Drama Total: Turnê Mundial 2 - Electric Boogaloo
11 Pouso de Emergência → Tampão de Darien, Panamá
Notas iniciais
Drama Total:
Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo
Capítulo 11 — Pouso de Emergência → Tampão de Darien, Panamá
O avião voava por cima das florestas esmeraldas da Costa Rica. Chris entrou na cena, iniciando a recapitulação.
CHRIS: Anteriormente, em Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo, nosso itinerário pousou nas Ilhas Chelbacheb em Palau. Cenário de batalhas ferozes durante a Segunda Guerra Mundial, os passageiros puderam participar de provas com um enorme poder bélico. No primeiro desafio, eles puderam brincar de Guilherme Tell, e o alvo? Uma maçã no topo da cabeça do Chef Hatchet! — gargalha. — Ele anda mal comportado ultimamente, ele mereceu. — dá de ombros. — Continuando, após um segundo desafio que virou uma verdadeira guerra, os Tripulantes Raivosos venceram o quarto desafio seguido. Porém, para a felicidade dos Comissários Berrantes, eles puderam respirar aliviados, pois foi um desafio de recompensa. Os cinco vencedores passaram uma tarde no belíssimo Lago das Águas-Vivas, mas o único choque foi o de Anthony ao pegar Taylor e Joseph se beijando. Será que o novo casal vai dominar o jogo? Ou esse beijo vai se virar contra eles? Nove participantes ainda restam na competição e um deles vai vazar hoje! Quem será eliminado hoje?
*Abertura*
Era mais um dia no avião. Evelyn havia pego cinco cupcakes no refeitório e estava trazendo-os de volta para seus colegas de equipe. Ela entrou na Primeira Classe.
EVELYN: Ei, pessoal, eu trouxe cupcakes! — falou, animada.
Mas ninguém respondeu. Joseph e Taylor estavam absortos numa conversa em um canto; Anthony e Daya estavam conversando em outro canto.
*CONFESSIONÁRIO ON*
EVELYN: Bem, o jogo está bem encaminhado agora e a maioria dos participantes já achou uma dupla para quem confiar. Eu ainda não tenho ninguém, mas está tudo bem! — ela sorriu. — Falta muito tempo até o fim do jogo e tenho muito tempo para encontrar um parceiro. E minha equipe tem cinco membros, é um número ímpar, acho que eu acabei sobrando. — riu frouxa. — O Drama Total é um jogo social também, eu acho. Estamos aqui há umas duas semanas e eu não tenho nenhum melhor amigo. Ninguém que eu possa confiar acima de qualquer coisa. — suspira. — Não tem problemas, nós estamos vencendo. Não tem perigo nenhum de irmos à Cerimônia de Eliminação!
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Joseph e Taylor conversavam sobre o acontecimento do dia anterior.
JOSEPH: Nosso beijo… ontem, foi muito bom. — começou. — Você gostou?
TAYLOR: É claro, foi eu quem te beijou. — e riu.
JOSEPH: O que eu falei foi verdade, eu realmente gosto de passar meu tempo com você. — colocou a mão em cima da de Taylor.
TAYLOR: E eu também. Só lembre-se, eu quero levar tudo bem devagar. Estamos num jogo.
JOSEPH: Claro.
TAYLOR: Se eles souberem que a gente está gostando um do outro, vão eliminar a gente em dois segundos, igual fizeram com o Jonas.
A cena transiciona para Anthony e Daya.
DAYA: E eles não viram você em momento nenhum?
ANTHONY: Tô te falando! É a segunda vez que eu pego ela com os lábios em cima de alguém. Ela vai beijar todo mundo até chegar na final.
DAYA: Ei, olha o machismo! Mas sim, é preocupante… se eles estão juntos, ele não vai votar nela e vice-versa.
ANTHONY: Só tem cinco pessoas na nossa equipe, se eles não votarem entre si… eles vão votar na gente.
