Dragões ascendentes.

18 O mundo dos sonhos


Notas iniciais
Sarah, agora, despertara um novo poder. Será que o futuro ao qual lhe espera, realmente acontecerá? E Takashi, irá confrontar Kenji em um futuro distante? Uma incógnita.

Basear-se em um mundo inexistente, decerto, é considerado tolice. Entretanto, mentes mundanas tende a fugir dos problemas, afim de criar sua própria dimensão. Contudo, o grande problema é quando ''sonhos'' conseguem atingir a realidade, devido uma habilidade dormente. Sim, de fato é um grande obstáculo na vida daqueles que desconhecem da magia arcana e da vida elemental ao redor do mundo.

Ó, sim, Sarah adquirira uma característica interessante, bastante peculiar. Todos os seus sonhos significavam algo e acabavam por acontecer. Mas seu problema maior era quando estes envolviam a morte de alguém querido. E, talvez, em um futuro bem distante, visualizara uma grande tragédia. Kenji e Takashi, lutando, mas não como parceiros e sim em lados opostos. Mas isso seria improvável, afinal, eram apenas crianças e pareciam se dar muito bem.

Era o que ela desejava acreditar, que nada mudaria e que a vida seguiria uma linha natural, tranquila, sem grandes problemas. Entretanto, é demasiado tolo acreditar que a linha ''dimensional'' se manterá imutável. Escolhas são realizadas e as consequência destas nem sempre pode ser prevista. Mas algo é certo, o que se deseja, nem sempre é o que será.

A elfa levantou-se, assustada, seu rosto encontrava-se em um mar de suor, sua respiração completamente ofegante. Levou, então, sua destra em meio aos ''seios'', o coração acelerado. Não desejava vivenciar àquela experiência, mas o que faria para que não acontecesse? Impossível prever.

Agora, encarava o teto, seus pensamentos dispersos, o que seria? Levantou-se, então, ajustando suas madeixas cujo insistiam em ocultar parte de sua visão. Era uma criança, ainda, mas seus pensamentos começaram a tomar formas, fazendo com que o amadurecimento começasse cedo demais.

Takashi e Kenji teriam saído a alguns minutos, sim, pois naquele dia combinaram que se encontrariam todos numa pequena praça. Ao lembrar-se disso, saltou da cama, indo diretamente para o chuveiro, ao despir-se totalmente. Não havia curva, tampouco seios desenvolvido o suficiente para descrevê-lo. Afinal, era uma criança, com preocupações que excedem sua faixa etária. Fora forçada a crescer rápido demais, sem que pudesse aproveitar o que todas as crianças vivenciaram.

Cabelos, ondulados, como as ondas do mar, envolvendo-se ternamente. Olhos, profundos, ostentando uma beleza imparcial, de coloração azul, como as águas do oceano. Cílios, volumosos, dando destaque a seu olhar. Ah, sim, Sarah possuía lábios chamativos, devidamente delineados, levemente ressaltados na parte superior, possuindo um leve tom carmesim. Curvas, sinuosas, até demais para uma criança. Suas pernas, frágeis, já demonstravam um certo volume, sendo capaz de chamar a atenção de qualquer garoto que estivesse na idade dela. Suas unhas, do pé, estavam devidamente tratadas, pintadas com á fruta proveniente de sua terra natal. Essa lembrança lhe trouxera uma nostalgia incomoda, fazendo com que uma aglomeração de gotículas se formasse nos olhos.

Eis que, seguiu, na direção oposta que encontrava-se. Estava pronta, deveria se encontrar com Emily, cujo deveria estar lhe esperando na porta. Sarah seguiu para o quarto, rapidamente, escolhendo suas roupas a dedo. Pegara um elegante vestido, com babados floridos e desenhos estampados em seu tecido. Não muito longe dali, belas sapatilhas, estas adequaram-se a seus pés pequenos. O pente encontrava-se no criado mudo e ela o pegou rapidamente, passando por seus cabelos, cujo possuíam a coloração da areia da praia. Suas pequenas orelhas, pontudas, despontaram de suas grenhas.

No mesmo instante se apoderara do perfume mais próximo jorrando em seu pescoço. Queria deixar Takashi apaixonado por ela, de fato, pois o garoto teria chamado sua atenção. Nem se conheceram direito, porém, quando o vira pela primeira vez, seu coração acelerou. Mas era algo dela, ninguém sequer desconfiava e se dependesse, jamais aconteceria.

O cômodo em que encontrava-se era simples. Uma cama de casal, no centro, ao lado de um criado mudo. O teto, de gesso, enfeitado por lustres elegantes, dignos de um palácio. A janela, encrustada de diamantes, passava o ar da realeza. No banheiro, uma enorme banheira de hidromassagem. Sim, era praticamente o paraíso e certamente, diferente do quarto masculino.

Sarah seguiu, languidamente, abrindo a porta, cujo fora formada por cristais reluzentes na maçaneta, ostentando uma beleza irresistível. Agora era hora de concretizar seu destino, estava próximo, sim, de encontrar o jovem que dominara seu coração. Takashi, o príncipe da aurora.

Notas finais
Se querem saber mais, continuem lendo.