai ser dentro do Teatro e não na floresta. — reclama.

CHRIS: Calma, filhinha, tudo será explicado no seu devido tempo. — e ri.

***

Já dentro do Teatro Amazonas, cada equipe tinha uma máscara em branco e materiais de decoração. Chris então dá início ao desafio. Os Comissários Berrantes estavam reunidos em um círculo para discutir estratégias.

PABLO: Em geral, eu sou bom em artesanato, sabe? Eu sempre ia bem na aula de artes.

CARTER: Eu não sei o que fazer com tanto… brilho e frufru. — encarava confuso todos os paetês, plumas, tintas e outros materiais para confeccionar a máscara.

ETHAN: Eu também sempre fiz artesanatos na minha escola dominical.

PABLO: Ótimo, então vamos trabalhar na máscara juntos, Ethan. — sugeriu.

O rapaz concorda e ambos puseram as mãos na massa.

No lado dos Tripulantes, era um trabalho em grupo e por consequência, mais desorganizado. Todos tinham ideias distintas do que era uma máscara indígena autêntica.

Joseph colou lantejoulas na máscara, enquanto Taylor colava plumas. Em algum ponto, Daya se sentou.

DAYA: Pessoal, eu acho que minha glicose está baixando. Anthony, me ajuda? — e pisca o olho.

Ela puxa o garoto para o lado, e ele, confuso, questiona.

ANTHONY: Ei, eu não trouxe nenhum doce comigo.

DAYA: Minha glicose não baixou de verdade, seu tonto. Eu precisava te puxar para o canto para conversar. — com um tom de ligeira irritabilidade na voz de ter que explicar algo que parecia óbvio para ela.

ANTHONY: Oh, certo. O que você quer conversar?

DAYA: Você notou que o Chris não mencionou nada sobre a estatueta de invencibilidade?

ANTHONY: Eu percebi sim.

DAYA: Você acha que ele não falou nada porque a estatueta está escondida em algum lugar do Teatro?

ANTHONY: Você acha? Hm… — e fica pensativo. — É uma boa teoria, mas como vamos procurar? Todo mundo está aqui e vai ver a gente remexendo em busca da estatueta.

DAYA: É só eu dizer que estou procurando um doce para comer… você volta para confecção da máscara para não levantar suspeitas.

ANTHONY: Certo. Vou fazer isso.

E então eles colocam o plano em ação. Anthony se une ao resto da tribo e Daya fingia cair pelos cantos do Teatro, sempre observando debaixo dos assentos e fuxicando paredes.

Era uma visão engraçada, pois parecia estranhamente artificial.

TAYLOR: O quê a Daya está fazendo? Ela está bem? — pergunta para Anthony.

ANTHONY: Uh… ela está procurando um doce para subir a glicose dela. — respondeu sem confiança na própria mentira.

Daya seguiu se debatendo e caindo pelos cantos igual um boneco inflável de posto, fingindo estar com hipoglicemia.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ANTHONY: Bem, com essa atuação digna de Framboesa de Ouro, já sei que a Daya não tem futuro nenhum em Hollywood.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Alvin anda até a menina com uma barra de chocolate em mãos.

ALVIN: Ei, a Meilin me contou que você tem diabetes e eu ouvi que você estava com a glicose baixa. Eu surrupiei este chocolate do refeitório para comer mais tarde, mas acho que você precisa mais. — ofereceu a barra para a menina.

Daya pegou a barra com um sorriso amarelo.

DAYA: Hm… obrigada. — sibilou entre os dentes.

ALVIN: De nada! Com saúde não se brinca! — e saiu andando para se reunir à sua equipe e então não percebeu quando Daya simplesmente jogou o chocolate fora, com raiva.

*CONFESSIONÁRIO ON*

DAYA: Aquele inútil do Alvin me deu uma barra de chocolate, me impedindo de continuar procurando pela estatueta, pois que desculpa eu teria agora? Ugh…

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Após cerca de meia hora, Chris anuncia o fim do tempo para confeccionar as máscaras. Um indígena local entra no teatro.