DAYA: Ah mas eu não vou ser eliminada por causa de um casalzinho. — declarou.
ANTHONY: Confie em mim que eu prefiro morrer do que deixar um casal ditar meu destino nesse jogo.
***
Na Classe Econômica, Evelyn traz os cupcakes para a equipe perdedora.
EVELYN: Oi pessoal, tinham esses bolinhos no refeitório e minha equipe não os quis. Vim saber se vocês queriam.
Os Comissários levantaram e caíram dentro dos cupcakes.
ALVIN: Hm, obrigado Evelyn… — fazia caretas enquanto comia.
MEILIN: Se eu não soubesse que a comida do Chef é ruim assim, eu acharia que isso é uma tentativa de sabotagem.
Todos riem e então Meilin, Alvin e Pablo voltam a conversar. Carter fica afastado num canto, olhando a janela, quando Evelyn se une a ele.
EVELYN: Oi. — começa. — Tem algum problema se eu sentar aqui?
Carter permite com a cabeça e se afasta, dando espaço para ela sentar.
EVELYN: O que você está fazendo sozinho aqui desse lado? — pergunta enquanto se sentava.
CARTER: Ah, aqueles três gostam de conversar. Mas não comigo. — respondeu.
EVELYN: Isso não é legal da parte deles.
CARTER: Eu já me acostumei. Sinto saudades do Ethan, ele conversava comigo.
EVELYN: Se você sente saudades dele, por quê você o eliminou?
CARTER: Eu não o eliminei. Foram os outros que votaram nele.
EVELYN: Entendi.
CARTER: Ele não merecia ter saído. Ele era o único que me dava atenção. Esses três só querem ficar o dia todo juntos.
EVELYN: Você já tentou se aproximar deles? Você dar o primeiro passo?
CARTER: Eu não, mas…
EVELYN: E por quê você não tenta? Talvez descubra coisas em comum. — sorri.
CARTER: E na sua equipe, você tem amigos?
EVELYN: Hm… vamos mudar de assunto? Quer mais um cupcake? — dá um sorriso amarelo, desconversando.
***
O avião estava sobrevoando as florestas panamenhas quando uma sirene vermelha começou a piscar na cabine do piloto.
CHEF: Uh-oh. Essa não…
Chris ouviu o barulho e adentrou a cabine.
CHRIS: Ugh, o que são esses barulhos e luzes? Eu estava tentando tirar meu sono da beleza… como vou apresentar um programa assim?
CHEF: Chris, tenho más notícias.
CHRIS: A Polícia Federal encontrou a gente? — com um tom desesperado. — Pega nossos passaportes falsos, onde está aquele dicionário de francês? Eu disse pra gente fugir pros Estados Unidos quando tínhamos a oportunidade…
CHEF: Não, não é isso. — interrompe o surto do apresentador. — Olhe para o painel, o avião está sem combustível. Estou voando na reserva da reserva desde que saímos de Palau.
CHRIS: Você atravessou o Oceano Pacífico todo na reserva sem me avisar?!
CHEF: Você disse que tinha comprado combustível! — retrucou.
CHRIS: Eu menti! — suspira. — Tá okay, a gente deve conseguir pousar no nosso próximo destino antes do combustível acabar, não é?
CHEF: Talvez, quando eu vi pela última vez, o combustível estava nas últimas.
O barulho da sirene soava ensurdecedor. De repente a frente do avião começou a descer rapidamente.
CHEF: Acho que temos menos tempo do que esperávamos…
Chris corre e puxa o microfone do painel.
CHRIS: Atenção, passageiros. Devido a uma situação não prevista, precisaremos realizar um pouso de emergência em seja lá onde a gente estiver. Apertem os cintos, agarrem no objeto mais próximo e não entrem em pânico!
A cena corta para todo mundo entrando em pânico nos compartimentos.
DAYA: Eu espero que essa droga de assento flutue na água. — afivelou o cinto de segurança.
