Drama Total: A Revanche!
12 Desorientados e Confusos
Notas iniciais
Chris McLean estava na sua sala de monitoramento, observando os campistas dormindo nas telas. Ele virou para a câmera e iniciou a recapitulação.
CHRIS: No episódio anterior de Drama Total: A Revanche!, o trio ternura de Igor, Brooke e Sarah estava mais rachado que nunca! E quem melhor para aproveitar a confusão do que nossa queridíssima Daya? Claro, ela entrou com sua proposta de aliança feminina como se estivesse competindo por um Mirtilo de Ouro. Ainda bem que ela não é atriz! — Ele faz uma careta. — Enquanto isso, no outro lado da ilha, Danny estava completamente farto de carregar a Daya nas costas. Só que o Tristan? Ah, ele achou que Daya seria o bode expiatório perfeito para arrastar até a final, deixando o clima tenso entre os brothers. E aí, o que rolou no desafio? Ah, o clássico Roleta da Consequência ou Consequência! Destaques incluem surras animais, banhos de gelo e uma bromance esquisita entre Igor e Gino... Hah! Sarah saiu com invencibilidade. Com a final se aproximando, cada um dos campistas estava na mira, como um bufê de alvos ambulantes! Mas no final das contas, preferindo acreditar no plano obviamente mentiroso de Daya, as meninas abriram mão de Igor em nome de uma futura “aliança feminina”. É, essa aliança feminina é real e eu sou um triângulo amarelo vestindo uma gravata borboleta e um uma cartola! — Ele disse sarcástico. — Assim, Igor vazou, acabando com todos os campistas originais de Ilha McHatchet! Parece que o acampamento está sob nova direção! — Ele riu. — De todo modo, sobram seis! E agora, meus queridos, o que será que reservamos pra esses coitados hoje? Bem... vai ser um pesadelo macabro! Quem vai sobreviver ileso até o amanhecer?
*Abertura*
O sol da manhã mal começava a despontar, iluminando o rosto de Danny, que se remexeu desconfortável na cama improvisada de tábuas.
DANNY: Droga de claridade… — resmungou, cobrindo o rosto com o braço.
Ainda meio sonolento, ele olhou ao redor e, de repente, se endireitou.
DANNY: Cadê a Daya e a Brooke? — murmurou, franzindo o cenho.
Mas pensou um pouco alto demais, pois Gino também acordou e ouviu, desacostumado com o abrigo após várias noites no Chalé McLean.
GINO: Eu... eu acho que ouvi algo sobre... café da manhã com a Sarah? No refeitório? Não tenho certeza. — Ele diz meio grogue. — Estava meio... dormindo, sabe?
DANNY: Sério? E você acha que isso é normal, Gino? — Sua voz se eleva, já não é mais um sussurro. — Elas estão se unindo, cara! A gente devia ter eliminado a Daya ontem. Essa garota é um perigo ambulante, uma bomba-relógio prestes a explodir na nossa cara!
Tristan, ainda com a cabeça num travesseiro improvisado feito de suéteres, levanta uma sobrancelha e suspira. Ele se espreguiça, sem muita pressa, e levanta calmamente.
TRISTAN: Dá para vocês dois fazerem silêncio? Tem gente querendo dormir!
Então, ele coça os olhos e dá sua opinião no assunto.
TRISTAN: Eu já disse, Danny, você tá obcecado nisso. A Daya é inofensiva. Ela votou conosco na última votação. Sarah e Brooke votaram contra Daya. Elas não estão unidas.
DANNY: Eu sei disso, eu sei como os votos funcionam, ainda assim, ela é uma ameaça de outras maneiras…
TRISTAN: Ameaça? Ela não ganha invencibilidade nem que tivesse uma semana inteira pra tentar. Agora, se o desafio fosse irritar o Chris ou fazer referências obscuras de bandas indie dos anos 2000... talvez, mas esses desafios malucos? Nem pensar.
Danny lança um olhar irritado para Tristan.
TRISTAN: Logo, ela não é uma ameaça. E precisamos nos livrar de Brooke e Sarah primeiro. Não é mesmo, Gino?
Gino dá de ombros e se joga nas tábuas que serviam de cama. Danny cruza os braços e vira a cara.
*CONFESSIONÁRIO ON*
DANNY: A Daya? Inofensiva? O Tristan deve ter comido cogumelos alucinógenos da floresta para falar isso. Ela vai acabar ficando e nos eliminar quando menos esperamos. Todo mundo finge que ela é irrelevante, mas eu conheço o tipo... ela é quase pior que a Sarah! E agora ela está aliada com a própria Sarah! Sério, eu sou o único aqui que não é um completo cego? — Ele questionou, exasperado.
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TRISTAN: Eu sei o que estou fazendo. Esse é o mais longe que já cheguei, e com cinco noites até a final, cada passo tem que ser estratégico. Eu ainda quero ir à final com Danny e Daya, mas, e essa parte eu nunca vou contar para o Danny, eu quero levar a Daya comigo ao Top 2. Por quê? Bem, é simples. Vou levá-la até o fim, e o júri vai chutá-la sem pensar duas vezes. E aí, quem fica com os dois milhões? — Ele aponta o polegar para o próprio peito. — Exatamente.