CHRIS: Passageiros, este é o Ipojucã, líder local e indigena legítimo.

Todos cumprimentam o homem. Ele inspeciona as máscaras de perto.

CHRIS: Agora, me diga, quais das máscaras parece mais com uma máscara legítima usada por sua tribo no dia a dia?

IPOJUCÃ: No dia a dia? O quê? Não não… minha tribo não usa essas máscaras no dia a dia, só usamos em rituais e ocasiões especiais. Elas são feitas para arrancar dinheiro de turistas ignorantes.

CHRIS: Ah sim! Isso faz mais sentido. — concede. — Então me diga, quais das máscaras venderia mais numa feira para turistas?

Ipojucã analisa novamente as duas máscaras. A dos Comissários era mais simples e focada, tendo sido feita por duas pessoas boas no artesanato, Ethan e Pablo. Ao passo que a dos Tripulantes mais parecia uma máscara de Carnaval com lantejoulas e penas.

IPOJUCÃ: Eu escolho… aquela máscara! — e aponta para os Comissários Berrantes.

Eles comemoram com animação.

CHRIS: Parabéns, Comissários Berrantes, vocês venceram a primeira parte do desafio e ganharam uma vantagem significativa na próxima parte do desafio. Bem, agora vamos sair do Teatro e ir para as margens do Rio Amazonas, onde o nosso desafio continua.

Alguns participantes pareciam extremamente animados em conhecer o icônico e enorme Rio Amazonas. O apresentador vira para a câmera.

CHRIS: Quem vai sair do Brasil vitorioso? Será que os Comissários Berrantes vão ter uma vitória após duas derrotas seguidas? Descubra isso quando voltarmos de um rápido intervalo comercial. Não mudem de canal! Já voltamos com mais Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!

*Intervalo*

Após uma viagem até um ponto do Rio Amazonas, os participantes, Chef e Chris saltam do barco para as margens do rio.

CHRIS: Estamos de volta com Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo, agora nos entornos de Manaus, em algum lugar do Rio Amazonas, onde o segundo desafio do dia acontecerá.

Estagiários vêm com um barco motorizado e um barco à remo.

CHRIS: Para o segundo desafio, ambas equipes vão participar de uma Corrida Amazônica! Versão fluvial! Usando o modo de transporte alocado, vocês deverão ultrapassar uma linha de chegada num ponto mais acima do rio. Comissários, como vocês venceram a primeira prova, vocês vão realizar a prova num barco movido a motor!

Pablo bate palminhas, animado.

CHRIS: Enquanto aos Tripulantes, vocês vieram em segundo lugar, também conhecidos como os perdedores e por isso vocês deverão fazer a prova com um barco a remo! — e abre um sorriso de orelha a orelha.

TAYLOR: Absolutamente não! Você precisa estar brincando. — reclama.

CHRIS: Sem brincadeiras aqui, irmã. Apenas seriedade, 100% do tempo! — fala quase sem conseguir impedir uma risada. — Se quisesse o barco motorizado, deveria ter vencido a primeira prova.

Taylor então fica bufando de frustração.

CHRIS: Pois bem, entrem nos seus barcos e se preparem!

Todos adentram seus barcos e pareciam determinados pela corrida.

CHRIS: Ah, só mais uma coisinha! Fiquem de olho nas margens do rio se querem achar a estatueta de invencibilidade! Só isso, podem zarpar!

ANTHONY: O que você disse?

Mas o rapaz não pode processar a mensagem porque Joseph e Evelyn já haviam começado a remar fortemente.

CHRIS: E não se esqueçam dos obstáculos e armadilhas! — berrou, enquanto os barcos já estavam relativamente longe.

TAYLOR: O quê ele disse? Epitácio?

JOSEPH: E empadinhas?

Mas eles logo descobriram a verdade quando ativaram uma mina que impulsionou o barco a vários metros de distância. Todos se desequilibraram e tentaram se segurar em alguma coisa.