JOSEPH: Cara, eu não quero morrer agora… não depois de começar a namorar você… — deu as mãos para Taylor.
TAYLOR: Eu também não quero morrer! — apertou os cintos. — E a gente está ficando e não namorando, certo?
*CONFESSIONÁRIO ON*
JOSEPH: Caramba, nem com a morte iminente ela me dá uma brecha. — suspira.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Alvin tenta prender o cinto na Classe Econômica mas ele arrebenta.
ALVIN: Mas é óbvio.
Meilin rezava em mandarim enquanto Pablo dava gritos finos.
O avião batia no topo das árvores e destruiu uma parte considerável da floresta até parar no meio de uma clareira.
***
Os nove passageiros do avião saíram do mesmo cambaleando, desorientados e confusos.
DAYA: Onde diabos nós estamos?
CARTER: No meio da floresta, não está vendo?
TAYLOR: Mas no meio da floresta onde?
Nesse momento, Chris e Chef saem do avião, tirando a poeira do corpo. Daya anda até eles.
DAYA: Posso ter uma explicação sobre o que está acontecendo?
CHRIS: Eu já expliquei, foi um pouso de emergência, devido a uma situação não prevista. — ele observa o avião completamente preso nas árvores. — Errr, não foi o melhor dos pousos, mas ainda foi um pouso.
JOSEPH: Mas qual foi o imprevisto? A gente pode ajudar de alguma maneira?
CHRIS: Err… hm… bem, é que… acabou o combustível. — admitiu.
MEILIN: O QUÊ!? Como pode, você voou meio planeta desde Palau com o combustível acabando?
CHRIS: Ei, eu falei isso pro Chef…
CHEF: Ei, não me mete no meio. Você disse que tinha dinheiro para combustível, principalmente depois do acidente na Jamaica na última turnê.
CHRIS: E eu tinha dinheiro! Mas as coisas aumentaram o preço desde a última turnê, fazem tantos anos, inflação e tal…
MEILIN: E o que a gente vai fazer? A gente vai ficar preso aqui? Aliás, onde é aqui?
CHRIS: De acordo com o GPS da cabine do piloto, estamos no Tampão de Darién, no Panamá.
Pablo ofegou surpreso.
CHRIS: Mas não tem problemas, temos um helicóptero que sobreviveu a queda no compartimento de carga.
Os participantes comemoram.
CHRIS: Chef e eu vamos entrar no helicóptero e voar até a cidade mais próxima para conseguir combustível, enquanto os estagiários tentam tirar o avião das árvores.
DAYA: Espera aí, por quê só você e o Chef vão? E nós?
CHRIS: Por quê só o Chef sabe pilotar um helicóptero e eu sou mais importante que todos vocês. Se alguém morrer, pode ser um de vocês nove.
TAYLOR: Mas ninguém está em perigo de verdade, né? Só esperar você voltar com o combustível. Deve demorar o quê? Algumas horas? Um dia?
CHRIS: Hm… não sei se é tão fácil assim. O Tampão de Darién não é um lugar muito amigável…
PABLO: Eu estudei sobre esse lugar. É pura floresta, sem nenhum tipo de modernidade ou conforto por quilômetros a fim. O lugar está recheado de animais selvagens…
CHRIS: E de narcotraficantes colombianos armados até o dente! Não se esqueçam deles!
ANTHONY: Então como a gente vai ficar parado aqui? Se tem animais selvagens e homens armados escondidos nessas matas? A gente precisa sair daqui.
CHRIS: Não tem nenhuma estrada por aqui e o único helicóptero que temos só comporta duas pessoas, então que pena para vocês. Mas ei, que tal um desafio? Valendo invencibilidade!
MEILIN: O quê?
DAYA: Você quer continuar seu jogo psicótico quando a nossa vida está em perigo?
CHRIS: Se acalmem, o desafio pode ajudar a vida de vocês. O desafio será atravessar a floresta e chegar na fronteira colombiana, sem serem atacados por animais ou mortos por narcotraficantes. A primeira equipe a fazê-lo ganha invencibilidade!