—-
GINO: Foi uma manhã... educativa. — Ele coçou o queixo. — Ontem eu estava achando que o Danny ainda era leal demais ao Tristan, mas eles claramente não estão na mesma página em relação a Daya. Isso é ótimo! Agora, eu só preciso aguardar essa rachadura virar uma cratera! — Ele riu.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Na mesa do refeitório, o ar estava tenso. Sarah, Brooke e Daya mal trocavam olhares, cada uma fingindo que o copo de café intragável era a coisa mais fascinante do mundo.
BROOKE: Ugh, o café tá pior que o normal hoje. Parece que foi filtrado em meias sujas. — Ela forçou um sorriso, tentando quebrar o gelo. — Onde está a comida? O Chef ainda não serviu?
DAYA: Será que o Chef Hatchet finalmente desistiu depois de anos de escravidão culinária? — Ela mexeu a xícara, observando o líquido nojento.
SARAH: Duvido que ele tenha permissão pra isso. Mas você tem um ponto, ele já teria servido os ovos borrachudos a essa altura. — Ela sorriu de canto, sem humor. — Chef sumido nunca é um bom sinal.
O silêncio voltou, agora mais desconfortável. Elas continuaram encarando suas xícaras com uma careta, cada uma mantendo a pose enquanto a tensão pairava no ar.
*CONFESSIONÁRIO ON*
SARAH: O café tá horrível, mas o clima? Muito pior. Desde que o Igor saiu, aquela 'aliança' com a Brooke? Morta. Enterrada. Desculpa, mas se ela quis se livrar do Igor, nossa parceria foi junto. E eu avisei a ela. E Daya? Ela é uma cascavel enrolada em roupas feias. Aliança feminina? Só existe no mundo da imaginação. — Ela deu de ombros. — Só preciso fingir amizade até ter a chance de jogar as duas debaixo do ônibus.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
BROOKE: Então, alguma ideia sobre o desafio de hoje? — Ela tentou puxar conversa, mais para espantar o silêncio do que por curiosidade.
SARAH: Algo insano, provavelmente com risco de vida. Ou seja, o de sempre. — Ela respondeu, indiferente.
DAYA: Espero que seja um desafio fácil. Porque, sério, esse café é um desafio de resistência por si só. — Ela comentou, com um sorriso cínico. Mas ninguém riu.
Outro silêncio constrangedor se instalou. Brooke olhou de relance para Sarah e depois para Daya, antes de dar outro gole do café horrível, fingindo não estar desconfortável.
SARAH: E então... planos? — Ela perguntou casualmente, como quem não quer nada, mas analisando cada expressão das outras.
BROOKE: Planos? Tipo... pro jogo? — Ela claramente foi pega desprevenida, o nervosismo evidente.
SARAH: Não. Planos pro nosso próximo chá da tarde. Claro que pro jogo, Brooke! — Ela revirou os olhos, sem paciência.
DAYA: Ah, então vamos falar de planos? Reais ou os que a gente finge pra manter a pose? — Sorriu com sarcasmo.
BROOKE: Reais, eu acho... Estamos contra os meninos, certo? — Ela respondeu, hesitante, mexendo no cabelo e claramente desconfortável com o rumo da conversa.
*CONFESSIONÁRIO ON*
DAYA: Sério, como essas duas conseguem ser tão burras? Elas deixaram eu eliminar o Igor, e elas ainda estão tentando essa história de 'aliança feminina'? Isso nem é uma aliança. É a coisa mais falsa do mundo, e eu já tô planejando como vou traí-las na primeira oportunidade. — Então pensou um pouco. — Na verdade, nem considero traição, já que para mim a aliança nunca foi verdade em primeiro lugar! Eu nem me sinto mal por isso. Se elas fossem espertas, já teriam se tocado. — Ela ri, mexendo o cabelo. — Mas, bom, desespero faz a gente fazer coisas idiotas, né?
—-
BROOKE: Eu tô tentando, tá? Sério. Mas entre a Sarah e a Daya, é como andar num campo minado. Essa aliança feminina seria o meu sonho... se não fosse tão impossível. — Ela suspirou, exasperada. — A Sarah já saltou do barco, e a Daya tá com a faca afiada, pronta pra atacar. Eu deveria ter saído dessa antes. Agora? Tô só tentando sobreviver.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
As garotas estavam terminando o café quando a voz de Chris McLean explodiu pelos auto-falantes.
CHRIS: Campistas, refeitório. Em dez minutos. Não me façam ter que ir buscar vocês!
DAYA: Outro desafio no refeitório? Já deu, né? — Ela revirou os olhos.
SARAH: Se for outro desafio de comida, dessa vez tá no papo!
Pouco depois, os outros campistas chegaram. Danny bocejando, Gino sem pressa, e Tristan com uma expressão desconfiada.
Quando as portas do refeitório se abriram com um estalo, Chris entrou com um sorriso calculado. Atrás dele, estagiários traziam um bolo gigante com velas, balões flutuavam, e confetes voavam. Chef Hatchet, como sempre, parecia que preferia estar em qualquer outro lugar.
TRISTAN: Aniversário de alguém? Porque ninguém me falou nada?
Chris se posicionou ao lado do bolo, mãos erguidas dramaticamente.
CHRIS: Não, melhor que isso! Parabéns, campistas! Estamos celebrando o episódio 100 do reboot!
Os campistas se entreolharam. Tristan piscou, fez as contas rapidamente.