TAYLOR: Eu acho… — tentando se levantar. — que ele disse obstáculos e armadilhas.

JOSEPH: É, eu cheguei nessa conclusão.

Do outro lado, os Comissários estavam zarpando e ziguezagueando pelo rio, evitando as armadilhas mais óbvias.

ETHAN: Ei, querem saber? — falando em um quase grito já que o motor era barulhento. — Talvez a gente tenha uma chance real de vencer hoje.

MEILIN: Certo, vocês merecem, depois de tantas derrotas.

ETHAN: Ei, você é uma de nós agora, se a gente perder, você também perde. — retrucou.

MEILIN: Obrigada pela lembrança.

Carter estava guiando o motor. O vento forte batia no rosto dos participantes e água voava por todos os lados.

Repentinamente eles deram um tranco num obstáculo. Alvin olhou para atrás preocupado.

ALVIN: O quê foi aquilo?

PABLO: Mais uma armadilha do Chris.

Eles seguiram zarpando até que atingiram um explosivo. Todos saíram voando pelos ares e o barco foi parar no matagal.

Alvin emergiu do rio, cuspindo água e assustado.

ALVIN: Tá todo mundo bem? — puxava por ar. — O quê diabos foi isso?

MEILIN: Tinha um explosivo na água. — explica. — Quando eu ver o Chris eu vou matar ele com minhas próprias mãos.

*CONFESSIONÁRIO ON*

PABLO: Sabem, eu sempre fui um grande fã do Chris, mas depois de estar nesse programa pelas últimas duas semanas eu tenho que dizer que ele realmente coloca nossa vida em perigo. Não é magia da televisão. Talvez eu devesse reconsiderar meus fã-clubes…

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Os Tripulantes Raivosos aproveitaram a deixa para ultrapassar a equipe rival, remando cada vez mais forte.

TAYLOR: É melhor a gente vencer esse desafio. Se eu remar mais forte meus braços vão cair real oficial, sem brincadeiras!

O barquinho se aproximava da linha de chegada, enquanto isso os Comissários observavam os rivais se aproximando da vitória.

MEILIN: Bem, lá se vai nossa vitória…

ETHAN: Ei, a gente ainda pode nadar até a linha de chegada.

ALVIN: A gente pode? O Chris disse que cada time teria que usar o barco como meio de transporte.

ETHAN: E desde quando o Chris liga para as regras? — e começou a bater as pernas, nadando.

Meilin logo o seguiu e o resto da equipe acompanhou eles.

Mas no fim foi em vão, pois os Tripulantes Raivosos remaram até a linha de chegada e a ultrapassaram, conseguindo a vitória.

CHRIS: E os Tripulantes Raivosos vencem seu terceiro desafio seguido! — anuncia por um megafone.

***

De volta nas margens do Rio Amazonas, Chris, Chef e ambas as equipes estavam reunidas. Os membros dos Comissários ainda encharcados com a água do rio.

CHRIS: Meus parabéns aos Tripulantes Raivosos e meus parabéns aos Comissários por perderem mais uma vez! — e ri. — Vocês sabem como funciona, vencedores: Primeira Classe; Perdedores: Cerimônia de Eliminação.

MEILIN: É, a gente sabe. — aborrecida com a derrota.

CHRIS: Pois bem, vejo vocês de volta no avião. Até. — gira nos calcanhares se afastando, os participantes se afastam.

***

De volta ao avião, a cena abre num canto da Classe Econômica, perto do Compartimento de Carga, onde Meilin, Alvin e Pablo haviam se juntado para discutir estratégias.

MEILIN: Bem, eu obviamente não vou votar em vocês. E espero que vocês não votem em mim.

PABLO: De maneira nenhuma.

ALVIN: Claro que não.

MEILIN: Certo. Agora precisamos decidir entre os dois queridos ali. Carter ou Ethan?

PABLO: Bem, eu não sou o maior fã do Carter. As coisas que ele fala… simplesmente não deveriam ser ditas no Século XXI.