DAYA: Você é doente! Tem problema na cabeça!
CHRIS: Pode ser mas é isso ou passar dias ou semanas parados aqui tentando sobreviver. Vocês que sabem! — e subiu no helicóptero. Chef Hatchet zarpou com o helicóptero.
DAYA: Ugh! Eu odeio esse homem.
Os nove participantes ficam se encarando por um tempo.
MEILIN: E então? Vamos andar ou não?
JOSEPH: Acho que não temos escolha… ou é isso ou morrer aqui. Bem, vamos andando.
Os nove seguiram andando em grupo, até que Evelyn parou.
EVELYN: Ei, por quê vocês estão seguindo a gente?
ALVIN: Hm? Como assim?
EVELYN: O Chris disse que é um desafio. Não podemos andar todos juntos. As equipes precisam andar separadas.
ALVIN: Você está falando sério?
EVELYN: Olha! — apontou para uma bifurcação na trilha. — Nós vamos por um caminho e vocês por outro.
ALVIN: Por quê isso? Podemos andar juntos e maximizar nossas chances de…
Mas Carter já tinha entrado no caminho da esquerda. Logo os Tripulantes Raivosos entraram no caminho da direita. Derrotado, Alvin seguiu sua equipe.
Chris observava de um tablet no seu helicóptero.
CHRIS: Ooh! Eles resolveram se separar, hahaha! Será que isso vai ser uma má ideia? Quem vai chegar na Colômbia primeiro? E será que a turnê está em perigo? Descubra quando voltarmos com mais Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!
*Intervalo*
A cena abriu em algum canto da selva. Os Tripulantes Raivosos andavam em passo constante.
DAYA: Não acredito que o psicopata do Chris realmente fez um desafio do fato da gente estar preso e sem comunicação no meio do nada.
TAYLOR: E a gente tá fazendo o desafio então talvez a gente também seja psicopatas.
DAYA: Quando o avião for consertado eu quero um teste biológico. Deve ter algum micróbio naquele avião que deixou todo mundo insano.
ANTHONY: A gente deveria parar de reclamar e começar a andar mais rápido. Quanto mais rapidamente andarmos, mais rapidamente sairemos dessa salva.
DAYA: Okay, pai. — debochou.
O sol começava a se pôr e a cena transicionou para os Comissários Berrantes, eles haviam avançado mais tranquilamente, tendo encontrado um lugar perfeito para acampar.
PABLO: Eu definitivamente não queria dormir no chão no meio de uma floresta suja no meio do nada com três estranhos, mas, ei, é o que temos para hoje.
Ele forrou umas folhas no chão e se deitou.
PABLO: Não é tão desconfortável assim.
Meilin e Carter resolveram se aventurar e procurar materiais para fazer fogo.
ALVIN: É bom a Meilin saber alguma técnica chinesa milenar de criar fogo, pois eu simplesmente não faço ideia de como fazer fogo.
PABLO: Nem eu. E passar a noite toda no escuro? Com narcotraficantes e animais raivosos por aí? De jeito nenhum!
Meilin e Carter retornaram após um tempo. Carter ficou esfregando pauzinhos por horas a fim sem conseguir nada além de fumaça.
CARTER: Ugh! Isso é tão frustrante!
Naquele momento um relâmpago caiu bem no monte de gravetos na frente dele, criando uma chama.
CARTER: Uau! Parece que a natureza está cuidando da gente.
ALVIN: Hm… não sei se eu confio em chamas sobrenaturais….
PABLO: É o único tipo de chamas que vamos ter então vou estar aceitando. — Ele junta as palmas. — Obrigado, Deus do Trovão ou seja lá o que for…
***
Do lado dos Tripulantes Raivosos, eles estavam no breu total. Alguns membros estavam deitados. Daya olhou para uma câmera — sabendo que ela estava lá por causa da luzinha vermelha piscando.