TRISTAN: Pera aí! Tem algo de errado. Não faz sentido. Este é o episódio 88.
Chris congelou por um segundo.
CHRIS: Ah... claro! Quero dizer... estamos comemorando o Top 6! Isso sim é histórico!
GINO: Top 6? Nem é um número redondo. Top 5 faz mais sentido.
DANNY: Ou o Top 3. Alguém aí já viu alguém comemorando o sexto lugar?
CHRIS: Gente, não importa! — Ele disse irritado. — É uma conquista porque faltam seis dias pra final! Ou sei lá, hoje é sexta... Tanto faz!
Ele massageou a têmpora, tentando manter o controle.
CHRIS: Parem de questionar e comam logo. Vocês não querem desperdiçar comida boa, né? Nem foi o Chef Hatchet que fez dessa vez!
Felizmente, Chef Hatchet não ouviu. Ainda assim, os campistas não estavam prontos para ceder.
DAYA: Nem um bolo sem açúcar, Chris? Achei que esse show fosse inclusivo...
Com um suspiro exasperado, Chris estalou os dedos, e uma estagiária apareceu com salgados.
ESTAGIÁRIA: Sem açúcar. Toma. — Ela diz com a voz arrastada.
CHRIS: E aí? Esperando o quê?
Desconfiados, os campistas começaram a comer. Estranhamente, a comida estava ótima. Brooke deu outra mordida e sussurrou para Sarah.
BROOKE: Engraçado... normalmente a comida aqui é mais uma arma química.
SARAH: Verdade, mas... isso tá bom demais pra ser verdade. Alguém sabe o nome do restaurante?
Tristan enfiou um pedaço de bolo na boca, oferecendo a Chris.
TRISTAN: Quer um pedaço?
CHRIS: Nah, tô de dieta. Prefiro manter minha... forma. — Ele respondeu nervosamente.
Chris deu dois passos para trás, claramente evitando o bolo. Tristan franziu a testa, mas continuou comendo. Pouco depois, bocejos começaram a aparecer, um a um. Gino apoiou a cabeça na mesa, e Danny deslizou da cadeira.
*CONFESSIONÁRIO ON*
TRISTAN: Tem algo de errado aqui. Isso tá estranho, isso tá suspeito. Mas... cara, esse bolo tá bom demais. — Ele enfiou uma mordida na boca, sujando o rosto de glacê azul.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Daya foi a próxima a tombar, inconsciente, seguida por Brooke, Sarah. Em minutos, o refeitório estava em silêncio, exceto pelos roncos baixos.
Chris sorriu, satisfeito.
CHRIS: Finalmente! Durmam bem, meus bichinhos. Vocês vão precisar de energia pro que vem a seguir.
Rindo, ele saiu da cena, enquanto Chef Hatchet recolhia os pratos com um sorriso sinistro, e os estagiários arrastavam os campistas dormentes.
***
Os campistas acordam jogados no chão de uma clareira sombria da Ilha Mistikwanikan. O sol está quase sumindo no horizonte, deixando o céu com um laranja sinistro. Todos estão espalhados, com uns babando e outros ainda grogues.
Danny se levanta e começa a se espreguiçar.
GINO: Onde diabos a gente tá? Parece uma floresta macabra daquela série, Entropy Rises.
DAYA: Se for mais um desafio daquele maluco, eu juro que vou...
Antes que ela termine a frase, um rugido monstruoso ecoa pela floresta, fazendo o chão vibrar. Danny se joga atrás de Sarah, a pessoa mais próxima, que apenas revira os olhos.
DANNY: O-o que foi isso? — Sua voz tremeu.
SARAH: Se eu soubesse, você acha que eu estaria aqui parada? Me solta, seu banana! — Ela empurrou Danny para longe. — Tsk, que vergonha! Um marmanjo maromba que nem você, se escondendo atrás dos outros com medo. Imagina a Becky e as amigas dela vendo isso na televisão? Minha bebezinha Elly nunca me daria tal desgosto…
Danny ouviu, mas estava amedrontado demais para responder.
*CONFESSIONÁRIO ON*
DANNY: Sabia que o bolo era uma cilada! Mas não... lá vai o Danny, "só uma mordidinha, o que pode dar errado?". Agora estou aqui, no set de um filme de terror. Isso é o que eu ganho por quebrar meu regime alimentar! — Ele reclamou.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Do nada, Gino avista um papel velho preso numa árvore e começa a ler em voz alta:
GINO: "Sobrevivam até o amanhecer." Surpresa zero. Se eu não morrer de um susto, vou morrer de tédio. Você é tão previsível, McLean! — Ele grita como se o apresentador ouvisse.
Outro rugido, dessa vez mais perto, faz todos trocarem olhares. Sem aviso, Sarah começa a andar para longe, devagar no início, mas logo acelera para uma corrida.
SARAH: Olha, se algum de vocês quiser virar comida de monstro, que fique à vontade. Eu? Tô fora.
Diante dessa reação, o resto não pensa duas vezes. Todos disparam correndo, com Gino liderando o caminho e Danny ainda preocupado com o seu físico mais do que com o monstro.
Ao chegarem numa área aberta, encontram a entrada de um gigantesco labirinto. As paredes parecem feitas de metal torto e enferrujado, enquanto uma névoa estranha cobre o chão. O rugido de antes volta, ainda mais perto.