MEILIN: Concordo totalmente. Mas e se eu colocar uma ideia para vocês pensarem… vocês prometem não me chamar de louca?

PABLO: Você quer votar no Ethan? — questiona.

Meilin assente com a cabeça.

ALVIN: O quê? Por quê? Eu pensei que você gostasse dele.

MEILIN: Eu não tenho nada contra ou a favor do Ethan, muito pelo contrário. Mas o Carter tem bem mais força física do que ele, e eu não quero ficar perdendo desafios e chegar na Fusão com dois ou três membros.

PABLO: Faz sentido, mas…

MEILIN: Além disso, a fusão de tribos deve estar próxima, o Ethan será uma grande ameaça. Ele é uma boa pessoa e relativamente atlético. Se ele chegar na final, ele pode vencer facilmente.

PABLO: É um bom ponto. — parecia tentar convencer Alvin.

ALVIN: Cara, eu não sei…

MEILIN: Pensa comigo, não faz sentido?

ALVIN: Fazer sentido faz, mas não sei se me sinto confortável em votar nele. Não depois de tudo que ele fez para me ajudar… — justifica.

MEILIN: Mas só somos cinco. Precisamos do seu voto ou então eu posso ir embora.

ALVIN: Não se preocupe… eu vou pensar.

MEILIN: Certo. Pense com a mente e não o coração. — fala em mandarim para o rapaz.

Alvin fez uma careta ao ouvir, um mix de emoções.

*CONFESSIONÁRIO ON*

PABLO: Eu não tenho problemas com o Ethan, mas eu estou no meu programa favorito e em tevê internacional, eu quero fazer grandes jogadas e qual jogada maior que eliminar o Ethan? Achei o que a Meilin disse fez total sentido.

ALVIN: Eu sinto que vou explodir. Eu não quero perder meus amigos e aliados novos com Meilin e Pablo, eles podem ser meu ticket para ir longe no jogo e eu me identifico mais com eles do que com qualquer outro participante. Mas também, eliminar o Ethan? Quando ele me ajudou demais quando eu pensei em desistir… não sei se tenho coragem para fazer isso. — ele suspira. — Ugh, por quê eu sou tão ruim em ser bom?

*CONFESSIONÁRIO OFF*

A cena abre na Cerimônia de Eliminação. Chris adentra com uma travessa com quatro saquinhos recheados de amendoins e faz seu discurso habitual. Ele então indica que todos façam seus votos.

*CONFESSIONÁRIO ON*

ETHAN: Eu sei que você deve ser uma ótima pessoa, mas você simplesmente chegou na equipe tarde demais. Vejo você depois e Shalom. — carimba o passaporte de Meilin.

MEILIN: Você é uma pessoa legal, mas esse jogo não é para pessoas legais. Lá fora a gente pode ser amigos, mas aqui dentro eu estou te eliminando. Até. — carimba o passaporte de Ethan.

ALVIN: Eu sempre acabo me metendo nessas enrascadas. Ugh! — ele observava, angustiado, os passaportes de Ethan e Meilin.

*CONFESSIONÁRIO OFF*

Chris retorna com os cinco passaportes em mãos. Ele então dá o primeiro saquinho de amendoins para Pablo.

Ele então lança o segundo para Alvin, que suspira tristemente ao recebê-lo.

Chris olha intensamente para os três participantes restantes e então lança um saquinho na direção de Carter. Nesse momento, Alvin fica cabisbaixo, evitando todo contato visual.

CHRIS: Ethan, Meilin, vocês foram os mais votados da noite. E eu tenho apenas um saquinho de amendoins restante. Mas para tornar as coisas mais interessantes, vamos ler os passaportes?

Ethan estava confuso, não esperava receber votos. Pensou que se alguém fosse ser votado, seria Carter por todas suas falas controversas.

CHRIS: Um voto Ethan. Um voto para Meilin. Outro voto para Ethan. E mais um para Meilin. E o quinto e último voto foi para…

Alvin tremia a perna e passava as mãos pelo rosto, a culpa o consumia. Meilin observava os passaportes sem piscar. Chris fez um suspense e então revelou.