DAYA: Isso deve ser carma. É o meu pior pesadelo sem dúvidas. — falou para a câmera. — Estamos a quilômetros de distância do avião então eu nem posso fazer um confessionário xingando alguém. Affz. Vou ter que conversar com a câmera igual uma louca.
JOSEPH: Psiu! Daya, a gente está tentando dormir! — reclamou.
DAYA: E eu estou tentando fazer um confessionário mas eu não posso porque o avião não está aqui! — retrucou.
Um farfalhar foi ouvido do mato. E a luz de uma tocha.
DAYA: Vocês ouviram isso? O que foi isso? Será que é o resgate?
O fogo da tocha foi se aproximando e o resto da equipe levantou de sopetão. A luz então revelou um grupo de narcotraficantes colombianos, confusos e raivosos.
TRAFICANTE: ¿Que es esto? Son solo niños, cinco de ellos.
TRAFICANTE 2: No son niños, mira, uno de ellos parece tener veinte años. Deben ser espías.
Nesse ponto os cinco membros dos Tripulantes Raivosos estavam tremendo dos pés a cabeça.
TRAFICANTE: ¿Cuales son sus nombres? Habla pronto y no tendremos problemas.
Daya que estava mais perto dos homens, quase desmaiou de tanto nervoso.
DAYA: Eu… eu não entendo o que você está falando.
TRAFICANTE: Mierda, son gringos. ¿Y ahora qué hacemos?
TRAFICANTE 2: ¿Qué hace un grupo de cinco gringos aquí en medio del bosque? Sin duda son espías.
TRAFICANTE: ¿Espías tan jóvenes? No, deben ser turistas estúpidos que se perdieron. — e tentou perguntar o nome deles num inglês quebrado.
ANTHONY: Não respondam! Fiquem quietos!
TRAFICANTE: Tu, gordito, cállate. — o traficante se aproximou e encarou Anthony de cima à baixo.
TRAFICANTE 2: Coño, hay una cámara. ¿Has visto? ¡Aquí hay una cámara! — falou desesperado.
O traficante pegou uma faca e colocou no pescoço de Anthony.
TRAFICANTE: Será mejor que expliques todo muy bien si no quieres morir.
Os cinco Tripulantes engoliam em seco.
***
A manhã raiou no lado dos Comissários. Eles passaram a noite relativamente bem e então voltaram a seguir em direção a fronteira.
Em tempo, eles encontraram uma plantação de bananeiras e um lago de água limpa.
PABLO: Ó, graças a Deus. — enquanto bebia a água. — Sei que isso atrai má sorte, as coisas não estão tão ruins como poderiam estar.
MEILIN: Me pergunto como será que a outra equipe está.
***
Os Tripulantes foram amarrados a uma árvore grossa e estavam sendo vigiados por outros narcotraficantes armados até os dentes.
DAYA: Como pode numa equipe de cinco pessoas ninguém sabe falar uma palavra de espanhol? E é claro que eles capturaram a equipe que não tem pessoas bilíngues.
EVELYN: Ei, eu sei falar francês! É minha língua nativa. Mas não sei ajuda nesse caso. — fica cabisbaixa.
JOSEPH: Eu estudei espanhol no primeiro ano, mas na escola não ensinam isso!
ANTHONY: Fiquem quietos. Não quero eles apontando armas na nossa cara de novo.
TAYLOR: Pelo menos eles não mataram a gente.
DAYA: Uau, grande coisa. A gente não morreu, mas vamos ficar presos numa árvore até apodrecermos.
TAYLOR: Os produtores sem dúvidas viram as imagens da câmera. Eles vão vir resgatar a gente em algum momento. E o Chris deve ter conseguido achar o combustível, a gente não vai morrer aqui…
DAYA: Eu espero por que minha glicose já está mais baixa do que não sei o que…
TRAFICANTE 3: Oye, ¿por qué están hablando? Callense gringuitos.
DAYA: O que ele disse?