DANNY: Ok, eu juro que vi alguma coisa lá atrás... ou foi só minha imaginação?
Sem aviso, a voz de Chris surge pelos alto-falantes, num tom alegre demais para a situação.
CHRIS: Aí estão vocês! Bem-vindos ao desafio da noite!
Todos trocam olhares confusos.
CHRIS: O primeiro a sair desse labirinto garante invencibilidade! Mas, claro, vocês têm até o amanhecer, quando um barco vem pegar os sobreviventes. Se perderem o barco... bom, sempre tem a opção de nadar até o acampamento! Boa sorte com os tubarões! Hahaha!
*CONFESSIONÁRIO ON*
SARAH: Um labirinto? Eu juro, esse cara tem uma obsessão com filmes de terror de baixo orçamento. E, adivinha? Eu sou a protagonista cansada de tudo. — Então ela faz uma expressão surpresa. — Ou então… eu sou a patricinha maldosa secundária que morre nos primeiros minutos? — Ela parecia ofendida com a própria sugestão. — Não… isso não pode ser verdade! Eu jamais seria uma personagem secundária! Eu sou uma personagem secundária? — Ela encara a câmera, em crise existencial.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Os campistas observam bem a entrada do labirinto e eles adentram um longo corredor que se abre em seis caminhos. A voz de Chris volta a soar.
CHRIS: Cada um de vocês vai pegar um caminho! Cada rota tem suas... surpresas!
Ele ri de maneira maníaca, deixando todos ainda mais tensos.
DAYA: Ah, claro. Caminhos com surpresas. Obrigada pela dica, gênio. — Ela disse com sarcasmo.
DANNY: Vamos nessa logo! Ou alguém quer jogar "pedra, papel e tesoura" para decidir quem pega qual caminho?
DAYA: Danny, pelo amor, a gente já tá num filme de terror. Não seja o estereótipo do personagem burro, tá?
Sem mais discussões, cada um dos campistas se posiciona diante de um caminho. A névoa densa começa a envolvê-los, engolindo-os conforme desaparecem um a um no labirinto.
***
A câmera segue Gino enquanto ele caminha pelo labirinto com confiança, seus passos ecoando na terra batida. Ele vira mais uma esquina e desacelera, desconfiado do silêncio.
GINO: Até agora tudo tranquilo... o que é muito suspeito.
*CONFESSIONÁRIO ON*
GINO: Assistir o labirinto da arquibancada na minha temporada? Moleza! Agora, de dentro… é como tentar resolver um quebra-cabeça de olhos vendados… debaixo d’água! Óbvio que você em casa vai gritar “Não, idiota, não vira aí!”, mas aqui dentro... tô perdido. — Ele suspira.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Seguindo em frente, sem nenhum beco sem saída à vista, Gino sorri, se achando vitorioso.
GINO: Hah! Três vitórias individuais? Hoje é o meu dia! — Ele pensa alto.
Assim que vira outra esquina, o chão se abre sob seus pés.
GINO: Mas o quê!?
O grito ecoa enquanto ele despenca, as mãos agarrando o chão no último segundo. Ele olha para baixo, mas só vê escuridão.
GINO: Ok, Gino, respira. Não entra em pânico... tem como sair daqui...
Seus dedos escorregam, e ele grita de novo.
GINO: AAAHH!!!
No entanto, logo em seguida, sua mão se envolve numa erva daninha que o impede de cair mais fundo.
GINO: Ufa! — Ele limpa o suor da testa. — Agora só preciso... pensar.
O tempo passa, e o silêncio do buraco é quebrado por passos vindos de cima. Gino olha, cheio de esperança.
GINO: Ei! Alguém aí? SOCORRO!
O rosto de Brooke aparece no topo do buraco, sorrindo maliciosamente.
BROOKE: Ora, ora, o que temos aqui?
Gino trinca os dentes, mas sabe que está em apuros.
GINO: Brookey, querida! Uma ajudinha?
BROOKE: Hmmm... o que você disse mesmo?
GINO: Por favor! A gente continua o desafio numa boa, competição justa. Que tal?
Brooke arqueia a sobrancelha, divertindo-se.
BROOKE: Competição justa? Sério, Gino? A última vez que você jogou limpo foi... nunca. — Ela cruza os braços, fingindo pensar.
GINO: Eu deixo você ganhar, juro!
BROOKE: Tão tentador… — Ela faz uma pausa teatral. — Mas... nah. Eu prefiro vencer sem ajuda. Boa sorte aí! — Com um aceno despreocupado, ela se afasta, sumindo pela próxima curva.
GINO: Você vai me pagar por isso, Brooke!
A câmera segue Brooke, que agora caminha com um sorriso de satisfação. Mas o sorriso logo desaparece, dando lugar a uma expressão preocupada.
*CONFESSIONÁRIO ON*
BROOKE: Eu podia ter ajudado o Gino, mas... sério? Ele teria feito o mesmo por mim? Claro que não. Além disso, esse é um jogo solo. Ele que se vire. — Ela cruza os braços. — Tá, talvez eu me sinta um pouquinho mal. Ninguém merece ser abandonado num buraco... nem ele.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Brooke avançava pelo longo corredor, os olhos atentos, cada passo cuidadoso. Ao virar à direita duas vezes, encontrou outro corredor igualmente extenso.