CHRIS: Carter!

TODOS: O quê?

CHRIS: Exato! Temos um empate. Dois votos para Meilin e dois votos para Ethan. Vocês irão participar de um desempate.

MEILIN: Cara, isso deve ser piada.

ETHAN: Eu não estou entendendo direito…

CHRIS: É simples, vocês foram os mais votados e eu preciso chutar um de vocês do avião. Então iremos ao desempate. Ao invés do controverso Pedra-Papel-Tesouras, o desempate hoje vai funcionar de maneira diferente.

Pablo arqueou a sobrancelha, curioso.

CHRIS: Eu tenho aqui um saco de estopa. — e puxa o saco. — Dentro dele há duas pedras. Uma preta e uma branca. Cada participante vai puxar uma pedra de dentro do saco e dependendo da cor, você fica ou é eliminado do programa.

Ethan e Meilin ofegam de surpresa.

CHRIS: Preto significa que você segue na competição. Branco significa que você está eliminado, para sempre. E deverá tomar o Salto da Vergonha. Entendido?

Ambos assentiram, levantaram dos seus respectivos assentos, andaram até o apresentador e colocaram uma mão dentro do saco. Eles então puxaram as pedras.

Ethan estava com uma mão dentro do saco e outra segurando seu cordão com a estrela de Davi.

CHRIS: Vocês vão revelar qual pedra puxaram em três… dois… um.

Eles abrem as mãos. Meilin ficou imóvel e quase não conseguiu acreditar quando viu a pedra que estava na mão dela. Ethan largou a pedra dele no chão, frustrado.

Meilin havia pego a pedra preta e Ethan havia pego a pedra branca.

ETHAN: Droga!

CHRIS: Foi mal, cara, mas isso significa que você está fora da competição. E o único souvenir vai ser uma pedra pintada com tinta branca. — coloca a mão no ombro do rapaz.

Meilin cambaleia de volta a seu assento. Ethan coletou a pedra branca, pegou um paraquedas e andou até a porta. Carter parecia tristonho com a eliminação do colega.

ETHAN: Tchau, galera! Sem ressentimentos, mesmo que tenha sido culpa de vocês que eu esteja sendo eliminado…

Pablo e Carter respondem em uníssono com “Tchau, Ethan”

ETHAN: Bem, foi bom enquanto durou. Boa sorte, Comissários! É bom um de vocês ganhar o milhão. — deu um último sorriso e então saltou.

Alvin evitou olhar a cena, ainda cabisbaixo. Chris se virou para a câmera, satisfeito.

CHRIS: E mais um participante levou o salto da vergonha. Quem será o próximo a partir? E quais locações insanas serão visitadas pelo resto da turnê? Será que os Comissários vão vencer algum desafio sem a ajuda do Chef Hatchet? A resposta para essa e outras perguntas, você descobre no próximo episódio de Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!

Notas finais
E mais um passageiro deixa o avião! Quando eu reli o capítulo antes de postá-lo, eu senti que a porção de desafios do capítulo passou bem rapidamente e pareceu curta, mesmo ela tomando tipo 1.500 palavras. Vocês acham que eu devo aumentar os desafios? Sinceramente falando, os desafios são as partes que eu mais tenho dificuldades de escrever, nessa temporada eu decidi todos os desafios antes de escrever o primeiro capítulo, mas em Ilha McHatchet eu passava dias pensando num desafio antes de escrever o capítulo. Segundo, foi introduzido o clássico desempate por pedras. Fãs de Survivor reconheceram. Eu não sei porque eu não usei esse desempate em Ilha McHatchet ao invés de pedra-papel-tesoura, acho que apenas esqueci na época, mas a partir de hoje, o desempate por pedras será o padrão em caso de empates. Por fim, para quem você está torcendo? Quem você acha que vai vencer a temporada, agora que estamos quase na metade dela. E não se esqueça de comentar elogios, críticas e pensamentos. Beijos e até. Feliz Carnaval!