ANTHONY: Não preciso saber espanhol pra saber que ele mandou a gente calar a boca.
***
Chris e Chef pousaram o helicóptero em Capurgana, cidade pequena logo após a fronteira com a Colômbia.
CHRIS: Bem, agora que já temos o combustível, eu sinto que eu deveria checar os participantes. Faz quase um dia que eu não vejo o que eles fazem…
Ele pega seu tablet, mas neste momento os quatro membros dos Comissários Berrantes saem correndo da floresta e veem o helicóptero.
CHRIS: Ou não… lá vem eles!
Os quatro se desmontam na frente do helicóptero.
CHRIS: E os Comissários Berrantes vencem a invencibilidade!!! Uau, quanto tempo que eu não falava essa frase.
PABLO: Chris, Chris, me diz que você conseguiu o combustível!
CHRIS: Não se preocupe, tenho dois barris de óleo no helicóptero. E vocês, como passaram a noite?
MEILIN: Na verdade, não foi tão ruim quanto eu pensei que seria.
CHRIS: Bem, vamos esperar pelos Tripulantes Raivosos para botarmos o avião de volta ao ar.
E assim eles esperaram. As horas passaram, o sol se pôs e nenhum sinal dos outros cinco participantes.
CHRIS: Hm, estranho…
CHEF: O quê?
CHRIS: Estou tendo um sentimento estranho… de preocupação?
CHEF: Oh não! Quer que eu ligue para uma ambulância?
CHRIS: Não precisa, eu vou dar uma olhada no feed das câmeras. Saber porque esses moleques tão demorando tanto.
Ele pega seu tablet e faz um rosto preocupado ao ver os cinco presos numa árvore com armas apontadas para eles.
CHRIS: Hm, eu provavelmente deveria fazer algo para resolver isso.
***
Os Tripulantes seguiam presos na árvore. Daya já estava estrebuchada, com a glicose baixa, mas os outros quatro permaneceram alertas.
No meio da noite, um dos traficantes veio correndo, alertando o grupo.
TRAFICANTE 4: ¡Es la policía! ¡Dispérsense, dispersen, volvamos a la base!
Todos os traficantes saíram em debandada, levando suas armas.
TAYLOR: O que foi agora?
Duas motos da polícia panamenha adentraram a área, viram a situação e soltaram os participantes. Logo Chris, Chef e os quatro Comissários chegaram.
CHRIS: Uau, parece que vocês tiveram uns dias interessantes.
DAYA: Chris, se eu tivesse força, eu literalmente te assassinaria na unha.
CHRIS: Ei, ei, não fale coisas que vai se arrepender depois! — e ri. — Bem, Tripulantes, infelizmente para vocês, os Comissários Berrantes chegaram bem antes e por isso, venceram a invencibilidade. Ou seja, vocês terão que eliminar alguém…
TAYLOR: Espera aí… a gente passou mais de um dia presos por narcotraficantes e ainda temos que eliminar alguém?
CHRIS: É, isso mesmo.
JOSEPH: Você ao menos conseguiu encontrar combustível? Vamos poder voltar para o avião?
CHRIS: Sim, temos combustível. Os estagiários devem estar terminando de colocar as coisas de volta no avião. Os policiais foram gentis o bastante para se oferecerem para escoltar a gente até de volta ao avião.
POLICIAL: Por dinero, por supuesto.
CHRIS: Mas é claro, seu polícia. — suspirou.
***
Os participantes haviam sido escoltados de volta à clareira onde o avião “pousou”. Os estagiários ainda estavam ajeitando todo o avião, já que o pouso bagunçou todo o interior da aeronave.
Dois estagiários colocavam caixas e gaiolas dentro do Compartimento de Carga. Taylor estava passando por perto e ficou observando.
ESTAGIÁRIO 1: Ei, o que tem aí nessa caixa?
ESTAGIÁRIO 2: É a estatueta de invencibilidade, Chris pediu para a gente guardar aqui até o próximo destino.