BROOKE: Isso tá muito fácil. Super suspeito. — Ela murmurou, desconfiada. — Será que o orçamento do Chris acabou?
Antes que pudesse terminar o pensamento, buracos se abriram nas paredes, e cipós grossos e espinhentos surgiram, agarrando suas pernas e prendendo seus pulsos. Ela tentou gritar, mas os cipós taparam sua boca, transformando seu grito em um "mmmph" abafado.
*CONFESSIONÁRIO ON*
BROOKE: Aquilo foi... — Ela tremia, abraçando os joelhos. — Extremamente traumático. Não vou mentir. Nunca mais olho para uma planta do mesmo jeito.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Se livrando dos cipós com esforço, Brooke seguiu, ainda ofegante, até esbarrar em uma parede de músculos. O impacto a fez cair de bunda no chão.
BROOKE: Ugh... o que foi isso?! — Ela esfregou a cabeça, só para perceber que tinha trombado em Danny, que também parecia em choque.
DANNY: Brooke? Cara, quase tive um ataque cardíaco!
BROOKE: Você quase teve? — Ela soltou uma risada sarcástica. — Você sabe que isso é só um desafio, certo? Não é um filme de terror de verdade.
DANNY: Desafio ou não, as maluquices do Chris são bem reais! Olha pra você, toda detonada!
Brooke olhou para seus pulsos, agora vermelhos de espinhos, e não pôde discordar.
DANNY: Eu passei por isso no ano passado. O “Maníaco da Cimitarra” pode ter sido falso, mas ver os outros "morrendo" na sua frente? Nada divertido. Trauma real.
Sem argumentos, Brooke ficou em silêncio enquanto os dois seguiam. Chegaram a uma bifurcação.
BROOKE: Esquerda?
DANNY: Direita!
E sem esperar, Danny foi na direção oposta. Brooke deu de ombros e seguiu seu próprio caminho. A câmera seguiu Danny, visivelmente tenso, seus olhos saltando a cada passo.
*CONFESSIONÁRIO ON*
DANNY: Tá bom, eu admito! Tô nervoso! É isso que vocês queriam? Que eu confessasse? — Ele falou, tentando manter a compostura, mas claramente desconfortável. — Eu sou triatleta, caramba! Mas do que adianta correr rápido se esse labirinto é uma bagunça completa? Eu só queria sair daqui vivo.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Danny ouviu um resmungo, que ele presumiu ser Brooke se enroscando num beco sem saída. Ele seguiu em frente, virando duas esquerdas, e avistou algo que quebrou a tensão.
DANNY: Finalmente! Tristan!
Ele correu na direção do aliado, que parecia estar em chamas.
DANNY: Uhh, Tristan... você tá pegando fogo.
TRISTAN: Não diga! — Ele resmungou, batendo nos próprios braços para apagar as chamas. — Um estagiário com um lança-chamas, coisa boba. Dois corredores atrás. E você, achou alguém?
DANNY: Esbarrei na Brooke. Quer dizer, literalmente.
TRISTAN: Você é o primeiro que eu encontro.
Sem perder tempo, Danny foi direto ao ponto.
DANNY: Vamos continuar juntos? Seria ótimo vazar desse labirinto infernal logo.
TRISTAN: Pode ser. — Ele deu de ombros, ainda apagando os últimos vestígios de fogo.
E assim, os dois seguiram lado a lado, virando a próxima esquerda.
Danny e Tristan seguiam lado a lado pelo labirinto, suas respirações abafadas pelos corredores apertados e tortuosos. Nenhum obstáculo mortal ou estagiário com espadas há um bom tempo.
DANNY: Isso aqui tá sendo ridiculamente tranquilo, né? Como se fosse um horror psicológico, Chris quer nos deixar paranóicos.
TRISTAN: Nem me fale. Estou esperando um palhaço assassino.
DANNY: Ou um rinoceronte de meia tonelada. Ele é desse tipo.
Os dois riram, mas o clima logo ficou tenso de novo. Danny jogou um olhar de canto pra Tristan, como quem quer trazer algo à tona. Eles viraram mais uma esquerda, e Danny finalmente abriu a boca.
DANNY: Cara, sobre a Daya... eu sei que já falamos disso, mas… — Ele hesitou, tentando soar casual.
TRISTAN: De novo isso? — Ele interrompeu, já irritado. — Achei que tínhamos resolvido! Você quer cortar ela, eu quero levar ela até o Top 3, e ponto final!
DANNY: Eu entendi o ponto, sério. Mas…
Tristan parou abruptamente e encarou Danny.
TRISTAN: Não, não entendeu. Se tivesse entendido, não estaríamos discutindo isso há dias. O plano é simples: a Daya é a melhor carta que temos pro final. Ela é fraca, vai perder o desafio final fácil. Aí, meu amigo, Top 2 pra mim e pra você! — Ele gesticulou. — Levar outra pessoa só vai dificultar nossa vida, sacou?
DANNY: Tá, faz sentido, mas... é só que a Daya… — Ele coçou a nuca. — Eu tava conversando com o Gino antes da gente ir pro refeitório essa manhã e ele também acha…
TRISTAN: O Gino! O que o Gino tem que se meter? Ele não é parte da nossa aliança. Nós dois somos a aliança verdadeira, né?
Danny evitou o olhar do outro rapaz.
TRISTAN: Qual é, você acha que eu tô mantendo a Daya no jogo porque gosto dela? Pff, eu não conheço ninguém que goste dela! Não aqui no acampamento nem fora dele. Mas ela é útil…
Eles viraram uma curva e pararam subitamente, com os olhos arregalados.
Nada menos que Daya estava parada bem à frente, seus olhos chocados e cheios de mágoa. Ela tinha escutado tudo. O silêncio era mortal.
TRISTAN: Daya… — Sua voz saiu rouca e chocada.
Antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, Daya virou nos calcanhares e saiu correndo pelo labirinto, desaparecendo entre os corredores com velocidade surpreendente.
Danny e Tristan ficaram imóveis por um segundo. Então trocaram olhares.
DANNY: Isso foi... ruim.
TRISTAN: Muito. Muito ruim.
***
Corte para Chris McLean, sentado confortável na sala de monitoramento, com os pés em cima da mesa, um balde de pipoca na mão. Ele assistia à cena na tela, seus olhos brilhando com divertimento.
CHRIS: Ah, nada como um bom drama! Vocês viram a cara deles? Clássico. E agora, um breve intervalo pra vocês se recuperarem. Mas não muito, porque o caos tá só começando! Já voltamos com mais Drama Total: A Revanche!
*Intervalo*
Voltando dos comerciais, a câmera segue Daya, marchando furiosa pelo labirinto. Cada curva errada a deixava mais perdida e ainda mais irritada.
DAYA: Garotos ingratos, traíras descarados... Que ódio!
Ela vira mais uma esquina e dá de cara com um urso pardo, segurando o fio de uma motosserra. O urso puxa o fio, preparando-se para atacar.
DAYA: Sério, urso? Logo hoje?
Revirando os olhos, Daya acerta um soco certeiro no focinho da fera. O urso larga a motosserra com um gemido de dor e foge em disparada.
A garota se abaixa e passa a mão no objeto.
DAYA: Hm... Nada mal. Talvez eu use isso pra cortar o Danny e o Tristan ao meio depois do showzinho deles. Argh!
*CONFESSIONÁRIO ON*
DAYA: Ah, que raiva! Eu queria dizer que não ligo pra eles, que isso é só jogo... Mas não! Eu ligo sim! Eu fiz coisas pelas costas deles, ok, mas tinha uma migalha de lealdade ali. Pequena, mas tinha! Não acredito que esses canalhas achavam que eu era um fantoche para arrastar até o final. Mas eles se enganaram! Eu não sou a marionete de ninguém! Agora vou deixar essa raiva passar por mim e... vou ter a minha vingança! — Ela sorri com olhos maníacos.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Corta para Sarah, totalmente desorientada, tateando as paredes sujas do labirinto. Sua aparência estava toda desgrenhada. Ela já tinha se metido em todo tipo de encrenca.
SARAH: Esse labirinto é o inferno na Terra. A saída tem que estar por aqui...
Ela segue um corredor longo.
SARAH: Outro desses corredores sem fim? Sério, tô andando em círculos?
Após alguns passos, ela tropeça e cai de cara no chão.
SARAH: Que droga!
Levantando-se, ela percebe que, ao tropeçar, ativou algo. Uma pequena plataforma surge do chão, exibindo um ovo dourado brilhante.
SARAH: O que é isso agora?
Ela dá passos cautelosos em direção ao "ovo" brilhante.
*CONFESSIONÁRIO ON*
SARAH: Eu sei, eu sei. Regra número um de filme de terror: nunca se separe. Regra número dois: não toque no objeto brilhante! E o que eu fiz? Toquei no objeto brilhante. A curiosidade venceu... de novo.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Quando Sarah toca o ovo, ele se abre e de lá saem centenas de vespas-mandarinas, as "vespas assassinas".
SARAH: AAAAAAAAH!!!
Apavorada, Sarah corre sem rumo, gritando enquanto as vespas a perseguem.
***
Tristan e Danny seguiam pelo labirinto, os passos rápidos ecoando pelos corredores apertados e confusos.
DANNY: Você pisou na bola, né? Quer dizer, do jeito que a Daya olhou pra gente... Acho que não tem mais volta.
TRISTAN: Não me diga, Capitão Óbvio! — Ele bufa e então suspira. — Acho que ela nunca mais vai confiar em mim. Nem que eu compre uma cesta daquele biscoito sem açúcar que ela gosta.
DANNY: Quer saber? Até que tô aliviado. Isso resolve o problema. Agora, a gente pode eliminar ela sem culpa. Tá todo mundo livre! — Ele soa mais tranquilo que deveria.
Tristan parou abruptamente, virando-se para Danny com uma expressão incrédula.
TRISTAN: Você não entende nada, né, Danny? — Ele estava zangado. — Independentemente dela estar com raiva de nós, ela ainda é a pessoa perfeita para arrastar ao Top 3! Ela vai perder!
DANNY: Tá, mas e daí? Ela já sabe que a gente tava fingindo com ela! O que a gente ainda deve a ela?
TRISTAN: Não é sobre dever, cara! É estratégia! — Ele gesticulava furiosamente. — Se eliminarmos ela agora, sabe quem vai restar? Gente boa! Competidores fortes! Gino, Brooke, Sarah! Gente que vence desafios! Aí quem vai estar com a corda no pescoço somos nós!
Enquanto discutiam, o chão sob seus pés começou a tremer.