ESTAGIÁRIO 1: Ei, quer pausar para tomar um café?
ESTAGIÁRIO 2: Com certeza!
O estagiário então deixou a caixa com a estatueta no chão.
*CONFESSIONÁRIO ON*
TAYLOR: Eu não pude acreditar no que eu estava ouvindo. Não sei se é trapaça ou se é errado, mas eu tive que fazê-lo…
*CONFESSIONÁRIO OFF*
A menina então vai até a caixa e furta a estatueta. Olha para os dois lados, desconfiada e então sai correndo.
***
A cena abre na Classe Econômica. Daya e Anthony estavam conversando num canto.
DAYA: Ugh! Esse lugar é horrível, eu nunca mais quis voltar para a Classe Econômica.
ANTHONY: Isso não importa, a gente literalmente passou a noite dormindo presos numa árvore com traficantes ameaçando a gente.
DAYA: Bem, quando você põe desse jeito…
ANTHONY: O que vamos fazer com o voto de hoje?
DAYA: Precisamos separar o casal. Isso é óbvio.
*CONFESSIONÁRIO ON*
DAYA: Casais são perigosos. Eu não quero ninguém tendo mais poder do que eu nesse programa!
*CONFESSIONÁRIO OFF*
DAYA: Mas vai ser difícil, o Joseph não vai votar na Taylor e nem o Taylor vai votar no Joseph.
ANTHONY: Enquanto a gente estava amarrado à árvore, eu pensei sobre esse assunto e criei um plano. Vamos falar para o Joseph votar na Evelyn.
DAYA: Na Evelyn?
ANTHONY: Sim. Se ele não vai votar na Taylor e a gente não quer que ele vote na gente… ele precisa votar na Evelyn.
DAYA: Faz sentido.
ANTHONY: Aí independentemente do que a Taylor votar, a Evelyn, você e eu vamos votar na Taylor. O Joseph é bem melhor nos desafios e tem força. A gente precisa disso para não perder os próximos desafios.
DAYA: Entendi. Eu vou falar com o Joseph ou você fala?
ANTHONY: Eu falo. Você fala com a Evelyn sobre votar na Taylor. Vamos ter tudo alinhado e vai dar tudo certo. — sorri.
*CONFESSIONÁRIO ON*
JOSEPH: O Anthony veio falar comigo, um pouco mais cedo sobre votar na Evelyn. Eu não queria descartar nosso membro mais forte, mas a fusão deve estar chegando e lá a Evelyn será uma ameaça. Eu sei que ele não quer ceder a Daya e eu não quero ceder a Taylor então infelizmente é o meio-termo que conseguimos.
EVELYN: Anthony e Daya me informaram de um plano de votar na Taylor, para separar a dupla deles. Eu não tenho problemas com a Taylor mas sei que isso é um jogo então irei fazê-lo.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
A cena abre na Cerimônia de Eliminação. Chris sorria ao ver uma inquietação no ar entre os cinco participantes. Ele então ordena que todos façam seus votos.
*CONFESSIONÁRIO ON*
TAYLOR: Meu voto é na Daya. Não queria eliminar uma menina, mas ela é simplesmente a mais fraca nos desafios e precisamos de força para evitar a Cerimônia de Eliminação.
DAYA: Que a sorte esteja a meu favor. Vou dar um beijo no Joseph por você. — e carimba o passaporte de Taylor.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Todos haviam feito seus votos e todos pareciam tensos.
CHRIS: Vou distribuir os pacotinhos de amendoins. O primeiro vai para… Joseph!
Joseph respira aliviado.
CHRIS: Próximos saquinhos vão para Anthony e Evelyn!
Joseph fez um rosto confuso.
CHRIS: O último saquinho pertence à… DAYA! Taylor, lamento, minha querida, mas você foi eliminada.
Taylor arregalou os olhos.
JOSEPH: O quê? Como? — Joseph saltou do assento.
Daya e Anthony sorriam um para o outro.