De repente, sem aviso, uma parede ao lado deles explodiu, revelando um... cavalo alado mecânico com olhos vermelhos brilhantes.
O pégaso soltou um relincho ameaçador e disparou seus olhos lasers contra eles.
DANNY: Que porra é essa?!
TRISTAN: É... é um... cavalo? Com lasers?
O bicho avançou, os lasers disparando em todas as direções. Tristan e Danny gritaram em uníssono e saíram correndo o mais rápido que podiam pelos corredores do labirinto.
*CONFESSIONÁRIO ON*
DANNY: Eu queria ser eliminado por uma trama complexa, tipo uma traição épica. Mas não! Eu vou ser torrado por um pônei com olhos lasers. Essa é a minha vida agora. Valeu, Chris McLean! — Ele diz com sarcasmo.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Enquanto corriam, desviando de mais raios laser, Danny olhou para Tristan com um sorriso torto.
DANNY: Talvez a gente devesse arrastar o cavalo pro Top 3, hein?
TRISTAN: Eu te odeio.
Os dois continuaram correndo enquanto o pégaso os perseguia, relinchando de forma ameaçadora, com o barulho de seus cascos ecoando no labirinto.
***
O céu acima de Brooke se tingia de roxo, sinalizando que o sol logo surgiria. Ela bufou, exausta.
BROOKE: Aff, eu já estou nesse labirinto há horas. Cadê a saída?
Continuou andando, os pés pesados, até ouvir um barulho estranho. Ela parou, os olhos se estreitando. Uma onda de gosma verde começou a escorrer das paredes, bloqueando o caminho.
BROOKE: Ah, não... Isso é sério?
Ela recuou, mas logo percebeu que o chão inteiro começava a ser tomado pela substância. Tentando agir rápido, Brooke pegou um galho e cutucou a gosma, mas ele foi imediatamente engolido.
BROOKE: Claro, agora eu tô lutando contra uma geleia assassina.
Sem muita escolha, ela deu um salto ousado sobre a gosma, soltando um grito. Por um milagre, ela aterrissou do outro lado, lambuzada de verde.
BROOKE: Nojo, nojo, NOJO!
Limpando-se como podia, algo brilhou no canto do seu olho. Ela estreitou os olhos... a saída!
BROOKE: Aleluia, senhor!
Sem perder tempo, Brooke correu pelos últimos corredores. E lá estava Chris, com aquele sorriso sarcástico.
CHRIS: E temos uma vencedora! Parabéns, Brooke, por escapar antes de qualquer outro incompetente.
Brooke levantou os braços, vitoriosa e coberta de gosma.
Chris, claro, não perdeu tempo. Puxou um megafone gigante.
CHRIS: Atenção, perdedores! O desafio acabou. Estagiários vão buscá-los, porque honestamente, vocês não têm a menor chance de sair desse labirinto sozinhos.
Num corte rápido, vemos os estagiários desmotivados aparecendo em carrinhos de golfe, indo buscar os outros participantes.
***
Com o sol nascendo, os campistas se reuniram do lado de fora do labirinto. Chris, com seu sorriso travesso, olhou para todos.
Sarah ainda se coçava, cheia de picadas de vespas. Gino estava todo sujo de terra. Danny estava cheio de hematomas. Tristan tinha hematomas e queimaduras. Daya parecia fisicamente bem, mas o rosto era o mais carrancudo já visto.
CHRIS: Agora, como vencedora, Brooke tem o privilégio de convidar alguém para o luxuoso Chalé McLean. Escolha com sabedoria. Se é que existe sabedoria nesse elenco.
Brooke olhou ao redor, pensativa.
*CONFESSIONÁRIO ON*
BROOKE: Acho que todo mundo diz isso, mas é uma escolha difícil! As meninas estão prontas pra me apunhalar pelas costas, e os garotos... eles são uns idiotas. Mas eu acho que devo a uma pessoa… Nosso histórico é complicado, mas eu sinto que faltei com espírito competitivo mais cedo. Eu preciso me retratar.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
Ela deu um passo à frente, tomando sua decisão.
BROOKE: Gino, quer vir pro Chalé?
Gino arqueou as sobrancelhas, claramente surpreso. Ele deu de ombros, tentando parecer indiferente.
GINO: Ah, tanto faz. Eu aceito, eu acho.
*CONFESSIONÁRIO ON*
GINO: Oh, uma reviravolta? Brooke me chamou para o Chalé McLean. Huh. Acho que ela ficou com a consciência pesada de ter me largado no buraco. Ha! Por isso que ela nunca vai ser uma jogadora boa igual a mim! Eu teria largado ela no buraco e jamais convidaria ela para o Chalé. De qualquer forma, não vou reclamar de um pouco de luxo... desde que ela não me empurre em outro buraco.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
CHRIS: Então é isso. Vejo vocês ao pôr-do-sol, ao topo da cachoeira, onde vamos decidir quem será o próximo eliminado. Vocês sabem o que fazer! Até mais tarde! O barco de volta para a Ilha McHatchet parte em cinco minutos, estejam lá ou fiquem para trás!
E com esse aviso, ele saiu de cena, os campistas correndo para alcançar o barco.
***
De volta ao acampamento, os campistas seguiam com seu dia, ou tentavam.
Durante o almoço, Tristan arrastou Danny para mais uma tentativa de conversar com Daya. Porém, assim que ela viu os dois se aproximando, pegou sua bandeja com sopa de lentilhas e se mandou para o outro lado.
TRISTAN: Ugh... Nada! Ela nem olha mais na nossa cara.
DANNY: Tá na hora de encarar a realidade, Tristan. Ela desistiu de você. De nós.
Tristan respirou fundo, claramente incomodado, mas seus ombros caíram, derrotados.
*CONFESSIONÁRIO ON*
TRISTAN: Eu já cansei de falar que no meu cenário ideal, Daya e eu estaríamos nos dois assentos da Cerimônia Final, mas isso parece cada vez mais difícil. Ela tá me dando um gelo completo! Eu disse para o Danny que nós não deveríamos desistir de investir nela, mas estou começando a pensar que o custo é grande demais. — Ele suspirou irritado. — Talvez ele tenha razão.
*CONFESSIONÁRIO OFF*
De volta ao acampamento, Tristan e Danny estavam jogando pedras nas janelas do Chalé McLean.
DANNY: Brooke! Gino! Venham aqui fora! Só queremos discutir... o voto! — Ele gritou, exagerado.
Brooke abriu a janela com raiva, enquanto Gino espiava com cara de tédio.
BROOKE: Vocês têm algum problema? Podiam ter quebrado a janela, seus idiotas!
Mesmo assim, os dois desceram, e o grupo discutiu rapidamente o plano. Mas Daya, indo ao banheiro, viu a reunião de longe. Seu rosto se contorceu em puro desgosto.
*CONFESSIONÁRIO ON*
DAYA: Tsk, óbvio. — Ela rolou os olhos. — Inimigos e traidores, todos conspirando contra mim! Mas eles não sabem que se tentarem me derrubar, como a boa cobra que sou, eu vou continuar rastejando? Tenho uma surpresa reservada, e vai ser delicioso ver a cara deles. Odeio todos eles, mesmo! A parte difícil vai ser decidir contra quem usar, um é pior que o outro! A Brooke tá imune, então ela escapou. Mas Sarah, Tristan, Gino, Danny? Ugh! Que se lasquem todos!
*CONFESSIONÁRIO OFF*
O quarteto terminou sua sessão de estratégia e se separou, a mensagem foi passada para Sarah, cortesia de Brooke.
Mais tarde, à noite, os campistas estavam ao redor da fogueira para a votação. Chris, com seu sorriso malicioso, observava enquanto todos esperavam ansiosos.
CHRIS: Vamos distribuir os marshmallows! O primeiro, obviamente, vai para... Brooke.
Brooke pegou o doce com um ar vitorioso. Em seguida, Chris atirou os marshmallows para Gino, Sarah, Tristan e Danny, sem muita cerimônia.
Os quatro imediatamente olharam para Daya, esperando sua explosão. Mas em vez disso, ela soltou uma risada cruel.
DAYA: Vocês são tão burros que chega a ser fofo! — Sua voz transbordava ironia.
Ela se levantou e tirou uma estatueta dourada de dentro da blusa. Danny arregalou os olhos.
TRISTAN: O quê? Isso é…
DAYA: Ah, pensaram que eu, a descartável, não ia encontrar a Estatueta McLean? Adivinhem só...
Ela entregou o objeto para Chris, que gargalhou.
CHRIS: Ho-ho-ho! Agora sim, uma reviravolta! Confirmo que é uma Estatueta McLean de Invencibilidade, o que significa que todos os votos contra Daya estão anulados. E, como todos vocês votaram nela... é Daya quem vai decidir quem sai!
Daya olhou para os outros, saboreando o momento.
BROOKE: Bem, eu tô salva, então posso relaxar. Boa sorte pra vocês que ficam. — Ela tentou disfarçar a tensão.
DAYA: É assim que se faz! — Ela retornou a seu assento e cruzou as pernas. — Chris, anuncia logo quem vazou, vai.
CHRIS: Você não manda em mim! — Ele limpa a garganta. — Mas tudo bem... A pessoa eliminada é...
Os olhos de Daya brilhavam, saboreando cada segundo.
CHRIS: É o Tristan!
Tristan baixou a cabeça, enquanto Danny se cobria com as mãos, derrotado. Sarah soltou um suspiro de alívio, e Gino observava a cena com uma expressão indecifrável.
TRISTAN: Meu Deus…
DAYA: Parece que eu não sou tão fraca assim, né? — Ela disparou, com um sorriso vitorioso.
Tristan pegou suas coisas e caminhou em direção à Bota do Terror, sem olhar para trás.
***
Na Bota do Terror, Tristan parecia desolado, mas mantinha a compostura, segurando o choro.
CHRIS: Ah, Tristan, esse final não foi o que você esperava, né? Espero que tenha aprendido a lição; Falar mais baixo em labirintos! — Ele gargalhou.
Tristan apenas revirou os olhos.
CHRIS: Não? Bem, foi engraçado pra mim. — Ele apertou o botão, lançando Tristan pelos ares.
O apresentador então encarou a câmera.
CHRIS: E mais uma pessoa levou o pé na bunda! Temos tão poucos campistas restantes, dá para contar em uma só mão! Qual deles vai levar a melhor e qual deles vai ser o próximo a fracassar? Descubra isso, no próximo episódio de Drama Total: A Revanche!
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