Taylor se levantou e então tirou um objeto debaixo do seu assento. Todos ficaram chocados.
TAYLOR: Desculpe, Chris, acho que você cometeu um erro. — sorriu. — Eu não vou sair hoje.
E apresentou a estatueta McLean de invencibilidade para todos.
CHRIS: Uau! Essa foi uma reviravolta e tanto! Sério… eu não sabia que você tinha a estatueta. A gente nem escondeu ela hoje, como você achou ela?
TAYLOR: Ah, uma dama nunca revela seus segredos. — com um sorriso atrevido.
CHRIS: Bem, parece que alguém vai ser demitido hoje!
DAYA: De jeito nenhum. — sibilou. — Você tem que estar zoando com a minha cara. — estava vermelha de raiva.
ANTHONY: Não acredito que foi ela quem achou… — sussurrou para si mesmo.
CHRIS: Bem, Taylor, seja lá como você tenha achado a estatueta, ela ainda tem efeito! De acordo com as regras do programa, a estatueta McLean anula todos os votos contra você antes e a segunda pessoa com maior número de votos será eliminada em seu lugar…
Daya olhou para Anthony.
CHRIS: Porém… houve um empate! Taylor, você recebeu três votos. Mas a Evelyn e a Daya ambas receberam um voto cada. — anunciou, para o choque geral. — De novo um empate? Vocês têm que começar a planejar melhor os votos, hein?
EVELYN: E agora? O que a gente faz?
CHRIS: É simples! — pegando um saco de estopa. — Dentro dele há duas pedras. Uma amarela e uma roxa. Cada participante vai puxar uma pedra de dentro do saco e dependendo da cor, você fica ou é eliminado do programa.
DAYA: Não acredito que o meu jogo está por um fio e vai ser decidido por uma droga de uma pedra.
CHRIS: É, gatinha. Nem sempre a gente tem o que a gente quer. — debocha. — A pedra roxa significa que você segue na competição. A pedra amarela significa que você está eliminada do programa e deverá tomar o Salto da Vergonha. Entendido?
Ambas disseram que sim com a cabeça. Se levantaram e andaram até o apresentador, colocando uma mão no saco de estopa.
CHRIS: Vocês vão revelar a pedra que puxaram em três, dois, um…
Evelyn tremia. Anthony estava com os olhos fechados e os dedos cruzados. Ele ouviu um berro e então abriu os olhos.
Era Daya berrando feliz. Ela tinha a pedra púrpura em mãos. Anthony respirou aliviado.
DAYA: Meu Deus! Meu Deus! — berrava escandalosamente. — Roxo é minha cor favorita a partir de agora!
Evelyn olhou a pedra amarela em sua mão, fechou o punho ao redor dela e então segurou o choro.
CHRIS: Foi mal, Evelyn, mas isso significa que você foi eliminada do programa.
Evelyn dá um sorriso forçado e se curva, igual uma bailarina profissional.
EVELYN: Obrigado, colegas, por permitirem que eu jogasse com vocês. Acho que é a hora de eu partir…
Ela se virou em direção a porta. Joseph saiu correndo e colocou a mão no ombro dela.
JOSEPH: Evelyn! Me perdoe, eu não sabia que meu voto ia causar tudo isso… eu só estava seguindo o plano que me disseram. Não sabia da estatueta nem que os votos empatariam.
EVELYN: Tudo bem. Pelo menos você pode continuar o jogo com sua namorada.
JOSEPH: O quê você disse? — estranhou a resposta.
EVELYN: Nada.
A bailarina sorriu e pegou o paraquedas da mão de Chris, saltando do avião. Chris virou para a câmera.
CHRIS: Uau, esse foi um episódio agitado! Com apenas oito participantes sobrando, o que aguarda os nossos participantes pelo resto da turnê? Voltem no próximo episódio para descobrir! Até a próxima com mais Drama Total: Turnê Mundial 2 — Electric Boogaloo!
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